Depois de atiçar uma vez mais curiosidade de sua platéia fiel com um brevíssimo teaser, Fiona Apple lançou hoje o vídeo de “Every Single Night”, primeiro single do seu novo e aguardadíssimo disco, The Idler Wheel, a ser lançado dentro de apenas alguns dias.
Para o curta-metragem, que conta com elementos visuais sugeridos pela própria cantora (caramujos, por exemplo, algo que ela confessa adorar sem saber exatamente a razão), Fiona Apple selecionou o diretor Joseph Cahill, americano de 36 anos radicado na França cujos vídeos costumam ter em comum a presença de cenografia e artefatos retrôs. Apesar de ter poucas produções no seu currículo até o momento, a experiência de Cahill no cinema é enormemente respeitável: o diretor foi assistente de um dos mais reconhecidos surrealistas do cinema contemporâneo, o tcheco Jan Svankmajer. E, ao assistir ao idílico videoclipe, é fácil perceber o quanto os dois anos ao lado do artista tcheco foram marcantes para Cahill: entre outras situações e imagens insólitas nas quais Fiona Apple é atirada pelo diretor, estão um aposento inundado de água onde a cantora nada acima dela, arrastando-se junto ao teto; o palco de um teatro onde está abraçada à uma múmia; uma pequena fonte de água no que parece ser um museu onde encontra-se atada à fios como se fosse um fantoche e alimenta um jacaré enquanto é observada por algumas pessoas; um quarto, onde adormece ao lado de um minotauro fumante; e as ruas de Paris, por onde transita enquanto, ao fundo, um caracol e um polvo gigantes parece também aproveitar seus passeios. Não é preciso pensar muito para chegar à conclusão de que este é, ao lado de “O’Sailor” e “Across The Universe”, o melhor vídeo até hoje na carrreira de Fiona Apple e o mais bem acabado entre os poucos já feitos por Cahill – sem dúvidas, um diretor bastante promissor.
Categoria: vídeos
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Atendendo no seu projeto pessoal pelo pseudônimo Woodkid, o francês Yoann Lemoine está aplicando todo o aprendizado de um artista contemporâneo em sua relação com a mídia dos novos tempos: usando a internet como aliada, o cantor, compositor, diretor e artista visual europeu está lançando pouco a pouco músicas muitíssimo bem produzidas e clipes de cair o queixo por conta de seu requinte estético, o que gera todo um burburinho tanto nas redes sociais quanto na crítica especializada da web. Inteligente, o rapaz francês, que nem bem 30 anos tem, faz uso desta abordagem homeopática para incutir um sentimento de ansiedade e antecipação nos seus futuros e pretensos fãs, construindo assim uma reputação excelente sem nem mesmo ter lançado o seu álbum de estréia. Indiretamente conhecido no mundinho pop por ter dirigido clipes de algumas das figuras mais populares da atualidade (que não merecem menção) e no mundinho alternativo por trabalhar em clipes de Lana Del Rey e campanhas publicitárias bastante criativas, seu primeiro álbum, The Golde Age, está previsto para setembro deste ano, mas neste seu processo cuidadoso de construção de sua persona artística na web, duas das faixas já são conhecidas do público, tendo sendo lançadas como singles devidamente acompanhadas de clipes caprichadíssimos.
