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Categoria: bloguices

textos dentro do estilo blog mais padrão: comentários rápidos e rasteiros sobre temas dos mais diversos.

Woodkid – “I Love You” [video]

Woodkid – I Love You (Official Video)

E finalmente teve sua estréia o tão esperado terceiro (e provavelmente último) vídeo a ser liberado pelo músico, compositor e diretor francês Woodkid antes do lançamento de The Golden Age, seu álbum de estréia. Após uma brevíssima referência ao personagem do garoto que foi introduzido no vídeo de “Iron” e que protagonizou o vídeo de “Run, Boy, Run”, somos apresentados à um personagem também retratado em “Iron”, o homem jovem que parece ser um sacerdote cristão, que neste vídeo chega para realizar seu culto em uma capela de um vilarejo de camponeses russos. Ao mesmo tempo que ele toca o órgão da igreja para os seus fiéis, nos é apresentado este jovem como um outro personagem em uma jornada através de um imponente e vasto deserto gelado e rochoso até chegar ao litoral, onde acaba por atirar-se no fundo do oceano. Esta história paralela, na verdade, é também contada pelo jovem sacerdote aos seus fiéis, já que ele introduz em russo o conto para eles como sendo sobre um homem que morre duas vezes: ao perder seu amor e ao se afogar nas águas geladas do oceano.
Inevitavelmente bem encenado, impecavelmente fotografado e espetacularmente elaborado, este novo vídeo Inicialmente aparenta ser mais simples do que os dois lançados por Woodkid, mas à medida que o curta se desenvolve vai sendo revelado o destino do desesperado jovem e a história torna-se mais imponente e espetacular, sendo fechada com um final misterioso e intrigante. Enquanto “Iron” e “Run, Boy, Run” tinham temáticas mais juvenis e apoteóticas, o vídeo de “I Love You” é um trabalho mais maduro e emocionante, deixando claro que Woodkid pode ir muito além das belas aventuras juvenis e épicas pelas quais ficou inicialmente conhecido – e confesso: de todos até o momento, este é o meu vídeo preferido.

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Novo domínio: seteventos.com

new domain - seteventosdotcomHá praticamente cinco anos, quando procurei registrar este endereço, descobri um tanto chateado que o termo já havia sido registrado com a terminação .COM por uma empresa portuguesa da região de Seteventos (daí a razão do registro). Entre o .NET e .ORG, não me perguntem por qual razão, mas optei por este último – talvez por uma questão de estabelecer claramente uma diferenciação do registro já estabelecido e que já tinha indexação em mecanismos de buscas. Bem, qual não foi minha surpresa ao receber em meu e-mail uma mensagem de uma empresa de negociação de domínios que o seteventos.com estava à venda? Animei-me, mas logo já tratei de segurar a animação: como qualquer atravessador – lembram das aulas de geografia? – eles queriam cobrar os olhos da cara, o nariz e a boca pelo domínio. Recusei a oferta. Mas como não sou idiota, descobri que o domínio estava em leilão aberto e universo conspirou (risos à la Paulo Coelho) para que ele fosse meu pelo seu valor mínimo, como o de qualquer outro domínio .COM.
Então é isto: o seteventos passa a adotar o .COM como domínio principal, mas não se preocupem, ele também poderá ser acessado pelo clássico, já estabelecido .ORG. Vou manter o registro por uma questão de tradição e apego afetivo, afinal foi com ele que acabei criando a identidade do blog. Porém, ele servirá apenas para redirecionar para o seteventos.com e, portanto, o FEED RSS só funcionará sob o novo domínio. Deste modo, peço a todos que assinam o FEED do blog para que atualizem para a assinatura sob o novo registro, o seteventos.com, ali na barra lateral do blog ou pelo serviço de assinatura do seu próprio navegador. Deixo então avisado que o FEED RSS do domínio seteventos.org não estará mais funcionando e não receberá mais atualizações daqui em diante, embora você ainda possa continuar utilizando o domínio antigo para acessar o seteventos.com.

Aproveito para pedir desculpas pela lenta atualização do blog. Gostaria de fazê-lo com mais frequência, mas neste momento está um pouco difícil. Mas prometo resenha para este fim de semana, ok?

Abrações para todos e continuamos com a programação normal, mas em um novo bat-canal…seteventos.com!

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Twitter Wars: Campo de Batalha Brasil.

