“Song 2”, “Tender” e “Music Is My Radar” são as minha músicas preferidas da banda britânica Blur – que, mais uma vez, declaro não ser um enorme fã. Esta última, inclusive, tem um vídeo bacanérrimo, na linha futuro-retrô meio “Os Jetsons”. Enquanto a banda está prostrada em um vão no meio do palco de um talk show, depois do apresentador ter declarado o advento dos comerciais, dois grupos de dançarinos – um de mulheres e outro de homens -, vestidos com trajes preto e branco que lembram pilotos de motocicleta estilosos, entram no palco e fazem uma apresentação cuja coreografia por vezes é bastante síncrona e em outras consideravelmente desigual. Durante tuda a apresentação, que ocorre ficcionalmente para a platéia durante os comerciais, somos apresentados episodicamente aos bastidores do programa e à resposta intencionalmente desinteressada da banda e do apresentador. É o vídeo perfeito para a fabulosa música que é a única inédita da coletânea lançada pela banda há alguns anos. Baixe o vídeo utilizando o endereço a seguir.
http://www.collider.com.au/webclips/blur_musicismyradar_large.mov
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Comercial interessantíssimo, feito utilizando aquela famosa técnica inspirada no titerismo – em que alguém ou manipula um boneco com cordas ou utilizando uma veste escura, que disfarça a sua intervenção. O detalhe aqui é que isso é feito utlizando pessoas no lugar dos bonecos. A ação é evidentemente inspirada em filmes de Kung-Fu, e a trilha adota a idéia, conferindo-lhe humor delicioso. Engraçada é a conclusão do curta, que põe um ponto final na fantasia e escancara a técnica de maneira bastante irônica – e utilizando o refrescância do refrigerante como mote.
A internet tornou possível o contato com curtas-metragens magníficos, que um certo jornalista brasileiro ousou, durante cobertura não-oficial pela internet da cerimônia de premiação do Oscar deste ano, chamar de produções irrelevantes. Kiwi!, esta pequena obra-prima, mostra, com sua avassaladora popularidade, o quanto esta afirmativa é vazia e tola. No filme, um pequeno pássaro da família dos Kiwis, um tipo de ave incapaz de voar devido suas asas diminutas, faz das tripas coração para realizar o sonho de toda sua existência. Me impressionou como um filme tão pequeno e tão pouco pretensioso consegue, de maneira espetacular, atingir as emoções do espectador. Esqueça “Rei Leão”: “Kiwi!”, com uma centena de minutos a menos, é muito mais efetivo ao atingir o espectador contando uma estória bonita, triste e profundamente tocante. Os aspectos técnicos também são primorosos: a trilha sonora, na sua veia cômica feita por sopros em uma tuba e na sua veia emotiva feita por uma melodia que lembra uma caixa de música, combina de maneira fabulosa com a animação digital de traços adoráveis e fofos. O pássaro de Kiwi fica, para mim, como um dos personagens mais emocionates e humanos já criados na estória das animações, de curta ou longa-metragem. Fabuloso e inponderavelmente brilhante – lágrimas mostram o quanto eu não estou mentindo. E fica, como aspecto negativo ao ter descoberto este curta, a prepotência da equipe e usuários do Wikipedia, que discutem excluir um artigo sobre este vídeo. Não há termos e regras de uso que me expliquem o que torna este curta metragem menos interessante ou relevante do que tantas outras coisas que constam na famosa enciclopédia online – sinceramente, eles caíram no meu conceito. E o YouTube e seus usuários, ao contrário, subiram – afinal de contas, mais de 2 milhões de visualizações e mais de 12 mil comentários não devem, de forma nenhuma, ser desprezados.
Fazendo o papel de coadjuvante, Fiona assiste ao amigo comediante Zach Galifianakis dublar a sua música “Not About Love”, este sim o protagonista do vídeo. Zach está engraçadíssimo: solta a franga, faz cara de “mamãe sou cool”, ignora solenemente Fiona enquanto dubla os vocais e não tem qualquer vergonha de, à la Miguel Mas (veja o vídeo “Jesus Christ, the Musical”, aqui no seteventos.org), delirar no meio da rua. Fiona, no papel de apoio, está ótima, por vezes entrando na brincadeira e em outras fingindo inveja e revolta. Deliciosamente imperdível. 
O escocês Bobby Gillespie, único membro permanente da banda Primal Scream, se requebra todinho no vídeo da canção “Dolls”, devidamente acompanhado por modelos gostosinhas fazendo a linha Lux Luxo “sou uma diva”. O cenário é seco e sem graça como o de um templo católico carismático, o que não é problema algum, visto que o show ali é mesmo de Gillespie, tendo ataques pop-bichéticos, e de suas quatro modeletes, que juram ser, ao mesmo tempo, a díspare junção do que é mais pop e mais indie no mundo. E o mais estranho de tudo é que o vídeo ficou divertidíssimo. Baixe o arquivo utilizando