Skip to content

Tag: vídeos

“Bottle”, de Kirsten Lepore. [download: video]

Bottle, de Kirsten Lepore

Tirando proveito do tão conhecido recurso narrativo da mensagem na garrafa, a diretora e animadora Kirsten Lepore recupera o velho brilho das animações stop-motion infanto-juvenis que não apresentavam falas dos personagens – como a famosa Pingu, entre muitas outras produzidas nos anos 80 e 90 -, mas que conseguiam entreter ao transmitir idéias simples para o seu público-alvo. Em “Bottle”, a diretora conta a história de duas criaturas separadas por um oceano, uma feita de areia e outra de neve, que certo dia conseguem estabelecer comunicação trocando itens de seus respectivos habitats através de uma garrafa atirada no mar. Econômico em recursos, já que utiliza sonorização e ambientes naturais como cenários e itens que podem certamente ser encontrados perdidos e deixados pelo chão de quaisquer lugares como estes, o curta-metragem construído pela diretora difere um pouco de boa parte das inocentes produções que o inspiraram por conta do seu final, um tanto quando melancólico e shakespereano demais para gente de pouca idade. A universalidade do argumento simples, porém, preserva o teor infalível de diversão e encantamento dessas belos curtas que certamente ainda cai no gosto de boa parcela de crianças de hoje, bem como da maioria daqueles que já passaram há muito tempo desta fase.

download:
ifile.it/nef2tug/bottle_-_kristen-lepore.mp4

assista:

Bottle from Kirsten Lepore on Vimeo.

1 Comment

Philip Selway – “By Some Miracle” (dir. David Altobelli). [download: video]

Philip Selway - By Some Miracle

Baterista da tão celebrada banda britânica Radiohead, Philip Selway (normalmente identificado na banda como Phil), lançou há pouco seu primeiro álbum solo, Familial, que por ser calcado firmemente no folk-rock afasta-se radicalmente da produção que tornou famosa a banda da qual faz parte. O primeiro single do disco, “By Some Miracle”, ganhou um vídeo caprichadíssimo do diretor David Altobelli, em cuja história um jovem se prepara para, do alto de um prédio, dar cabo de sua vida, sendo a certa altura flagrado apenas por uma morena no edifício em frente. Enquanto a fotografia esplendorosa, a filmagem em câmera ligeiramente lenta e os enquadramentos da câmera concedem um teor poético ao curta, o semblante entre o indiferente e o sereno dos atores lhe confere o caráter inevitavelmente cool, ainda ressaltado pela conclusão enormemente irônica e um tanto politicamente incorreta da história (depressivos de plantão, anotem aí: mesmo um suicídio necessita de um planejamento cuidadoso). Eu poderia dizer que é um daqueles casos em que há um casamento perfeito entre música e imagem, no entanto, apesar da música ser mesmo boa, é a criação de Altobelli que arrebata o espectador – uma idéia e tanto.

download: clique com o botão direito do mouse neste link e selecione “salvar como”.

assista:

Philip Selway – By Some Miracle from American Millennial on Vimeo.

2 Comments

Amon Tobin – “Esther’s” (dir. Charles De Meyer). [download: video]

Amon Tobin - Esther's

Não sou exatamente fã da produção musical eletrônica e todas as suas variadas derivações. À exceção de um Portishead (que, claro, vai muito além do eletrônico, mas tem óbvia relação com o gênero), uma ou outra coisa de fato cai no meu gosto. O brasileiro Amon Tobin, cujo trabalho já espiei há muito anos atrás, é um desses casos: sua produção é bem interessante, mas não adianta que não cai nas minhas preferências no mundo da música. Isso, porém, não me impede de dizer que o clipe produzido recentemente para “Esther’s”, uma das faixas do seu álbum lançado em 2007, é de um requinte escandaloso: utilizando como protagonistas uma bela inglesa de olhos expressivos e um robô cujo design e movimentação ficam no entrelugar da serpente e da aranha, o diretor Charles De Meyer consegue ilustrar o opressivo tecnicismo, o suspense obtuso e o romantismo delicado da faixa criada pelo músico e DJ brasileiro, contando também para isso com todo o apoio de uma fotografia irreprimível e um trabalho de câmera inteligente e preciso. Apesar do pouco tempo de duração, De Meyer ainda conseguiu inserir como trilha incidental a faixa “Nova”, uma das músicas mais famosas de Tobin que serviu de base para a canção “Samba da Benção”, lançada por Bebel Gilberto no seu disco Tanto Tempo. Pra quem não conhece o diretor – ou mesmo o músico -, o curta-metragem serve como um cartão de visitas e tanto.

