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Sol Seppy – The Bird Calls, and Its Song Awakens the Air, and I Call (EP) [download: mp3]

Se você acha que Fiona Apple é a mais reclusa e obtusa artista que se conhece é porque nunca ouviu falar de Sol Seppy. Pra se ter uma idéia, seis anos se passaram desde The Bells of 1 2, o imensamente belo álbum solo de estréia de Sol Seppy, e desde então, a única coisa que a talentosa artista concedeu ao público foi uma faixa (“I Am Snow”) para a compilação Love Cartier (que conta, inclusive, com uma canção da atriz francesa Marion Cotillard), lançada em 2008. E, diferentemente da cantora americana, que deu toneladas de entrevistas para o lançamento neste ano do seu álbum, até hoje muito pouco se viu, leu ou ouviu da cantora britânica de origem grega (seu nome verdadeiro é Sophie Michalitsianos) que não fosse suas músicas. Até mesmo fotos da moça não passam de alguns punhados que se encontra na internet. Apresentações ao vivo e vídeos? Esqueça são ainda menos numerosos que imagens. Ao que parece, a artista trabalha no seu ritmo, sem se preocupar com a frequência de lançamentos estabelecido como padrão pela indústria da música ou com a panacéia de ritos necessários para se chegar ao conhecimento púlico ou para mantê-lo. Por conta disso, só fiquei sabendo há poucos dias que a cantora deu o ar de sua graça em fevereiro deste ano para lançar um EP de apenas três faixas. Parece pouco, mas para o seu público, sedento há anos por alguma de suas composições tão singulares, já é motivo suficiente para se comemorar. As três canções foram nomeadas de forma que compõe um verso, “Part of/ Music/ Live in Me”, o que já indica a sua semelhança na tonalidade melódica: todas lidam com não mais do que piano, violão e violoncelo para tecer as harmonias delicadas, etéreas, difusas e distantes que marcaram a maior parte das composições do disco de estréia da britânica. De uma melancolia não propriamente triste, mas reflexiva e contemplativa, as faixas são pontuadas e atravessadas por silêncios profundos e tão significativos quanto a própria melodia, o que permite ao vocal sempre calmo e terno, que por vezes ecoa longínquo e abissal e em outras familiar e reconfortante, elevar-se sob a frágil tecitura musical que lhe serve de acompanhamento. A única coisa ruim que fica do lançamento deste pequeno EP (além da capa, que resolvi ignorar e criar outra um pouco mais interessante) é a impressão de que com ele a profundamente talentosa artista se dará por satisfeita por mais um longo período sem lançar qualquer outra coisa. Vamos torcer para que isto não passe de uma impressão e tenhamos logo uma fantástica surpresa reservada para breve.

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Cartier – Love (Vários Artistas). [download: mp3]

