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Sete Ventos Posts

The Cardigans – “You’re the Storm” (dir. Amir Chamdin). [download: vídeo]

The Cardigans - You're the StormEste é um daqueles vídeos sem qualquer sentido, mas repletos de glamour, que os diretores de videoclipes adoram fazer. Uma velha montanha russa, um enorme descampado, que mais parece resultado de mineração, e nossos amados Cardigans em roupitchas pra lá de fashion: note, em especial, a blusa de fitinhas da Nina Persson – é de matar qualquer drag queen se suicidar inveja tomando um frasco de barbitúricos, a la Marylin Monroe. Baixe o vídeo utilizando o link abaixo.

baixe o vídeo aqui.

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Justine Electra – “Fancy Robots” (dir. Minivegas). [download: vídeo]

Justine Electra - Fancy RobotsEm um vídeo proprositalmente melancólico, Justine Electra, deitada em uma cama, canta os versos de seu pop sublime e compassado. Com algumas iluminuras eletrônicas e um belo traje folk/pop, a cantora australiana, radicada em Berlim, embala o ouvinte com sua voz doce, que guarda enorme semelhança com a voz e a obra da suprema musa “indie”, a alternativérrima americana Cat Power. O robôzinho, de aparência pra lá de nostálgica, que protagoniza o vídeo junto com a artista, é uma graça – e quase rouba a cena da produção com sua surpreendente sensibilidade. Baixe o vídeo no link a seguir.

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Muse – Black Holes and Revelations (+ 1 faixa bônus). [download: mp3]

Muse - Black Holes & RevelationsCom a liberação na internet do primeiro single do aguardadíssimo novo disco da banda britânica Muse, um verdadeiro furor discursivo tomou de assalto as comunidades dedicadas ao trio. A sonoridade de “Supermassive Black Hole” assustou os fãs mais ferrenhos, angariando o ódio destes e a simpatia dos mais despreocupados. No entanto, a suspeita de ambas as “facções” que rapidamente se formaram era quase idêntica: o novo disco da banda mostraria um Muse bem diferente daquele adorado e conhecido pelos fãs.
Agora, depois de semanas de bate-boca e ofensas mútuas, o álbum vazou na internet – para variar – e as expectativas amainaram: há traços que diferenciam Black Holes & Revelations dos álbuns anteriores do Muse, mas nada que transforme radicalmente a identidade da banda.
Apoteótica a música da banda prossegue sendo, como podemos conferir na faixa de abertura, “Take a bow” e também em “Exo-Politics”, “Assassin” e “Soldier’s Poem”, todas faixas que assemelham-se pela mensagem política – algumas mais sutis e mais citacionais, outras mais explícitas – , que se abre universalmente contra o belicismo e a manipulação da opinião pública sem apresentar, contudo, qualquer tipo de pedantismo engajado – é Muse no seu melhor, com letras trabalhadas sem nunca esquecer que é, acima de tudo, música. Porém, os delírios de derramamento amoroso do trio britânico continuam firmes e fortes, como se pode ver no amor impossível de “Hoodoo” – balada espetacular, com a típica virada melódica da banda, à maneira da música erudita, com orquestração farta de pianos em apoteose e cordas épicas -, na dependência desmedida da bárbara “Map of the Problematique” – com sequências em que a bateria se faz deliciosamente preponderante – na emoção nada contida de “Invincible” – onde contribuem a bela introdução de teclado arranjado como um orgão e a bateria em tom marcial -, no embevecimento romântico de “Starlight” – de harmonia fulgurante, com teclados nostálgicos e bateria sincopada – e no amor nevrálgico de “City of Delusion” – com energizantes riffs de guitarra e o vocal intenso e delirante de Matthew Bellamy.
Apesar da identidade da banda fazer-se presente, ela se mostra-se intensamente mesclada com sonoridades que podem apresentar inspiração mais difusa em algumas faixas – como nos teclados da faixa de abertura, “Take a bow” – e bem mais clara a algo assumida em diversas outras. A música de identidade forte do The Mars Volta, por exemplo, pode ser reconhecida no sutil apeado latino dos acordes do violão, do ritmo da bateria e metais de “City of delusion”, na guitarra e baixo grave e profundo de “Hoodoo”, e na força que estes tem em “Knights of Cydonia”, com seu refrão de vocais sobrepostos. Além da referência à esta banda, de história mais recente no cenário musical, algo do pop contagiante do Depeche Mode do fim dos anos 80, do gostoso Europop que fez tanto sucesso à época, também é adotado em “Starlight”, música de melodia pop-rock fenomenalmente esfuziante e luminosa e, principalmente, na faixa “Map of the problematique” – com um arranjo perfeito no ritmo ensaiado e sincronizado entre bateria, guitarra, baixos, teclados e também no excelente uso que Matthew Bellamy faz de seu vocal.
Em tempos de copa do mundo, podemos conferir que a atitude de tecer críticas ao trabalho de quem idolatramos, tendo contato com uma fatia tão ínfima do trabalho que seria desenvolvido – já que todo o furor crítico inicou-se com apenas uma canção do novo disco do Muse e, no caso da seleção brasileira, tendo disputado apenas uma partida -, pode ser bastante imatura, uma vez que, na verdade, a crítica antecipou-se à apropriação daquilo que se objetiva analisar. Aqui estamos então, com um belo disco do trio britânico, vigoroso e com alguma sutil renovação, que acabou desmotivando todo o bate-boca insensato e, no futebol, nos preparando para a segunda disputa, amanhã, de nossa seleção. É esperar para que o resultado do desempenho dos atletas brasileiros seja tão inspirado, genuíno e animador como o do trabalho do Muse.

