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Tag: rock alternativo americano

Common People – “Blue Eyes” (single) [download: mp3]

common people - blue eyes (single, 2026)

Common People foi formada há poucos anos quando seus membros se conheceram na faculdade do sul da Califórnia. Ao se aventurarem no cenário musical, acabaram cruzando o caminho do guitarrista Brad Schultz, membro da banda Cage The Elephant. Brad gostou da sonoridade do grupo, e deste modo tem apoiado os garotos produzindo alguns dos seus singles e colocando-os como uma das primeiras bandas do selo musical que criou, Parallel Vision. É com esse suporte artístico que Common People lançou o mais recente single — e a canção sugere que os rapazes talvez já estejam encontrando o seu norte.

common people - blue eyes (single, 2026) post 01
A banda Common People traz no single um rock lânguido e sensual com rompantes de furor indie

Introduzida com guitarras de acordes lânguidos e baixo sutil sobre a bateria bem marcada, o vocal suavemente grave e rouco de Nick Winegardner exala segurança e uma tênue sensualidade para falar de um romance que simultaneamente o frustra e fascina. O paradoxo emocional sublima-se no refrão, quando a profusão de guitarras segue a bateria rápida e densa sob o vocal firme do cantor, materializando toda essa insatisfação, mas ao cantar sobre “aqueles olhos azuis”, fica claro que a desilusão aparente não sobrevive ao desejo que alimenta esta dependência emocional. A julgar pela sonoridade bastante polida e pela melodia confiante desta nova canção, felizmente a relação do grupo com o “padrinho” Brad Schultz aparenta ser muito mais saudável e frutífera.

Common People – “Blue Eyes” (Single) [mp3]

Ouça (Spotify):

Common People - Blue Eyes (Single) - 2026
Common People - Blue Eyes (Single) - 2026

Ouça (Deezer):

Common People - Blue Eyes (Single) - 2026
Common People - Blue Eyes (Single) - 2026

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Jack White – “G.O.D. And The Broken Ribs/Derecho Demonico” (single) [download: mp3]

jack white - god and the broken ribs /derecho demonico (single, 2026)

Enquanto os amantes do rock observam o cenário da música mainstream com pesar há longos anos, tendo a impressão inefável de que o gênero está morrendo, o inquieto Jack White parece nunca se ocupar de tais preocupações e continua lançando seus discos do mais puro rock, seja em carreira solo ou projetos paralelos ocasionais. Foi o que fez esta semana o ex-The White Stripes ao liberar duas faixas que demonstram uma energia e um improviso que poucos artistas conseguem ou mesmo se permitem levar para o estúdio. Em “G.O.D. And The Broken Ribs”, a primeira faixa, Jack usa o mito bíblico de Adão e Eva para guiar sua base de guitarra e bateria em um galope robusto sobre o qual destila imperativos vocais e breves interstícios instrumentais envenenados de uma espontaneidade vibrante.

jack white - god and the broken ribs /derecho demonico (single, 2026) post 01
Jack White retorna em 2026 entregando a mesma energia e improviso vibrantes que lhe são característicos

Em “Derecho Demonico”, também preenchida pela parceria entre guitarra e bateria, aqui mais gingadas, Jack investe ainda mais na jam session, pontuando a melodia insinuante com solos delirantes de guitarra e teclado que soam saídos diretamente de um palco. E assim podemos dormir tranquilos: no que depender do apetite musical do cantor americano, o rock não morre tão cedo.

