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“Vôo Noturno”, de Wes Craven.

Red EyeJovem gerente de famoso hotel em Miami decide retornar para a cidade pegando o último vôo noturno, no meio da madrugada, com o objetivo de chegar o mais cedo possível para o trabalho. Antes de embarcar ela conhece um homem charmoso e simpático, que acaba viajando no mesmo avião que ela. É logo depois que o avião decola que ela começa a viver um inferno que só acabará quando chegar a Miami.
Wes Craven ganhou fama nos anos 80 com a sua maior criação, “A Hora do Pesadelo”. Nos anos 90 ele voltou à velha popularidade com “Pânico”. Foi justamente por ter baseado sua carreira em produções no gênero do terror que Craven decidiu tentar uma total mudança de estilo com o filme “Música do coração”. No entanto, parece que o próprio Craven não avaliou a empreitada positivamente, já que voltou logo ao caminho que tanto havia trilhado e, pouco tempo depois, tinha decidido dar uma pausa no ritmo de trabalho. Porém, ao ter contato com o argumento de um filme de suspense, escrito por um roteirista estreante, o diretor ficou tão interessado com o que leu que adiou por mais algum tempo as suas férias e dirigiu o longa-metragem. Wes Craven tomou a produção como um desafio, pois apesar da diferença não ser muitas vezes compreendida pelo público, filmes de terror são sim diferentes de filmes de suspense – as similiridades existem e a experiência em um dos gêneros conta bastante para o outro, mas são gêneros diversos. Assim, tendo a satisfação de não estar pisando em terreno totalmente desconhecido – diferentemente de como aconteceu em “Música do coração” – Craven conseguiu produzir o filme com mais folga, segurança e flexibilidade. Prova disso é o modo como o diretor, apoiado no excelente desempenho dos dois atores que protagonizam a estória, Rachel McAdams e Cillian Murphy, consegue não apenas sustentar o interesse do público pelo filme durante a longa sequência no interior do avião – que toma um terço do longa-metragem -, mas tornar esta a parte mais tensa de todo o filme. Claro, não apenas o diretor e os atores merecem ser parabenizados pelo feito, mas também o roteirista estreante: mesmo com este espaço tão limitado trabalhando, de certa forma, contra a dinâmica do suspense e diminuindo o número de conflitos possíveis a ser desenvolvidos, Carl Ellsworth conseguiu reverter estas características em fontes geradoras de tensão – para um roteiro de estréia, é um texto bastante apurado e maduro.
“Vôo Noturno”, que resultou em um longa-metragem divertido e competente, garantiu à Wes Craven paz de espírito para entrar com tranquilidade nas suas merecidas férias, chegando à constatação de que seu talento para contar estórias repletas de agitação, sempre apoiadas em personagens jovens e atores estreantes ou não muito populares, continua em plena forma. Ótimo para o diretor e melhor ainda para os espectadores, que ficam na expectativa de outros longas tão revigorantes quanto este.

2 Comentários

  1. flavio flavio

    oi poderia me ajudar quero um programa de player do formado rm
    me indique um
    valeu

  2. gatoduardo gatoduardo

    Apesar de ter lido muito bem sobre este filme, não gostei muito dele. O que me deu medo foi o ator Cillian Murphy, *ele tem cara de mau* (o.o)’
    O trailer é até bem chamativo, mas não gostei muito da história…
    Enfim, seu blog é muito legal, você tá de parabéns! ^^

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