download: clique com o botão direito do mouse neste link e selecione “salvar como”.

assista:

Amon Tobin – Esthers

1 Comment

“Between Bears”, de Eran Hilleli. [download: video]

Eran Hilleli, que vive atualmente em Tel Aviv, é daqueles estudantes de artes gráficas que fazem jus ao termo “arte” em sua produção. Prova disso é “Between Bears”, o vídeo que o jovem criou como seu trabalho de conclusão de seu curso de graduação: com um visual estilizadíssimo, exibindo uma ambientação etérea e distante e cujos desenhos são todos feitos partindo de formas geométricas de ângulos fortes, o curta-metragem brevíssimo traz como personagens ursos melancólicos e peregrinos silenciosos em uma história com inequívocas reminescências metafísicas. A trilha utilizada, composições do amigo músico Ori Avni com algumas vocalizações da cantora Daniela Spector, reforça a delicadeza que transpira no visual sofisticado criado pelo artista. É uma tremenda viagem minha, mas vale comentar que o idílico encontro entre os dois ursos da trama no final do vídeo me trouxe à mente algo de “A Dupla Vida de Véronique”, obra-prima inquestionável do mestre do cinema Krzysztof Kie?lowski. A criação de Hilleli é tão tocante e intensamente poética que seu único defeito é durar tão pouco – terminei o vídeo querendo ver muito mais deste jovem artista. Confira o vídeo em streaming ou faça download pelo link abaixo.

download: ifile.it/uzrx76m/between-bears.mp4

assista:

Between Bears from Eran Hilleli on Vimeo.

Leave a Comment

Portishead – “Chase The Tear” (dir. John Minton). [download: mp3 + vídeo]

Portishead - Chase The TearPra quem ficou dez anos afastado do estúdio, a animação dos membros da banda Portishead em lançar um novo disco para não deixar o seu último lançamento tão solitário é um tanto surpreendente. Segundo declarações de Goeff Barrow, o sucessor de Third pode chegar aos ouvidos do público ainda no decorrer do próximo ano. Mas os fãs mais inquietos em obter material inédito da banda podem matar a vontade até lá degustando o aperitivo liberado pela banda esta semana, a faixa “Chase The Tear”, possível candidata a integrar o tracklist do futuro novo disco.
Lançada como single digital com toda a renda da venda revertida em doação para a organização Anistia Internacional, a canção percorre os mesmos caminhos traçados em Third: sobre uma base em loop que sutilmente sofre graduais e cíclicas mudanças de tonalidade, sem nunca alterar o hipnótico pulso de ritmo rigoroso, os membros da banda lançam intervenções ocasionais de guitarra e sintetizações enquanto Beth Gibbons libera os versos da música com o vocal mais emblemático do trip-hop mundial. Curiosamente, foi só ao escutar esta nova canção que me dei conta do quanto essa recente predileção do Portishead por bases de cadência mais curta, cíclica e repetitiva, inaugurada em Third, guarda alguma semelhança com composições mais minimalistas e um tanto preguiçosas do Radiohead – basta lembrar de “Idioteque”, por exemplo. Obviamente que se tratam de grupos de estilos consideravelmente distintos, mas não há como negar que desde o disco lançado em 2008 que algumas semelhanças podem ser mesmo encontradas entre Portishead e Radiohead além dos seus nomes – engraçado que só agora notei que o estilo sofrido e amargurado é compartilhado entre ambos os vocalistas das duas bandas.
Um vídeo bastante simples também foi produzido para acompanhar o lançamento do single, filmado em preto e branco pelo diretor John Minton e retratando Beth Gibbons, Geoff Barrow e Adrian Utley aparentemente simulando em conjunto o processo de produção e interpretação da canção em estúdio – interessante notar como o vocal de Gibbons reflete-se em sua postura retraída e introspectiva ao cantar, bem como o estilo sempre casualíssimo da banda no uso dos trajes e na condução de sua performance.

