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Categoria: musica

críticas e comentários sobre álbuns musicais, singles e similares com download disponível

Woodkid – The Golden Age (+ 3 faixas bônus) [download: mp3]

Desde seu despontar na internet, com o lançamento em 2011 do videoclipe e do single “Iron”, venho acompanhando com ansiedade a tão aguardada estréia de Woodkid, pseudônimo do diretor, artista gráfico, compositor e cantor francês Yoann Lemoine. Como já se percebia desde o surgimento do vídeo, o artista europeu não faria sua estréia de modo simples: além dos obrigatórios lançamentos em formato digital e CD de áudio e do lançamento em vinil para agradar os alternativos de plantão, Woodkid preparou uma edição especial primorosa na qual o CD figura como brinde de luxo de um livro que mistura memórias e ficção, escrito em conjunto com sua prima polonesa Katarzyna Jerzak, e que acompanha também ilustrações do elogiado ilustrador de graphic novels Jillian Tamaki. Contudo, pra não fugir à tradição dos lançamentos musicais na era pós-moderna, poucos dias antes do lançamento oficial o álbum em sua totalidade já começou a se alastrar pela internet. E finalmente Woodkid pode ser posto à prova nos ouvidos dos fãs que já tinha arrebanhado sem nem mesmo ter um álbum lançado.
The Golden Age é, como já se esperava, um trabalho grandioso de um estreante singular, que começou sua carreira por trás das câmeras, migrou para os palcos e arrebanhou fãs mesmo antes de seu lançamento oficial, assumidamente, em suas próprias palavras, um “músico frustrado que é diretor de vídeos”. Essa auto-avaliação tem um fundo de verdade: sua faceta de cantor realmente não tem a perfeição de um crooner, já que é difícil não notar a limitação de sua voz, que quase chega a titubear em alguns volteios, mas o artista conhece a si próprio e, inteligente, escolheu apresentar-se ao público com as faixas “Iron”, “Run, Boy, Run” e “I Love You”, músicas extremamente bem produzidas e arranjadas que se adaptam ao seu vocal e o encorpam simultaneamente. Isso se repete em outras faixas que permeiam o álbum, como a que o abre e lhe dá nome, que surge com harmonia reflexiva ao piano seguida de um turbilhão percussivo e orquestral que afoga os sentidos em uma epopéia sonora que só encontra paralelo em épicos do cinema de ficção científica e da fantasia, mas que lembra também melodias compostas por Björk nos últimos anos, em particular no disco Volta. A referência vem novamente à tona no compasso melódico de “Ghost Lights”, onde o órgão, os metais e a percussão soam taciturnos e amargurados. “Stabat Mater”, composta e produzida pelo amigo de Woodkid, o DJ e músico francês SebastiAn, não tem medo de soar redundante ao adicionar um coro de inspiração religiosa para acompanhar a percussão já retumbante e os metais e cordas em resplandecente psicose – uma melodia que soa como o hino de uma cruzada messiânica. “Conquest Of Spaces” promove a união da influência sacra presente no trabalho do francês com o seu apreço pelo cinema de ficção científica ao associar um órgão futurista à um sintetizador de sonoridade caleidoscópica. Fechando o disco, em “The Other Side” acordes de piano e sinos entoam um belo lamento, que partilhado pelo coro e pelos arranjos de metais e cordas, acaba por se submeter ao ritmo marcial da percussão – uma analogia melódica perfeita às letras da canção.
Apesar da apoteose cinematográfica ser uma constante, há momentos nos quais o artista francês procura outras experiências sonoras, como em duas músicas de atmosferas opostas, “The Great Escape” e “The Shore”: a primeira, que não deixa de lado a percussão frenética e incansável, é uma música mais despretensiosa e alegre, com arranjos orquestrais mais simples que se limitam a complementar a música, enquanto a segunda, conduzida por um piano aristocrático, vai ganhando colorações ainda mais formais e clássicas à medida que levantam-se metais e cordas que reforçam suas pretensões algo operísticas. Além disso, há também instantes mais introspectivos nos quais Woodkid consegue em grande parte dominar e balancear seu vocal, como em “Boat Song”, onde sintetizações que remetem à produção setentista de Brian Eno evitam, inutilmente, a tristeza compassiva dos trompetes e do piano, e também “Where I Live”, uma balada onde os floreios de metais concedem algum conforto à voz e ao piano que compartilham desmedida dose de doçura e pesar.
The Golden Age é um debut impetuoso e impecável que certamente vai ser rejeitado por muitos por beirar o excessivo e o megalômano, por querer ser incondicionalmente muito ou tudo ao mesmo tempo: romântico, épico, delicado, fascinante, sensível, apoteótico. No entanto, é inegavelmente uma obra emocionante, fruto da dedicação de um artista imbuído de uma sincera vontade de trazer à realidade seus sonhos e ideais mais caros, inspirado pela inocência e inconsequência da infância, a era dourada que ficou no passado e dá nome ao disco, e pela inevitabilidade da vida adulta, realidade que passamos a viver para o resto de nossa existência e que por vezes é fria e dura demais para poder ser tolerada. Portanto, por baixo de toda a esplendorosa grandiloquência, por baixo da pompa percussiva e da avalanche de arranjos orquestrais que arrebata muitos e irrita tantos outros, há situações e sentimentos tão verdadeiros e simples quanto a daquela banda indie que foi apontada como a mais nova sensação por aquele coletivo online ou blog hypadíssimo que adora posar de humilde e apontar o dedo para a “mídia oficial”, mas que, na verdade, é um veículo de comunicação tão super produzido quanto este último. O exato oposto de Woodkid, um artista que em momento algum finge ser o que não é.

