Algumas vezes, os vídeos mais alternativos e feitos à toque de caixa são os mais autênticos. É o caso deste vídeo feito para a música “The Faire Folk”, cujo trabalho restante dos autores da canção não faço muita questão de conhecer – o conjunto de imagem nonsense e música cíclica é que interessa mesmo. O curta foi filmado usando o recurso de stop-motion para simular o movimento acelerado ao fundo contrastando com a lentidão do personagem no primeiro plano – e o personagem em questão é alguém trajado com uma fantasia de monstro dentuço muito divertida. O filminho é um desatino pop-urbano com idéia simples, ainda que bem trabalhada, e com senso de humor discreto ao retratar – na minha avaliação – alguém frustrado por não se adaptar à vida cosmopolita e que resolve abandoná-la e retornar à um cotidiano menos urbanamente selvagem. Baixe o vídeo pelo link a seguir.
http://www.laserbeast.com/mp3s/the-monsters-choice.mov
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Crianças anêmicas, de aparência mortificada, fazem estranha encenação que integra elementos e citações de belicismo medieval, paganismo, morte, ressureição. O vídeo da estranha canção “Jeremy Fraser” é uma mistura muito bem filmada e ensaiada disto tudo, o que resulta em um curta mórbido, bizarro e perverso. Mesmo não sendo exatamente um fã da banda, sou obrigado a admitir que seus vídeos, que tem algo de nostálgico, desesperado e fulgaz, despertam muita atenção de quem se depara em frente à eles. Download do vídeo no formato .MOV pelo link abaixo.
Sem dúvidas a belíssima música que foi lançada para promover a coletânea Once more with feeling, da banda Placebo, ganhou um curta repleto de lindas imagens: nelas alguns acrobatas, entre outros personagens, movimentam-se com energia enquanto a banda entoa, impávida, os versos tristes da música. Imagens idílicas não poderiam deixar de ser mostradas, bem ao gosto do estilo musical da banda: uma mulher que cai em uma cama elástica e é arremessada por ela para o alto para não mais voltar e uma trupe de senhoras que dança o “cancan”, vestidas à carater e com um certo amargor no olhar. Não se trata de um vídeo inovador mas, com certeza, ilustra muito bem a poderosa canção da banda britânica. Download do vídeo no formato .WMV através do link abaixo.
Neste comercial feito para a “Children’s Foundation” do Japão, uma jovem professora descobre, ao iniciar uma atividade de desenho livre, que um dos seus alunos só faz preencher as folhas de papel com imensos breus incompreensíveis. Corre-se a típica investigação pedagógico-médica e é então que, ao sentir a ausência de seu aluno, a professora tem uma iluminação sobre o significado dos rabiscos, e que supreende a todos. Comercial brilhante que mostra, com enorme impacto, como aquilo que não se encaixa em nossas noções de sentido e normalidade nem sempre pode ser avaliado como anormal e alienado. Baixe já o pequeno vídeo no formato .WMV.
Neste vídeo para a maravilhosa canção do novo disco da banda britânica Placebo os papéis de protagonização foram intencionalmente invertidos: um garoto tenta conviver com quem parece ser seu pai, que aparentemente tem problemas mentais, já que vive completamente desligado do mundo. Segue-se a rotina de uma pessoa que tenta desesperadamente enfrentar as adversidades naturais da deficiência até que, descobrindo-se impotente diante dos problemas, o garoto chega conclusão de que isto está além de sua capacidade. Belíssimo clipe que reveste de novo significado o primeiro single do disco Meds. Realmente imperdível. Baixe o vídeo no formato .MOV pelo link abaixo.
No final de “X-Men 2″, a câmera opera um vôo sobre o lago criado com o rompimento de uma represa e focaliza-se sobre o que parece ser a forma de um pássaro de fogo no fundo de suas águas. Ninguém precisava ser maníaco por quadrinhos para ter se arrepiado com esta sequência, bastava gostar do grupo de mutantes e ter algum contato com uma das histórias mais dramáticas envolvendo os X-Men, que ocorreu nos gibis por volta do fim dos anos 80. Estou falando do episódio da Fênix Negra. E, felizmente, os roteiristas Zak Penn e Simon Kinberg tomaram este como um dos fios condutores daquele que afirmam ser o último capítulo da saga dos mutantes – para mais completo desespero de fãs como eu. Obviamente a estória foi devidamente atualizada e adaptada para o cinema, pois deve fazer sentido que os acontecimentos dos dois filmes anteriores. Resta saber se o resultado foi bom ou ruim. Além da fúria da Fênix Negra, a história da “cura” desenvolvida para eliminar os poderes dos mutantes também é tratada no filme. Para aqueles que não aguentam de tanta ansiedade, segue abaixo o endereço do trailer e também o endereço de uma imagem que reúne os 6 pôsteres/teaser do filme – que, como diz o próprio nome, não são ainda o pôsteres oficiais, mas apenas um aperitivo para atiçar a massa de maníacos. E, tendo já visto o trailer, posso afirmar: parece que a trilogia ganhou uma conclusão absolutamente épica e apocalíptica. Apertem os cintos!