Pular para o conteúdo

Categoria: cinema & TV

comentários e críticas de filmes e seriados com download disponível

“Maria Antonieta”, de Sofia Coppola. [download: filme]

Maria AntonietaO mais recente filme de Sofia Coppola, Maria Antonieta, é uma biografia da aristocrata franco-austríaca que tem como ponto de partida a saída de Maria de seu país natal, a Áustria, aos 14 anos, para casar-se com o jovem e futuro rei Luis XVI, e encerrando-se com ela e sua família abandonando o palácio de Versalhes, na eclosão da revolução francesa.
O terceiro filme de Sofia Coppola dividiu a crítica devido à suas escolhas pouco ortodoxas e ao conteúdo da estória em si. Na forma dos primeiros tipos de críticas citados, as mais ruidosas foram feitas aos elementos que retiram do filme um caráter total de reconstituição de época. Contudo, é bom elucidar que tanto a trilha sonora que, de forma soberba, mistura composições clássicas com canções do movimento New Wave dos anos 80/90, uma ou outra ousadia explícita, como o par de tênis All Star propositalmente abandonado em meio a sapatos típicos daquela era, quanto as decisões nitidamente contrastantes com a natureza da história, como a escolha de uma atriz americana para o papel de uma monarca européia, a rigor, não se constituem de forma alguma como defeitos deste longa-metragem, e acabam mesmo é ajudando a arejá-lo, tornando-o menos chato, tradicional e sisudo do que normalmente costumam ser filmes de época. Dentro do escopo das críticas ao conteúdo, a ausência de contexto político e social no filme foi o mais comentado, o que de fato corresponde com a verdade. Porém, deve-se levar em conta que, com a decisão da diretora e também roteirista de concentrar completamente o foco do filme nas ações de Maria, Sofia acabou sendo fiel ao que se tem como notícia desta figura histórica, já que, segundo consta, ela realmente não se dava ao trabalho de inteirar-se e tomar partido na condução das políticas de seu reinado, atendo-se apenas ao que seriam consideradas frivolidades destemperadas.
O maior problema, na verdade, seria a própria Sofia Coppola, dona de um modo de filmar um tanto maçante e sem objetivo claro – em outras palavras, ela enrola o quanto pode. O ápice desta sua técnica foi mesmo o aborrecido “Encontros e Desencontros”. Mas aqui essa crítica não seria exatamente justa, visto que Maria Antonieta, devido à sua repulsa aos assuntos mais sérios e ao seu hedonismo, não exatamente se constitui em uma biografada das mais complexas e agitadas – seu mundo e suas vontades, pelo que informam, era mais ou menos o exposto no filme mesmo. Mas ainda é possível notar a insistência quase inconsciente de Sofia ao constatar que, apesar das duas horas finais, uma hora e meia seria mais do que suficiente para que ela contasse tudo o que pretendia neste longa-metragem.
Assim, não vejo outro modo de definir “Maria Antonieta” a não ser como o melhor filme de uma cineasta fraca, o que significa que não há muito o que esperar deste filme. Sem nenhuma surpresa, ele acaba sendo melhor do que o filme anterior de Sofia, mas também não é bom o bastante para que seu status como artista ganhe um “upgrade”. Veja sem medo e sem expectativas.
Baixe o filme utilizando os links a seguir.

http://rapidshare.com/files/26136039/aCnHtCoKiBnOeMtBtIe.avi.001
http://rapidshare.com/files/26135598/aCnHtCoKiBnOeMtBtIe.avi.002
http://rapidshare.com/files/26135766/aCnHtCoKiBnOeMtBtIe.avi.003
http://rapidshare.com/files/26135611/aCnHtCoKiBnOeMtBtIe.avi.004
http://rapidshare.com/files/26135619/aCnHtCoKiBnOeMtBtIe.avi.005
http://rapidshare.com/files/26136208/aCnHtCoKiBnOeMtBtIe.avi.006
http://rapidshare.com/files/26135834/aCnHtCoKiBnOeMtBtIe.avi.007
http://rapidshare.com/files/26135573/aCnHtCoKiBnOeMtBtIe.avi.008

legenda (português):
http://legendas.tv/info.php?d=2ae182504d7fd29eab2edc43688ce306&c=1