“Iron”, o primeiro lançado, é introduzido por um arranjo de metais cuja tonalidade épica denuncia que as pretensões do artista não são poucas. O tema é repetido diversas vezes durante a melodia, que conta ainda com uma percussão que amplifica a atmosfera algo bélica e tribal da canção, cujo vocal grave de crooner do compositor laceia elegantemente. O vídeo reflete a sonoridade da canção: impecavelmente fotografado em preto e branco, completamente filmado dentro de um estúdio e quase completamente captado em câmera lentíssima, o curta apresenta figuras saídas de um mundo aparentemente medieval que se preparam para entrar em uma batalha quando são repentinamente surpreendidos por uma chuva de detritos fumegantes. Ao final do vídeo, de modo muito breve, surge a imagem do que parece ser um templo, pálido e frio em meio à um ambiente gelado e tempestuoso. Outras canções que fazem parte do single são “Brooklyn”, um ode plácida ao violão, piano e discretos trombones ao bairro nova-iorquino, “Baltimore’s Fireflies”, onde um piano de harmonia cíclica ao modo Philip Glass, um baixo que remete ao tema composto por Angelo Badalamenti para o clássico seriado cult Twin Peaks e mais algumas cintilações introduzem a base melódica acompanhada ao final por arranjo de metais e percussão em ritmo marcial para sonorizar a confissão de um homem que, aparentemente, acaba de abandonar o corpo do seu amor nas águas baía de Baltimore, e “Wasteland”, delicada faixa cujos versos tratam de um saudosimos indefinível e em cuja melodia temos um piano singelo sobre um arranjo de cordas e metais de sutil tecitura circense.
Baixe: https://drive.google.com/file/d/1OPGSWXOKzRN0qNeDD69w5ic-iBQNOO-M/view?usp=sharing
Ouça:
“Run Boy Run”, o último single lançado pelo artista francês, tem melodia tão intensa e apoteótica quando a do primeiro lançamento: com percussão e arranjo de cordas e metais em perfeita comunhão, a canção é galgada em um crescendo espetacular até alçar vôo em um final arrebatador. O videoclipe não deve nada em qualidade ao anterior e recupera em seus instantes inicias a imagem do templo que fechou o vídeo de “Iron”. É dele que foge correndo o garoto que também participou brevemente do primeiro curta: alternando com cenas de uma cidade com edifícios de arquitetura imponente com fachadas em mármore, o garoto, em trajes aparentemente escolares, corre acompanhado por corvos e auxiliado por criaturas que erguem-se do chão e são uma mistura de gnus com o corpo encoberto elementos arbóreos. No fantástico epílogo, juntam-se uma imensa caravela e uma criatura gigante para contemplar a misteriosa cidade. As faixas que acompanham o single são remixes da canção, sendo que o melhor é o do também francês SebastiAn. Agora é esperar o futuro álbum do cantor e compositor, torcendo para que o artista frânces tanto reserve outra canções tão imponentes para o lançamento quanto dê continuidade à trama instigante iniciada em seus dois vídeos.
Baixe: https://drive.google.com/file/d/1H4WtbnHyjM40fZ5ysD1JZ4NFJsEtugzc/view?usp=sharing
Ouça:
Quem te viu, quem te vê, Eugene McGuinness! Da aparência de rapazote perdido de Liverpool, com o cabelo devidamente inspirado no primórdios dos Beatles que vinha sustentando desde quando surgiu com o single “Monsters Under The Bed”, de 2007, para toda a panca de um jovem charmoso, devidamente encoberto por ternos elegantes e aparência bem cuidada. É realmente muita diferença, mas é bom lembrar que garotos crescem e viram…homens – e nem preciso dizer que crescer fez muito bem à Eugene.
Mas este post é para falar de vídeos, e veja que o novo estilo incorporado pelo cantor britânico não ficou apenas na aparência, sua música (sobre a qual falarei num post mais tarde) e seus vídeos também ganharam um perfil mais bem acabado. Se lembrarmos do ótimo vídeo do single “Moscow State Circus”, faixa de seu álbum homônimo lançado no início de 2008, estão lá alguns elementos que ainda se sustentam nos novos vídeos, como o gosto do cantor por figurantes dançando coreografias singulares no ritmo de suas composições de melodia frenética. Mas lá se foram os dias de vídeos com idéias peculiares, como esta de vestir todos como esgrimistas (inspiração derivada da capa do álbum de 2008).