Portishead – “Chase The Tear” (mp3)

Portishead – “Chase The Tear”: Youtube (assista)download

2 Comments

“Drift Away”, de Jean-Julien Pous. [download: video]

Drift Away - Jean-Julien Pous
Em meio a uma Hong Kong que alterna entre a explosão de suas cores saturadas e a obscuridade fria de sua urbanidade caótica, uma garota (Teresa Sheung Yan) vagueia com visível displicência, eventualmente observando com melancolia detalhes da vida que se desdobra em cada canto da cidade. Só no fim, quando se contempla a garota afastada da pluralidade incessante do ambiente da metrópole, é que se acaba entendendo que as sensações anestesiadas não eram fruto de um comportamento fleumático, e sim de um conflito subjacente. Esbanjando talento na combinação do trabalho de fotografia, montagem, edição e demonstrando enorme sensibilidade na uso esplêndido da trilha sonora, o diretor Jean-Julien Pous criou neste curta-metragem uma sucinta e precisa biografia do eclipsamento do indivíduo em meio a coletividade, que os torna incapazes de perceber o perigo iminente que se esconde por trás de uma expressão aparentemente plácida.

“Drift Away”, de Jean-Julien Pous: Vimeo (assista)download

1 Comment

Émilie Simon – “Dreamland” (dir. Asif Mian). [download: video + mp3]

Émilie Simon - DreamlandEm meio a tanta coisa que você quer ouvir, ver e ler, muitas outras acabam sendo adiadas. Assim é que até hoje não consegui dar atenção à uma pá de artistas como, por exemplo, Émilie Simon. Já ouvi trechos das músicas de seu álbum Végétal, mas como a garota na época não me atiçou inteiramente, acabei esquecendo. Porém, hoje acabei topando com o vídeo de uma das músicas de seu novo álbum, The Big Machine, e desta vez sim o meu interesse acabou sendo despertado. O clipe dirigido por Asif Mian se mostra capricha no onirismo, já de início colocando a cantora em um jantar com frutos do mar au naturel – e não posso deixar de notar que o siri poderia ao menos estar mergulhado na água – ao vasculhar uma mansão de estilo aristocrático tomada por manifestações estranhas, como paredes que comprimem recintos e escadas que lutam contra a vontade de quem as sobe. A fotografia em tons escuros reforça o caráter algo gótico do filme e a coloração do vocal da artista francesa, bem como o seu pop que flerta com muita classe com sintetizações, acaba lembrando outra cantora que trafega por terras igualmente idílicas: a britânica Kate Bush. Mas Émilie tem um aroma próprio que acaba soando sensivelmente mais contemporânea que a veterana artista inglesa, ainda que carregue uma certa aura de nostalgia com os acordes dramáticos ao piano que introduzem a música e a programação eletrônica equilibrada no melhor do que já foi feito no início dos anos 90. Se todo o restante de seu novo trabalo preservar estes traços sedurotamente elegantes, vai cair no meu gosto fácil, fácil.

Émilie Simon – “Dreamland” (mp3)

Émilie Simon – “Dreamland”: Youtube (assista)download

2 Comments

Lolly Jane Blue – “White Swan” (dir. Sil van der Woerd). [download: vídeo + mp3]