Twitter Wars BrasilEu realmente não virei fã do Twitter. Na verdade nem tentei de fato usá-lo – fiz uma conta, mais por inércia do que por vontade, como faço em muitos serviços da internet, mas já o fiz sabendo que não ia usar. Eu desconfio que a minha falta de atração pelo serviço tenha origem no meu mais completo desinteresse pela telefonia móvel, à qual só aderi há coisa de 2 semanas, e ainda assim porque ganhei um aparelho celular. Parece que uma coisa nada tem a ver com a outra, mas existe uma relação. A maior parte dos usuários deste serviço acabou se acostumando – e se afeiçoando – com os chamados “torpedos”, tornando-os tão intrínsecos ao serviço de telefonia quanto a própria chamada telefônica. Daí que o Twitter, de um certo modo, se assemelha muito aos chamados torpedos: mensagens curtas, em sua grande maioria sem qualquer caráter emergencial e muitas vezes tratando de banalidades ou amenidades das mais diversas – é, eu sei que se anda fazendo usos mais “nobres” desta ferramenta de internet, mas em sua maioria esmagadora o uso tem bem a natureza que descrevi. E como eu não fiz do celular um instrumento necessário ao meu cotidiano, o Twitter, pela semelhança que enxergo com este serviço, acabou figurando para mim como algo tão desinteressante quanto. Além disso, eu tenho um blog – ou melhor, dois blogs, né? -, e a hora que eu quiser ficar postando mensagens curtas ou simplesmente ficar repassando links – coisa que nunca encontro necessidade de fazer – eu posso escolher fazer isso em qualquer um dos dois. Eu sei, o Twitter PODE ser mais do que isso, mas eu ainda não fui arrebatado mesmo que pelos seus outros encantos.
No entanto, o meu desinterrese natural pelo serviço tem ganhado força por conta de acontecimentos dos últimos meses. O Twitter, que já naturalmente sofreria da mesma problemática de todas as ferramentas sociais da web, que é o fato de que as pessoas acham necessário se inter-relacionar com o maior número de pessoas para propagar sua presença na rede, acabou tendo isso potencializado por ter sido convertido na coqueluche do momento graças aos portais e sites de tecnologia mais up-to-date, que o alçaram ao possível pontapé da chamada “Web 3.0”, e aos blogueiros mais gabaritados e/ou hypados da internet, que o transformaram no seu mais novo brinquedinho, chegando ao ponto de elevá-lo à nova materialidade do jornalismo do século XXI. Junte esse oba-oba que certamente aguça a curiosidade alheia com sua dinâmica de uso simplificada – como bem destacou Matt Mullenweg em uma palestra ao visitar o Brasil em junho deste ano, trata-se apenas de uma caixa de texto e um botão de “send”…qualquer palerma sabe usar isso – e o cenário do apocalipse se apresentou no horizonte da internet: uma tsunami de internautas resolveu desaguar no serviço para inundar a web com suas micro-postagens, muitas delas tratando de todo tipo de asneira desnecessária, como a narração sequencial de seus afazeres mais estupidamente ordinários e repetitivos do cotidiano, sem notar que isso pouco interessa à humanidade – ou eu estou errado ao dizer que coisas como “no supermercado comprando Sucrilhos de chocolate” ou “começou a Sessão da Tarde, tô assistindo”? não tem qualquer necessidade de ser ditas e não, de modo algum se configuram como coisas úteis e de interesse público?
Como o serviço, com esse conjunto de fatos, acabou virando uma das maiores novas-modinhas da web ele veio a conquistar espaço e uso até na mídia televisiva. Resultado? As estrelas e astros da cultura pop voltaram seus olhos para o serviço e perceberam ali um instrumento mamão-com-açúcar para ganhar ainda mais projeção e, obviamente, para dar uma alisada nos seus egos, já que disputar seguidores para o seu perfil no site seria um atestado de popularidade para o “twitteiro”.
E aí começaram os problemas que o Twitter vem trazendo para a internet nas últimas semanas. Quando são anônimos fazendo e dizendo bobagem, isso não ganha lá muito espaço nem na própria internet. Agora, o que acontece quando são celebridades que acabam fazendo isso? Bom, já deu pra perceber que aí a coisa ganha proporções muito maiores. E é o que está acontecendo: vai semana, vem semana, toma-se conhecimento que alguma (sub)celebridade fez bobagem lá pelos domínios do tal Twitter – e isso acontece até mesmo porque a graça do serviço está em tornar tudo público, evidentemente. Já teve de um tudo, de mané mandando mensagem pra maior estrelete internacional do serviço pedindo pra apoiar a campanha pra tirar o presidente do senado do seu cargo, divulgação de número de celular pelo próprio detentor do telefone, alfinetadadas contínuas por dor de cotovelo em campanha de prêmios pra obter mais seguidores no perfil do serviço e, a última, sujeito fazendo uma piada totalmente desnecessária, em um daqueles torpedos twittênicos clássicos de “ei, pessoal, to fazendo isso agora, sabiam?” e sendo criticado por um colega de profissão que, ora vejam, ganha a vida fazendo o mesmo tipo de piada rasteira – é aquela história do roto falando do esfarrapado. É o verdadeiro inferno na terra (virtual) de fazer vergonha a meu adorado Dante Alighieri – ou ao próprio Diabo, convenhamos.
Agora eu pergunto: que me interessa isso? O que lhe interessa isso, amigo internauta? Bem, não interessa, mesmo. É evidente que o Twitter não é o carrasco do senso de utilidade da web, já que a maior parte dos chamados serviços sociais, que são a “alma” da tão celebrada web 2.0, contribuem para tanto há muito mais tempo – basta entrar em uma comunidade qualquer do Orkut e ver como as pessoas perdem tempo se alfinetando e alimentando discussões estúpidas. Porém, o combo hype + facilidade de uso está tornando o serviço o espaço ideal destas batalhas e deixando o Twitter do jeitinho que o diabo gosta. Bastava o “twitteiro”, as celebridades do serviço em especial, parar para pensar não mais do que um minuto para deixar de publicar asneira e poupar o internauta de tomar conhecimento de sua estupidez. Mas aí já é pedir demais, já que a maior parte das pessoas não dá uma pausa para refletir antes de fazer coisa muito mais importante, como pôr mais uma criança nesse mundo sem ter a menor condição e aptidão para criar. É, só nos resta fechar os olhos ao avistar a palavra “Twitter” em qualquer site de notícias. Ou rezar para essa moda ser passageira – e não custa ser – e aguardar que as tais celebridades fechem seu canal de comunicação direta com os fãs e voltem à velha e – agora vejo – tão útil tradição de ter suas declarações filtradas pelos seus assessores de imprensa.