O arquivo para download inclui 3 faixas bônus: a instrumentais “The Deer” e “The Golden Age” (Intro), e “The Golden Age” (feat. Max Richter ‘Embers’), a versão do vídeo da canção, de mais de 10 minutos, com várias inserções melódicas alternativas, que conta inclusive com a participação do compositor erudito alemão Max Richter.

http://www.mediafire.com/file/h6kpbu4hobvv57f/wood-age-3-bonus-tracks.zip

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Woodkid – “I Love You” (single)

E hoje foi liberada “I Love You”, mais uma faixa de The Golden Age, um dos discos mais esperados dos últimos meses pelos alternativos de plantão (me incluo aqui). Um projeto sendo gestado com todo o cuidado e sem pressa pelo francês Yoann Lemoine, mais conhecido pelo pseudônimo Woodkid, o ambiciosíssimo disco está sendo acompanhado de videoclipes esplendorosos e uma pré-turne cabulosa onde o artista está conquistando seu público sem nem mesmo ter lançado seu debut. É tudo um tanto pretensioso, mas nesse caso isso é feito com toda a propriedade, já que tudo o que o seu ouviu (e viu) até agora é de uma qualidade acachapante. “I Love You” prossegue mantendo o nível na estratosfera: com uma base percussiva forte, badalar apoteótico de sinos, órgãos e violinos dramáticos, Woodkid solta sua voz grave e macia para tornar completo e inevitável o transe sonoro.

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Natalie Prass & Among Savages – “When I Am Alone” (single) [download: mp3]

Colaboração entre os músicos de Nashville Natalie Prass e Peter Barbee, mais conhecido pela alcunha Among Savages, “When I Am Alone” é, segundo a dupla, uma entre cerca de dez canções compostas pelos dois artistas num período de duas semanas há um ano atrás. Com uma base simples de bateria e guitarra de toques bem marcados e intervenções eletrônicas suficientes apenas para incrementar a atmosfera dark, a melodia marcada por silêncios concede espaço generoso para que Natalie explore com um vocal doce, melancólico e sutilmente sensual os versos que tratam, segundo a própria, dos temores e companhias imaginárias da infância de muitas pessoas – em outras palavras, dos amigos imaginários que algumas crianças tinham como companhia constante – por azar ou felicidade. Depois de ouvir essa faixa tão inspirada, resta saber se a dupla vai reunir o súbito surto criativo em um álbum – se as outras faixas tiverem a atmosfera e qualidade desta, torço para que isso aconteça logo.