Lolly Jane Blue – White SwanA cantora Lolly Jane Blue esta há cerca de um ano e meio gestando o lançamento de seu primeiro trabalho musical, e apesar de toda demora, parece que o lançamento em questão será somente um EP. Pode até ser que a demora tenha algo a ver com o financeamento do seu trabalho, mas se formos pensar nos requintes da faixa “Worms” e o vídeo que a acompanhou, aparentemente a produção seria consideravelmente abastada, visto que há uma fartura orquestral na canção bem como um luxo transbordante no vídeo desta, dirigido e criado pelo também holandês Sil van der Woerd, que trabalha em parceria com a artista respondendo por toda a arquitetura visual que a cerca. E, como já seria de se esperar, a dupla volta a cena com uma nova música e um novo vídeo, “White Swan”, mais uma vez carregando as tintas no luxo em ambas as contrapartes do lançamento. A canção desta vez não conta com interferências eletrônicas, mas nem por isso espere economia na sonoridade da música, já que ela apresenta uma fartura de orquestração de cordas para fazer companhia à um violão resignado de cadência lenta e, claro, à bela voz da cantora holandesa, que se derrama em um canto longo, lento e emocionado para fazer jus a melodia já bastante triste. A porção visual da produção também prossegue ignorando qualquer menção de simplicidade, já que a composição da velha fábrica que é cenário do curta-metragem é feita nos mínimos detalhes de sombras, luzes, proporções e movimentos. A diferença é que desta vez o diretor e artista gráfico holandês não faz uso de diferentes sequências apresentando cenografias e figurinos diversos entre si – o que lhe possibilitou mostrar sua versatilidade e criatividade mas acabou fazendo com o que o vídeo anterior fosse apenas um apanhado de sequências luxuosas desconexas -, preferindo desta vez concentrar-se em criar apenas uma história, o que com certeza dá uma melhor identidade à canção que ele ilustra. Nesta história, a artista encontra-se abandonada no que parece ser uma fábrica antiga e escura, completamente nua sob um incessante feixe de água. Aos poucos, o ambiente vai sendo invadido por uma espécie de fungo algodoado, que vai crescendo ao redor da garota, tomando conta do espaço ao seu redor e envolvendo ela própria, trajando-a com um vestido escalafobético feito de tranças e nós. Ainda que eu ache que tanto música quanto vídeo continuam ali no limite do cafona, sempre correndo o risco de cair numa coisa nauseante meio Sarah Brightman, meio Enya, há de se admitir que tanto Lolly Jane Blue quanto Sil van der Woerd se lambuzam em uma exuberância criativa capaz de fazer Jean Paul Gaultier e Luc Besson saírem esbaforidos com um ataque de inveja histérica pelas ruas da Paris, sacodindo os braços, abanando as mãos e gritando coisas desconexas – e eu não duvido nada que eles dessem de cara com Björk fazendo a mesma coisa pelo caminho.
Agora fica à sua escolha: assista em HD (ou seja, em alta resolução), faça o download em alta ou baixa resolução e, se ficar animado o suficiente, também disponibilizo a música no formato mp3.

P.S.: agradeço muito à dica do leitor Thiago.

Lolly Jane Blue – “White Swan” (mp3)

Lolly Jane Blue – “White Swan”: assista em HDdownload HDdownload baixa resolução

1 Comment

Metric – “Gimme Sympathy” (dir. Frank Borin) {versão oficial + versão acústica}. [download: vídeo]

Metric - Gimme SympathyA idéia de Frank Borin para o vídeo de “Gimme Sympathy”, último single de Fantasies, novo disco da banda canadense Metric, é na teoria bem direta e descomplicada: fazer um registro “ao vivo” da banda em uma performance da canção. No entanto, são os detalhes por ele inseridos que fazem a graça da produção e a complexidade de sua filmagem.
O registro inicia no backstage, de onde Emily desce cantando, exibindo sua elegância matadora pelo estúdio até chegar ao microfone exatamente no ponto em que canta o refrão. A partir daí a câmera, que roda do início ao fim em take único, vai constantemente mudando o seu foco para mostrar cada um dos membros da banda tocando outro instrumento, exibindo diferente figurino e revezando-se no microfone – tudo isso é feito sem que seja revelado o segredo da artimanha, mas se você quiser acabar com a magia da coisa, pode assistir o making off neste link. A performance dos músicos nos instrumentos que não são sua especialidade é visivelmente parca, mas esse é um dos atrativos do vídeo – Emily Haines tocando baixo encarnando a pose meio blasé que boa parte destes musicos exibe no palco é hilário e seu amigo, o guitarrista James Shaw, consegue até mostrar charme e desenvoltura ao dublar a loura canadense no microfone. Contudo, quando voltam cada um para o seu galho, os quatro arrasam – Emily, com uma dança algo performática que ressalta seus traços longilíneos e suas belas pernas faz toda a performance ainda mais deliciosa. Finalizando com um toque delicado e singelo, crianças com trajes de borboleta disparam do fundo e percorrem o espaço que a banda ocupa por alguns segundos, até debandar para a saída do estúdio e escancarar as portas, revelando o espaço externo, coberto por um céu nublado. É um vídeo simples, sem dúvidas, mas a filmagem cuidadosa, a performance sempre simpática dos músicos e a canção inegavelmente encantadora dão a produção um caráter poético irresistível.
Baixe ou assista os vídeos utilizando os links a seguir – não deixe de conferir também a versão acústica da canção em registro simples e intimista.

