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Sete Ventos Posts

“Começar de Novo” (“Reprise”), de Joachim Trier. [download: filme]

RepriseDois jovens de 20 e tantos anos, amigos de infância, amantes de literatura e música punk, tentam ambos lançar seu primeiro livro, enviando juntos os seus escritos para uma editora. Enquanto Philip consegue obter o feito, e ganhar fama da noite para o dia, Erik tem seu escrito recusado. Philip, porém, acaba tendo problemas, já que não consegue lidar com o seu sucesso, e Erik segue em frente na tentativa de obter uma nova chance.
O longa-metragem de estréia de Joachim Trier, primo distante de um dos mais famosos cineastas dinamarqueses, Lars Von Trier, tem uma dualidade qualitativa na concepção de seus elementos: sempre que algo parece uma idéia interessante, também o é ao mesmo tempo irritante.
A estilística narrativa é o ponto onde isso é percebido com mais facilidade: ao ser por vezes bifurcada na tentativa de expôr outras possibilidades para o comportamento e o caminho tomado pelos personagens, e inundada por um maneirismo técnico no qual o diretor adota coisas como o congelamento das cenas e a exposição de legendas, ambos com o claro intuito de imprimir dinamismo, a narrativa soa, em alguns momentos, apenas como instrumento para construir no longa-metragem uma identidade cult – e é bom lembrar que o cult genuíno não é o com intencionalidade, mas torna-se um no advento do contato com o público -, enquanto em outros sua técnica ganha sentido, por apresentar elementos importantes para a trama ou por expôr o verdadeiro conflito de um personagem, bem como por apresentar sua solução – é o que acontece na sequência final do longa-metragem, por exemplo. O narrador onisciente é outro elemento de qualidade ambígua no filme: se por um lado ele serve como muleta para a já citada tipificação do longa como obra de status cult, por outro ele ganha o papel de aumentar no espectador o conhecimento mais aprofundado sobre a personalidade dos personagens e a motivação primeira de seu comportamento. Contudo, o mais interessante é observar que este caráter de dualidade se repete até mesmo no par de protagonistas do filme: se Philip, o escritor de inspiração repentina e escrita ágil, irrita pela sua personalidade conturbada e confusa, pela sua instabilidade psíquica e emocional e pelo seu caráter sensivelmente egoísta, Erik, o autor cujas obras só nascem com muito esforço, cativa tanto por suas qualidades – seu companheirismo, que lhe faz estar disposto a sempre apoiar e ouvir aqueles que ama – quanto pelos defeitos – a sua ingenuidade, que lhe permite ser influenciado e moldado pela opinião e comportamento alheios, assim como a inconsequência, que lhe faz agir de modo impulsivo e leviano, sem pensar que pode estar desprezando e magoando alguém que só lhe quer bem. Como se pode prever, é justamente o personagem de Erik que garante ao filme grande parte de seu interesse – muito graças ao carisma de seu intérprete, Espen Klouman-Høiner, e em outra parte pela configuração humanamente verossímel de seu caráter.
Mas os méritos não são sempre inconstantes quando são obra unicamente do diretor: a idéia de abolir sincronia entre fala e imagem, bem como o desvio do foco de suas lentes para outros elementos, capazes de transmitir tanta emoção quando a expressão dos atores, intensifica a potencial emoção das cenas e seu caráter poético – isso pode ser conferido especialmente na sequência que retrata o reencontro entre Philip e Kari.
Uma estréia promissora, como diria um dos personagens-chave da trama. Se em suas produções posteriores o diretor dinamarquês amadurecer sua técnica, polindo-a ao limar o maneirismo excessivamente desnecessário, teremos mais um representante a ser constantemente observado no cinema nórdico, berço de uma tradição de cinema tão ousada na sua poética quanto no seu experimentalismo.
Baixe o filme utlizando os links a seguir.

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“Lost”: 4ª temporada (ciclo final) [sem spoilers].

