Bruce Wayne, após o assassinato de seus pais, sai pelo mundo tentando entender o universo do violência. No oriente ele recebe treinamento na Liga das Sombras, grupo de mercenários assassinos que julgam ser a única solução contra o crime. Ao ser colocado em xeque sobre sua fidelidade à causa da liga, Bruce a destrói e volta para Gotham City, inundada pelo crime e corrupção. Lá ele decide disfarçar-se como Batman para enfrentar o maior mafioso da cidade e seus comparsas.
Alguns veículos da mídia celebraram este filme como o melhor da série Batman. Eles não estão errados. “Batman Begins” conta com o melhor ator até hoje no papel de Batman – Christian Bale, lindo e perfeito no papel -, uma ambientação mais sombria – que bebe na fonte do homem-morcego desenvolvido pelo quadrinista Frank Miller -, os vilões mais verossímeis e melhor desenvolvidos da série e um argumento bem mais elaborado. Ao contário do que possa pensar a maioria, este Batman não é uma sequência ou “prólogo” dos longas anteriores. Como indica o próprio título, “Batman Begins” inicia uma nova série – uma sequência ja está sendo planejada – ignorando os rumos e aspectos dos filmes de Burton e Schumacher, estabelecendo suas próprias idéias da gênese do herói e do universo que ele habita. E este acaba se transformando no melhor aspecto do filme, já que tudo foi conduzido com todo o respeito pela figura do herói. Além disso, a condução competente do filme não se rende à concessões inaceitáveis com o propósito de garantir público para o longa, encenando com calma e sensatez o Batman mais fiel àquele que habita os quadrinhos. E “Batman Begins” é longo, mas é tão eficiente na diversão arquitetada pelo diretor Christopher Nolan – mais conhecido por “Amnésia” – que nunca aborrece o espectador. Para alegria da legião de fãs do homem-morcego dos quadrinhos, este pode ser o início da melhor adaptação do herói para o cinema.
Sete Ventos Posts
Se o disco Takk, o quarto da banda islandesa Sigur Rós, impressiona até alguém que não se consideraria fã – como eu -, imagine os que se declaram como tal. No primeiro álbum em que a banda admite interpretar as letras da músicas em língua genuinamente islandesa – ao contrário dos outros álbuns, em que o vocalista Jon Por Birgisson declarava cantar usando o que chamou de “Hopelandic”; um islandês primordialmente em tom falsetto – a banda aprimora e potencializa a sua sonoridade. Takk, apesar da notória barreira linguística cativa os ouvintes atráves de sua atmosfera melódica e lúdica, que sugere fábulas, utopias visuais das mais vastas, algo que transcende, através de seu som, qualquer noção individual ou coletiva que nos limita – homem/mulher, nacionalidade, língua. Em uma perfeita simbiose entre melodia e vocal, a banda consegue atravessar o que é puramente físico, corpóreo, e mexer intensamente no que nos constitui emocionalmente – o espírito, a alma, diriam os mais versados. São espcialmente a canções que se constroem em um climáx de crescendo contínuo ou que o fazem de modo cíclico que conseguem despertar tais sensações: impossível escutar as belíssimas faixas “Glosoli”, “Hoppipolla” e “Milano” sem fechar os olhos e se entregar inteiramente àquilo que surte à partir de suas audições: arrepios na espinha, devaneios de imaginação solta, lágrimas impossíveis de se conter. Os mais comedidos – mesmo estes – não vão conseguir controlar a vontade de simular com as mãos o movimento da bateria em tom imperial, os metais épicos ou a orquestra de cordas de um lirismo inconcebível. Sigur Rós já estabeleceu na música pop/rock/alternativa o seu equivalente do tom universalizador da música erudita – e de sua derivante direta, a trilhas sonora. Para toda e qualquer pessoa que ama a música, e sabe parar tudo o que está fazendo para apreciá-la, que é o modo adequado de apreciação de qualquer expressão artística, é uma obra de arte sublime. Entegue-se ao álbum sem medo.
Link para download depois da lista de faixas.
http://rapidshare.de/files/9413875/Takk.rar
senha: bringmetheheads
http://www.megaupload.com/?d=35T3HOYW
senha: takktakk
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O vídeo da banda The Cardigans produzido para o promover o single “Don’t blame your daughter (Diamonds)” tem clara inspiração em filmes mudos e no expressionismo alemão, misturando uma sessão espírita com sequências de tom surrealista. O andamento do filme tem ritmo sutilmente acelerado para reforçar a atmosfera clássico-expressionista. Nina Persson está lindíssima ostentando um look que mistura o semblante das atrizes de filmes clássicos com uma maquiagem gótica. Preste atenção na pausa que é dada na música na parte final do clip: ela potencializa a força da canção, que é uma das belas baladas do álbum Super Extra Gravity.