Deixe um comentário

“Obrigado Por Fumar”, de Jason Reitman [download: filme]

thank you for smoking (2005)

Vice-presidente da associação dos estudos do tabaco, Nick Naylor trabalha para dissuadir a visão negativa das pessoas sobre o fumo e a sua indústria e, de forma indireta, persuadir as pessoas a tomar parte no vício. Separado e com um filho extremamente observador e curioso, Nick resolve passar mais tempo ao lado do garoto – isto é, fazer com que o filho o acompanhe em sua mais recente missão para a indústria do cigarro: fazer com que Hollywood volte a divulgar o fumo como um símbolo de status e prazer.
Aaron Eckhart está ótimo a frente do elenco deste filme no papel do irônico e astuto Nick, o lobista cujo trabalho divide-se um dois diferentes modos de agir: na camada mais pública e aparente, Nick surge como o porta-voz de uma instituição – sustentanda pelo conglomerado do cigarro – que procura colocar em dúvida as afirmações dos males do fumo à saúde humana fazendo uso de uma retórica caleidoscópica que confunde os detratores do cigarro para que as certezas deles tornem-se dúvidas e, consequentemente, as suas ganhem validade sem precisar defender abertamente este hábito como algo positivo e saudável; por baixo dos panos, por sua vez, Naylor trabalha para ampliar o número de consumidores do cigarro, usando o caixa bilionário desta indústria para, por exemplo, “convencer” outra indústria, a do cinema, a divulgar para o seu imenso público uma imagem positiva e prazerosa do hábito de fumar.
Se pararmos para pensar, o cigarro aqui poderia ser substituído por tantos outros itens, mostrando que o roteiro deste longa-metragem, adaptado pelo diretor diretamente do livro de Christopher Bucleky, é muito menos sobre uma indústria específica e muito mais sobre o modo de agir destas poderosas companhias para defender e ampliar, a qualquer custo, o consumo de seus produtos no voraz mercado mundial. Pensado desta forma, o filme tem muito mais relevância do que simplesmente atracando sua razão de ser à uma sátira sobre o detratores e defensores do tabagismo – o que já seria bem interessante, mas o limitaria à um campo específico. A agilidade de Jason Reitman na condução e na edição confere ainda maior tenacidade ao tom irônico e satírico de seu filme e a destreza crítica do roteiro. “Obrigado Por Fumar” é um bom empurrão para fazer mais aparente a carreira do novato Reitman que, até então, na sua diminuta filmografia, não tinha produzido nada digno de nota. Hollywood, sempre atenta em assimilar os talentos que despontam de última hora, com certeza, não vai deixar este passar batido.

Baixe: “Obrigado Por Fumar”, de Jason Reitman (Thank You For Smoking, 2005)
[áudio original, 1080p, mp4]

Baixe: legendas (português)

Acesse o Índice de Filmes disponíveis para download no blog.

LINKS ATUALIZADOS EM: 14/12/2025
Link quebrado? Me avise pela caixa de comentário abaixo!
Gostou do filme? Não gostou? Comente abaixo! Agradecimentos também são bem-vindos!

1 comentário

“Lost”: 3ª temporada (ciclo final). [sem spoilers]