O Eugene mais maduro agora gosta de ser visto na tela – e muito bem visto, exibindo-se com toda a pompa e circunstância em trajes bem cortados e legítimo estilo de um modelo da Hugo Boss, como se pode conferir no vídeo de “Lion”, lançado ano passado para o primeiro single do seu futuro novo disco. As coreografias continuam calcadas em influências modernas, mas o que chama a atenção é a predileção do artista em passar a assumir um visual mais declaradamente urbano e contemporâneo, algo bem visível na cenografia industrial do vídeo.
Porém, no seu mais novo vídeo e single, “Shotgun”, a modernidade passa a trajar-se em nostalgia, com franca influência dos grandes clássicos de suspense e espionagem do cinema e referências claras na fotografia também ao cinema noir. Porém, tanto a persona do artista britânico quanto a temática continua esgaçadamente urbana – e, claro, não pode faltar a figuração de uma dançarina em êxtase rítmico.
E ainda temos o teaser do vídeo do single “Thunderbolt”, que parece ainda mais colado à elementos urbanos e contemporâneos, com um frenesi de luzes e velocidade.
Os indies/hipsters perdem mais um artista obtuso e idiossincrático, e o pop/rock ganha mais um talento em potencial – e devo dizer que achei ótimo.
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Tirando proveito do tão conhecido recurso narrativo da mensagem na garrafa, a diretora e animadora Kirsten Lepore recupera o velho brilho das animações stop-motion infanto-juvenis que não apresentavam falas dos personagens – como a famosa Pingu, entre muitas outras produzidas nos anos 80 e 90 -, mas que conseguiam entreter ao transmitir idéias simples para o seu público-alvo. Em “Bottle”, a diretora conta a história de duas criaturas separadas por um oceano, uma feita de areia e outra de neve, que certo dia conseguem estabelecer comunicação trocando itens de seus respectivos habitats através de uma garrafa atirada no mar. Econômico em recursos, já que utiliza sonorização e ambientes naturais como cenários e itens que podem certamente ser encontrados perdidos e deixados pelo chão de quaisquer lugares como estes, o curta-metragem construído pela diretora difere um pouco de boa parte das inocentes produções que o inspiraram por conta do seu final, um tanto quando melancólico e shakespereano demais para gente de pouca idade. A universalidade do argumento simples, porém, preserva o teor infalível de diversão e encantamento dessas belos curtas que certamente ainda cai no gosto de boa parcela de crianças de hoje, bem como da maioria daqueles que já passaram há muito tempo desta fase.
download:
ifile.it/nef2tug/bottle_-_kristen-lepore.mp4
assista:
Bottle from Kirsten Lepore on Vimeo.
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Baterista da tão celebrada banda britânica Radiohead, Philip Selway (normalmente identificado na banda como Phil), lançou há pouco seu primeiro álbum solo, Familial, que por ser calcado firmemente no folk-rock afasta-se radicalmente da produção que tornou famosa a banda da qual faz parte. O primeiro single do disco, “By Some Miracle”, ganhou um vídeo caprichadíssimo do diretor David Altobelli, em cuja história um jovem se prepara para, do alto de um prédio, dar cabo de sua vida, sendo a certa altura flagrado apenas por uma morena no edifício em frente. Enquanto a fotografia esplendorosa, a filmagem em câmera ligeiramente lenta e os enquadramentos da câmera concedem um teor poético ao curta, o semblante entre o indiferente e o sereno dos atores lhe confere o caráter inevitavelmente cool, ainda ressaltado pela conclusão enormemente irônica e um tanto politicamente incorreta da história (depressivos de plantão, anotem aí: mesmo um suicídio necessita de um planejamento cuidadoso). Eu poderia dizer que é um daqueles casos em que há um casamento perfeito entre música e imagem, no entanto, apesar da música ser mesmo boa, é a criação de Altobelli que arrebata o espectador – uma idéia e tanto.
download: clique com o botão direito do mouse neste link e selecione “salvar como”.
assista:
Philip Selway – By Some Miracle from American Millennial on Vimeo.