baixe: http://www.mediafire.com/?22vyu9bpb8yjgi6

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JJAMZ (aka Phases) – Suicide Pact [download: mp3]

jjamz - suicide pact (2012)

Assistindo o vídeo com o preview da nova fase do um dia glorioso MySpace, me chamou a atenção a canção utilizada como trilha, uma faixa com uma base bem ritmada de bateria, riffs bem marcados de baixo, guitarras farfalhando em uma suave maresia e em um solo equilibrado, sintetizações discretas e um vocal que fica na cabeça já no primeiro contato. Claro, corri atrás pra descobrir do que se tratava. É “Heartbeat”, single do disco de estréia do JJAMZ, mais uma banda formada por membros de outros grupos já estabelecidos ou que tem alguma trajetória no indie/pop/rock: The Like, Maroon 5, Rilo Kiley, Bright Eyes e Phantom Planet. Reunida com o objetivo de espairecer descontentamentos pessoais e de cada membro em suas respectivas bandas, as composições pisam firme nos domínios do pop/rock e contam com uma produção bem caprichada. A idéia surgiu repentinamente entre os amigos no karaokê do club Guys em Los Angeles, depois da vocalista Z Berg ter cantado “Criminal”, de Fiona Apple, o que parece ter funcionando como inspiração para o grupo, que poucas horas depois escreveu e gravou a primeira música, “Square One”, uma faixa com guitarras bem marcadas, bateria solidamente ritmada e um vocal impecável de Berg. Daí em diante tudo seguiu naturalmente e o disco de dez faixas rendeu algumas composições muito boas para uma estréia cuja idéia surgiu tão descompromissadamente. Além das canções já comentadas, “Never Enough” é uma balada rock que encanta de imediato com o refrão certeiro, a bateria firme e guitarra e baixo que discretamente constroem o tecido melódico sobre o qual o vocal de Z Berg desliza com tranquilidade. “LAX”, com acordes de guitarra que vibram em uma harmonia luminosa, é um dueto onde Alex Greenwald e Z mostram desenvoltura ao cantar sobre um casal que se encontra no aeroporto da cidade de Los Angeles, e aceitando o convite do acaso, entregam-se estrada afora no melhor estilo carpe diem. “You Were My Home” é outra balada pop/rock deliciosa com toda a cara de single infalível: guiada por violões macios, uma bateria bem sincopada e frêmitos cintilantes de guitarra, é impossível não querer emular o cantar sutilmente sofrido de Z Berg. Fechando o disco, o conjunto de órgãos lânguidos, guitarras e violões amargurados, bateria arrastada e vocal suave de “Can I Change My Mind” envereda pelos baladões fantásticos que tem um pézinho tímido no country com elegância e sensualidade semelhante do The Cardigans ou da menos conhecida dupla The Watson Twins, caindo fácil no gosto de quem ouve. O difícil é saber se a banda vai seguir muito além da estréia, já que não poucas vezes estes projetos musicais paralelos tendem a desbotar e perder forçar depois de algum tempo. Bom gosto e cuidado na produção do pop/rock esta ocasional reunião de talentos tem para uma razoável carreira em potencial, mas o mundo da música, apesar de ser suficientemente variado e grande o bastante para quase todos terem o seu espaço, também é bem imprevisível – a não ser que você faça o patentemente óbvio, como a maioria que lidera as vendas de discos e singles hoje em dia, angariando seu lugar como tema de novela e trilha de slideshow com fotos de casal comemorando seu um ano de relação. Aí, meu caro, o orgulho do estrelato é garantido. Com a plebe, obviamente.