Lost - 3ª Temporada - Ciclo FinalE encerrou-se o ciclo final da 3ª temporada de “Lost”. A retomada da série, que teve uma interrupção de quase dois meses depois do 6° episódio, teve alguns engasgos em capítulos que diziam quase nada, mais especificamente nos chamados “episódios de transição”, que tiveram a função de interligar deslocamentos de personagens, ações de naturezas diferentes ou o encerramento de um período de atividade para a retomada de outro. A meu ver, estes foram os episódios mais problemáticos e, possivelmente, os mais desnecessários: na essência, os episódios 9, “Stranger in a Strange Land”, 17, “Catch-22” e 18, “D.O.C” tem conteúdo fraco e desinteressante – quase uma enrolação -, fazendo-me acreditar que teria sido melhor deslocadar, encaixar e sintetizar em outros episódios as poucas sequências que apontam para novos acontecimentos ou revelações. O episódio de número 14, “Exposé”, que marcou o fim de dois personagens que foram apresentados nesta mesma temporada e que, a bem da verdade, sequer foram abordados, não foi exatamente ruim pelo seu conteúdo, já que a trama foi muito bem costurada e desenvolvida, mas pelo fato de que serve unicamente para encerrar a história de personagens que não foram, em momento algum, enraizados na mitologia da série e para também aparar arestas que ficaram aparentes, como a relacionada à personagem Sun – e que, novamente, poderia muito bem ter sido encaixada em outro capítulo.
Mas, considerando-se a equivalência entre erros e acertos, o saldo foi muitíssimo positivo. Alguns dos mistérios introduzidos na primeira temporada foram mesmo retomados e, em parte, elucidados. Digo em parte porque, por exemplo, apesar de a causa dos eventos que ocorrem com mulheres grávidas na ilha não ter sido elucidada, seu destino, dependendo da origem de sua gravidez, foi revelado – e, consequentemente, acabou sendo explicado o interesse do grupo dos “Outros” no processo da gravidez. Outro importantíssimo dado, que foi sugerido no primeiro ciclo desta temporada, ressurgiu de maneira sombria e dúbia nos últimos episódios: tanto o norteamento das ações dos “Outros” quanto os estranhos eventos da ilha podem ter uma causa, ou até um agente causador, central – e ele tem até um nome.
As novidades, então, foram razoavelmente numerosas e ousadas. Muitas delas tomaram lugar dentro dos eventos ocorridos nos já famosos flashbacks – traços dos mais simbólicos da dinâmica deste seriado. Personagens pertencentes ao chamado grupo dos “Outros” tiveram seus próprios episódios de lembrança, o que possibilitou aos produtores explicar a presença destes na ilha e sua origem, o comportamento irregular de alguns deles e pelo menos indicar o porque de seu posicionamento de franca oposição aos sobreviventes do vôo 815 da Oceanic – o que está diretamente relacionado ao misterioso agente que torna possíveis os estranhos eventos da ilha. Além disso, novas relações entre os personagens foram reveladas para o público em flashbacks mas, não necessariamente, reveladas para os próprios personagens: dúvidas e dívidas que Sawyer tinha deixado de cobrar no seu passado tiveram o conhecimento do seu personagem, mas a relação de Claire com mais alguém na ilha foi mostrada apenas aos espectadores, sem que a própria garota tenha se dado conta disso.
Mas a mais chocante e surpreendente revelação tomou lugar mesmo nos dois últimos episódios da temporada e pode mudar radicalmente o que pensávamos ser o destino da trama do seriado e de seus próprios personagens. Esta revelação tem direta relação com os já citados flashbacks, tão tradicionais no conceito de “Lost”. De acordo com o que foi mostrado, podemos concluir algumas coisas: primeiro, podemos não ter mais flashbacks em “Lost”, ou tê-los com muito menor frequência; segundo, podemos ter o conteúdo destes flashbacks parcialmente alterados, já que, daqui pra frente, a sua substância pode envolver muito mais os eventos da ilha do que poderíamos imaginar; podemos não ter mais flashbacks simplesmente porque eles serão substituídos por outro recurso que envolve revelações dos personagens – e eu não poderia ser mais explícito aqui sob pena de revelar o grande evento do final desta terceira temporada -; quarto, podemos nem mesmo ter mais episódios de “Lost” dentro da situação que tivemos até hoje; quinto, podemos, por fim, prever os eventos básicos que tomarão lugar na quarta temporada e, até mesmo, o que poderá ser o argumento base da quinta temporada e das subsequentes.
Por último, os rumos e ações de alguns personagens na próxima temporada, se não foi revelado, foi ao menos sugerido: Sawyer, Locke, Jack e Kate – estes dois últimos de forma impressionante – já tem apontados seus papéis no próximo ano da série – e nenhum deles, de diferentes modos, vai ter um desenrolar muito positivo.
Vai ser difícil aguentar 9 meses para acompanhar a sequência de uma série que, em meio há alguns solavancos, muitos deles fruto de planos, tramas e personagens abortados, conseguiu, pela 3ª vez, construir um desfecho surpreendente. Ansiedade maior do que esta que se encontra o público só há aquela de já ter conhecimento sobre quando “Lost” chegará ao seu fim, com a sexta e última temporada, em 2010. Algumas pistas sobre a conclusão da série, inegavelmente, já foram deixadas nos dois últimos episódios desta terceira temporada, mas, apesar da curta duração dos próximos anos, de apenas 16 episódios cada, quem duvida que eles não virem “Lost” do avesso, como foi feito com o esquema dos flashbacks nestes mesmos dois últimos capítulos?