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OUTSIDERS.

Yes – I’ve decided to open a new blog – and I will try to keep it alive despite the fact that having one blog is already something that drains your free time. There are three reasons for doing this: first, I’ve ceased writing in English a long time ago and I wanna resume writing practice; second, because even though it’s written in Portuguese, seteventos.org receives lots of foreign visitors with whom I’ve never had the chance to communicate properly; third, as seteventos.org is mostly a review blog, I needed a entirely new space to talk about other stuff, to post things more “blog-like” that I’ve been feeling the need to post since some months ago. So, this is it. Go ahead, subscribe to its feed and to is comments and spread the news.
Ready?
Click.
OUTSIDERS

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“Cadê a tesoura?” ou “Não quer? Tem quem queira!”

E aí que, não tendo mais esses sites de celebridades o que fazer, a revista Quem, assim como o Ego – tudo a mesma coisa, diga-se -, fizeram copy & paste do post do blog Just Jared do “flagra” de Ben Affleck com seu visual incomum – para seu histórico, claro: cabelos longos e barba densa.

Há poucas semanas o Ego, com a sensibilidade que lhe é comum , sem nem desconfiar do fato de que Ben ainda é um ator e que eles costumam preparar seu visual para algum personagem, publicou a foto abaixo dele, com um texto que dizia parecer “que os tempos de galã de Ben acabaram com a paternidade”.

Pausa para os comerciais:
1) adoro o carimbo do “Flagra”. Ninguém na redação do Ego percebeu que ele sabia que estava sendo fotografado? Flagra de quê? OI? Até parece que eles conseguem convencer alguém de que isso foi exclusividade de um stalker do globo.com
2) a ambiguidade da frase ficou fabulosa – afinal de contas, quem a lê também pode entender que ele foi um péssimo pai enquanto tinha o status de galã.