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“O Exorcismo de Emily Rose”, de Scott Derrickson.

The Exorcism Of Emily RoseGarota é submetida a exorcismo e nao sobrevive. Em pouco tempo, o padre que efetuou o ritual é julgado pela possibilidade de ter impedido o tratamento médico de um possível quadro de distúrbio psicológico, o que teria resultado na morte da garota. No julgamento, ele conta com o apoio da familia da jovem e de uma advogada que volta de um caso vitorioso.
Scott Derrickson disse que sua intenção era construir um longa-metragem híbrido, uma mistura incomum de drama de tribunal com filme de terror, sem o uso abusivo de efeitos especiais. Para sua felicidade, o seu objetivo foi realmente alcançado – o problema é que tal realização tem seus efeitos negativos. Diante da sobriedade e frieza intrínsecas à narrativa cinematográfica ambientada em tribunais, a modalidade de terror/supense do filme perde seu impacto, deixando de exercer o seu traço mais importante: o apelo às emoções do espectador. E isso não é consequência tão somente do uso escasso de efeitos. Na verdade, foi a intenção confessa de construir uma película que diferisse enormemente do maior clássico do gênero, o filme “O Exorcista”, que acabou contribuindo para a concepção fraca das sequências de horror do filme, tanto na construção do roteiro como na materialização das cenas, que são plasticamente bonitas – com bela fotografia e cenografia muito bem planejada – mas terror mesmo, elas não tem nenhum. O desempenho pouco animador dos atores também colabora para o fracasso do filme enquanto thriller de horror: suas interpretações são até convincentes, mas não conseguem atingir o público e estimular os seus medos.
Apesar do fracasso como filme de terror, o longa-metragem tem o seu maior e único êxito na sequência que explica a estranha decisão da jovem Emily em submeter-se à uma segunda sessão de exorcismo, no seu suposto e breve contato com forças divinas – é ali o único momento em que o filme consegue alcançar o expectador e mexer com suas emoções e temores.
Ao fim, resta apenas lamentar o planejamento tão equívoco de um filme que anunciava ser tão promissor. A ambição desmedida de diretores estreantes, muitas vezes, acaba mais atrapalhando do que ajudando a realizar obras que renovem o cinema mais comercial. É preferível limitar suas intenções e propor uma obra mais coincidente com a tradição do que falhar na esmeros de inovação e acabar com uma obra incoerente e débil nas mãos.

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The Boy / Julho 2005: todo Rafael Branciforti [fotos]

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Já me chamaram a atenção para colocar mais álbums de fotos masculinas no blog. É, com certeza isso tem saído um pouco do meu foco, mas foi devido ao sucesso do seteventos.org em todos os seus outros aspectos – nas resenhas sobre filmes e música, nos downloads de mp3 e vídeo. Vou procurar atender os pedidos do visitantes, que sugerem ensaios, tanto quanto possível. Por agora, vou corrigir uma falha minha: Rafael Branciforti. Quando foi lançado o ensaio do modelo no The Boy, há praticamente um ano atrás, o seteventos ainda não existia e, mesmo se existisse, acho que não teria o colocado prontamente, uma vez que ele não me conquistou de pronto. Depois de meses de ensaios um pouco decepcionantes, voltei a olhar para traz e admirar a beleza bem nacional deste rapaz. Rafael tem um rosto de traços tipicamente brasileiros, porém também traços perfeitos – a boca e o queixo do mancebo são um convite à beijos e mordidas desmedidas -, emoldurados por um olhar dulcíssimo – jesus, como não se apaixonar pelo seu olhar sério e reflexivo – ainda mais ressaltado pela tom moreníssimo da pele do rapaz – absolutamente homogêneo, a não ser, claro, pela tentadora marca de de sol que a sunga deixou. O corpo esta na medida certa, com pelos suaves e uma musculatura atlética sutil. Na sessão fechada de fotos, modelo e fotógrafo (Cristiano Madureira) ousaram bastante na sequência de fotos em que Rafael usa uma justíssima sunga branca – repare no que ela guarda [suspiro!], por vezes refletido no vidro da porta – e atingiram um misto de graça e sensualidade quase ideal nas poses de Rafael tiradas em um sofá puído. Como pude ter sido tão idiota de não ter gostado tanto deste ensaio à época? Entenda a estupefação com minha própria estupidez ao conferir o álbum de Rafael.

Acesse: Fotos de Rafael Branciforti: The Boy

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Nick Cave and the Bad Seeds – “Fifteen Feet Of Pure White Snow” (dir. John Hillcoat) . [download: vídeo]

Fifteen Feet Of Pure White SnowAprenda a ser chique, cool e elegante sem perder um décimo de personalidade undergound com o rei do “indie”, Nick Cave. Clipe do single “15 feet of pure white snow”, o vídeo traz uma festa, sonorizada pela música cheia de charme da banda, repleta de gente esquisita, doidona, nerd, chapada e trêbada. A julgar pelo jeito que todos dançam e se comportam no vídeo, você pode ter certeza que todos juram terem saído diretamente de um filme qualquer de Quentin Taratino ou Hal Hartley, a começar pelo próprio Nick Cave, mais estranho do que o Padre Quevedo e o Padre Pinto juntos. Baixe o vídeo pelo link a seguir.

http://www.factoryfilms.net/films/quicktimes/Nick_Cave_15ft_of_pure_white_snow.mov

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005