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Sete Ventos Posts

Sony Bravia – “Balls” (dir. Nicolai Fuglsig). [download: vídeo]

Sony Bravia - BallsUma surreal invasão de bolinhas coloridas, um verdadeiro maremoto, invade as ladeiras de uma cidade – San Francisco, muito provavelmente – e derrama-se torrencialmente em casas, carros, ruans e tudo mais que estiver adiante, ao som de “Heartbeats”, canção suave de José González. Peça publicitária bem boladíssima, e de produção artesanal seguramente trabalhosa, feita para divulgar a linhas de TVs de alta definição “Bravia”, da gigantesca companhia Sony. Imperdível. Baixe o vídeo pelo link abaixo.

http://www.bravia-advert.com/includes/vid/bravia_60_sec_high.mov

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Placebo – “Infra-Red” (dir. Ed Holdsworth). [download: vídeo]

Placebo - Infra-RedNo final do segundo vídeo do disco Meds, a banda britânica Placebo ironiza sutilmente o presidente americano – aqui representado por um ator, claro – usando como agentes de sua crítica formigas que destroem um comunicado do “comandante” da nação mais rica do mundo. Não é nada demais, apenas um vídeo competente, mas, com certeza, os três integrantes da banda arrasam em figurinos elegantíssimos de couro negro. Baixe o vídeo utilizando o link abaixo.

http://www.factoryfilms.net/films/quicktimes/placeb_infra_red.mov

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“Grau”, de Robert Seidel. [download: vídeo]

GrauCurta experimental de 10 minutos, completamente feito às custas de manipulação digital. A trilha é perfeita, sendo a responsável pela construção de um clima de suspense constante. Durante todo o vídeo se tem a impressão de que as formas e desenhos ali concebidos são algo derivado de algum organismo vivo – é possível que a idéia, ou a base das imagens tenha sido esta. Porém, o vídeo acaba e não vemos mais do que efeitos gráficos na tela. Nem por isso deixa de ser um filme muito bem produzido e interessante. Baixe o vídeo pelo link abaixo.

http://www.ingernet.de/rs/_grau_robertseidel.mov

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“Beijos e Tiros”, de Shane Black.

Kiss Kiss Bang BangLadrão, fugindo da polícia, acaba refugiando-se em teste de atores e sendo tomado como profissional da área. Em menos de um dia ele está em Hollywood, onde acaba se envolvendo um uma trama de assassinato, junto com um detetive particular que costuma treinar atores para papéis do tipo e uma jovem aspirante a atriz com problemas familiares.
O filme, com roteiro – parcialmente baseado em livro de Brett Halliday – e direção de Shane Black, ambiciona ser uma paródia de estrelas e filmes policiais Hollywoodianos, pontuado ainda por alguns instantes de drama e pela exploração satírica da metalinguagem – a pretensão é tanta que o longa não sucede em nenhuma das tentativas.
Vamos por partes. A paródia ao cinema e aos astros americanos pode parecer simpática nos primeiros cinco minutos, mas fica logo tão excessiva e mal-administrada pelo roteiro que acaba soando amadora. Parece mesmo que se tratava de vários roteiros inacabados que foram (mal) fundidos em apenas um, acabando como um argumento totalmente sem sentido – e mesmo o possível pretexto de que este era mesmo o objetivo do diretor-roteirista não serve, já que seu texto acaba perdendo muito do interesse. Os pontuais momentos de dramáticos, que pretendem mesmo ser levados a sério, acabam pífios e perdidos em meio ao tom preponderantemente cômico pretendido pela produção – seria melhor ter cortado estas seqüências na edição, já que seria um ponto fraco a menos para o longa-metragem. Por último, o pretensiosíssimo uso da metalinguagem cinematográfica resulta focado, infantil e falso, tornando-se uma característica que acaba por irritar o espectador – o uso da metalinguagem é algo bastante complexo que exige cuidadoso planejamento prévio para que acabe efetivamente atingido os objetivos traçados, e não ser usado à revelia de qualquer noção de sentido apenas como um recurso estilístico para trajar o filme de obra “cool/cult”.
A conclusão acaba mesmo sendo que antes de ser arvorar em ambiciosos vôos de experimentalismo artístico deve-se antes aprender muito bem a construir uma produção mais linear e tradicional – nem todo mundo tem habilidade para fazer o que fazem Quentin Tarantino e David Lynch, ainda mais sendo estreante.