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Não sou exatamente fã da produção musical eletrônica e todas as suas variadas derivações. À exceção de um Portishead (que, claro, vai muito além do eletrônico, mas tem óbvia relação com o gênero), uma ou outra coisa de fato cai no meu gosto. O brasileiro Amon Tobin, cujo trabalho já espiei há muito anos atrás, é um desses casos: sua produção é bem interessante, mas não adianta que não cai nas minhas preferências no mundo da música. Isso, porém, não me impede de dizer que o clipe produzido recentemente para “Esther’s”, uma das faixas do seu álbum lançado em 2007, é de um requinte escandaloso: utilizando como protagonistas uma bela inglesa de olhos expressivos e um robô cujo design e movimentação ficam no entrelugar da serpente e da aranha, o diretor Charles De Meyer consegue ilustrar o opressivo tecnicismo, o suspense obtuso e o romantismo delicado da faixa criada pelo músico e DJ brasileiro, contando também para isso com todo o apoio de uma fotografia irreprimível e um trabalho de câmera inteligente e preciso. Apesar do pouco tempo de duração, De Meyer ainda conseguiu inserir como trilha incidental a faixa “Nova”, uma das músicas mais famosas de Tobin que serviu de base para a canção “Samba da Benção”, lançada por Bebel Gilberto no seu disco Tanto Tempo. Pra quem não conhece o diretor – ou mesmo o músico -, o curta-metragem serve como um cartão de visitas e tanto.
download: clique com o botão direito do mouse neste link e selecione “salvar como”.
assista:
https://www.youtube.com/watch?v=gYKqrjq5IjU
Eran Hilleli, que vive atualmente em Tel Aviv, é daqueles estudantes de artes gráficas que fazem jus ao termo “arte” em sua produção. Prova disso é “Between Bears”, o vídeo que o jovem criou como seu trabalho de conclusão de seu curso de graduação: com um visual estilizadíssimo, exibindo uma ambientação etérea e distante e cujos desenhos são todos feitos partindo de formas geométricas de ângulos fortes, o curta-metragem brevíssimo traz como personagens ursos melancólicos e peregrinos silenciosos em uma história com inequívocas reminiscências metafísicas. A trilha utilizada, composições do amigo músico Ori Avni com algumas vocalizações da cantora Daniela Spector, reforça a delicadeza que transpira no visual sofisticado criado pelo artista. É uma tremenda viagem minha, mas vale comentar que o idílico encontro entre os dois ursos da trama no final do vídeo me trouxe à mente algo de “A Dupla Vida de Véronique”, obra-prima inquestionável do mestre do cinema Krzysztof Kieslowski. A criação de Hilleli é tão tocante e intensamente poética que seu único defeito é durar tão pouco – terminei o vídeo querendo ver muito mais deste jovem artista.
Deixe um comentárioPra quem ficou dez anos afastado do estúdio, a animação dos membros da banda Portishead em lançar um novo disco para não deixar o seu último lançamento tão solitário é um tanto surpreendente. Segundo declarações de Goeff Barrow, o sucessor de Third pode chegar aos ouvidos do público ainda no decorrer do próximo ano. Mas os fãs mais inquietos em obter material inédito da banda podem matar a vontade até lá degustando o aperitivo liberado pela banda esta semana, a faixa “Chase The Tear”, possível candidata a integrar o tracklist do futuro novo disco.
Lançada como single digital com toda a renda da venda revertida em doação para a organização Anistia Internacional, a canção percorre os mesmos caminhos traçados em Third: sobre uma base em loop que sutilmente sofre graduais e cíclicas mudanças de tonalidade, sem nunca alterar o hipnótico pulso de ritmo rigoroso, os membros da banda lançam intervenções ocasionais de guitarra e sintetizações enquanto Beth Gibbons libera os versos da música com o vocal mais emblemático do trip-hop mundial. Curiosamente, foi só ao escutar esta nova canção que me dei conta do quanto essa recente predileção do Portishead por bases de cadência mais curta, cíclica e repetitiva, inaugurada em Third, guarda alguma semelhança com composições mais minimalistas e um tanto preguiçosas do Radiohead – basta lembrar de “Idioteque”, por exemplo. Obviamente que se tratam de grupos de estilos consideravelmente distintos, mas não há como negar que desde o disco lançado em 2008 que algumas semelhanças podem ser mesmo encontradas entre Portishead e Radiohead além dos seus nomes – engraçado que só agora notei que o estilo sofrido e amargurado é compartilhado entre ambos os vocalistas das duas bandas.