1 comentário

“Paris, Je T’aime”, (direção coletiva). [download: filme]

Paris, Je T'aimeDezoito histórias de cinco minutos, cada uma ocorrendo em um canto diferente de Paris e não necessariamente relacionadas entre si, formam, em conjunto, o longa-metragem “Paris, Je T’aime”, idéia e conceito dos franceses Tristan Carné e Emmanuel Benbihy, respectivamente. A natureza deste longa-metragem torna impraticável uma homogeneidade em termos qualitativos, já que alguns dos curtas que o integram, se não são realmente ruins e equivocados, soam um tanto previsíveis: com “Porte de Choisy”, o diretor de fotografia Chistopher Doyle procura mimetizar o magnetistmo das estorias delirantes de Jean Pierre-Jeunet, mas seu sucesso não vai além da questão estética; Vincenzo Natali, igualmente capricha no visual de “Quartier de la Madeleine”, mas seu conto de humor-negro sobre um homem que encontra uma vampira parece um videoclipe teen; os diretores Joel e Ethan Coen fazem uma caricatura de seus próprios trabalhos com o segmento na estação de metrô de “Tuileries”, cujo artificialismo exagerado dos maneirismos visuais mais irritam do que divertem; Walter Salles e Daniela Thomas, por sua vez, também recorrem a essência dos seus maiores êxitos, mas ao invés de utilizar a paródia como tom, o fazem como quem apresenta um cartão de visitas, tornando a crítica social de ambientação (sub)urbana – que fez a fama da dupla – ecoar com certa obviedade. Por sorte, há mais segmentos bons do que ruins. Para alguns deles, o charme ficou por conta dos diretores e roteiristas utilizarem-se do elemento surpresa como atrativo: tanto o breve conto de amor entre uma jovem atriz e um estudante de línguas cego do distrito de “Faubourg Saint-Denis”, dirigida por Tom Tykwer, a estória escrita e dirigida por Alfonso Cuarón, que sustenta-se no diálogo dúbio entre um homem de meia-idade e uma jovem francesa em “Parc Monceau” e o flerte entre um jovem artista e um belo funcionário de uma casa de artigos para pintura de “Le Marais”, a cargo do diretor Gus Van Sant, escoram-se de modo compentente em um elemento chave que destrincha o entendimento do evento e que era responsável por, intencionalmente, causar confusão no espectador. Porém, os curtas mas simples, que contentam-se apenas em contar sua breve história, são os que conseguem melhor captar a idéia básica que deu vida à “Paris, Je T’aime”: o encontro acidental entre dois solitários parienses, em meio à seu cotidiano anestésico no trecho “Montmartre”, dirigido e co-estrelado por Bruno Podalydès; o rapaz que, em “Quais de Siene”, de Gurinder Chadha, encanta-se por uma simpática garota mulçumana, mesmo sutilmente receoso da óbvia diferença cultural; a delicada mistura de história de amor à primeira vista e crítica social, em “Place des Fêtes”, de Oliver Schmitz, emocionam pela maneira com que o amor é abordado pelo modo que seus personagens são tomados por ele. Mas é o último segmento do longa-metragem, o conto solitário “14th arrondissement”, dirigido por Alexander Payne, em que uma funcionária do correio americano narra sua estadia de uma semana em Paris, que o público testemunha a melhor, mais sincera e mais emocionante homenagem de amor à cidade luz. Não se engane pelo início algo ordinário do segmento – a história ganha emoção cada vez maior à medida que avança para o seu fim.
Ainda que, em alguns momentos, a única coisa que una as histórias seja apenas o seu cenário, o saldo final de “Paris, Je T’aime” é muito positivo: todos os diretores, cada um à seu modo, tentam expor a fascinação que o mundo tem pela capital francesa, que acaba realmente atraindo gente não muito diferente de grande parte dos personagens que povoam este filme. Alguns diretores, inevitavelmente, fracassaram, da mesma forma como muitos dos que buscam uma vida melhor em Paris também fracassam. Mas, aqui, ao menos, os êxitos brilham bem mais do que os insucessos.
Baixe o filme utilizando os links a seguir.