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Fiona Apple – When The Pawn. [download: mp3]

Fiona Apple - When The PawnEm 1999, Fiona Apple retornou com seu segundo álbum, When the pawn… – disco vigoroso já no seu título, composto por 90 (!) palavras -, onde novamente demonstra composições cujas letras prosseguem cheias de rancor e estórias de conflito afetivo. No entanto, diferentemente de Tidal, When the pawn… é sonoramente mais vigoroso e forte, adequando-se muito mais ao gênero rock, já que as músicas apresentam-se melodicamente mais sincopadas pela influência do gênero. É o que acontece em “On the bound” – canção despida de qualquer esperança, com acordes curtos, secos e cortantes de piano, acompanhado de bateria e metais fortes -, “To your love” – com letras que falam sobre um amor que causa, simultaneamente, dependência e repulsa, sonorizadas por um piano minimalisticamente ritmado e fundo composto por percussão pontual e bateria que salta aos ouvidos – “A mistake” – melodicamente mais equilibrada, onde a cantora tece letras que pretendem justificar, ou ao menos mostrar indiferença, à sua tendência de cometer erros – e “The way things are” – balada com radiantes acordes de piano, onde Fiona solta a voz no refrão que canta lindamente o desestímulo e a lamentação de um amor sem muito futuro.
Mas há duas canções que conseguem impor ritmo ainda mais ligeiro e enérgico, e que foram melodicamente construídas meio que uma ao inverso da outra: enquanto “Limp” – onde Fiona responde ao cansaço de um amor tempestuoso, e em cuja melodia a bateria e percussão frenéticas de Matt Chamberlain são um espetáculo adornado pelos acordes breves do piano – inicia vagarosa, saltando bruscamente para uma sonoridade rápida, “Fast as you can” – outra canção de amor conflituoso, onde a compositora volta a ressaltar sua auto-suficiência e orgulho – surge cheia de vontade, para logo construir uma sequência mais tranquila.
Reminiscências da sonoridade de coloração mais preponderantemente blues/jazz também surgem durante a audição do disco, especialmente na delicadeza e frescor da harmonia triste de “Love Ridden” – com letras sofridas sobre uma mulher que desiste de um amor que sempre acabava lhe causando mágoas – e na beleza intensa da melodia deprimida que ecoa do piano, cordas e da própria voz grave e confessional de Fiona em “I know” – que versa sobre uma mulher que aceita, por amor, os erros e traições de seu amado, aguardando silenciosa e resignada obter um pouco de sua atenção.
Artista primorosa, Fiona mostrou neste seu segundo álbum ser uma compositora muito mais versátil e completa do que as atuais estrelas do pop/jazz, que vendem milhões de cópias e são celebradas pelos críticos musicais, mesmo repetindo-se infinitamente a cada novo lançamento. Fiona não se deixou levar pelo comodismo artístico: When the pawn… mostrou que a artista preferia arriscar um redesenho de suas composições do que lucrar com as facilidades do que já foi trilhado. Link para download do disco depois da lista de faixas.

http://rapidshare.de/files/19185707/2–When_The_Pawn.zip

E, para aqueles que ficaram curiosos, este é o título completo do disco: “When The Pawn Hits The Conflicts He Thinks Like A King What He Knows Throws The Blows When He Goes To The Fight And He’ll Win The Whole Thing ‘Fore He Enters The Ring There’s No Body To Batter When Your Mind Is Your Might So When You Go Solo, You Hold Your Own Hand And Remember That Death Is The Greatest Of Heights And If You Know Where You Stand, Then You Know Where To Land And If You Fall It Won’t Matter, Cuz You’ll Know That You’re Right”

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“Tempbot™”, de Neill Blomkamp. [download: vídeo]

Tempbot TM
Robô operário é enviado para setor de serviçoes burocráticos de fábrica de confecções para programa de trabalho experimental de alguns dias.
Genial curta de 15 minutos que conta com excelentes atuações, trilha sonora perfeita e incrível realismo técnico na concepção da criatura robótica. É tragicômico ver, no esforço do robô de compreender e processar as relações e atitudes humanas, como nós somos impelidos a contribuir com a manutenção da competividade e subordinação profissional. O diretor consegue ainda, através da tentativa da criatura de se relacionar com os humanos e adotar – meio que sem muita vontade, com alguma timidez e extremamente confuso – o comportamento destes a maneira como as pessoas excluem umas às outras e o cotidiano solitário à que são submetidos – ou ao qual se submetem. É impressionante como Blomkamp consegue humanizar o robô e mecanizar os humanos. Simplesmente imperdível. Faça download pelo link abaixo.

http://thelastminuteblog.com/video/tempbot_BbandHi.mov

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005