Quem te viu, quem te vê, Eugene McGuinness! Da aparência de rapazote perdido de Liverpool, com o cabelo devidamente inspirado no primórdios dos Beatles que vinha sustentando desde quando surgiu com o single “Monsters Under The Bed”, de 2007, para toda a panca de um jovem charmoso, devidamente encoberto por ternos elegantes e aparência bem cuidada. É realmente muita diferença, mas é bom lembrar que garotos crescem e viram…homens – e nem preciso dizer que crescer fez muito bem à Eugene.
Mas este post é para falar de vídeos, e veja que o novo estilo incorporado pelo cantor britânico não ficou apenas na aparência, sua música (sobre a qual falarei num post mais tarde) e seus vídeos também ganharam um perfil mais bem acabado. Se lembrarmos do ótimo vídeo do single “Moscow State Circus”, faixa de seu álbum homônimo lançado no início de 2008, estão lá alguns elementos que ainda se sustentam nos novos vídeos, como o gosto do cantor por figurantes dançando coreografias singulares no ritmo de suas composições de melodia frenética. Mas lá se foram os dias de vídeos com idéias peculiares, como esta de vestir todos como esgrimistas (inspiração derivada da capa do álbum de 2008).
O Eugene mais maduro agora gosta de ser visto na tela – e muito bem visto, exibindo-se com toda a pompa e circunstância em trajes bem cortados e legítimo estilo de um modelo da Hugo Boss, como se pode conferir no vídeo de “Lion”, lançado ano passado para o primeiro single do seu futuro novo disco. As coreografias continuam calcadas em influências modernas, mas o que chama a atenção é a predileção do artista em passar a assumir um visual mais declaradamente urbano e contemporâneo, algo bem visível na cenografia industrial do vídeo.
Porém, no seu mais novo vídeo e single, “Shotgun”, a modernidade passa a trajar-se em nostalgia, com franca influência dos grandes clássicos de suspense e espionagem do cinema e referências claras na fotografia também ao cinema noir. Porém, tanto a persona do artista britânico quanto a temática continua esgaçadamente urbana – e, claro, não pode faltar a figuração de uma dançarina em êxtase rítmico.
E ainda temos o teaser do vídeo do single “Thunderbolt”, que parece ainda mais colado à elementos urbanos e contemporâneos, com um frenesi de luzes e velocidade.
Os indies/hipsters perdem mais um artista obtuso e idiossincrático, e o pop/rock ganha mais um talento em potencial – e devo dizer que achei ótimo.
Tirando proveito do tão conhecido recurso narrativo da mensagem na garrafa, a diretora e animadora
Baterista da tão celebrada banda britânica
Não sou exatamente fã da produção musical eletrônica e todas as suas variadas derivações. À exceção de um
Eran Hilleli, que vive atualmente em Tel Aviv, é daqueles estudantes de artes gráficas que fazem jus ao termo “arte” em sua produção. Prova disso é “Between Bears”, o vídeo que o jovem criou como seu trabalho de conclusão de seu curso de graduação: com um visual estilizadíssimo, exibindo uma ambientação etérea e distante e cujos desenhos são todos feitos partindo de formas geométricas de ângulos fortes, o curta-metragem brevíssimo traz como personagens ursos melancólicos e peregrinos silenciosos em uma história com inequívocas reminescências metafísicas. A trilha utilizada, composições do amigo músico
Pra quem ficou dez anos afastado do estúdio, a animação dos membros da banda 
Em meio a tanta coisa que você quer ouvir, ver e ler, muitas outras acabam sendo adiadas. Assim é que até hoje não consegui dar atenção à uma pá de artistas como, por exemplo,
A cantora
A idéia de Frank Borin para o vídeo de “Gimme Sympathy”, último single de Fantasies, novo disco da banda canadense Metric, é na teoria bem direta e descomplicada: fazer um registro “ao vivo” da banda em uma performance da canção. No entanto, são os detalhes por ele inseridos que fazem a graça da produção e a complexidade de sua filmagem.