Pular para o conteúdo

Sete Ventos Posts

“O Operário”, de Brad Anderson.

El MaquinistaChristian Bale interpreta Trevor, um operador de máquinas de uma cidade industrial perdida em um lugar qualquer do mundo. Trevor vive uma rotina tão insípida como a de milhões de outras pessoas sem qualquer ambição como ele, não fosse por alguns detalhes que chamam a atenção em sua aparência física. Trevor não dorme há cerca de um ano e, em consequência disso, o operário apresenta um aspecto físico frágil, de uma magreza quase cadavérica. E enquanto sua aparência piora a cada dia seu cotidiano de eventos até então imutáveis começa a sofrer perturbações inexplicáveis.
Christian Bale já provou que é um bom ator, mas consegue mostrar ainda, com este papel, que pertence ao grupo de atores que apoia a descaracterização física como instrumento integrado à caracterização psicológica no trabalho de interpretação (a mais recente à entrar no time foi Charlize Theron em “Monster”). É certo que em alguns filmes é algo
Este é mais um filme da recente leva que se utiliza de um roteiro repleto de desvios e contornos para confundir o espectador e não permitir que qualquer de suas suposições se sustentem por mais do que alguns momentos, até que tudo seja esclarecido no final. “Amnésia”, “Irreversível”, “O sexto sentido”, “Os outros”, “21 gramas” e muitos outros ainda se utilizam mais ou menos deste artifício, alguns contando ainda com o adicional da narrativa fragmentada ou reversa. Todos aqui citados – incluindo o filme de Brad Anderson – resultam em filmes de boa qualidade, mas este recurso de tentar ludibriar a percepção do espectador está se tornando tão banal quando o uso excessivo de efeitos digitais no cinema americano. O fato mais negativo em decorrência da ostensiva utilização disso é que o espectador já está indo ao cinema ou sentando no sofá com essa expectativa, e mesmo antes do filme começar sua mente já se encontra preparada para o trabalho de desconstruir a confusão propositalmente arquitetada.

Deixe um comentário

Álbum: Josh Holloway [fotos]

Antecipando o frisson da estréia hoje na Globo do seriado Lost – que substitui a excelente 24 horas -, trago para ao seteventos.org um dos homens mais badalados da série, o loiro Josh Holloway. O ator interpreta o sexy anti-herói Sawyer, sendo apenas um dos muitos motivos de se passar horas na frente da TV acompanhando Lost. Ele é de uma beleza avassaladora e uma masculinidade notável. Só mesmo a companhia de um homem tão apetitoso como única motivação para não cometer suicídio numa ilha perdida dando uma cabeçada num coco verde. No entanto, a minha crítica de sempre vai ser feita: podia ter menos cabelo nesse homem. Até mesmo Josh, em entrevistas para revistas americanas, disse que se irrita com os excessos da sua cabeleira fashion. E eu, como não poderia deixar de ser, fico feliz com o bom senso do ator. E por que não dizer, fico também torcendo para que alguém naquela ilha tenha sobrevivido ao desastre aéreo com uma boa tesoura e a segunda temporada da série se inicie com um Sawyer repaginado, mostrando toda a beleza fulgurante e muito mais masculina de um belo homem de cabelo curto. Vamos ao álbum? Não são muitas fotos, mas eu puxei a sardinha para o meu fogo e procurei reunir os ensaios de Josh dos seus tempos de modelo, quando não tinha longas madeixas. Porém, também há algumas fotos da fase Sawyer do ator.

Acesse: Galeria de fotos de Josh Holloway

1 comentário

Howie Day – Stop All the World Now. [download: mp3]

Howie Day - Stop All the World NowNão dou qualquer crédito à esta geraçãozinha de músicos “cool” da música internacional. Estou falando destes artistas que cantam com uma voz empostadamente sussurrante – estilo Vera Fischer mesmo – e que se assemelha muita à uma pessoa com a cabeça no travesseiro, acabando de acordar. Para você ter uma idéia mais precisa de qual estilo muscial eu estou me referindo, saiba que os maiores representantes desta geração – que se acha a cereja do sorvete, o último pacote do biscoito, ou seja, o maior acontecimento musical dos últimos tempos – são o asmático John Mayer e a anêmica Norah Jones.
No entanto – sempre tem um porém – conheço há algum tempo um artista que se enquadra nessa categoria e para o qual nunca dei a devida atenção. Voltando meus ouvidos para os mp3 aqui arquivados, devo declarar que é o único que consegue me cativar.
Howie Day, com seu álbum Stop all the world now, apresenta todos os artífícios utilizados por essa geração de artistas Lexotan: o já citado cantar “cool” sussurrante, o piano como instrumento prevalecente, as pés fincados num pop sen arroubos performáticos. Mas Howie cativa por conseguir ser comedido nestas artificialidades e, vez por outra, soltar a voz com mais vontade. Seu pop de sutilezas melódicas satisfaz com a beleza de canções como “You & a Promise”, que tem base agradavelmente sincopada e retrata o momento final de uma relação. “Collide” é a canção mais famosa do disco, um típico single com refrão certinho. Contudo, é a faixa “Come lay down” a música mais bonita do disco: com frases de estímulo de alguém que tenta encorajar seu amor à confiança e seguir em frente, a melodia também surpreende com sua harmonia que se constrói sobre um crescendo absoluto. E é justamente nesta faixa que Howie consegue se libertar mais dos vocais sôfregos, provando que está muito à frente de seus companheiros de profissão mais famosos. Não deixa de ser um atrativo a mais também o fato de que Howie é um tremendo de um gatinho. Tá certo, já estou pensando no bem que deve fazer uma voz suave dessas no uvido quando deitado…
Baixe pelo link a seguir.

