Eu já desconfiava que o Terra, assim como fez ano passado, voltaria a disponibilizar um ensaio extra em Dezembro deste ano de 2008. Mas diferentemente do que aconteceu no final de 2007, Paulo Henrique, paulista de 21 aninhos, modelo “bônus” de 2008, é muito mais bonito e sexy. E com seus cabelos claros, seu rosto de traços extremamente masculinos, seus olhos castanhos de menino maroto, sua boca que guarda algo de malicioso e seu corpo vigorosamente malhado de pele branca pecaminosamente salpicada de pintas, o rapaz não deixa o nível cair no que tange à beleza do modelo do ensaio imediatamente anterior, exibindo sensualidade de sobra. Com esse moreno claro – digo isso apesar de ter certeza que para alguns ele é loiro – desmedidamente tesudo, não teria erro, era certeza de um ensaio perfeito – mas não foi isso que aconteceu.
Para minha surpresa, e imagino que de todos os leitores do seteventos.org, este ensaio marca o retorno do fotógrafo Cristiano ao The Boy, agora assinando como Cristiano Madureira. Ao que parece, a adição do sobrenome não é mero acaso, pois ela acompanha uma mudança no estilo do fotógrafo: nas fotos do Madureira não se encontra aquela lente que procura explorar no modelo poses provocantes, buscar em seus olhares expressões libidinosas e revelar seus corpos de modo ousado, apelando fortemente para a sexualidade. Pra vocês terem uma idéia, faltou no ensaio de Paulo Henrique uma coisa a qual já fomos ensinados a esperar em todos os ensaios do site: uma bela patolada e uma mão bem cheia do modelo dentro da cueca, sem pudores e sem timidez. Simplesmente não há sequer uma foto destas. E a clássica sessão com a sunga Adidas? Foi igualmente esquecida. Retratos (in)decentes com o modelo de pernas despudoradamente abertas, então, nem pensar. Onde foi parar o Cristiano daquelas pernas abertas com foco no volume de Vínícius Postiglione da quase total nudez explosivamente erótica de Rafael Monteiro, ou do registro ousado do volume algo excitado em fotos de Leandro Becker e de Rafael Branciforti? É tanta timidez e falta de vontade de explorar a óbvia beleza e sensualidade do rapaz que eu penso que um pintor renascentista teria sido menos pudico ao tirar estas fotos.
Também não ajudou nem um pouco a decisão bastante desmiolada de fotografar o rapaz no mesmo tipo de ambiente em quase todas as sessões do ensaio, e encarnando o mesmo “personagem”, um boxer, em quase todas as fotos. Dá a impressão de ser uma sessão de fotos na casa da Xuxa ou no estúdio do programa da Hebe ou do show do Roberto Carlos – porque, né, tanto branco vazando e cegando os olhos do espectador só vi nesses lugares até hoje. Essa falta de diversidade deixa as fotografias todas praticamente iguais, o que faz deste um ensaio muito cansativo e aborrecido. Apenas na última sessão do ensaio fechado é feita a mudança de setting para uma piscina – o que mostra que todo fotógrafo tem realmente uma paixão por este tipo de fotografia.
Como comentou o internauta demo one por email para mim, Cristiano perdeu muito daquilo que nos fez adorá-lo tanto. É realmente uma pena, pois Paulo Henrique não é um modelete qualquer ou um garoto de beleza razoável, como muitos que vimos neste ano de 2008 – o rapaz é um modelo de categoria, com uma beleza descomunal que poderia bem ter sido explorada de modo muito mais ousado. No entanto, mesmo indevidamente fotografada, é justamente a sua beleza e seu apelo sexual que não deixam este ensaio extra de 2008 ser um desastre – por mais sutil e deslibidinizado que Cristiano, agora Madureira, tenha voltado, ele mostra que ainda sabe escalar um homem bonito e gostoso para o The Boy.
Como sempre, me interessa saber se vocês tem a mesma opinião que eu sobre a beleza do modelo e, desta vez, sobre o retorno de Cristiano ao The Boy. Não sejam preguiçosos: peguem as fotos mas expressem sua opinião. Afinal de contas, seteventos.org é um blog.
Atualização (28/12/08 – 13:18hs): para minha surpresa e satisfação, o fotógrafo Cristiano entrou em contato comigo por e-mail, elucidando-me detalhadamente sobre suas intenções quando da produção deste ensaio, bem como trazendo ao meu conhecimento o contexto da produção deste e de qualquer outro ensaio para o The Boy, do Terra. Agradeço a desmedida consideração do fotógrafo, e quero dizer aos leitores do blog que tenho outra visão sobre o ensaio em questão, compreendendo melhor sua beleza.
11 ComentáriosAcesse: Fotos de Paulo Henrique: The Boy
E para ilustrar essa música que utiliza como referência a sonoridade de uma época cuja estética foi e é tão explorada, foram feitos dois vídeos que tomam caminhos bem distintos. Para o fotógrafo e diretor francês que atende pelo pseudônimo Danakil, “Antibodies” serviu como inspiração para abordar uma narrativa abstrata, onde uma aeromoça nua em um quarto de hotel de aeroporto lida com o dilema de sua gravidez enquanto tateia languidamente um peixinho ornamental e brinca com as sensações provocadas por uma agulha. Enquanto isso, lá fora, uma bolha de sabão de enormes proporções vagueia sem rumo pelo aeroporto vazio. A despeito do peixinho sem fôlego, que é mesmo uma maldade, o vídeo é de uma imensa beleza plástica, tudo graças a linda modelo que empresta-se ao papel da aeromoça e a fotografia de Danakil, que confere muita classe ao filme.
Já para a também fotógrafa Maria Ziegelböck, austríaca radicada na França, as referências musicais contidas na melodia pulsaram mais forte: o vídeo por ela preparado é um compêndio de sequências com anônimos deixando seus corpos serem levados pelo ritmo saboroso da canção em uma pista iluminada por alguns spots de luz. Sem dúvidas que lembra a icônica sequência de “Flashdance”, mas isso não reduz as qualidades desta versão, muito bem filmada e editada.
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