primeira parte:
http://d01.megashares.com/?d01=5d9b2af

segunda parte:
http://d01.megashares.com/?d01=3896cff

legenda (português):
http://legendas.tv/info.php?d=5b9e410ddbcc9aa937ce0d908067912c&c=1

6 Comentários

“A Fonte da Vida”, de Darren Aronofsky. [download: filme]

The FountainEm três diferentes épocas, um homem empreende uma busca impossível: Tomas, no século XVI, procura, a mando de sua rainha e objeto de amor, a árvore da vida, que lhes conferiria vida eterna; no tempo presente, o cienstista Tommy busca incansavelmente a cura para o agressivo tumor cerebral que cada vez mais reduz o tempo de vida de sua esposa, Izzy; em um futuro distante, Tom, a bordo de uma bolha espacial, tenta alcançar uma nebulosa distante, onde acredita que uma estrela morta recobre as forças de uma árvore que leva junto e que, consequentemente, traga novamente à vida a mulher que sempre amou.
Hugh Jackman e Rachel Weisz tem atuações comoventes e, com certeza, foram os únicos acertos do terceiro longa-metragem do diretor Darren Aronofsky, o cineasta mais hyped dos últimos tempos. A princípio, o filme parece interessante, mas a medida que avança ele revela-se uma das coisas mais confusas e pretensiosas que já se ousou produzir. Sem qualquer resquício de dúvida, o maior problema do filme é a tendência quase infantil de Aronofsky em querer basear toda a existência de seus projetos – e assim guiando toda a composição do roteiro – em uma mensagem. Com “a mensagem” explícita de seu longa imediatamente anterior, “Réquiem para um Sonho”, Darren mostrou ser um dos integrantes mais moralistas da nova seara de cineastas; com “A Fonte da Vida”, contudo, Aronofsky obteve mérito ainda maior, já que, agora, ele é também o diretor mais brega e piegas desta geração recente: como negar tal afirmação se os temas que justificam este seu filme mais recente são coisas como a aceitação da morte como parte fundamental da vida, a morte como ponto de partida para outro plano existencial, ou ainda a eternidade da vida através do amor? As tentativas de trazer reflexões filosóficas e transcendentais profundas, bem como as atitudes e soluções visuais assumidamente zen-budistas que lhes dão apoio, tornam a meia hora final do filme tão constrangedora que chega a dar vergonha assistir aquilo na companhia de mais alguém. A Warner, uma das distribuidoras e produtoras do filme, quis ser inteligente ao reduzir o orçamento pela metade, mas teria sido muito mais se tivesse cancelado o projeto, nos poupando de tamanha temeridade e, de lambuja, evitaria desperdiçar um dinheiro considerável. Espera-se que depois dessa imensa ego-trip que é “A Fonte da Vida”, Darren Aronofsky, que expôs a imensidão faraônica de seu ego ao declarar sua intenção de redefinir o conceito de ficção-científica com este filme assim como aconteceu com “2001: Uma Odisséia no Espaço”, esteja com sua bolinha bem baixa em Hollywood – o que nos garantiria alguns anos para respirar aliviados sem o medo de que algo tão pretensioso quanto este filme surja em uma prateleira de vídeo-locadora.
Baixe o filme utilizando os links a seguir.

