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Yael Naim. [download: mp3]

Yael NaimFrancesa de nascença, mas israelense de origem e criação, Yael Naim é mais uma novata procurando seus caminhos no mundo da música. Depois de se dispor alguns anos a fazer o seu ganha pão em musicais franceses, Naim conheceu o produtor e instrumentista David Donatien, logo criando um imenso senso de identificação com ele. Foi ao desenvolver esta relação tão cheia de compreensão e cooperativadade artística que Yael superou seus temores e seus limites, concebendo com ele o seu primeiro álbum. Não se trata de uma obra excepcional, que chame a atenção pela originalidade e arroubo, mas por duas outras coisas: pela delicadeza que contém e por algumas escolhas ousadas. A delicadeza está implícita nos arranjos, como na melodia bem apurada dos violões, guitarras, bateria e percussão de “Too Long”, que possui ainda vocais de fundo graciosos, embebidos em um lirismo sutil, está contida nos vocais, piano, bateria, percussão e arranjo de metais de puro júbilo e graça em “New Soul”, ou reside na simplicidade triste do piano e tradicional arranjo de cordas de “Lonely”, na qual Yael, com vocal intensamente emotivo, fala apoiar incondicionalmente alguém que sofre estar confuso com sua falta de rumo. Já a ousadia da estreante fica por conta de um grande número de faixas em que ela canta em hebraico – como em “Levater”, cuja melodia exibe um violão quieto, sobrepujado pela borbulhância dos vocais, tanto o principal quanto os de fundo, e pelas cordas exuberantemente orientais – e por causa de sua brilhante recriação do hit “Toxic”, de Britney Spears, em cuja versão toda a reminiscência “popteen” é desprezada, dando lugar à um arranjo fabuloso ao cargo de um xilofone desmedidamente doce, guitarras agudas e sensuais, bateria escandida e flautas quase infantis, além de mini-ruídos indistintos.
Nesta estréia, Yael Naim e David Donatien conseguiram um disco com sonoridade bastante sólida e um razoável número de belas composições que enveredam ouvido adentro já na primeira escuta. Faltou um tantinho de sensatez ao selecionar uma quantidade um pouco acima do suficiente de músicas cantadas em hebraico, assim como faltou o mesmo apuro e perspicácia sonora dos arranjos das canções citadas nas que restam no disco, mas tudo isso se obtêm com a experiência no correr do tempo que, certamente, ambos terão daqui em diante.
Baixe o disco utilizando o links a seguir e a senha para descompactar os arquivos.

senha: seteventos.org

http://rapidshare.com/files/78353630/naim.zip

4 Comentários

  1. raukai raukai

    nossa, fiquei muito curioso com essa cantora, você recomendando principalmente. você colocou como linkado o álbum do nouvelle vague, assim como os da camille, por isso eu pergunto: você já ouviu ”two for the road”? é do mesmo produtor, dessa vez juntando dois cantores em homenagem ao filme homônimo. poderia ter saído muito brega, mas o resultado ficou muito interessante.

    ah, e o link que você postou pra Yael deu erro, infelizmente =/

  2. Vou conferir sua recomendação 😉
    Já estou providenciando novo link para o álbum deste post. :mrgreen:

    atualização: post já com o novo link.

  3. felipe felipe

    depois de ver o vídeo ‘new soul’, fiquei curioso em relação ao que seria o resto do álbum. obrigado pelo link.
    blog da hora. tá adicionado. 😉

  4. Xuxu…digo que não concordo mucho com a inexperiência que cita na produção de Yael, eu enquanto produtora, acho um album enormemente desafiador, primeiro por ser o primeiro dela, e segundo, por ser lançado numa época em que as canções são cada vez mais sujas, complexas…de um requinte imaturo no quesito diversificação de arranjos…adições demais. muito sampler, digitalizações nada artísticas…enfim…muitos rhodes…e ela quis mostrar a que veio, que tem voz, que sustenta, e cumpriu seu papel como ninguém…acho uma forma muito reproducente de se estrear…

    Acho que Yael foi luxuosíssima…só falta ela ser convidada para fazer um cd de samba phino aqui no Brasil, hahaha, iria ficar Massachussets e Encleveland…com seu Wilson das Neves na batera…e Cláudio Andrade no Piano Acústico…nhãm nhãm..

    Inté Amado!!!

    E.

    😉

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