http://www.chimney.se/upload/projects/84/tcp_hemsidan_cardigans_dont_blame_your_daughter.mp4
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Como prometido, aqui está o vídeo em animação, que se utiliza da canção “I will survive”, e que muito provavelmente serviu de inspiração para o vídeo “Jesus Christ, The Musical”, protagonizado pelo impagável Miguel Mas – se este for mesmo o nome dele. Depois de ter visto o vídeo que avacalha sem medo com Jesus, o alienígina verde e caolho perde muito de sua graça. No entanto, não se pode tirar o mérito da animação – muito bem feita e com sincronia bastante precisa com a canção de Glória Gaynor. Baixe o vídeo e tire você mesmo suas próprias conclusões – usando o recurso de comentários do seteventos.org que, afinal de contas, é feito para isso! Baixe ou assista a animação pelo link abaixo:
http://d.turboupload.com/d/1598791/AlienSong_1.mpg.html
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Esse foi o modelo do The Boy que mais me decepcionou no últimos tempos. Cheguei mesmo a pensar em não colocá-lo no seteventos.org, mas divulgá-lo e passar suas fotos para os blogs que tem interesse nisso, o do Cisoto, por exemplo. No entanto, ele não chega a ser feio e tem um certo charme. E, claro, a exclusividade tola de distribuir o ensaio restrito em primeira mão sempre conta. É daqueles poucos morenos que não conseguem me atiçar da forma adequada e, apesar de não saber exatamente o que não me agrada nele, algo me diz que o rosto dele tem uma beleza delicada demais. Em outras palavras: há algo definitivamente “gay” nele. É bonito, tem uma beleza atlética gostosa, mas falta um belo “vem cá meu puto”. Na falta de opção, eu até atacaria. Talvez. E agora é que me atina a semelhança e a diferença, ao mesmo tempo, de outro modelo recente do The Boy: este Guilherme Duprat é uma versão piorada de Vinícius Postiglione – leia-se, com menos da metade de tudo o que é bonito e gostoso em Vinícius. Concordam comigo? Vamos, é para isso que existe um belo sistema de comentários nesse blog! Quero ver todo mundo que entra aqui colocando sua opinião, seja para concordar ou discordar da minha análise!
Como sempre tem aqueles que adoram esse tipo exótico/delicado, então disponibilizei o álbum aberto e o álbum fechado.
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Sucedendo a 4ª temporada de “24 horas”, “Lost” estréia na Rede Globo no mesmo horário infame de sua antecessora. Tratadas como simples solução para ocupar o horário do apresentador Jô Soares durante suas férias, a mais popular televisão do país não sabe fazer uso do que tem em mãos: tanto a série produzida pela Fox quanto pelo canal americano ABC são sucesso absoluto em seu país e são exibidas, com justiça, em horário nobre. Porém, seriados estão para os americanos como as novelas estão para os brasileiros. E enquanto aqui as TVs tentam enfiar garganta abaixo produtos que se repetem uns aos outros sucessivamente e que tem exibição inédita diária – daí a impossibilidade de qualidade -, nos Estados Unidos o produto tem exibição semanal e ideías que se não são absolutamente inovadoras tem, ao menos, a virtude de as reciclar muito bem. É o caso de “Lost”: depois de um desastre aéreo, os sobreviventes, perdidos numa ilha oceânica, tentam levar em frente à vida tendo que lidar uns com os outros – até então meros desconhecidos entre si -, enfrentando a possibilidade de que talvez nunca sejam resgatados e, aí está o pulo do gato da série, convivendo num ambiente sinistro, que é palco de eventos inexplicáveis.
Essa é a mistura bem costurada de séries como “Arquivo X”, e da dinarquesa “The Kingdom” – na qual se inspirou Stephen King para a versão americana, “Kingdom Hospital” -, com uma ambientação tropical e uma vestimenta Robson Crusoé. Não dá para chamar o resultado disso de simples cópia, trata-se muito mais de um produto novo, derivado da inspiração de inúmeras outras idéias. E o resultado é fenomenal: elenco ideal – que mistura estreantes e veteranos, que é o caso do gatíssimo e excelente ator Matthew Fox -, produção que se esmera no capricho, direção exata, roteiro preciso. É a irmã mais rica de uma supreendente “tsunami” de séries de conteúdo excepcional – como “House”, “Nip/Tuck”, “Desperate Housewives” e a já citada “24 horas”), depoia da “aposentadoria” de séries veteranas de qualidade, como “Arquivo X” e “Sex and the City”. E é um mérito da obra conseguir sacudir até o seu público cativo – o viciado em cinema e seriados, como eu.
“Lost” superou todas as minhas expectativas, pelos já citados motivos e também por conseguir criar momentos de tensão absoluta sem apelações: um exemplo disso foi a cena final do episódio piloto duplo: alguns do personagens reunidos no topo de um morro e ouvindo uma mensagem absolutamente sinistra e enigmática num comunicador e que teve origem há cerca de 16 anos. Recordo que poucas vezes uma única cena, em todos esses anos assistindo filmes e séries, conseguiu instaurar em mim um terror tão absoluto como esta. E, como uma legítima e honrosa irmã da saudosa “Arquivo X”, só faz deixar ainda mais confusos os expectadores a cada novo capítulo exibido. Mais do que imperdível.