Lost - Quarta Temporada: Ciclo FinalMais uma temporada de Lost chega à sua conclusão, com a exibição de um eletrizante episódio final duplo. Desde que a série foi retomada, com a exibição do nono episódio, Lost entrou em uma espécie de conclusão de um ciclo, eliminando personagens secundários e mesmo alguns do primeiro escalão do elenco, talvez em caráter temporário, para, de modo muito astucioso, criar novas tramas para os personagens com eles diretamente ligados, dar mais espaço ao aprofundamento da mitologia cada vez mais extensa da ilha e possibilitar, a partir da próxima temporada, o desenvolvimento de uma mudança do espaço físico explorado na série. Parte disso já era do conhecimento do público através do uso dos flashforwards, o que fez desta a conclusão de temporada menos surpreendente da série até hoje. No entanto, a metade do impacto perdido no quesito surpresa foi devidamente compensado pela fabulosa composição da narrativa deste episódio final da temporada, que envolveu passado, presente e futuro da ilha e do mundo exterior à ela – só para citar como registro de exemplo, logo no início do episódio, foi engendrada uma fusão brilhante do fim da “recapitulação” dos acontecimentos anteriores com o início do episódio que, diga-se, remonta ao igualmente fenomenal fim da terceira temporada. Além disso, flashforwards de cada um dos personagens que tiveram especial destaque este ano – quem a assistiu, sabe bem de quem estou falando – pontuaram toda a duração do episódio, respondendo dúvidas que foram lançadas pela exposição de outros flashforwards durante toda a temporada, bem como lançando ainda outras sobre ocorrências na passado/presente/futuro da ilha e daqueles que a habitam – sem falar na aparição mais uma vez meteórica de dois velhos conhecidos do fim da segunda ano que ninguém imaginava que fossem novamente apresentados no seriado.
Mas o que pode nos aguardar para o quinto e penúltimo ano da série? Acho que o mais provável é que, como aposto desde a consequente implementação dos flashforwards, no fim do terceiro ano, há uma tendência em concentrar o foco da Lost no desenvolvimento de uma narrativa fora da ilha – o que, há poucos dias, foi citado pelos produtores como uma possibilidade para a quinto ano do programa. A meu ver, o melhor efeito ao adotar esta idéia seria obtido com a exploração de tramas no mundo exterior durante uma temporada – a penúltima seria ideal – para retornar à ilha como cenário para fechar a trama da série no seu último ano. Claro, isso é só uma aposta ingênua, pois certamente que os produtores devem ter tudo planejado desde já, e há chances de nada ter a ver com apostas e previsões que possamos elaborar. Confundir o espectador sobre a teoria que fundamentaria toda a explicação do que é testemunhado em Lost é uma diversão que os produtores cultivam há muito tempo e ela não foi abandonada nesta temporada – há pelos menos três sequências que retomam a idéia de tudo não passa de uma espécie de jogo, enquanto pelo menos uma lembra o espectador sobre a possibilidade de que os personagens enfrentam algum tipo de purgação espiritual. Contudo, ao menos um dado de certeza foi lançado nos momentos finais do episódio: a idéia de que a presença dos sobreviventes do vôo 815 na ilha não é mero acaso e acidente. Essa suposição, há muito mencionada nos episódios e perscrutada pelos fãs, foi agora abertamente reforçada como um dos fios condutores de todo o sentido da trama da série. Mas e o por quê dessa relação necessária da ilha com o seus ocupantes, capaz de desencadear eventos catastróficos quando da possibilidade que estes ocupantes abandonem a ilha? Bem, a resposta para tanto só deve vir depois de uns bons meses sofridos sem Lost – se é que teremos mesmo a resposta para isso na próxima temporada.

