Produzido pela Pleix, a genial companhia de curtas que já nos trouxe os cachorrinhos fashion de “Birds”, “Sometimes” é um curta abusadíssimo onde a companhia de artistas demonstra todo o seu poderio criativo: depois de alguns instantes de tomadas silenciosas de um ambiente urbano, onde um arranha-céu projeta-se na linha do horizonte, somos presenteados com a desintegração espetacular deste edifício, cujos detritos caem e levitam pelo ambiente da metrópole. Com música inspiradíssima, que guarda alguma semelhança que a soberba trilha de “2001, Uma Odisséia no espaço”, o filme é um surreal delírio digital, com momentos bastante realista, e cujo único defeito é ser, literalmente, um curta. Assista já o filme, baixando-o pelo link a seguir.
http://www.pleix.net/movies/Sometimes.mov
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O curta composto para divulgar o primeiro single de Black Holes and Revelations ganha bizarros ares neurastênicos: gente com a pele completamente coberta por malhas que lembram animais ou que simplesmente camuflam a humanidade de quem está ali embaixo, espelhos e projeções no lugar de rostos, coreografia ao mesmo tempo sexy e esquizofrênica. A atmosfera do vídeo tem algo de tão agonizante que lembra aqueles sonhos desconexos e claustrofóbicos que só servem para te acordar no meio da noite, absolutamente incomodado. Não isso não é uma crítica, é um elogio: é a concepção visual ideal paa o ritmo acelerado e dançante de “Supermassive Black Hole”. E para agradar os fãs, claro, o vídeo conta com a participação da banda. Baixe já o vídeo por um dos links a seguir e confira você mesmo.
A energia genuinamente rock da banda The White Stripes revela-se como nunca no poder da melodia do hit “Seven Nation Army”, formada apenas pela bateria minimalista de Meg, a guitarra estrondosa de Jack e a própria voz do cantor, estranha, urgente e com uma charmosa desafinação eventual. A ambientação visual do vídeo da canção consegue, com simplicidade e maestria, transformar em imagem o vigor sonoro da banda. O curta é simplesmente isto: apresenta os dois únicos membros da banda, contidos em formar geométricas, que se aproximam e se sobrepõem sucessivamente, em tons de vermelho, branco e preto – o resultado da técnica tem muito de hipnótico, predendo a atenção do expectador nas imagens recorrentes e na sonoridade viciante. Comprove você mesmo o efeito do vídeo baixando agora pelo link a seguir.
Uma surreal invasão de bolinhas coloridas, um verdadeiro maremoto, invade as ladeiras de uma cidade – San Francisco, muito provavelmente – e derrama-se torrencialmente em casas, carros, ruans e tudo mais que estiver adiante, ao som de “Heartbeats”, canção suave de José González. Peça publicitária bem boladíssima, e de produção artesanal seguramente trabalhosa, feita para divulgar a linhas de TVs de alta definição “Bravia”, da gigantesca companhia Sony. Imperdível. Baixe o vídeo pelo link abaixo.
No final do segundo vídeo do disco Meds, a banda britânica Placebo ironiza sutilmente o presidente americano – aqui representado por um ator, claro – usando como agentes de sua crítica formigas que destroem um comunicado do “comandante” da nação mais rica do mundo. Não é nada demais, apenas um vídeo competente, mas, com certeza, os três integrantes da banda arrasam em figurinos elegantíssimos de couro negro. Baixe o vídeo utilizando o link abaixo.
Curta experimental de 10 minutos, completamente feito às custas de manipulação digital. A trilha é perfeita, sendo a responsável pela construção de um clima de suspense constante. Durante todo o vídeo se tem a impressão de que as formas e desenhos ali concebidos são algo derivado de algum organismo vivo – é possível que a idéia, ou a base das imagens tenha sido esta. Porém, o vídeo acaba e não vemos mais do que efeitos gráficos na tela. Nem por isso deixa de ser um filme muito bem produzido e interessante. Baixe o vídeo pelo link abaixo.