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Categoria: cinema & TV

comentários e críticas de filmes, seriados, vídeos ou similares.

Demagogia cinematográfica/farsa popularesca.

A equipe que escolhe os filmes concorrentes a uma das 5 vagas nos indicados ao melhor filme estrangeiro na premiação do americano Oscar já não tem boa acolhida, na minha opinião, já por se tratar de uma equipe absolutamente vinculada ao sistema governamental, e não uma equipe de especialistas do ramo isentos de qualquer vínculo. Mas agora foi longe demais. A indicação de 2 filhos de Francisco é totalmente estapafúrdia. Entre os filmes listados para a escolha, este era o único que não deveria sequer se cogitado como possibilidade. No entanto, já que se trata de uma equipe de origem governalmental, e em se tratando DESTE governo, não se poderia esperar outra coisa. Opa, não foram Zezé Di Camargo e Luciano que apoiaram abertamente $$$$ a campanha do presidente Lula? Engraçado, não?
O que menos interessa aqui é a premiação em si. Pouco me interessa se esse filme vai ou não ganhar o Oscar. O que interessa é que a indicação do filme coroa uma campanha agressiva, da mídia e do artistas em geral, em fazer crêer que estamos diante de um grande filme que retrata a história de grandes brasileiros. Quando todo mundo começou a sofrer de surto demagógico, por deus? Não acredito nesta história toda. Ao menos metade dessa gente não costuma escutar a música da dupla sertaneja, quando não tem total ojeriza por eles. Mas parece inevitável fugir da ostensiva campanha de lobotomia cultural: você liga a TV e lá estão Faustão, Caetano Veloso, e uma penca de artistas e músicos brasileiros estão de prontidão infernizando o público brasileiro com sua visão de que estamos todos diante de um grande acontecimento no cinema brasileiro. Não é facil.

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“Swimming Pool”, de François Ozon.

Swimming Pool, de François Ozon.

Swimming Pool, de François Ozon.Até ver este filme não tinha qualquer contato com seu cinema. No entanto, para alguém informado e que goste realmente de cinema, não é difícil ficar sabendo da existência dele. Egocêntrico, metido, presunçoso. Não sei se tudo acaba sucedendo em um bom filme no caso dos outros filmes, mas em Swimming Poll – A beira da piscina tanta pretensão procede, assim como costuma acontecer com Lars Von Trier. O filme versa sobre Sarah Morton, uma escritora inglesa à moda de Aghata Christie, que tem uma crise criativa, pois pretende mudar o rumo de sua carreira, ao menos no que toca seu próximo livro. Sabendo disso, seu editor oferece sua casa de veraneio em uma pequena e agradabilíssima vila da França para que Sarah possa ter o relaxamento e renovação necessários para seu trabalho. Depois de pouco tempo lá, e já tendo iniciado um novo livro, ela acaba por ter que dividir a casa (e seu cotidiano), com a pouco ortodoxa e libertina filha francesa, e bastarda, de seu editor. As personalidades de ambas, como era de se prever, não tem qualquer afinidade, e está então lançado o conflito. Nada mais deve ser dito sobre o filme já que tudo são ambiguidades, e essa é a graça do filme, com um roteiro muito bem costurado. Apenas fica aqui o registro: nada é o que parece ser e tudo é o que parece ser. Ao menos, esse deve ter sido o desejo de Ozon: refletir sobre as várias leituras possíveis de uma obra artística. Visitas a foruns como os do mega portal de cinema imdb.com são divertidíssimas, tão logo se conclua a apreciação do filme.

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“11 de Setembro”, de Alain Brigand.

September 11, produzido por Alain Brigand.

September 11, produzido por Alain Brigand.Onze curtas de onze minutos e nove segundos. Os números aqui remetem aos acontecimentos ocorridos na New York de 11 de Setembro de 2001. Mas esta seria uma das únicas regras estabelecidas aos onze diretores convidados para colaborar cada um com um curta que integrasse ao projeto do francês Alain Brigand. Afora o fato de que a inspiração para os curtas partisse do atentado de 2001 e a duração dos mesmos foi dada total liberdade aos diretores dos mais distantes recantos do mundo. Os resultados são, geralmente, bastante interessantes e, por vezes, insatisfatórios. O diretor mais criativo foi mesmo Sean Penn, que causa espanto e risos com seu uso das sombras das torres gêmeas. As tentativas mais humanitárias foram do mexicano Iñarrítu e da indiana Mira Nair, infelizmente seus episódios suspenderam juntos, e cada um a sua maneira, uma pieguice que incomoda. O curta mais equivocado é o do egípcio Youssef Chahine: encerram-se seus onze minutos e você acaba perguntando pra si próprio se Kika foi mesmo a pior coisa que já viu. No mínimo merece estar ao lado do filme de Almodóvar. Por último, temos o curta mais sem relação com o fatídico 11 de Setembro, no qual um soldado japonês volta da guerra exibindo comportamento idêntico ao de uma cobra. O curta de Shohei Imamura só poderia mesmo ter vindo daquela parte do oriente, responsável por algumas das invenções mais idílicas do planeta. O que não necessariamente é sinônimo de qualidade…

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