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The Boy / Junho 2008: todo Levy Christiano [fotos]

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Não foi exatamente o que eu pedi no mês passado, mas Levy Christiano deu uma boa melhorada na impressão nada positiva que ficou com o ensaio anterior do The Boy. Primeiro, por causa da qualidade do modelo escolhido para este mês: apesar de não ser nenhum arroubo de masculinidade, sensualidade e beleza, o rapaz renderia uns belos dias ensolarados de diversão, tomando-se a devida cautela de orientar o mancebo para ostentar apenas e tão somente o seu look mais apetitoso. E segundo, porque o fotógrafo deste mês soube explorar o melhor do rapaz em seus cliques em frente à um espelho, refastelando-se em um sofá de couro, com o abdômen suado, deitado em uma cama, nu em cima de asfalto úmido e, principalmente, embaixo de uma ducha, trajando camisa e sungão branco ensopados, ora sob uma iluminação interna natural, ora sob uma luz projetada que realça os contornos e a silhueta do seu físico – sob a batuta de Didio, que já é autor de alguns ensaios no site, o modelo foi retratado com uma sensualidade e até mesmo alguma malícia que, a bem da verdade, não parecem ser naturalmente suas. Em outras palavras, com a devida produção e orientação, Levy Christiano desperta tesão suficiente para produzir a clássica cena do cigarro sendo lentamente tragado em meio a suspiros de aprovação depois de alguns solavancos animados em uma cama. Tudo bem. Talvez eu tenha exagerado, mas a diversão chegaria mesmo bem próxima da cena descrita acima…isso se o rapaz não insistir em trajar aquele inacreditável agasalho azul e vermelho medonho e chinfrim ou aquele óculos cafona combinado com o misto de calça social e cargo xadrez absolutamente empata-foda – porque, vou te contar, esse figurino infeliz é capaz de desanimar até o mais intrepitadamente tarado dos mortais. Certeza de que a sugestão genial do figurino destas duas sessões de fotos específicas deve ter sido do maquiador cujo trabalho irretocável conhecemos do ensaio de Vinícius Borges: ele deve ter sido “relocado” de função, depois da demonstração de competência no ensaio passado. Então, pra evitar mais estragos em ensaios posteriores, deixa eu dar o toque: o ex-maquiador-recém-habilitado-figurinista parece tão competente nessa função quanto na anterior! Fica a dica!
Agora, vamos todos esperar por um passo ainda mais adiante no próximo mês no The Boy, vislumbrando o retorno total à velha forma – e, porque não, voltar a lembrar o senhor todo-poderoso do The Boy que um ensaio nos moldes “reloaded” com os melhores modelos que aquelas câmeras tiveram o prazer invejável de retratar não seria má idéia nem de longe! Ainda mais se fosse um ensaio no estilo Greatest Hits, com os modelos mais retumbantes todos juntos numa pegaçãozinha soft-core em cima de uma imensa cama de dossel translúcido! Ok, eu exagerei de novo! Eu estava brincando quando disse “dossel translúcido”! Tudo culpa daquela clássica cena de “Fome de Viver”!

Acesse: Fotos de Levy Christiano: The Boy

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Beth Rowley – Little Dreamer (+ 1 faixa bônus). [download: mp3]