Jack White – “G.O.D. And The Broken Ribs/Derecho Demonico” (Single) [mp3]

Ouça (Spotify):

Jack White - G.O.D. And The Broken Ribs/Derecho Demonico - 2026
Jack White - G.O.D. And The Broken Ribs/Derecho Demonico - 2026

Ouça (Deezer):

Jack White - G.O.D. And The Broken Ribs/Derecho Demonico - 2026
Jack White - G.O.D. And The Broken Ribs/Derecho Demonico - 2026

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Death Cab For Cutie – “Riptides” (single) [download: mp3]

death cab for cutie - riptides (single, 2026)

Ao lançar os álbuns Transatlanticism (2003) e Plans (2005), a banda americana Death Cab For Cutie ocupou um espaço importante nos domínios do indie rock ao unir melodias intimistas, mas muito bem construídas, com letras emotivas e profundamente poéticas. Contudo, a partir do final da década, isso foi deixando de ser o foco do grupo, que passou a desenvolver uma musicalidade que só consigo definir como mais “cerebral” – isso não significa que a música da banda perdeu qualidade, mas ela certamente foi deixando de lado a forte identidade com a qual tinha se associado antes em detrimento de um rock às vezes mais expansivo e experimental (como em “I Will Possess Your Heart”), em outras mais disciplinado e acessível (como em “The Ghosts of Beverly Drive”).

death cab for cutie - riptides (single, 2026) post 01
Death Cab For Cutie equilibra o rigor melódico que preserva há tantos anos com uma boa dose de espontaneidade juvenil no single “Riptides”

O compasso bem marcado da bateria e baixo em “Riptides”, o novo single liberado pela banda como prévia do disco I Built You a Tower, preserva esse caráter mais polido das músicas que a banda vem compondo ao longo de cerca de quinze anos. Ao mesmo tempo, porém, a evolução e o adensamento melódico da canção, onde se destacam os acordes progressivos das guitarras, retoma algo daquela espontaneidade com a qual a banda passou a ser conhecida há cerca de vinte anos. Esse amálgama melódico é intencional, pois reflete as letras nas quais o vocalista Ben Gibbard confessa que o conformismo que sustentava seus relacionamentos chegou ao ponto de exaustão e rompimento. Depois de tantos anos depurando rigor melódico, talvez a banda tenha sentido a necessidade de temperar essa maturidade com boas pitadas de emoção juvenil – descobriremos se isso se confirma em junho, na chegada de I Built You a Tower.

Death Cab For Cutie – “Riptides” (Single) [mp3]

Ouça (Spotify):

Death Cab For Cutie - Riptides (Single) - 2026
Death Cab For Cutie - Riptides (Single) - 2026

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Death Cab For Cutie - Riptides (Single) - 2026
Death Cab For Cutie - Riptides (Single) - 2026

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Brigitte Calls Me Baby – “Slumber Party” (single) [download: mp3]

brigitte calls me baby - slumber party (single, 2026)

Com seu segundo álbum agendado para março, a banda americana Brigitte Calls Me Baby lançou “Slumber Party” como primeiro single de prévia do disco: com guitarras de riffs densos e freneticamente acelerados em companhia de baixo e baterias muito bem sincronizados, o vocalista Wes Leavins invoca o espírito de seu crooner ancestral para narrar – com uma pontinha de melancolia – o “drama” de sua sexta-feira a noite: ser aceito ou não naquela festa “cool” da vizinhança para a qual está até mesmo levando seu DVD de “Veludo Azul” de David Lynch como oferenda. Porém, eu me pergunto: será que o povo dessa festança não preferiria “Persona” de Ingmar Bergman?

brigitte calls me baby - slumber party (single, 2026) post 01
Embora o visual do grupo lembre Duran Duran, o parentesco mais próximo é o post-punk do inicio dos anos 2000

Deixando o paradigma intelectual de lado, embora o visual do grupo lembre Duran Duran nos frutíferos anos 80, a faixa traz os americanos emulando o mesmo fervor juvenil do post-punk que permeou o início dos anos 2000, como Franz Ferdinand e Interpol, bem como a vigorosa espontaneidade do indie rock de bandas quase desconhecidas (menos para os leitores do Sete Ventos) dos anos 2000 e da década passada, como Scissors For Lefty e Liily – aguardemos março para constatar se o disco reflete a qualidade do single.