Baixe: JJAMZ (aka Phases) – Suicide Pact [mp3]

Ouça:

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Sol Seppy – The Bird Calls, and Its Song Awakens the Air, and I Call (EP) [download: mp3]

sol seppy - the bird calls and its song awakens the air and i call (ep) (2012)

Se você acha que Fiona Apple é a mais reclusa e obtusa artista que se conhece é porque nunca ouviu falar de Sol Seppy. Pra se ter uma idéia, seis anos se passaram desde The Bells of 1 2, o imensamente belo álbum solo de estréia de Sol Seppy, e desde então, a única coisa que a talentosa artista concedeu ao público foi uma faixa (“I Am Snow”) para a compilação Love Cartier (que conta, inclusive, com uma canção da atriz francesa Marion Cotillard), lançada em 2008. E, diferentemente da cantora americana, que deu toneladas de entrevistas para o lançamento neste ano do seu álbum, até hoje muito pouco se viu, leu ou ouviu da cantora britânica de origem grega (seu nome verdadeiro é Sophie Michalitsianos) que não fosse suas músicas. Até mesmo fotos da moça não passam de alguns punhados que se encontra na internet. Apresentações ao vivo e vídeos? Esqueça são ainda menos numerosos que imagens. Ao que parece, a artista trabalha no seu ritmo, sem se preocupar com a frequência de lançamentos estabelecido como padrão pela indústria da música ou com a panacéia de ritos necessários para se chegar ao conhecimento púlico ou para mantê-lo. Por conta disso, só fiquei sabendo há poucos dias que a cantora deu o ar de sua graça em fevereiro deste ano para lançar um EP de apenas três faixas. Parece pouco, mas para o seu público, sedento há anos por alguma de suas composições tão singulares, já é motivo suficiente para se comemorar. As três canções foram nomeadas de forma que compõe um verso, “Part of/ Music/ Live in Me”, o que já indica a sua semelhança na tonalidade melódica: todas lidam com não mais do que piano, violão e violoncelo para tecer as harmonias delicadas, etéreas, difusas e distantes que marcaram a maior parte das composições do disco de estréia da britânica. De uma melancolia não propriamente triste, mas reflexiva e contemplativa, as faixas são pontuadas e atravessadas por silêncios profundos e tão significativos quanto a própria melodia, o que permite ao vocal sempre calmo e terno, que por vezes ecoa longínquo e abissal e em outras familiar e reconfortante, elevar-se sob a frágil tessitura musical que lhe serve de acompanhamento. A única coisa ruim que fica do lançamento deste pequeno EP (além da capa, que resolvi ignorar e criar outra um pouco mais interessante) é a impressão de que com ele a profundamente talentosa artista se dará por satisfeita por mais um longo período sem lançar qualquer outra coisa. Vamos torcer para que isto não passe de uma impressão e tenhamos logo uma fantástica surpresa reservada para breve.

Baixe: Sol Seppy – The Bird Calls, and Its Song Awakens the Air, and I Call (EP) [mp3]

Ouça: Sol Seppy – The Bird Calls, and Its Song Awakens the Air, and I Call (EP)

1. “Part Of”

2. “Music”

3. “Live in Me”

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Menomena – Moms [download: mp3]