Beth Rowley - Little Dreamer
Little Dreamer, disco de estréia de Beth Rowley, inglesa de loiríssimos cabelos cacheados vistosos, tem faixas que enveredam por caminhos distintos, algumas vezes mesclando várias referências – há algo de soul e rhythm & blues, muito de blues com generosas doses do estilo gospel, algo de um pop nostálgico. Pra ser bem sincero, a maior parte dos gêneros musicais por ela explorados, isolados ou em combinação, normalmente não me inspira qualquer atenção, porém vez por outra o carisma do músico consegue transpor as limitações pessoais. E é com a graça e o charme que impõe à essa fusão de estilo em suas composições e covers que permeiam o disco que Beth consegue angariar a simpatia do ouvinte, mesmo que, aqui ou ali, cometa um resvalo qualquer no caminho – como é o caso da canção “So Sublime”, onde bateria, guitarra, piano e orgão, lacejadas pelo vocal afetuoso e adocidado de Beth, tentam resgatar o charme gostoso do inofensivo pop-setentista americano, mas conseguem mais é tecer uma melodia pop animadinha, mas um tanto quanto apagada e aborrecida.
Contudo, os acertos pagam o troco dos erros com uma folga considerável. O primeiro deles é a versão de de Beth para “Nobody’s Fault But Mine”, canção gravada por Nina Simone que ficou popular na regravação da banda Led Zeppelin: com guitarra, orgão, piano e bateria elegantemente tristes compondo o arranjo blues e um vocal inspirado da bela loirinha inglesa, a melodia, que já soava formosa, é cravejada de emoção com a participação de um coro gospel de andamento lento e consternado na metade final da música. Mais à frente, duas faixas sustentam os melhores momentos do álbum formando um conjunto pop requintado e delicioso: o single “Oh My Life”, abusa do sax que percorre toda a melodia sedutora da bateria, piano e guitarra, com direito até à um solo na ponte sonora, além do vocal da garota, que se mostra potente na canção, e não muito depois a faixa “You Never Called” recorre à semelhante companhia, criando uma cadência bem arranjada entre piano e bateria, com a inserção discreta mas importante de alguns acordes de guitarra e orgão, além de apresentar ainda o mesmo sax em participação ocasional e bem-vinda no refrão da canção. Por sua vez, as faixas “Almost Persuaded” e “When The Rains Came” garantem ao gospel a sua parte no que de melhor há em Little Dreamer: a primeira com uma música que explora a emoção fazendo uso unicamente de piano e vocais, com alguns suspiros do orgão ao fundo, enquanto a segunda puxa a influência para a atmosfera típica de um hino religioso com as clássicas e irresistíveis palmas e o orgão indefectível de toques expansivos e alegres. E são três covers que, cada um ao seu modo, na cadência certeira do pop, soam marcantes no ouvido de quem aprecia a estréia de Beth: o dueto de Beth com Peter Wilson, conhecido pelo pseudônimo Duke Special, em “Angel Flying Too Close”, preenche os ouvidos com uma melodia delicada e terna, feita de toques cálidos na guitarra, orgão e vibraphone, além de sopros graves mas suaves e do vocal intensamente sensível de ambos os artistas; o cover de “I Shall Be Released”, de autoria de Bob Dylan, tempera a melodia plácida com um pouco de reggae de cadência charmosa e animada; e a faixa bônus, uma revisão de “Be My Baby”, clássico dos anos 60, suaviza os contornos pop da canção preservando a sua doçura ao focar-se apenas no vocal de Beth e seu coro de apoio e em um discreto contrabaixo manejado com parcimônia.
Deve-se lembrar que é um terreno minado e difícil este em que Beth Rowley se embrenhou: a garota é boa e sua música seduz, mas ainda que explore campos mais vastos e diversos, inevitavelmente esta sua sonoridade trafega pelo estilo de Amy Winehouse e suas inúmeras contrapartidas, estilo este que já virou moeda corrente no mundinho da música e, assim, vai ser bem pouco provável que seu nome se torne realmente popular dentre as ínúmeras aspirantes à mais nova estrela em um terreno que já virou lugar comum. Paradoxalmente, é justamente por ser uma aspirante que seu trabalho soa mais fresco e interessante do que aquele que já foi ostensivamente laureado por crítica e público.
Baixe o disco utilizando o link a seguir e a senha para descompactar.

senha: seteventos.org

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“[Rec]”, de Jaume Balagueró e Paco Plaza. [download: filme]