“Metric – “Gimme Sympathy” (versão oficial): Youtube (assista)download
“Metric – “Gimme Sympathy” (versão acústica): Youtube (assista)download

1 Comment

Poni Hoax – “Antibodies” (dir. Danakil/ dir. Maria Ziegelböck). [download: video + mp3]

Por culpa do infernal emprego e de outros afazeres aos quais decidi me dedicar este ano, abandonei quase completamente o hábito de assistir videoclipes e curtas-metragem para priorizar a continuidade das postagens de filmes e música – e, por consequência, o tópico “vídeos” no seteventos.org parou no tempo.
No entanto, férias é um período abençoado e exatamente um ano depois que postei o último texto sobre vídeo no blog estou tentando retomar e manter novamente o prazer de garimpar a internet em busca dessas produções. E a web não decepciona: em algumas horinhas já encontrei duas produções bacanérrimas – na verdade duas versões de videoclipe para a mesma música.
Antes de qualquer coisa, vamos à música em si. “Antibodies”, do quinteto francês Poni Hoax, é um desatino que bebe direto na fonte da disco dos anos 70, aproveitando o que havia de escandalosamente glamouroso na sonoridade da época sem medo de soar esgaçadamente retrô com suas sintetizações cintilantes, violinos e pratos pontuando de modo dramático a melodia, mas seus riffs matadores de guitarra e seu vocal lhe concedem uma verve pop-cinematográfica escancarada que a aproxima muito mais da música dançante do New Order e Depeche Mode dos anos 80 do que daquela composta pelo Bee Gees, por exemplo. E por falar no vocal, ele é o verdadeiro glacê desse bolo delicioso: a voz de Nicolas Ker tem o timbre da de Jim Morrison, mas é como se o vocalista do The Doors estivesse possuído por uma pomba-gira discotequeira diante do microfone. Mas não tema: é justamente esse cantar altivo e petulante que confere muita elegância à esta música absolutamente intoxicante – um diferencial enorme em meio à esse vai-e-vem da nostalgia pop que já virou rotina.
Poni Hoax - AntibodiesE para ilustrar essa música que utiliza como referência a sonoridade de uma época cuja estética foi e é tão explorada, foram feitos dois vídeos que tomam caminhos bem distintos. Para o fotógrafo e diretor francês que atende pelo pseudônimo Danakil, “Antibodies” serviu como inspiração para abordar uma narrativa abstrata, onde uma aeromoça nua em um quarto de hotel de aeroporto lida com o dilema de sua gravidez enquanto tateia languidamente um peixinho ornamental e brinca com as sensações provocadas por uma agulha. Enquanto isso, lá fora, uma bolha de sabão de enormes proporções vagueia sem rumo pelo aeroporto vazio. A despeito do peixinho sem fôlego, que é mesmo uma maldade, o vídeo é de uma imensa beleza plástica, tudo graças a linda modelo que empresta-se ao papel da aeromoça e a fotografia de Danakil, que confere muita classe ao filme.
Poni Hoax - AntibodiesJá para a também fotógrafa Maria Ziegelböck, austríaca radicada na França, as referências musicais contidas na melodia pulsaram mais forte: o vídeo por ela preparado é um compêndio de sequências com anônimos deixando seus corpos serem levados pelo ritmo saboroso da canção em uma pista iluminada por alguns spots de luz. Sem dúvidas que lembra a icônica sequência de “Flashdance”, mas isso não reduz as qualidades desta versão, muito bem filmada e editada.
Então é só conferir os vídeos, seja em streaming ou para download – e como eu achei a faixa divertidíssima, também a ofereço para download em mp3.

“Antibodies” – dir. Danakil: Youtube (assista)download

“Antibodies” – dir. Maria Ziegelböck: LastFM (assista)download

Poni Hoax – “Antibodies” (mp3)

Leave a Comment