Todo mundo que acompanha os ensaios do site The Boy do portal Terra já sabe bem que os fotógrafos contratados pelo portal tem algumas sinas, tanto no que se refere na escolha do modelo quanto na configuração do ensaio em si. Dentre as mais recorrentes, posso destacar que os modelos com silhueta esguia e sua personificação como surfistas são das mais exploradas no site. E como Marcio del Nero, fotógrafo responsável pelo ensaio deste mês de julho de 2009, encontrou reunidas no modelo Victor Benain estas duas características, de tanta satisfação ele deve estar se sentido um verdadeiro Sputnik entrando em órbita e desbravando o espaço sideral. Mas vocês bem devem saber que junto com o Sputnik foi a pobre coitada da Laika, que não teve um destino nada feliz nessa história toda – e apesar de adorar cães, eu nao sou ingênuo o suficiente como eles pra ficar dando pulinhos, abanando o rabo e latindo de alegria pra qualquer coisa, principalmente quando aquilo não me contenta.
Bem, nao me entendam mal. Victor é um belo rapaz, com aquela morenice que normalmente me encanta sem muito esforço. Porém, falta Sustagen no rapaz. Não sou assim tão contra modelos esguios como eu mesmo o sou, mas além de eu préprio me bastar em termos de magrinhos malhados, eu acho que pra escolher um modelo com este biotipo ele tem que ter algum diferencial pra causar algum impacto. E ele simplesmente não tem. Tanto não apresenta diferencial que, pior, chega a ser uma espécie de Luke Wilson reloaded, numa versão sem o maxilar proeminente e mais magro do que o ator americano – sim, porque Wilson atualmente está gordo feito um leitão de frigorífico. Então é aquela história: uma graça o Victor Benain, mas não me causa encantamento pra ficar me perseguindo durante dias nos momentos mais inesperados, como quando você se pega lembrando daqueles detalhes fascinantes do corpo do rapaz e se perde em um olhar distante no meio de uma frase que você trocava com um colega de trabalho.
Agora, em se falando do ensaio, temos que admitir que Marcio del Nero instaurou no panteão de personagens dos ensaios do The Boy uma figura inovadora: o surfista de piscina. Alguém aí me explica de onde ele tirou essa idéia? Foi um ataque fulminante de preguicite que não permitou levar a produção para uma praia meia-boca qualquer ou foi restrição orçamentária? Bem, isso nos não vamos saber provavelmente nunca, só vamos desejar que isso não se repita porque ficou muito kitsch. Já que temos aqui tanta coisa emulada da historiografia do site – o jogador de pelada de futebol, o pseudo-nerd com o indefectível óculos de polietileno, o ninfeto do sofá, o modelo da Richards – era melhor tirar a prancha do rapaz e assumir que esta fazendo mais uma sessão de fotos na piscina do que tentar transformar isso em algo diferente ou, se foi o caso, ficar tentando satisfazer o modelo ao inserir elementos de sua personalidade no ensaio. Sim, porque Victor é surfista, daqueles que tem como livro da vida a biografia de Kelly Slater. Uau, Kelly Slater, que deve ter assim uma vida super fascinante pra render uma biografia. Quantas páginas deve ter o livro, duas? Dá pra ver que se o modelo não é bem um catalisador de tesão no quesito físico também não me parece excitar pela sua fulgurante personalidade. A coisa mais surpreendente foi colocar o rapaz, no ensaio fechado, falando no celular. Isso sim deu um ar descontraído às fotos em questão – mesmo que jogar futebol de cueca não pareça a coisa mais natural do planeta, ainda que seja uma coisa bonita de ser ver…ei, os clubes de futebol aí pelo mundo podiam adotar essa idéia. Quem sabe na Copa do Mundo do ano que vem, heim? Nao custa lançar a idéia…
5 ComentáriosAcesse: Fotos de Victor Benain: The Boy
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Após uma estréia solo bastante elogiada pelos críticos por conta do seu rock embebido em elegantes pitadas pop,
José Costa é um ghost-writer, um escritor que põe seu talento a disposição de quem deseja ter um livro publicado, delegando a autoria de sua própria obra para estas pessoas e relegando-se ao anonimato. Casado por conformidade, é quando José decide ir à Europa para uma convenção que ele conhece Budapeste, cidade em que sua vida ganharia novos contornos.
Nesta penúltima temporada de Lost – é bom nem pensar que depois de 2010, tudo acabou – os espectadores do seriado tiveram as dúvidas sobre a Iniciativa Dharma solucionadas de um modo definitivamente genial, com todo o projeto científico sendo trazido à tona como principal evento e cenário deste ano da série. Mas isso só foi possível graças a complexa dinâmica que os roteiristas desenvolveram para esta temporada: a noção de tempo foi o elemento chave para que todos os acontecimentos tomassem lugar, para que as relações entre eles fosse evidenciada e para que os efeitos e consequências desencadeados fossem delineados. Tanto o passado, quanto o presente e o futuro deixaram de ter suas definições mais usuais para ganhar novo status e função e um intrincadíssimo ballet que alterou, definiu e reafirmou a história da ilha e de seus habitantes. Os dois únicos acontecimentos que deixam o público sem saber o que pensar da próxima temporada são justamente os que fecham este quinto ano da série: o evento ocorrido no “passado” – aspas necessárias devido ao fato de que ele não é passado para os agentes do evento, bem como devido às suas possíveis consequências – e um evento do futuro/presente, cuja principal vítima, que há muito os fãs da série gostariam de ter conhecido, foi finalmente apresentada apenas nos dois últimos episódios da temporada.