RecEnquanto uma jornalista e seu cinegrafista registram, por uma noite, o cotidiano de uma equipe de bombeiros para um programa de televisão, uma chamada de emergência é feita solicitando atendimento em um pequeno prédio residencial de Madri. Ao chegar ao local, equipe e jornalistas são recebidos pelos condôminos, que explicam ter feito a chamada para que verificassem barulhos estranhos na residência de uma senhora idosa. É a partir da inspeção do apartamento desta mulher que o horror tem início dentro do edifício.
Para quem conhece bem cinema, o parentesco de “Rec” com longas anteriores fica claro em cerca de metade do filme. Quanto ao formato em si, o filme de Jaume Balagueró e Paco Plaza tem como inspiração mais imediata a técnica utilizada no conhecidíssimo “A Bruxa de Blair”, algo perceptível pelo uso de equipamentos considerados amadores para a totalidade do produção da película, além de, como foi feito em “A Bruxa de Blair”, igualmente envolver o responsável pela realização da filmagem como personagem mesmo dentro da história que está sendo encenada e encerrar todos os seus participantes em um espaço delimitado, de onde não há escapatória – falo aqui da floresta interminável do filme americano e do edifício residencial do filme espanhol. Com isto, o objetivo de ambas as produções é potencializar a sensação de realismo dentro dos domínios da ficção, fato possível ao adotar estes recursos e intervenções familiares ao formato do documentário. No que tange à sua temática, a relação que “Rec” trava é com o longa-metragem “Extermínio”, do britânico Danny Boyle, pois a película espanhola explora o clássico filão do thriller de “zumbis” sob o mesmo viés frenético que ficou famoso na abordagem irretocavelmente tensa e violenta do diretor Danny Boyle.
Ao unir estas duas referências a dupla de diretores espanhóis não produz uma película inovadora, mas um produto cuja soma das partes resulta em um filme onde o medo é explorado de forma profunda e um tanto mais efetiva do que principalmente se experimenta ao assistir “A Bruxa de Blair”, pois enquanto neste último o terror é obtido pela confusão e sugestão, sem nunca expor o público à representação material e física do horror com o qual o filme lida, em “Rec” a sua exposição sem receios é inteligentemente manipulada através da técnica adotada, e apresentado em medida cada vez maior com o decorrer do filme: na película de Balagueró e Plaza não há sombras impenetráveis e sons indistintos, mas o pleno vislumbre de figuras horrendas até mesmo quando há somente o negro aterrador da claustrofóbica escuridão.
Baixe o filme, com legenda embutida em português, utilizando uma das fontes de links a seguir.

OBS: links funcionais mas não testados.

Fonte UM:
Parte 1
Parte 2
Parte 3

Fonte DOIS:
http://www.megaupload.com/?d=TVZL96HJ

legenda disponível para o arquivo da fonte DOIS (português):
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Prévia: “The X-Files: I Want To Believe”.

