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The Cranberries em Florianópolis: é hoje!

The Cranberries

O grupo irlandês The Cranberries vai se juntar esta noite ao pequeno círculo de artistas e bandas que decidiram, sabe-se lá porque razão, se apresentar nesta ilha à direita do continente, aqui no sul do Brasil. Digo sabe-se lá porque razão pois há até mesmo artistas brasileiros que nunca vieram se apresentar em Florianópolis, capital pouco comum devido à quase não-metropolitanidade e seu jeito ainda um pouco provinciano. Pra não variar, a apresentação vai ocorrer mais uma vez em um canto bem afastado do centro da cidade, pelo que pude entender, o mesmo local no qual se apresentaram os britânicos do Placebo no ano de 2005, lá na puta que pariu do acesso às praias e balneários mais frequentados do norte da ilha – o único que me recordo (e que vale a pena ser recordado, obviamente, já que estou citando atrações que interessam) ter fugido à tradição foi Damien Rice, que se apresentou bem no centro da cidade em 2009.
Mas voltando à atração da noite, eu tenho um problema com o Cranberries que tem chances de tornar a experiência menos animadora do que todas as anteriores – eu acho brilhantes os dois primeiros discos, acho o terceiro bom, mas só gosto de poucas, bem poucas canções dos dois discos subsequentes, que não me arrebataram. Essa minha preferência se deve ao fato do que em Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We? e No Need To Argue a banda surgiu com um estilo musical muito próprio, uma sonoridade incomum, etérea e melancólica que me fascina até hoje – pra quem não sabe como a banda soava então, basta ouvir a primeira faixa do primeiro disco, “Still Do”, que vai ter idéia prontamente -, mas que foi sendo abandonada em detrimento de um rock mais próximo do tradicional a partir do terceiro disco, mudança esta que avançou ainda mais nos dois últimos álbuns. Claro, mudanças são sempre inevitáveis e necessárias, mas o fato é que aquele rock de identidade tão forte dos dois primeiros discos é o que, até hoje, eu consigo reconhecer pelo nome The Cranberries – o que veio posteriormente me parece tão somente uma diluição dos primeiros discos e de parte do terceiro. Porém, como é provável que eles toquem muitas das canções dos primeiros anos de carreira, a frustração não vai chegar à um nível que estrague a experiência de desfrutar destes músicos que, inquestionavelmente, fazem parte da história do rock na década de 90 – da minha, ao menos, fizeram!

3 Comentários

  1. aiiiii
    juro que pintou uma certa mega inveja por aqui!
    Infelizmente eu ando tão atribulada com meu “novo embarque”
    (que aliás já já vai sair quentinho do forno lá no blog), que nem a minha banda preferida (uma das, diga-se de passagem, porque tenho poucas… rs) eu não pude dar atenção!!!!

    Imagine… eles tão pertinhos daqui, e eu…. preocupada se o sapato era azul, preto ou branco!
    aiiiiiiiiiiiiiiiiii

  2. cromatico cromatico

    Ola, costumo visitar este sitio mas nunca comentei.
    Cranberries pode bem ser a banda da minha vida e nao concordei com uma coisa que li.
    Fui ver o concerto deles em Lisboa em maio passado e o ridiculous thoughts ao vivo é um estrondo. 🙂 adorei! So faltou o empty que nao tocaram ca.
    my heart goes with o’riordan
    hugz

    • Olá,
      Bem, como eu disse, a apresentação teve problemas no som – coisa bem comum nos eventos que já estive – e, em parte, pode ter sido por conta disso que a música não exibiu o mesmo impacto que na apresentação que você pôde assistir ou, como eu falei, na que tem no álbum na qual foi lançada. De qualquer modo, nesta apresentação, infelizmente, ela não funcionou tão bem quanto poderia.

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