http://rapidshare.com/files/23447401/tf-fico.part1.rar
http://rapidshare.com/files/23447592/tf-fico.part2.rar
http://rapidshare.com/files/23447654/tf-fico.part3.rar
http://rapidshare.com/files/23447736/tf-fico.part4.rar
http://rapidshare.com/files/23447829/tf-fico.part5.rar
http://rapidshare.com/files/23448028/tf-fico.part6.rar
http://rapidshare.com/files/23448122/tf-fico.part7.rar
http://rapidshare.com/files/23448345/tf-fico.part8.rar

legenda (português)
http://legendas.tv/info.php?d=22441bc08e5869659a0abc0e1665e922&c=1

2 Comentários

“Ao lado da Pianista”, de Denis Dercourt. [download: filme]

La Tourneuse De PagesMélanie, uma menina de 10 anos que se preparava para ser admitida em um conservatório, como pianista, falha no teste ao perder a concentração devido à presidente do júri interromper a sua atenção para dar um autógrafo. Dez anos depois, tendo desistido do piano logo depois daquela experiência, Mélanie ganha a confiança do seu chefe por seu trabalho de assistente, e se oferece para cuidar, por um mês, do seu filho. Ao chegar na casa para exercer essa função temporária é que descobrimos que a esposa de seu chefe é Ariane Fouchécourt, a mulher que presidia o júri em que fora recusada.
“Ao lado da Pianista” é um estudo minucioso não apenas da vingança, mas da meticulosidade de ser humano, quando longevamente alimentada por uma frustração: o ar compenetrado, sisudo, distante e introspectivo da Melánie de Déborah François mostra o quanto uma pessoa com tal personalidade é mais perigosa e maquiavélica do que alguém que transpirasse maldade em cada gesto – sem dúvidas, Mélanie Prouvost entra para a galeria de personagens a que já pertence a clássica May Welland de Winona Ryder. Dando apoio à interpretação fabulosa de François (cuja maldade é discreta, revelada apenas em doses homeopáticas quase imperceptívies – traços suaves do expressão de seu sorriso, um soslaio breve, um caminhar levemente mais meticuloso, um gesto um tanto mais brusco), Denis Dercourt construiu o seu filme com economia de recursos: a trilha sonora se faz presente apenas eventualmente e de forma mínima, entregando o longa-metragem ao poder inegável de silêncios – que abrem espaço para o elenco, cujos desempenhos tem a precisão já clássica do cinema francês -, e mantendo as câmeras imóveis e com poucos enquadramentos, sujeitando-as a alguns movimentos lentos e cautelosos apenas para acompanhar o ritmo calculado da protagonista.
O roteiro se enquadra igualmente nesse aspecto minimalista: mesmo que se considere o evento desencadeador da trama pouco crível, a veracidade dos acontecimentos que se seguem torna-se possível apenas pelo desenho da personalidade dos personagens: tudo tornou-se possível devido à dependência e fragilidade de Ariene, à convicção e confiança de seu marido em Mélanie e ao poder de dissimulação e sutil sedução da própria, que não poupou nem o ingênuo Tristan, o filho do casal.
Parece que não há muito a falar sobre o longa-metragem de Denis Dercourt, mas a verdade é que este é um filme que não tem qualquer necessidade mais prolífica: um longa-metragem cujo objetivo único é mostrar o quão destrutivos podem ser os atos de alguém que decide redirecionar a sua atenção para algo bem menos positivo – do piano para um ato de vingança, no caso de Mélanie – só precisa que os atores tenham sido orientados para as sutilezas da natureza deste argumento e que o diretor entenda que o laconismo é o grande segredo de um longa-metragem sobre a dedicação – e as duas coisas encontram-se em “Ao lado da Pianista”.
Baixe o filme utilizando os links a seguir.

http://rapidshare.com/files/25302370/pages.doc.part1.rar
http://rapidshare.com/files/25301866/pages.doc.part2.rar
http://rapidshare.com/files/25301356/pages.doc.part3.rar
http://rapidshare.com/files/25300875/pages.doc.part4.rar
http://rapidshare.com/files/25300417/pages.doc.part5.rar
http://rapidshare.com/files/25299880/pages.doc.part6.rar
http://rapidshare.com/files/25299394/pages.doc.part7.rar

legenda (português):
http://rapidshare.com/files/25302379/The.Page.Turner.2006.DVDRip.XviD-AFO.bra.rar

1 comentário
O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005