Cartier - Love - Vários ArtistasProjetos musicais que reúnem cantores e bandas em prol de caridade ou causas sociais acabam nunca interessando de fato porque os artistas ligados ao projeto não se dão ao trabalho de produzir algo que tenha realmente qualidade, se contentando com covers ou, quando muito, liberando algo que não passou pelo seu próprio crivo. Mas a coisa pode ser ainda pior quando aquilo que vai ser produzido reúne os artistas em parcerias desiguais e sob as amarras criativas do tema em questão – geralmente causas sócio-ambientais. Felizmente, mesmo que algumas coisas acabem não sendo exatamente um atrativo, esse não é o caso do projeto, “Love Cartier” com o qual acabei me deparando há poucos dias, uma iniciativa bem pensada da famosa joalheria francesa que, como já indica o nome, tematiza sobre o amor. Parte de um projeto que inclui a produção e venda de jóias cujos ganhos são revertidos para a caridade, a “perna” artística do projeto compreende o lançamento gratuito na internet de 12 canções compostas e interpretadas, em sua grande maioria, por artistas da nova seara de música independente. E, devo confessar que muitos deles eu sequer tinha ouvido falar na minha vida. É o caso do britânico Dan Black, que contribuiu para o projeto com “Liz And Jonny”, um pop/rock com uma programação e um riff no teclado compondo uma síncope bem desenhada, daquelas realmente pegajosas que fazem o ouvinte entoar a letra em falsetes semelhantes ao timbre do vocal de Black, tamborilar os dedos no ritmo da música e fazer um beat-box imitando a pegada da bateria sem se dar conta. Outro ilustre desconhecido para mim é Hawksley Worksman, que trouxe para a coletânea de músicas da Cartier a faixa “The Ground That We Stand On”, uma balada muito inspirada e emocionante, com fartura de vocais de apoio ampliando o lirismo da melodia, acompanhados de um arranjo feito de toques firmes porém doces tanto nas cordas do violão quanto na superfície da bateria e percussão, além de algumas sintetizações que agem como uma cola, unindo todos os elementos sonoros sem deixar qualquer fresta. Pauline Croze, por sua vez, não é exatamente uma desconhecida para mim, mas como nunca tinha me dado ao trabalho de conferir alguma composição sua, acaba dando no mesmo. “Sur l’écorce” é a faixa que compôs para a Cartier, uma canção onde os acordes das várias e diferentes camadas de guitarra soam tão metálicos, agudos e um tanto rústicos quanto o é o vocal da cantora francesa, o que resulta em uma canção que causa estranhamento à primeira audição, mas que ganha simpatia depois que lhe é dada mais atenção.
Claro, como eu acabei desenvolvendo a síndrome do indie desde que este blog sedimentou sua existência na blogosfera, alguns dos ilustres desconhecidos não o são de todo para mim. Sol Seppy, por exemplo, é uma das artistas do mundo indie que mais adoro e admiro desde que ouvi sua única obra até hoje, o disco The Bells of 1 2. Sua composição para esta coletânea, “I Am Snow” é o simulacro do seu estilo espetacularmente doce, taciturno e etereamente difuso, construída com toques delicados e doces em um piano distante, um violão silencioso e uma programação que evoca tanto o conforto melancólico da escuridão da noite quando o contentamento radiante da claridade do dia, tudo acompanhado do vocal fabulosamente pacífico e terno desta artista que merece ser muito mais conhecida.
Mas entre os artistas de menor projeção podemos encontrar outros que já tem uma história bastante longa no mundo da música. Um deles é o compositor japonês Ryuichi Sakamoto, famoso pelas suas inúmeras contribuições na músicas pop, na música erudita e na composição de trilhas sonoras, sempre com incontáveis parcerias lhe fazendo companhia. Para o projeto Love Cartier, Sakamoto sentou-se no seu piano e trabalhou em uma de suas indefictíveis improvisações, produzindo uma peça de enorme placidez e serenidade acústicas. Sentindo necessidade de algo a mais, o compositor enviou a composição para um de seus muitos amigos e colaboradores, o compositor austríaco Christian Fennesz, que adicionou à peça suas conhecidas intervenções eletrônicas, compostas sobre guitarras trabalhadas, distorcidas e subvertidas em softwares de áudio – o resultado é “Mor”, uma composição delicada e sofisticada, transbordando ternura e melancolia.
Entre as doze composições escolhidas e ofertadas, sobrou espaço até para que alguém não tem exatamente uma carreira no mundo da música. A atriz francesa Marion Cotillard, apesar de ganhar fama com o Oscar que recebeu por um papel que tudo tem a ver com o mundo da música, na verdade, até hoje, só fez algumas poucas participações neste meio, assim como o faz aqui neste projeto, com a belíssima balada “The Strong Ones”, cuja melodia atinge em cheio os ouvidos com o vocal quente e macio da atriz e cantora sobre violão, bateria e guitarras de cadência lenta e melancólica – dá vontade de deitar no chão e dar vazão à toda sua sensibilidade acompanhando a cantora nas letras da canção, que falam sobre como mesmo aqueles que se julgam fortes se descobrem inequivocamente frágeis diante da força incomensurável do amor.
Mesmo que nem todas as músicas que integram o projeto possam agradar ao público, o projeto já tem grande utilidade ao dar à chance para que qualquer um tenha contato, de uma só vez, com artistas desconhecidos com um trabalho de qualidade, ao trazer novas composições de artistas que por ventura já conhecemos e adoramos e, de quebra, ao mostrar que nem todo projeto musical que advém de ideais de caridade pode ser chato, aborrecido e artisticamente pobre e cafona – esse, talvez por conta de sua idealizadora e patrocinadora, exibe uma elegância e charme gratificantes.
Baixe todas as faixas em um pacote único ou selecione aquelas que mais possam lhe interessar, utilizando o site oficial do projeto, o Love Cartier – e não deixe de comentar aqui no seteventos.org sobre suas próprias impressões com relação às canções.

