No início dos anos 90, Alex sobrevive como garçonete em Lisboa com o namorado saxofonista que, na verdade, só consegue se sustentar participando como intermediário no contrabando de diamantes. No Brasil, Paco, um jovem universitário desiludido com seus estudos aspira como seu plano maior a carreira de ator. Manuela, sua mãe, sonha fazer uso de suas economias para voltar com o filho para sua terra natal, a Espanha. Porém, mudanças na economia do país gestadas pelo governo Collor vão causar mudanças abruptas na vida do jovem Paco.
Completamente filmado em preto & branco, Terra Estrangeira é uma obra-prima do cinema brasileiro do fim do século passado e o longa-metragem que colocou Walter Salles no rol dos grandes cineastas do país. O filme aproveita, na sua primeira meia hora, a desorientação política pós-ditadura do Brasil para transmitir com perfeita exatidão a desolação, impotência e abandono que os personagens do filme mostram sentir o tempo todo. Ao ser deslocada a ação para Portugal, todos os sentidos se potencializam, e ainda são acrescidos pela esmagadora sensação de falta de identidade. Seus personagens marginalizados e exilados, homens e mulheres que vivem uma vida vazia e desprovida de raízes, só tem como esperança a possbilidade de encontrar alguma motivação no amor: é no romance de Alex e Paco que conseguimos parar e respirar durante o filme, ainda que seja uma respiração suspensa pelo desespero desse amor. Todos os atores tem excelente atuações, mas Fernanda Torres, Fernando Alvez Pinto e Laura Cardoso levam o espectador ás lágrimas com o realismo vsiceral de suas intepretações. É um momento sublime e soberbo do cinema nacional e o argumento fatal para a derrocada daqueles que guardam a idéia ignorante de falta de qualidade da produção cinematográfica brasileira.
Sete Ventos Posts
Quem resiste à um cachorrinho? E quem resistiria à um vídeo que transforma esses bichinhos fofinhos em estrelas hiper-pop, com direito à câmera lenta e trilha super dançante? O vídeo, que apresenta cães de várias raças, foi tão bem produzido que consegue mostrar um lado ainda mais apaixonante dessas criaturinhas: é impressionante a sensação que se tem ao ver o vídeo de que alguns deles até mesmo sorriem, prazerosamente à vontade na posição de protagonistas do filme. O nome “Birds” pode até parecer sem sentido à primeira vista, mas tão logo se começa a assistir o arquivo, a idéia do título fica bastante clara.
Baixe o vídeo no formato .MOV usando o link abaixo e escolhendo a opção “salvar destino como…” do menu do seu navegador de internet:
http://pleix.net/movies/Birds.mov
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A magnífica música cantada por Piaf e Sarapo ganha um vídeo de animação elegante e divertido, feito pelo estúdio francês Cube Creative. Contando a estória de um romance cheio dos típicos problemas de relacionamento, o curta foi feito usando apenas duas tonalidades e com traços que remetem à rusticidade das técnicas de animação antigas. Em contraste, a velocidade em que as ações são desenvolvidas e os elaborados e esvoaçantes jogos e vôos de câmera revestem o vídeo de modernidade e, consequentemente, também a canção. Imperdívelmente viciante.
Baixe o vídeo no formato .MOV usando o link abaixo e escolhendo a opção “salvar destino como…” do menu do seu navegador de internet:
http://www.cube-creative.fr/site/videos/NT/LC/akoa_hd.mov
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Na segunda versão do vídeo de um dos singles do disco Guero do inglês Beck, os já famosos robôs QRIO da Sony demonstram a supreendente desenvoltura e suavidade de sua movimentação quase humana num palco montado diante de uma platéia absolutamente hipnotizada. Beck e mais alguns idiossincráticos personagens são exibidos em alguns momentos sobre o palco, em imensas projeções holográficas. Belo vídeo que consegue casar muito bem suas imagens com a já robótica atmosfera da música.
Baixe o vídeo no formato .SWF (arquivo flash, visível apenas ao abrir no seu navegador ou com a utilização de programas de visualização de arquivos SWF) usando o link abaixo e escolhendo a opção “salvar destino como…” do menu do seu navegador de internet:
http://www.anonymouscontent.com/vids/gjennings_bec_hel.swf
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O ator Mário Frias vai substituir o delicioso moreno Roger Gobeth – com quem já atuou em Malhação – na nova fase da infantilóide Floribella da TV que hoje se autodenomina Band. Com cara de menino, apesar de já não o ser tanto, o loiro Mário tem uma beleza cativante: um belo sorriso, olhar meigo e que lhe dá, por vezes, um ar de menino confuso. A única crítica fica para o corpo de Mário que, na verdade, poderia ser mais trabalhado. No entanto, não chega a ser problema e ainda é um corpo bonito. Resumidamente, é o tipo de homem com quem você chega em casa à noite e se prepara sem pressa para ir para cama e aproveitar algumas horas de prazer tranquilo e confortante. O ensaio do Paparazzo é dos seus tempos menos criativos: fotos em estúdio sem qualquer esforço de imaginação, produção que se resume a suprir as necessidades do fotógrafo preguiçoso, dimensões demasiadamente pequenas das imagens. No entanto, é o melhor registro que se tem do ator. Aproveite o álbum com fotos, wallpaper e alguns poucos registros dos bastidores.
3 ComentáriosAcesse: Fotos de Mário Frias: Paparazzo
Placebo está de volta como o imperdível álbum Meds, a ser lançado no dia 13 de Março desta ano. Tão logo terminei a primeira audição de Meds notei, tardiamente, que não apenas o embasamento melódico do álbum anterior está sendo levado à frente mas percebi também que Sleeping with Ghosts foi na verdade um ponto de partida para a concepção do novo álbum. Isso porque Meds aproveita tanto as novas experiências do álbum de 2003 que o Placebo de 2006 surge com um rock mais plácido e menos visceral do que nos seus três primeiros álbuns. A maior parte das músicas é harmonicamente mais contemplativa, algumas cujas introduções lembram inclusive bandas do fim dos anos 80/início dos 90, como o New Order de então: é o que ocorre na segunda faixa do disco, “Infra-Red”. E há também sonoridades inovadoras como a ambiência techno-rock-mórbida de “Space Monkey”. Com tudo isso, no plano sonoro Meds soa como um dos álbuns mais contraditórios da banda: consegue ser homogêneo ao mesmo tempo que abraça sonoridades tão diversas. Quanto às letras, o Placebo se apresenta nostágico-depressivo como costuma sempre ser, em belíssimos versos que confessam lamentos de utopia amorosa, como em “Pierrot The Clown”. Porém, ainda há espaço para letras que apregoam urgência e rancor, como na abertura do disco, homonimamente intitulada “Meds”, como o próprio disco. E é nessa e em outra faixa do disco – “Broken Promise” – que a banda traz duas participações especiais, respectivamente Alison Mosshart (do The Kills) e Michael Stipe (do R.E.M), para incrementar ainda mais a tessitura complexa deste álbum. É maravilhoso para qualquer fã descobrir que seus ídolos continuam inovadores e criativos, capazes de proezas lírico-sonoras como Meds.
Baixe: Placebo – Meds [mp3]
Ouça: