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Categoria: vídeos

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HotKid – “Rip It Into Pieces” (single) [vídeo, download: mp3]

hotkid rip it into pieces single

Inicialmente uma dupla, agora um trio, a banda canadense HotKid costuma centrar suas composições ao redor das cordas de guitarras – muito por influência da adoração da líder do grupo, Shiloh Harrison, por elas. E é por isso que no seu single “Rip Into Pieces”, lançado em 2011, o instrumento se apresenta de modo tão proeminente, em riffs fartos e alucinantes que são heroicamente acompanhados por uma bateria igualmente frenética e densa. Shiloh também não se envergonha de colocar toda a potência do seu vocal, externado a plenos pulmões e pontuado por berros desvairados de pura energia rockeira, para coroar a extravagante melodia. O videoclipe que acompanha o single segue a mesma toada insana, com uma cornucópia de sobreposições de imagens e cores, luzes estroboscópicas, câmeras lentas e aceleradas, explosões e muita fumaça cenográfica – moderação e comedimento, definitivamente, são conceitos inexistentes para esta banda!

Baixe: HotKid – “Rip It Into Pieces” (single) [mp3]

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“Lost & Found”, de Andrew Goldsmith & Bradley Slabe [curta-metragem]

Um dinossauro de crochê comete o maior de todos os sacrifícios para salvar a vida da raposa que ama.
Com o uso da clássica técnica de stop-motion, aplicada com primazia em cada detalhe, desde a ondulação da água até o desnovelar dos bonecos, e o apoio de uma trilha sonora que alterna com eficiência entre excitação, euforia e delicadeza, os diretores Andrew Goldsmith e Bradley Slabe trazem, em uma animação de pouco mais de 7 minutos, um dinossauro e uma raposa de crochê em uma pequena história que explora humor, ternura e amor com a eficácia que alguns longas-metragens não conseguem obter em duas horas de duração com o emprego de elencos milionários. Ambientado em um restaurante japonês que foi especificamente criado para servir de cenário para o curta, a conclusão deste singelo filme é de cortar o coração, mas é igualmente um retrato da resiliência e devoção do amor incondicional.

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“The Tree”, de Han Yang e Basil Malek [curta-metragem]

Um homem, já com certa idade e que vive em um desetto, persiste em buscar água para regar uma planta aparentemente sem vida já há muito tempo.
Este pequeno curta de seis minutos e meio, criado por um jovem artista chinês e outro jordaniano, não reinventa a roda, já que aos dois minutos de duração sem tem claramente idéia do que virá a seguir. Sua previsibilidade, no entanto, não se constitui em um defeito, pois é tão somente parte de sua dinâmica que não diminui em nada seu maior trunfo: a emoção. Com uma premissa e traços simples, os dois jovens artistas conseguem, de modo poderoso em um vídeo tão pouco ambicioso, captar uma emoção tão universal e profunda à vida humana que é provável que o espectador se pegue com os olhos cheios d’água no seu final.

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“But Milk is Important”, de Anna Mantzaris e Eirik Grønmo Bjørnsen [curta-metragem]

Um homem que sofre de um transtorno de ansiedade ganha repentinamente uma indesejada e insólita companhia.
Utilizando a técnica de stop-motion em um curta de pouco mais de dez minutos, a dupla de diretores Anna Mantzaris e Eirik Grønmo Bjørnsen aborda com muita leveza, humor e sensibilidade a fobia social, um dos transtornos de ansiedade mais debilitantes. Os personagens, criados com um design bastante original, quase não fazem uso de falas, mas elas se fazem desnecessárias, uma vez que o enredo do curta-metragem está baseado em interações tão simples e cotidianas que não apenas fica fácil entender o que está acontecendo, mas consegue eficientemente aproximar o espectador dos conflitos vividos pelo protagonista vítima de um transtorno psicológico. O grande charme da animação, aliás, reside na interação entre este homem e a criatura fofinha, mas tão comicamente impertinente que, afrontando e testando o limite de seus receios, acaba o auxiliando a ousar fazer o que jamais conseguira antes.

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“The Hungry Corpse”, de Gergely Wootsch [video, curta]

O curta-metragem de animação do húngaro Gergely Wootsch, que conta com as vozes dos atores Bill Nighy e Stephen Mangan, não é a história feliz de um velhinho e um pássaro – a começar pelos personagens, que são, na verdade, um cadáver ambulante e um pombo rejeitado -, mas tem suas pitadas de humor em alguns instantes dos seus pouco mais de oito minutos. O estilo da animação, que remete aos primeiros experimentos de Tim Burton no gênero e aos clássicos filmes de terror em preto-e-branco, casa perfeitamente com a tonalidade da história que, se tem muito de melancólico, devo dizer que também é concluída com um soluço de esperança e conforto.

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“Desert Affair”, de Sou Matsumoto [curta-metragem]

É difícil uma animação criada por um oriental que não tenha suas raízes bem fincadas na forte identidade das produções daquela parte do mundo, em particular dos “animes”. “Desert Affair”, pequeno curta-metragem de Sou Matsumoto, certamente não foge desta influência tanto na dinâmica do argumento simples de sua história, quanto em sua atmosfera e personagens (o monstro que persegue a jovem com um bebê se sentiria em casa em um episódio de Pokémon), porém, curiosamente, é justamente no estilo da animação que a criação de Matsumoto descartou preservar muito da afinidade com as produções de sua terra, preferindo um traço mais simples, quase ocidental – e junto com o desfecho cômico da história, este é o seu maior charme.

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Vitalic – “Fade Away” (dir. Romain Chassaing) [vídeo, download: mp3]

Há muito tempo que eu não assistia um vídeo feito para o francês Pascal Arbez, mais conhecido como Vitalic. Seu nome ficou conhecido em 2006 com o lançamento do vídeo “Birds”, produzido pelo coletivo Pleix e que era estrelado por um bando de cachorrinhos fofos capturados em câmera lenta em suas estilosas e alegres estripulias esvoaçantes. Alguns podem nunca ter visto ou ouvido falar, mas o vídeo consagrou-se e virou um clássico absoluto da internet que passou a ser copiado em muitas outras produções – caseiras e profissionais, diga-se. Porém, o mais recente vídeo feito para uma música do artista não tem nada de fofo – embora também não seja algo polêmico ou ultrajante. Dirigido por Romain Chassaing, a canção “Fade Away”, que tem pitadas nostálgicas do synthpop dos anos 80, ganhou um vídeo muito bem fotografado, editado e encenado que joga com os clichês do cinema policial, trazendo uma série de meliantes que se matam sucessivamente para colocar as mãos em uma valise cujo conteúdo não é revelado. Preste atenção no final, porque este é mais uma referência à algo que já virou clichê no cinema alternativo contemporâneo.
Baixe o mp3 da canção através do link abaixo.

http://www.mediafire.com/file/l8ce66soy1mmxa8/vitalic-fade.zip

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Woodkid – “I Love You” (Quintet Version – Live Acoustic) [vídeo, download: mp3]

Em uma das muitas entrevistas que concedeu recentemente devido o lançamento do seu debut The Golden Age, o talentoso artista francês Woodkid disse que seu disco de estréia não é um album pop, já que não há nas canções instrumentos comumente utulizados em composições do tipo, como guitarras, baixo e bateria, mas que qualquer destas músicas poderia muito bem ser convertida em algo do gênero em versões alternativas. E no dia de hoje, em uma participação na rádio France Inter, o cantor francês provou que está certo ao apresentar uma versão acústica de “I Love You” a qual utiliza-se apenas de piano e cordas – e apesar da simplicidade, devo dizer que esta versão, que conta com um andamento mais lento e melancólico, rivaliza em emoção com a original de estúdio.
Clique no link para fazer o download da canção em mp3.

http://www.mediafire.com/file/fq79j1tato4yrca/wood-i-love-you-live-acoustic-quintet-version.zip

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Woodkid – “I Love You” [video]

E finalmente teve sua estréia o tão esperado terceiro (e provavelmente último) vídeo a ser liberado pelo músico, compositor e diretor francês Woodkid antes do lançamento de The Golden Age, seu álbum de estréia. Após uma brevíssima referência ao personagem do garoto que foi introduzido no vídeo de “Iron” e que protagonizou o vídeo de “Run, Boy, Run”, somos apresentados à um personagem também retratado em “Iron”, o homem jovem que parece ser um sacerdote cristão, que neste vídeo chega para realizar seu culto em uma capela de um vilarejo de camponeses russos. Ao mesmo tempo que ele toca o órgão da igreja para os seus fiéis, nos é apresentado este jovem como um outro personagem em uma jornada através de um imponente e vasto deserto gelado e rochoso até chegar ao litoral, onde acaba por atirar-se no fundo do oceano. Esta história paralela, na verdade, é também contada pelo jovem sacerdote aos seus fiéis, já que ele introduz em russo o conto para eles como sendo sobre um homem que morre duas vezes: ao perder seu amor e ao se afogar nas águas geladas do oceano.
Inevitavelmente bem encenado, impecavelmente fotografado e espetacularmente elaborado, este novo vídeo Inicialmente aparenta ser mais simples do que os dois lançados por Woodkid, mas à medida que o curta se desenvolve vai sendo revelado o destino do desesperado jovem e a história torna-se mais imponente e espetacular, sendo fechada com um final misterioso e intrigante. Enquanto “Iron” e “Run, Boy, Run” tinham temáticas mais juvenis e apoteóticas, o vídeo de “I Love You” é um trabalho mais maduro e emocionante, deixando claro que Woodkid pode ir muito além das belas aventuras juvenis e épicas pelas quais ficou inicialmente conhecido – e confesso: de todos até o momento, este é o meu vídeo preferido.

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“Brothers”, de Larry Cohen [curta-metragem]

Dois irmãos viajam juntos para a casa da avó, um deles sem estar ciente do verdadeiro motivo da jornada.
Este curta-metragem bem realizado tem como destaque a competente dupla de atores, que consegue exprimir de modo muito convincente o misto de implicância, amor e apoio incondicional que costumam alternar-se o tempo todo e sem qualquer aviso na relação entre irmãos. Apesar da história simples, o final bastante emocionante guarda uma surpresa inimaginável. A canção-título usada ao final, dos britânicos do Hot Chip, casa perfeitamente com o misto de drama e humor sutil do curta.

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