Felizmente, iniciamos mais um ano com o The Boy funcionando a todo vapor. O modelo deste mês é um moreno bastante interessante e que, na minha opinião, tem seus prós e seus contras.
Primeiro os elogios. Ao contrário do que é a regra no The Boy, este modelo – assim como aconteceu com Diogo Veiga – exibe a naturalidade gostosa de um corpo bonito mas que não foi trabalhado – ao menos aparentemente. Além disso, os fartos pelos morenos, que se espalham por todo o corpo do modelo, são sempre um chamado mais intenso à libido, já que isso não é comum hoje em dia. Para completar o teor sexual de Juliano Lopes, percebe-se que qualquer coisa que o modelo usa na cintura – tanto cuecas quanto calções – fica altamente estufado. E, como eu já disse aqui, é sempre maravilhosamente perturbador ver um belo recheio numa cueca.
Agora, vamos aos problemas. À exceção dos hipnotizantes e realmente belos olhos azuis, o rosto do ator tem algo de ordinário – apesar de bonito: a boca, a barba, o rosto anguloso, todos trabalhando em conjunto acabam por não deixa-lo entrar na categoria daqueles homens cujo rosto nos fazem suspirar demoradamente. Juliano funciona mais como um imã sexual: seu corpo e seu rosto de homem cafajeste acabam por colocá-lo na ordem dos homens sexualmente utilizáveis, mas pelos quais eu não me imaginaria jogando tudo pelos ares. É justamente esse caráter excessivamente sexual de sua beleza que o atrapalha, e que fica mais evidente quando ele sorri: é a personificação exata daqueles galãs de novela que só conseguem fazer o papel do vilão cafajeste mas gostoso e atraente. É um belo homem, mas não me arranca suspiros apaixonados. Um último problema seria a idade que o modelo aparenta: apesar de o pessoal do The Boy não decidir ao certo quantos anos ele tem – num lugar diz 19, em outro 25 -, qualquer que seja a idade dele – entre as duas citadas -, ele aparenta ter mais do que isso. Olhando para as fotos eu diria 30 ou até mesmo 35 anos. Isso não é exatamente um problema para a beleza, mas indica que se ele já aparenta ter mais idade com 20 e tantos anos, imagine quando realmente estiver mais velho.
Fico, no entanto, na obrigação de comentar o ensaio restrito aos assinantes: me digam – e peço mesmo para deixarem comentários – se as fotos não estão ficando cada vez mais ousadas e quentes: percebam particularmente a foto nomeada “09_09g.jpg”. É uma foto que poderia figurar em qualquer revista com ensaios de nú completo – mais um ponto para o olhar costumeiramente preciso e ousado do fotográfo Cristiano Madureira.
5 ComentáriosAcesse: Fotos de Juliano Lopes: The Boy
O compositor Ry Cooder, que vem costumeiramente trabalhando com o diretor alemão Win Wenders, declarou que sempre se sentiu atraído pela música cubana, aproximando-se dela nas visitas que fez ao país à trabalho. Algum tempo depois, seguindo a sugestão de sua gravadora, decidiu levar à frente o projeto de unir músicos cubanos e africanos para gravar um disco. No entanto, depois de tudo acertado, os músicos que vinham da África foram impedidos na Europa de embarcar para Cuba. Apesar de frustrado, Cooder resolveu resumir o projeto aos músicos cubanos. O disco Buena Vista Social Club, resultado das gravações coordenadas por Cooder, tornou-se um grande sucesso de crítica e público, levando os músicos à apresentações dentro e fora do seu país.
Sendo exibido neste momento pela
Long Gone Before Daylight, álbum lançado pela banda The Cardigans em 2003, é um disco gestado sem pressa e com cautela. Ao menos é essa a sensação que se obtém depois de ouvi-lo por completo. Suas canções tem um tecimento pop tão cuidadoso e requintado que o ouvinte sente vontade de acompanhar o canto sutilmente intenso – e muitas vezes triste e sofrido – de Nina Persson em todas as faixas do disco. Composto por melodias primordialmente acústicas, é o avesso absoluto do álbum anterior da banda, Gran Turismo. A grandiloquência eletro-rock é substituída por melodias essencialmente delicadas e precisas, como a da faixa “You’re the Storm”. Em “Communication”, Nina Persson fala, com voz nostálgica, sobre um romance cujos amantes indecisos não conseguem expor suficientemente seus sentimentos. Em “And then you kissed me” – que possui uma segunda parte no novo álbum lançado ano passado – temos o lamento de uma mulher que alimenta um amor que a assusta, mas do qual não consegue se afastar. A letra do delicioso single “For what is worth” é bastante precisa ao retratar a euforia quase adolescente de alguém que se descobre apaixonado. Faixas como essas – e todas as outras faixas belíssimas do disco – mostram que se o mundo da música pop está infestado de bandas e artistas cuja música soa fútil e ordinária, a saída mais fácil é mesmo culpar as gravadoras e seus executivos. No entanto, quem disse que isso seria mesmo a verdade? Aí está The Cardigans que, com sua música pop sofisticada e apurada, prova que a descartabilidade musical hoje pode mesmo ser uma opção preguiçosa de seus profissionais. Confira com seus próprios ouvidos e baixe o álbum completo agora.