Um vídeo bastante simples também foi produzido para acompanhar o lançamento do single, filmado em preto e branco pelo diretor John Minton e retratando Beth Gibbons, Geoff Barrow e Adrian Utley aparentemente simulando em conjunto o processo de produção e interpretação da canção em estúdio – interessante notar como o vocal de Gibbons reflete-se em sua postura retraída e introspectiva ao cantar, bem como o estilo sempre casualíssimo da banda no uso dos trajes e na condução de sua performance.
Portishead – “Chase The Tear” (mp3)
Portishead – “Chase The Tear”: Youtube (assista) – download
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Em meio a uma Hong Kong que alterna entre a explosão de suas cores saturadas e a obscuridade fria de sua urbanidade caótica, uma garota (Teresa Sheung Yan) vagueia com visível displicência, eventualmente observando com melancolia detalhes da vida que se desdobra em cada canto da cidade. Só no fim, quando se contempla a garota afastada da pluralidade incessante do ambiente da metrópole, é que se acaba entendendo que as sensações anestesiadas não eram fruto de um comportamento fleumático, e sim de um conflito subjacente. Esbanjando talento na combinação do trabalho de fotografia, montagem, edição e demonstrando enorme sensibilidade na uso esplêndido da trilha sonora, o diretor Jean-Julien Pous criou neste curta-metragem uma sucinta e precisa biografia do eclipsamento do indivíduo em meio a coletividade, que os torna incapazes de perceber o perigo iminente que se esconde por trás de uma expressão aparentemente plácida.
“Drift Away”, de Jean-Julien Pous: Vimeo (assista) – download
1 comentárioEm meio a tanta coisa que você quer ouvir, ver e ler, muitas outras acabam sendo adiadas. Assim é que até hoje não consegui dar atenção à uma pá de artistas como, por exemplo, Émilie Simon. Já ouvi trechos das músicas de seu álbum Végétal, mas como a garota na época não me atiçou inteiramente, acabei esquecendo. Porém, hoje acabei topando com o vídeo de uma das músicas de seu novo álbum, The Big Machine, e desta vez sim o meu interesse acabou sendo despertado. O clipe dirigido por Asif Mian se mostra capricha no onirismo, já de início colocando a cantora em um jantar com frutos do mar au naturel – e não posso deixar de notar que o siri poderia ao menos estar mergulhado na água – ao vasculhar uma mansão de estilo aristocrático tomada por manifestações estranhas, como paredes que comprimem recintos e escadas que lutam contra a vontade de quem as sobe. A fotografia em tons escuros reforça o caráter algo gótico do filme e a coloração do vocal da artista francesa, bem como o seu pop que flerta com muita classe com sintetizações, acaba lembrando outra cantora que trafega por terras igualmente idílicas: a britânica Kate Bush. Mas Émilie tem um aroma próprio que acaba soando sensivelmente mais contemporânea que a veterana artista inglesa, ainda que carregue uma certa aura de nostalgia com os acordes dramáticos ao piano que introduzem a música e a programação eletrônica equilibrada no melhor do que já foi feito no início dos anos 90. Se todo o restante de seu novo trabalo preservar estes traços sedurotamente elegantes, vai cair no meu gosto fácil, fácil.
Émilie Simon – “Dreamland” (mp3)
Émilie Simon – “Dreamland”: Youtube (assista) – download
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