Menomena, a agora dupla de Seattle, depois da partida de Brent Knopff para se dedicar ao seu projeto Ramona Falls, segue seu caminho sem esmorecer pela saída de um dos membros, já que Moms, o novo disco da banda, foi gestado com uma rapidez considerável para o histórico dos rapazes de Portland. O primeiro trabalho em que Justin Harris e Daniel Seim trabalham sozinhos é um disco que apesar de manter a mesma energia que estamos acostumados a esperar nas composições da banda traz harmonias que estão na maior parte do tempo mais focadas do que no álbum anterior. Porém, o grande diferencial de Moms, que o coloca como o divisor de águas na carreira da banda são as suas letras: com a saída de Knopff, pela primeira vez Harris e Seim permitiram-se abordar temas mais íntimos para si próprios, inquietações altamente pessoais, mas também enormemente universais, como a família, o envelhecimento e a morte. Em outras palavras, é um disco mais maduro liricamente e emocionante como nunca antes a banda se deu o direito de ser. “Pique” é um exemplo, com a intensidade da percussão, piano e baixo, os acordes vibrantes da guitarra e o saxofone em participação impecavelmente espetacular acompanhando Justin Harris desmanchando sua alma no vocal ao descortinar de modo amargurado a sua criação sem a presença do pai, que o abandonou logo cedo: “now I’m a failure, cursed with male genitalia, a parasitic fuck with no clue as to what men do, impossible to love”. Mas é difícil, se não impossível, a tarefa de apontar a canção mais emocionante do disco, já que em “One Horse”, onde a banda pela primeira vez emprega o uso de orquestrações na melodia, Seim acompanha a letárgica melancolia do piano e a sôfrega harmonia de violinos e violoncelos despedaçando o coração ao cantar com uma crueza impressionante a perda da mãe quando ainda adolescente: “I had a mother who swam in your streams, I know the ending, yet I’m faking suspense, more fertilizer for the trees”. “Heavy is as Heavy Does”, cantada por Harris, é mais uma ode ferina à desestruração familiar, onde versos como “as powerfull as a man he was, pride my father never was of me” são acompanhados por um piano em cadência imutável, enquanto aos poucos crescem guitarra e bateria que explodem em uma orgia sonora desesperada no marco dos 2 minutos e meio.
Contudo, as canções de Moms não chafurdam apenas o sofrimento e o rancor como um lamento. Apesar do abandono e solidão serem temas constantes, nem sempre eles são acompanhados por melodias tristes e resoluções amargas, como em “Plumage”, que abre o disco com palmas, piano, guitarra e bateria em vibrante comunhão, incluindo um solo de saxofone bem à moda da banda, enquanto Harris compara a dança do acasalamento das aves com a sedução de uma mulher que acaba grávida e sozinha – uma referência clara à situação de sua própria mãe. Outras faixas que não deixam os versos agridoces afetar a melodia são “Capsule”, cuja bateria sincopada é marcada por solos ásperos de guitarra e breves toques ao piano que se sobrepõem à observações precisas sobre viver tendo perdido quem se ama (“while i’m evolving from a child to an aging child you’re maturing from a memory to a legacy”), “Skintercourse”, com Harris cantando o amor e a invevitável dependência e repúdio que costumam acompanhá-lo ao mesmo tempo que guitarra, baixo, piano e bateria alternam-se, misturam-se e apoiam-se ao melhor estilo da banda, “Giftshoppe”, com sonoridade profusa onde todos os instrumentos mesclam-se em uma espiral melódica e onde Seim divaga sobre seu amadurecimento enquanto caminha para os 40 anos (“you perverted aging fuck, what age did your mind get stuck?”), “Tantalus”, também com uma composição cíclica típica da banda, cuja base está na cadência trabalhada, re-trabalhada e subvertida muitíssimo bem por Daniel na bateria enquanto piano, guitarra e teclado intervém na síncope percussiva e as letras refletem sobre a inevitabilidade da morte, a percepção da efemeridade da vida e do que foi feito até então dela (“volcanic dirt stains feet and won’t wash out of clothing, this is where your ashes should be strewn instead of some cold mainland suburb”). No fim, a saída de Brent Knopff não apenas fez bem ao Menomena, como até ouso dizer que foi necessária para o crescimento dela: se antes o trabalho da banda seduzia os fãs pela sua energia e vibração na mais pura celebração hedonista, agora ela os conquista e arrebata por não mais evitar revelar que aqueles garotos são na verdade tão humanos quanto eles próprios, sujeitos assim à sofrer com os mesmos sentimentos de revolta e perplexidade diante da enorme confusão que não poucas vezes a vida mostrar ser.

http://www.mediafire.com/file/dj7twf948mowb5m/mem_-_moms.zip

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005