Pois bem. Agora os estúpidos que trabalham para Ego-e-companhia-limitada descobriram (duh!) que ele estava se preparando para compor um desleixado qualquer em uma bobagem hollywoodiana desinteressante.
Mas não é sobre isso que quero falar.
O fato é que Ben Affleck – que foi já uma das minhas grandes taras…e ainda é, né? -, mesmo depois de casado, de ter trezentos e cinquenta mil filhos, de não ter mais aquele corpo malhado, de colocar a carreira como ator em ponto morto, e de provavelmente ter descoberto que nunca foi exatamente um bom ator, ainda continua muito gato, mesmo cabeludo e barbudo. E olha que eu já disse aqui zilhões de vezes que tenho tanto pavor de homem com cabelos longos que já vou logo perguntando, “cadê a tesoura?” Obviamente que eu prefiro ele um big-bang de vezes com aquele visual comportado, mas até nessa situação ele me parece apetitoso. Se o pessoal do Ego acha mesmo que ele deixou de ser galã só por conta de uma barba, não tem problema não. Melhor ainda se a Jennifer Garner começar a partilhar qualquer hora da mesma opinião. Não quer mais? Tem quem queira, ué. Manda pro meu apartamento por FedEx que eu estou aceitando e mando até cartão com flores de agradecimento, pôxa. Chegando a encomenda, é só fazer uma retífica no material seguindo essa receita:
– algumas doses de Bloody Mary ou qualquer drink que seja da preferência do moreno (chegado que ele é numa “cana”, é mamão-com-açucar fazer o gajo ficar manso);
– um pouco de água;
– um estojo de Prestobarba;
– uma boa loção pós-barba (pra fazer um agrado no gatão e já preparar o terreno, digo, a cama);
– e, claro, a grande protagonista desse processo de beautification, uma tesoura. Caso ele se mostrasse um tanto indisposto a arrancar aquele aplique, no problem at all: era só cair naquele dossel translúcido, deixar o moço bem exausto com o “esforço” e aí, sem ter como protestar por ter todas as suas forças exauridas, sacar de uma outra tesoura estrategicamente colocada debaixo do travesseiro pra então, ZAPT! Fazer a tosa da juba-aplique na calada da noite. Ah…aí, com esse deus morenão de cabelo cortadinho, inerte placidamente na sua cama, qualquer um veria que tem mesmo coisas que não tem preço. Pra todas as outras existe o rentboy.com®!
Ah, aproveite aí as fotos das duas versões despojadas do Affleck, nos seus tamanhos originais.

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“Vem cá meu puto!” ou “Joga água gelada que separa!”

César Cielo: vem cá meu puto!
Adoro Olímpiadas – acho divertidíssimo, assim como acho a Copa do Mundo. Até poucas horas o Brasil era o país do bronze nas olímpiadas – estava morrendo de medo de que essa olimpíada tivesse uma vibe Sydney 2000 para o Brasil -, mas não mais: o nadador César Cielo ganhou a medalha de ouro na prova dos 50m livre da natação e diminuiu ao menos um pouco a dimensão desse possível déjà vu desastroso.
Foi lindo o rapaz vibrando na chegada, foi emocionante ele não conseguindo segurar o choro na hora do hino – e confesso ter chorado junto com ele -, mas o melhor do evento todo não foi isso e nem mesmo o fato de que aquele mala do Michael Phelps ficou meio que apagado no meio de tanta simpatia que o rapaz despertou no público do chamado Cubo d’Água. Teve coisa MUITO melhor.
Mais estranha, ao menos.
Eu diria até que não foi uma, mas duas coisas muito estranhas.
A primeira: foi só eu ou alguém mais aí viu, na saída dos três primeiros colocados da prova dos 50m, o nadador francês Alain Bernard puxando o zíper nas costas do colant do César Cielo pra baixo? Juro que fiquei sem entender na hora. Tá, depois pensei que pode ser que aquela roupa especial seja muito justa e o rapaz – um francês muito simpático, por sinal -, de posse da própria experiência pessoal, se compadeceu do brasileiro e queria dizer pra ele se livrar logo daquilo. Não acho difícil que esse traje seja assim tão desconfortável a ponto de “deszipar” o companheiro de piscina ser prática entre os nadadores, mas não deixa de ser estranho e aí estraga a piada, né? Assim, pra não desperdiçar a deixa, não descarto as outras possibilidades. Na hora que eu vi o acontecido minhas impressões foram outras, e nelas o Bernard me pareceu ter incorporado uma Paula Toller cantando “diz pra eu ficar muda, faz cara de mistério, tira essa bermuda que eu quero você sério”. Em uma delas, tive a sensação de que o francês queria que o brasileiro tirasse o colant e ficasse de dorso nú pra platéia, pra fazer a linha “narciso exibicionista”, como alguns nadadores fazem logo que saem da piscina – essa, definitivamente, não torna a coisa menos comprometedora para o francês, já que ele também seria platéia, e privilegiada. Pode ter sido um ato falho, um “vem cá meu puto” instântaneo e efêmero de euforia de Alain Bernard. Meu sarcasmo não me permite pensar outra coisa.
E é a euforia que nos leva a segunda coisa estranha: Gustavo Borges nos comentários da vitória de César na transmissão da Globo. E ex-nadador brasileiro ficou tão, mas tão animado que chamou ele de boa-pinta, disse que ele vai voltar para o Brasil mais bonito do que ele já é e que ia até beijar o rapaz na congratulação da vitória – só faltou chamar o César de gostoso, tamanho o tesão do Gustavo Borges em meio a euforia. Fiquei até meio constrangido – porque, vamos combinar que o Gustavo podia ter passado a transmissão da Olímpiada sem essa salivação toda pelo rapaz. Tá certo que os dois são muy amigos, chapas chegados mesmo, mas convenhamos que o Gustavo se excedeu. Se a puxada de zíper do Alain Bernard no colant do César Cielo pode ser subvertida como um ato falho, a excitada euforia – pleonasmo necessário – de Gustavo Borges teve o agravante de ser um ato falho de longa-duração com prefácio e notas de rodapé. E ele não se conteve: mesmo não sendo permitido por fazer parte da imprensa em Pequim, desceu e foi lá abraçar o rapaz na hora da comemoração. Galvão Bueno ficou com medo dele ser preso por quebrar o protocolo. Eu fiquei é com medo de que fosse necessário jogar água gelada no Gustavo naquele momento – nada a ver o líquido aqui com a natação em si, mas sim com aquele velho hábito de dar um susto nos cachorros quando eles, errr…”grudam”.
Agora, assistam vocês o episódio da “deszipada” do Bernard no Cielo – é só olhar em 2:06min deste vídeo no YouTube – e divirtam-se tirando suas próprias conclusões aqui nos comentários do blog. Se alguém achar algum vídeo com as declarações impágaveis do Gustavo avise que eu coloco aqui também.