Previa: The X-Files: I Want To BelieveFãs da saudosa série de TV “Arquivo X” estão em estado de ansiedade absoluta: no dia 25 de julho deste ano será lançado o segundo e aguardadíssimo filme que reúne a espetacular dupla de agentes do FBI, Fox Mulder e Dana Scully. Como já é de costume, a produção está cercada de segredos que, aparentemente, continuam tão bem guardados quanto antes eram, o que acabou limitando, até o momento, o vazamento de informações não-oficias: somente o teaser pôster – espetacular, em tons de branco e preto, mostrando os agentes caminhando e com suas respectivas sombras formando o famoso “X” -, dois trailers ligeiramente diferentes, feitos especialmente para exibição em convenções de ficção-científica e similares e uma sinopse breve, que muito pouco revela, chegaram a ser divulgados na web antes de serem revelados por fontes oficiais da produção. O que de mais concreto e relevante se sabe sobre o argumento do filme foi mesmo divulgado pela produção já há algum tempo: a história, que é cronologicamente atualizada, refletindo o tempo decorrido desde o fim do seriado, não seguirá a chamada mitologia da série, diferentemente do primeiro longa produzido, optando então por adotar uma história independente, que sempre foi a segunda opção temática dos episódios de “Arquivo X”, comumente chamados de episódios do “monstro da semana”. E foi só neste fim de semana passado, após decorridas algumas semanas da revelação do título oficial da trama – “I Want To Believe”, famoso slogan do seriado que, é preciso admitir, soa um tanto brega como título do filme -, que foi liberado, depois de uma sádica contagem regressiva, o trailer oficial do filme. Apesar de satisfazer e atiçar a curiosidade dos fãs da série, o vídeo foi feito com a inserção de apenas algumas poucas cenas diferentes das que foram utilizadas nos trailers feitos para divulgação nas convenções, além de apresentar uma edição sutilmente modificada. Porém, um único dado novo pode ser extraído do pouco que é apresentado: aparentemente, o personagem de Billy Connolly tem o mesmo perfil do saudoso Frank Black de “Millennium”, sendo configurado como uma espécide de investigador – ou algo desta monta – com dotes psíquicos que lhe permitem “ver” fatos relacionados à um crime cometido anteriormente.
Alguns, certemente, estão torcendo o nariz para o advento deste novo longa-metragem baseado na série por considerar isto um tanto oportunista. Obviamente que o incentivo do retorno financeiro conta para a existência da produção, mas as razões são outras para os fãs de “Arquivo X”, e mesmo para seus idealizadores: primeiro porque mesmo com o fim do seriado, e com a ruína que foi a finalização da mitologia da conspiração alienígena que perpassou toda a vida deste, a dinâmica temática da série era bem mais ampla que isso, o que dá toda a liberdade aos produtores para a concepção de novas histórias e, segundo, e a mais importante razão, é o fato inquestionável de que Mulder e Scully são a essência e a razão de ser de “Arquivo X”, o que faz de qualquer história que os envolva mais um episódio genuíno de uma das mais fabulosas criações da televisão americana, que fez história e faz escola até hoje – seria mesmo um desperdício não retomar dois personagens tão geniais apenas porque o principal veículo que os trazia para o público chegou ao seu fim. Por isso, por pior que que possa vir a ser “The X-Files: I Want To Believe”, o simples fato de o público que tanto os admira tem novamente a chance de ter contato com estes dois personagens já vai se configurar para os fãs como um prazer imenso. Porém, a declaração dada pelos realizadores do projeto de que esta história foi especialmente escrita para o local de sua filmagem, os arredores de Vancouver, no Canadá, me dá a clara impressão de que este longa tem muitas chances de ser até melhor do que o primeiro – digo isso porque é notório que os melhores anos de “Arquivo X” foram mesmo aqueles nos quais Vancouver serviu como set de filmagem e principal inspiração para suas mirabolantes histórias.
Agora, para conferir a nova empreitada dos agentes do FBI mais idossincráticos que a ficção já teve a sorte de criar, só resta esperar a estréia do filme. E, segundo informação constante no site oficial do longa-metragem, mesmo nisto os fãs brasileiros de “The X-Files” parecem ter sido agraciados com uma boa amostra de consideração pelo estúdio 20th Century-Fox: ao que tudo indica, o lançamento do filme no Brasil será simultâneo com a estréia nos Estados Unidos. Então, se você tiver a oportunidade de dar uma passada nos cinemas brasileiros no dia 25 de Julho, prepare-se para se deparar com cenas de absoluta estupefação e delírio coletivos como esta – e se tudo der certo, todos nós, fãs de “Arquivo X”, teremos a oportunidade de repetir esta cena por muitos e muitos anos ainda.
Clique aqui para assistir o primeiro trailer oficial diretamente no site da produção.
Se preferir, clique aqui e assista o vídeo no YouTube.
Se você for mais um fã da série e dos dois personagens, pode preferir fazer download do trailer nos links abaixo:
Pequeno (7 MB)
Médio (18,2 MB).
Grande (46, 3 MB).

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005