Baixe:
Brigitte Calls Me Baby – “Slumber Party” (single) [mp3]

Ouça (Spotify):

Brigitte Calls Me Baby - Slumber Party (Single)
Brigitte Calls Me Baby - Slumber Party (Single)

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Brigitte Calls Me Baby - Slumber Party (Single)
Brigitte Calls Me Baby - Slumber Party (Single)

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Tori Amos – “Growin’ Up” (single) [download: mp3]

tori amos - growin up (single, 2025)

Com o anúncio do relançamento de uma versão expandida de Strange Little Girls, o disco de covers lançado em 2001, Tori Amos disponibilizou há poucas horas um pequeno aperitivo para os fãs: o single “Growin’ Up”, canção originalmente lançada por Bruce Springsteen em 1973, será uma das 4 faixas extras incluídas na nova versão do álbum – que também incluirá a faixa inédita “Hoover Factory”, de Elvis Costello. No cover de Amos, a bateria de Matt Chamberlain soa lépida e faceira, construindo volteios com uma destreza que claramente inspirou Tori a dedilhar o seu piano Bösendorfer com genuíno entusiasmo. O vocal da cantora também foi contagiado pelo ritmo lúdico da melodia, e surge tomado por um frescor e vitalidade que não se encontram presentes na maior parte das composições que a cantora vem lançando há mais de uma década – é uma demonstração indiscutível de toda a impetuosidade, energia e vigor que a pianista americana foi deixando pelo caminho ao longo dos anos, lamentavelmente.

Baixe: Tori Amos – “Growin’ Up” (single) [mp3]

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Tori Amos – Spark [Part 2] [UK] (single) [download: mp3]

tori amos - spark [part 2] [uk] (single) 1998

Lançado em 1998 por Tori Amos, from the choirgirl hotel foi o primeiro disco onde foram observados sinais de mudança na música da cantora americana que hoje em dia, para fãs de décadas como eu, contrasta com a produção dos seus 3 primeiros discos a ponto de ser uma artista quase completamente diferente. Ao mesmo tempo, esse quarto disco ainda preservou hábitos que a artista sustentou desde o início da carreira, como o lançamento de vários singles contendo B-sides tão preciosos quanto as faixas selecionadas para integrar o disco. Um deles foi o da canção “Spark”, tendo uma versão exclusiva disponibilizada no Reino Unido contendo um cover e também um dos B-sides mais “míticos” da carreira de Tori. “Spark”, a faixa que também abre o disco do qual é derivada, inicia com acordes metálicos de uma guitarra dissonante e uma bateria de cadência espaçada, compondo a textura soturna e um tanto claustrofóbica que permeia o disco de origem, mas na chegada do refrão ambos são adocicados com o canto e o piano melancólicos que extravasam no “outro” melódico da canção em um frenesi sonoro que metaforicamente retratava o estado emocional da cantora no período que sofreu um aborto espontâneo. Na faixa seguinte, um cover demoníaco de “Do It Again”, de Steely Dan, onde a bateria em compasso marcado prepara o palco para que Tori Amos passeie com desenvoltura com seu vocal e seu piano, temos uma das últimas demonstrações genuínas da furiosa energia e capacidade de improvisação que eram sinônimos da cantora americana até então, mas que infelizmente Tori foi abandonando aos poucos com o passar do anos. O single se encerra com uma das baladas mais adoradas pelos fãs de Tori: em “Cooling”, com nada além de sua voz meiga e seu inseparável piano Bösendorfer, a cantora americana demonstrou a incrível habilidade de compor baladas doces onde sua emoção fluía sem qualquer tipo de contenção, como as correntes de um rio desaguando no oceano – um clássico inesquecível de seu catálogo.

Baixe: Tori Amos – Spark [Part 2] [UK] (single) [mp3]

Ouça: Tori Amos – Spark [Part 2] [UK] (single)

1. “Spark”

2. “Do It Again”

3. “Cooling”

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005