P.S. 1: aos trolls de plantão que não entenderam nada, eu dou uma dica: a palavra chave é…ironia! Não precisa ter mais que meio cérebro pra notar – mas pra facilitar a vida dos que tem menos do que isso, até adicionei depois uns marcadores de discurso – tipo, “OI? Isso é uma piada. Lá vem outra, tá?”. Como tem internauta que é retardado de nascença e que, portanto, vai escrever qualquer lixo nos comentários de qualquer jeito, também informo que meu Akismet é uma belezinha pra jogar qualquer asneira dita direto no porão do spam. E quem não gostou da brincadeira que vá ler a Folha Universal.

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Muse na Paulicéia Desvairada.

São Paulo - MetrôVamos pela cronologia dos acontecimentos.
Transporte por metrô é mais simples e divertido do que eu pensava. É comprar o ticket, consultar suas estações e baldeações, quando necessárias, e pegar o dito cujo. Se você perde um quando está descendo de outro, não dá nem tempo de vociferar enputecido “Porra! Caralho!” que já para outro logo na sua frente. Minha única crítica fica para o fato de que não há um aviso luminoso em um letreiro de qual estação o metrô está fazendo a parada, só há a comunicação em voz do condutor do carro – aí não tem muito como você ficar em paz ouvindo música no iPod, já que tem que ficar atento ao aviso ou de olho em qual estação você está no momento.
E subi ao centro de São Paulo.
São Paulo - Av. PaulistaIntervalo para os comerciais: como me disse pessoalmente o , a Paulista é só uma Avenida, a Alameda Santos é lindamente arborizada mas cheia de gente que só vive de aparências e a Frei Caneca e a Rua Augusta…err, prefiro não comentar. São Paulo é uma metrópole – de um modo ou de outro, todas as metrópoles são iguais: interessam culturalmente, mas tirando-se isso só resta…a metrópole…com todos os seus problemas e sua feiúra explícita. E já que falei em cultura, diga-se que o que valeu mesmo na cidade foram as duas horas dentro do Masp – um acervo de respeito com um curadoria bem interessante, capaz de alinhar diferentes obras em uma única temática para montar uma exposição. De resto, não vi quase nenhuma atração de São Paulo. A ponte Estaiada é enorme, o Theatro Municipal é lindo, o Viaduto do Chá uma graça, a Estação Júlio Prestes um arroubo, o Minhocão é medonho, mas vi isso tudo no melhor estilo city tour – uma prática turística que, todos sabem, nasceu inspirada na famosa piada dos dois tomates atravessando a rua.
“Olha, o teatro! Que lindo!”
“Teatro?!? Onde?”
Você se sente um retardado porque não viu nada.
São Paulo - TremVamos nos encaminhando ao grande evento. E pra chegar lá eu usei os trens. Ainda que seja um transporte interessante, há mais críticas que elogios. Alguns carros são o diabo de lentos e suas chegadas e partidas não são tão frequentes quanto as do metrô. Por conta disso, achei que assentos nas estações seriam mais do que necessários, mas não havia nenhum por onde passei – lamentei aquele mundo de gente, que passou o dia inteiro trabalhando e ainda fica uns 20 minutos em pé esperando chegar o próximo carro. E por falar na quantidade de pessoas, é mais gente querendo entrar na condução do que espaço dentro dela – é um tal de empurrar pra ver se entra, e um tal de se ficar espremido no meio de uma pá de gente que você já repensa o status do ônibus no mundo do transporte urbano. Mas há um elogio: ao menos nas estações pelas quais passei, só vi oficial de polícia de encher os olhos d’água – de onde tiraram aqueles homens lindos pra ficar cuidando de estação de trem, e para quê, eu não faço idéia. Deve ser pra manter todo mundo anestesiado pra evitar qualquer menção de um incendiamento básico nos coletivos por protesto. Engraçado que, em uma das vezes que tentei fazer algum malabarismo em meio aquela vida de sardinha pra ver a cara do policial que estava quase encostado na janela do trem, percebi que o rapaz que estava na minha frente fazia exatamente o mesmo. Ele se deu conta pelo reflexo na janela que eu notei e tentou disfarçar, mas eu olhei pra ele, que era o tipo de suburbano do qual você não esperava tal ato falho e pensei: “Considere isso uma lição. Na próxima seja mais discreto.” E desci para ver o show do Muse.
Esperando para entrar fiquei conferindo a fauna da fila: diferentemente do que possa acontecer com outras bandas, achei os fãs do Muse uma gente com a cara mais normal do mundo, muito distante da bandalheira poser que integra o público de muitas bandas da atualidade – é sem dúvidas um pessoal interessante, que entende de música, vestido com bom-senso, tranquilo e inteligente. Ah, e tem um plus aí: e não é que tem um número considerável de gatos em meio aos fãs dos britânicos? Eu topava casar com pelo menos uns 15 dos que cheguei a ver na fila – porque vamos combinar que homem bonito e com bom gosto musical é o mesmo que ganhar na loteria.