1. Brace Yourself
2. Perfect Time Of Day
3. Collide
4. Trouble In Here
5. Sunday Morning Song
6. I’ll Take You On
7. She Says
8. Numbness For Sound
9. You & A Promise
10. End Of Our Days
11. Come Lay Down

http://rapidshare.de/files/5548565/Howie_Day.ZIP.html

Deixe um comentário

Sigur Rós – “Glósóli” (dir. Arni, Kinski e Ted Karlsson). [download: vídeo]

Sigur Rós - GlósóliNo vídeo de um dos singles de Takk, quarto disco da banda islandesa Sigur Rós, uma trupe de crianças reune-se lentamente, numa jornada através do vasto ambiente islandês para, na conclusão do vídeo atirar-se sem pestanejar um imenso despenhadeiro. Todos o fazem sem hesitação, a não ser um garotinho, que mostra não ter certeza em unir-se às crianças que se dirigem ao horizonte. Com locações absolutamente deslumbrantes, o vídeo consegue retratar a canção e o universo musical da banda islandesa de forma precisa: uma atmosfera fabular e idílica se faz presente durante todo o vídeo, exatamente o que se sente ao escutar qualquer dos discos do Sigur Rós. Imperdível. Baixe o vídeo de “Glosoli” agora clicando aqui.

Deixe um comentário

The Boy / Dezembro 2002: todo Raphael Laus [fotos]

raphael-laus-theboy-homens

Há certas coisas que o público nem precisa pedir: elas virão. Esse é o caso de Raphael Laus, o garotão fenomenal com cara de safado que foi capa do ensaio de Dezembro de 2002 do The Boy e eleito o melhor daquele ano. E olham que o ano de 2002 teve concorrentes poderosos – Rafael Monteiro, Leandro Becker, mas os visitantes, felizes com tantas opções espetaculares, fizeram a sua escolha.
Rapahel Laus guarda impressionante semelhança com Matheus Verdelho. Não estou me referindo aqui exatamente à semelhança física, mas nas sensações despertadas em qualquer pessoa que se depara apreciando-os: uma mistura primitiva de desenfreada libido e paixão. Assim como Verdelho, Laus consegue assumir feições ferozmente sexy e irresistivelmente doce: tudo depende de sua imensa capacidade de adequar sua infinita masculinidade àquilo que ele preferir no momento. Assim, o fabuloso garotão consegue ser o arquétipo da preferência de todos os gostos: o homem objeto – o sexo em estado puro – e o homem do ideal afetivo – o companheiro de toda uma vida. Não existem muitos homens como estes, que conseguem reunir em si tudo o que se deseja tão ardentemente. E, felizmente, no ensaio que produziu para o Terra, o fotógrafo invejado por todos os visitantes do The Boy soube exatamente como capturar essa química extraordinária de Raphael Laus: nestas imagens temos Rafael exibindo-se com todos os seus atributos de virilidade, doçura, malícia e sedução – fica aqui a devida reverência ao trabalho extraordinário do fotógrafo Cristiano Madureira.
Tão evidente quanto o chão que pisamos é o fato de que as fotos de Raphael Laus estariam logo aqui no blog – nem precisava pedir, viu? Bem, aqui estão tanto o álbum aberto e o álbum fechado desse deus. Novamente, faço o pedido para os visitantes de que se você possui alguma foto do ensaio fechado que não esteja aqui a envie prontamente pare o meu email. Divirtam-se!

Acesse: Fotos de Raphael Laus: The Boy

3 Comentários

“Munique”, de Steven Spielberg.

MunichBaseando-se nos acontecimentos das Olímpiadas de 1972, onde um atentado palestino nos aposentos de atletas israelenses resultou em inúmeras mortes de ambas as partes, Spielberg desenvolve a estória dos agentes israelenses encarregados de eliminar palestinos supostamente involvidos no acontecimento.
O filme tem sido criticado pela imprensa especializada, e ainda mais por palestinos e israelenses, por não se aprofundar e não retratar adequadamente as minúcias das motivações do conflito entre os dois povos. Não endosso estas opiniões. Acho que Spielberg se saiu muito bem no retrato de um conflito no qual é um estranho – apesar da origem judia e, por consequência, raízes israelenses, seu olhar sempre será o do povo americano. O que israelenses e palestinos esperavam de “Munique”? Que o americano Spielberg decifrasse a verdade e a razão de ser de um conflito que os próprios envolvidos não conseguem, apesar dos esforços, analisar?
Tecnicamente o filme também é caprichado: o elenco está muito bem, a fotografia de Janusz Kaminski é sutilmente granulada e sépia – o que eleva a sensação de passado -, a direção é precisa. O roteiro adaptado de Tony Kushner e Eric Roth consegue ser preciso ao retratar a insensatez de toda violência – tenha ela alguma justificativa ou não – e realista ao mostrar que espiões assassinos não são um poço de frieza, charme e profissionalismo. Durante todo o filme a impressão mais forte é a de que aqueles agentes contratados, que no final são tidos como especialistas, não passam de corajosos amadores. Deve-se dar o dveido crédito ao elenco, claro, também responsável por transmitir adequadamente tal impressão.
No final das contas, este acaba sendo o filme mais bem acabado e relevante de Spielberg em muito anos. E a prova de que, atualmente, o diretor consegue ser mais efetivo em produções sérias do que em filmes repleto de efeitos digitais e pirotecnias derivadas.

1 comentário
O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005