Pacote único com as 12 músicas:

senha: seteventos.org

http://rapidshare.com/files/127405076/cartier_-_love.zip

Site oficial “Love Cartier” para seleção de faixas para download:

http://love.cartier.com/

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Sol Seppy – The Bells Of 1 2. [download: mp3]

Sol Seppy - The Bells of 1 2A britânica Sophie Michalitsianos, ou simplesmente Sol Seppy, mais conhecida pela sua colaboração junto ao grupo de rock alternativo Sparklehorse, é dona e senhora de composições singulares em seu trabalho solo The Bells of 1 2, já que ela foi a responsável pela maior parte das etapas de sua concepção. Neste disco, temos contato com uma atmosfera que subverte o etéreo a uma outra identidade, estranha à que é comumente a sua: um etéreo difuso e distante, como uma voz que escutamos sussurrante, débil e suplicante. Assim, apesar da docilidade cintilante da programação e do tato macio dos violões e guitarras country/rock em “1 2”, como das vocalizações e instrumentação plácidas da primeira metade de “Answer To The Name Of”, que é revertida em sua parte final em uma balada de programação eletrônica e bateria sutilmente agitada e efusiva, chamarem prontamente a atenção de quem tenta decifrar o universo musical de Seppy, não é difícil concentrar-se e notar que o caráter mais marcante da musicalidade desta inglesa está nas canções que experimentam em diferentes níveis com a técnica do low-fi, cheias de ruídos abafados e estalos que lhes conferem a sonoridade de algo esquecido e abandonado em algum canto de nossa memória. Sente-se isso de modo arrepiante nas considerações sobre a condição humana em “Human”, com piano suavemente salutar, no encanto fabuloso da melancolia perfeita do piano e dos versos vagos de “Enter One” e também em “Gold” e “Injoy”. Nestas duas últimas, especialmente, a importância e significância das letras, quase ininteligíveis, acaba bem diminuída no constraste com essa sonoridade, quase gêmea, das duas faixas, com soturnos violinos incidentais e piano suplicante, de acordes tão mínimos e cíclicos que “Injoy” acaba lembrando de alguma forma o fascínio quase hipnótico das ondas e da arrebentação do oceano.
Mas se Sol Seppy consegue impressionar ao compor melodias tão reflexivas e obscuras, mostra-se igualmente brilhante ao escrever canções menos mergulhadas nestas características: as baladas “Come Running”, em que a cantora versa despretensiosamente sobre permitir-se aproveitar os momentos de alegria mais inocente, “Slo Fuzz”, com seu baixo e guitarra de graves acordes encorpados e suas cintilâncias frugais que lhe conferem inegável caráter apaixonante, e ainda “Move” e “Loves Boy”, cada qual destas duas alternando e mesclando a seu modo a programação eletrônica de rítmica propositalmente simples e ordinária com instrumentação e programação adicional mais dark e melancólica, podem até ser ditas como mais próximas do tradicional, mas as duas camadas melódicas sobrepostas em todas elas, do mais tradicional sobre uma película de experimentalismo obscuro, mantém a mesma suspensão estranha que experimentamos nas outras canções.
Tudo isso faz de Sol Seppy uma artista muito distante do senso comum. Nas primeiras audições percebe-se, de forma tão distante quanto a própria musicalidade dela, que há algo ali a ser decifrado. Se não insistirmos, com certeza essa essência que a diferencia vai passar despercebida e corre-se o risco de a dispensarmos, tolamente incompreendida por nós. Feita a apreciação, pacientemente e com a devida cautela, apuro e zelo, revela-se aos poucos, até atingir a plenitude, essa espetacular beleza taciturna do indie rock com pitadas de gótico de suas melodias e de seus versos indefinidos. Sim, há um tantinho de gótico ali, porém é dos mais elegantes, apurados e saborosos, capaz de curar a péssima impressão que nos últimos anos tivemos do gênero, surrado por inúmeras bandinhas de menor espécie que nada fazem além de um arremedo lamentável deste estilo.

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