E adentrei o recinto. Do lugar onde fiquei, no segundo andar da casa, a visão do palco era fantástica – pensei imediatamente que valeu cada centavo gasto no ingresso pra não estar vivenciando por horas na pista o mesmo que vivenciei no trem. Agora era esperar o show começar. Logo a turma lá embaixo, que ia entrando em doses homeopáticas até lotar a casa, pouco antes de Muse entrar no palco, ensaiou uma animação. Como era cedo eu pensei, “mas, quê??”. Aí lembrei que, na fila, ouvi do senhor dono da comunidade Muse Brasil no Orkut, que estava logo a minha frente, que Jay Vaquer ia fazer a abertura. Pensei, “Ai, porra. Canta metade de uma música, diz obrigado e vaza, faz favor!” Mas foi mais do que uma música – uns 30 minutos, eu diria. As canções do rapaz até que são bacaninhas e ele canta bem, mas elas tem um ranço daquele rock “adolexentchí” que infesta o mundo hoje, o rapaz tem péssima presença de palco e vez ou outra ele desafina um bocadinho – mas admito que ele pode surpreender com o vocal, já que em certo momento ele ajoelhou e segurou um falseto estridente que eu pensei que a bicha fosse explodir em pedacinhos no palco. “Tá, viado. Você já apareceu. Agora sai, coadjuvante”, pensei. E o público foi simpático e agradeceu – inclusive eu, civilizado que sou.
Muse - São PauloAinda bem que foi até rápido tirar a tralha musical do rapaz e arrumar o palco para a verdadeira atração da noite. O montagem não era nada mais além de um telão e os instrumentos do trio britânico. E não era preciso mais do que isso mesmo: quando a banda entrou, ao som de uma peça clássica fantástica, todo mundo, inclusive eu e a adolescente que estava sentada na mesa comigo, acompanhada dos pais modernetes, caiu numa histeria-êxtase-delirante-coletivo. Minha garganta já estava baleada com a rinite recente e a poluição de São Paulo, mas pensei: “Meu, foda-se a minha garganta! Eu vou é gritar e cantar o show inteiro feito um condenado à morte estrebuchando nos seus últimos estertores de vida”. E com o quê, por deus, eles abriram a apresentação? “Knights of Cydonia”. Eles queriam ver toda a área VIP desabar em cima do público logo no início do show, ah, queriam. Se eu morresse na queda, só ia morrer infeliz por não ter visto o show inteiro – porque morrer ao som de “Knights of Cydonia” é uma morte dignamente apoteótica, fiquem sabendo. Apesar de tremer feito o território da China, o segundo andar não caiu na geral e pude conferir porque os três garotos britânicos foram apontados por deus e o mundo na crítica musical como os detentores da melhor apresentação ao vivo no rock da atualidade em todo o planeta. Matthew Bellamy parecia ainda mais baixo e magrinho naquela camisa vermelha, mas na hora que o rapaz abre a boca e toca na guitarra, cresce feito Golias e ninguém consegue fazer outra coisa se não cantar com ele cada verso da canção, chegando ao ponto até de cantar o incantável na faixa de abertura, imitando a guitarra com a voz – e isso se repetiu por várias vezes durante o show, incluindo aí imitação de piano, baixo e bateria. Uma demonstração de que o público há muito esperava por ver os rapazes no Brasil – e a banda notou isso, respondendo com uma energia fabulosa no palco. Muse - São PauloMatthew exibia-se enlouquecido na guitarra e piano, mostrando uma destreza inigualável, Cris, mesmo sendo o mais fleumático e tímido da banda, sapateou no baixo e fez o público perder as estribeiras no backing vocal da eletrizante “Supermassive Black Hole” e Dominic só faltou usar a cabeça como baqueta na bateria, exibindo uma habilidade nada menos que formidável – por sinal, ele mostrou-se, como já era esperado por todos, o mais comunicativo da banda: além de soltar diversos “obrigado”, Dominic ainda fez questão de ir ao microfone antes de deixar o palco para agradecer toda a vibração do público – que, obviamente, entrou em um estado “gozante”, se é que ainda havia o que gozar depois de duas horas de um show que não foi menos do que irresolutamente impecável, cujo setlist concentrou-se em faixas dos discos Origin of Symmetry, Absolution e Black Holes & Revelations. A vibração foi tamanha, tanto do público quanto da banda, que eu pensei várias vezes durante o show que quem estava lá fora do HSBC Brasil devia pensar que aquilo era uma arena romana, tomada por loucos que estavam entregando centenas de pessoas para ser devoradas por leões lá dentro. Ou pensava que aquilo só podia ser a gravação de um filme pornô apresentando uma suruba com pretensões de figurar no Guiness Book como a mais numerosa da história. E eu não duvido que a rua não estava tremendo devido ao incessante pulo sincronizado do público que lotou do primeiro ao último andar da casa.
A viagem foi sofrida, mas Muse ao vivo foi, assim, como vou dizer, uma experiência de vida – fez todo o esforço valer a pena e ainda fiquei com saldo a dever. Por isso é que eu digo: ser mãe o caralho – a melhor sensação do mundo é mesmo a de conferir um espetacular show de rock, porra.
Câmbio, desligo.

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“Muse-me, Baby! – Parte 2” ou “Flâneur, cadê meu Les Fleurs du Mal?”

Muse - H.A.A.R.P.Hoje à noite estarei saindo rumo à São Paulo para conferir um dos shows de rock mais esperados que já tenho notícia: a apresentação de amanhã, no HSBC Brasil, da banda britânica Muse, um trio fabuloso formado por Matthew Bellamy, Christopher Wolstenholme e Dominic Howard. Não espero nada menos do que uma apresentação espetacular, de causar uma histeria coletiva no público, recheada de lágrimas e gritos de euforia absoluta à cada ápice sonoro das composições do trio. Apesar de conhecer muito bem a banda, o show vai ser uma completa surpresa para mim: não me informei sobre as características desta turnê, sobre o possível setlist, sobre a expectativa da banda, sobre absolutamente nada. Não quero, de forma alguma, ter uma programação prévia sobre o que vai acontecer durante o evento – quero é desfrutar da sensação de surpresa a cada momento da apresentação. Eu me conheço: assim o acontecimento vai ficar bem mais registrado na minha memória.
Até mesmo a viagem em si vai ser um registro novo: nunca pisei em São Paulo. Claro, não sou idiota a ponto de não ter me informado sobre roteiros, transportes, ruas que vou utilizar, mas desconheço a dimensão real da cidade. Acho que sou vou ter idéia disso realmente quando estiver, segundo minhas projeções de roteiro, subindo as escadas da Estação Trianon de Metrô, me encaminhando para o MASP e me deparar em plena Avenida Paulista. Aí, eu aposto, não tem como você não ser de alguma forma atingido pela tamanho dessa megalópole – para o bem ou para o mal. Pretendo visitar algumas outras atrações, como a Estação Júlio Prestes e a Catedral da Sé, mas tudo depende do tempo que as coisas vão tomar – e, experiência conta, quando você está se divertindo, o tempo corre como condenados em fuga. Se o pouco planejamento ajudar, e com alguma sorte, devo ver metade do que eu desejaria. Contudo, se eu ver que o tempo está realmente com uma pecha pela esquizofrenia, vou é fazer como manda a tradição da ex-prefeita da cidade: onde quer que eu esteja, vou relaxar e gozar, num fluxo exato oposto ao de tudo o que vai estar ao meu redor e, paradoxalmente, buscando mimetizar um flâneur subtropical que nem Baudelaire vislumbraria conceber, misturando-me ao “corpo” e ao fluxo dessa cidade-concreto. Tá certo, eu paro com isso agora. Vou seguir o conselho de Sten Egil Dahl em “Reprise”: “não tente ser poético”.
Bem, agora é aproveitar o que puder porque, Muse e São Paulo fecham o meu projeto-de-férias. Já no ânimo do show e no desânimo do evaporar do meu descanso, vou dizendo: “I feel my world crumbling”.

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“Ryan Reynolds em momento pós-fitness” ou “Se decidir fazer surpresa deixei as chaves embaixo do xaxim” (com licença de Vanessa da Mata)

Observem esta foto e contem comigo quantas coisas boas vemos nela.
1. Ryan Reynolds.
2. Ryan Reynolds com um Ipod no bolso (tá, é um shuffle – um nano, como o meu, é bem mais bacaninha)
3. Ryan Reynolds com um figurino despojado (portanto, fácil, fácil de tirar).
4. Ryan Reynolds com um capacete (o que expande o contexto da foto para “Ryan Reynolds muito, muito sexy em cima de uma moto”)
5. Ryan Reynolds voltando da academia (certo, isto não é possível de ver na foto, mas não custa situar o contexto e elucidar que este homem, pouco antes de ser clicado, estava exercitando aqueles braços fortes, o peitoral proeminente, os ombros enormes, as costas largas…uhm, tá. Eu paro).
6. Ryan Reynolds, com roupa impecável, voltando da academia (well, a coisa boa está na conclusão depois de observar isto: ou ele não sua ou ele trocou de roupa…depois de tomar uma ducha por lá…não sei porque, mas desconfio que, quando ele foi molhar o corpinho, todo mundo na academia perdeu subitamente o interesse pelos exercícios e sentiu uma tremenda vontade de lavar demoradamente as mãos, conferir se o rejunte do azulejo estava bem alinhado, constatar a limpeza do recinto, devidamente acompanhados por fiscais sanitários, também muito interessados na inspeção, anotar cuidadosamente as belas tonalidades das louças do toalete para, com certeza, comprar louças nos mesmos tons para a futura reforma no banheiro de casa, assim como tantas outras coisas que só poderiam mesmo ser feitas naquele exato momento…)

E bem, fazendo de conta que eu não sei que ele é um dos homens perfeitos pra mim, olhem só quantas coisas temos em comum:
a) ele não gosta de música ambiente de academia e prefere ouvir sua própria música no iPod enquanto malha. Eu também!
b) ele usa calça em tons pastéis. Eu também!
c) ele usa boné. Eu não uso agora, mas já usei muito – adolescência, sabe? Dá pra contar como algo em comum? Então tá: eu também!!

Depois de constatar quão numerosas são as coisas que temos em comum – tá, ok, exagerei…isso é muito pouco! Nós praticamente fomos feitos um para o outro! -, só resta me aprontar e esperá-lo acompanhado das alianças e do padre. Claro, vou tratar de alertá-lo pra não cometer o erro de pegar um vôo com escala em Congonhas – porque ou ele chega (bem) atrasado ou eu fico viúvo antes mesmo do casamento. Aí não, né?

Ah! Pegue a foto original, além de outros dois cliques desse monumento, logo abaixo:

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“Cachorrinho de sorte” ou “Enrique Murciano: me adote!”

Enrique Murciano, sem camisa, molhadinho, jogado na grama, com cara de “oie!”, com seu filhote de Bernese Mountain Dog?
Ai, meu sais minerais! Ai, minha intolerância a lactose! Isso é muito sexy! E imensuravelmente fofo.
Isso é mais fofo do que um zoológico todinho só com filhotes de Bernese.
Tá, eu exagerei. Isso aí é muito pouco! É bem mais fofo do que um Edifício Copan inteiro tão, mas tão abarrotado de ursinhos Knut que eles estariam jorrando pelas janelas – e não se fala mais nisso.
Reparem na cara de feliz do cachorrinho. Agora olha para o dono do petiz. Entendeu essa expressão de pimpão do safadinho?
Confesso uma invejinha nada branca do pulguento: que vida boa essa de ser inocentemente carregado junto ao dorso nú do senhor Murciano, em meio a afagos e carinhos, não?
Ah, quão doce e erótica pode ser a vida de um simples cachorrinho – juro que até vejo Walt Whitman rolando de inveja no seu túmulo.
Depois de ver isso, vou aproveitar que é tempo de Carnaval e encomendar uma fantasia de Bernese para a Rosa Magalhães já!
Agora com licença que eu vou ali na janela gritar de revolta e incomodar a vizinhaça.

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