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Sete Ventos Posts

The Boy / Maio 2006: todo Igor Rosa [fotos]

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Estou com medo, muito medo. E se a Polícia Federal, ou quem quer que seja responsável por isso, descobre o ensaio deste mês do The Boy? O site vai ser fechado na hora por exploração de menores. Porque, pessoas, convenhamos: por onde andaram, neste mês de Maio, os responsáveis pela escolha de modelos do The Boy para selecionar o Igor Rosa? Uma creche? O rapaz, apesar dos 25 anos, tem cara de mocinho indefeso – daqueles que parecem estar meio melancólicos o tempo todo. Eu, reclamando? Imagine! Nada contra a juventude, desde que esteja acima da idade legal. Esse efebo, que atende pelo nome de Igor, tem lá seu defeitinho – aquele bocão gelatina Royal de ser -, mas de resto, até que fomos bem servidos este mês. O corpo, bem atlético e malhado é, ao mesmo tempo, bem enxuto – típico em garotinhos! – e com suaves pêlos negros no peitoral, no abdômen e no….é, ali, justamente onde você está pensando. Por sinal, é bem neste recanto íntimo que o rapaz tem uma verdadeira floresta de pêlos……ah! A beleza natural de um homem, não? O ensaio fechado está bastante inspirador: seja na praia, trajando-se de menino do rio, com direito a bermudão e moleton de capuz, ou de cuequinha cinza, com as pernas abertas – o que me lembra Vinícius Postiglione, e me faz pensar que este fotógrafo sortudo do Terra está começando a se divertir nestas fotos… -, ou ainda completamente sem roupa, num banho bem à vontade, o rapaz está bem aproveitável. Todos gostam de um homem com cara de senhor de si, mas todo mundo sabe muito bem reconhecer as belezas e prazeres de um belo lolito. Só recomendo conferir se ele está carregando a identidade, antes de pular em cima do coitado, se não corre-se o risco de ser preso. Enfim, divirtam-se com o ensaio que saiu das lentes do onipresente fotógrafo Cristiano Madureira.

Acesse: Fotos de Igor Rosa: The Boy

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“Menina de ouro”, de Clint Eastwood.

Million Dollar BabyMulher aspirante a boxeadora consegue, depois de muita insistência, ser preparada por um experiente treinador que, apesar do extremo talento, nunca conseguiu chegar ao circuito profissional. O relacionamento de ambos, inicialmente distante, se intensificada á medida que o treinador tem conhecimento da vida díficil de sua aluna.
Há um punhado de coisas irritantes neste que foi considerado um dos melhores filmes de Clint Eastwood. O primeiro ponto desta questão é a enorme lentidão da primeira metade do filme. Não tenho absolutamente nada contra a condução lenta de um longa-metragem, mas é óbvio que ao decidir por utilizar este como o tom de seu filme, o diretor deve concentrar seus esforços em não deixar que este recurso torne sua obra desinteressante ou atrapalhe a própria constituição do argumento. Ao que parece Clint não deu devida atenção à isso, ja que a impressão que se tem é que absolutamente nada acontece neste primeira sequência de seu filme. Alguns podem enxergar isto como qualidade, mas a verdade é que é mesmo uma falha. O segundo problema é o artíficio da narração em “off” – à cargo do ator Morgan Freeman -, utilizado à exaustão pelo diretor americano durante o seu longa. O recurso é, na minha opinião, dos mais difícies de se implementar em um filme. Seu uso pode acabar conferindo infantilidade – devido à sua relação com a fábula -, lentidão, artificialismo e, mesmo que inadvertidamente, causar uma certa sensação de presunção do seu relizador. Todos esses efeitos nocivos da narração em “off” acabam por se apresentar em maior ou menor grau no filme, acarretando assim num empobrecimento da trama. O terceiro problema seria a insistência do cinema americano em elaborar tramas que carreguem o discurso didático-moralista da valorização da experiência dos mais idosos. É certo que isso deve ser sempre respeitado, mas os americanos – como não poderia deixar de ser – sempre o fazem com excessos de pedantismo e pieguice. Clint Eastwood já fez um filme inteiro assim – falo de “Cowboys do Espaço” -, e ainda teima em querer educar seu público no assunto, como se pode conferir particularmente na cena em que o personagem de Morgan Freeman nocauteia um boxeador de personalidade lamentável e, evidentemente, muito mais jovem que ele.
Porém, há de se admitir que o filme tem suas vitórias. As atuações estão realmente soberbas – Hillary Swank, em especial, consegue desenvolver sua boxeadora com o misto ideal de força, resignação, sofrimento e humildade que o roteiro exige. Além disso, se a primeira metade do filme arrasta-se no desinteresse, a segunda parte desperta até mesmo tensão no expectador, devido à previsibilidade intencional da desgraça que abate o destino da protagonista: e é justamente por ser previsível que o testemunho da desgraça pessoal do boxeadora se torna ainda mais doloroso e difícil de acompanhar. E o inevitável avanço da misérável destino da boxeadora é tratado pelo diretor americano com bastante cuidado, sem cair excessivamente no melodrama fácil e inevitavelmente piegas que a abordagem de uma doença/estado terminal ou crônico sempre acaba acarrretando. A trilha sonora, composta ainda pelo próprio Clint Eastwood, é delicada e sutil, conseguindo ser tocante sem apresentar arroubos orquestrais que poderiam carregar demais as tintas já naturalmente emotivas do argumento do filme. Ao cabo do longa-metragem – que foi feito com base no roteiro de Paul Haggis, também responsável pela direção do desnecessário “Crash – no limite” -, percebe-se que Clint consegue obter, em parte, a beleza de seu eternamente memorável “As pontes de Madison”. É uma expectação válida, mas não merece ser colocada ao lado dos filmes celebrados do diretor – não fosse pelos defeitos, que não se configuram como meros detalhes, Clint poderia ter sucedido completamente na empreitada.

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Sony Bravia – “Balls” (dir. Nicolai Fuglsig). [download: vídeo]

Sony Bravia - BallsUma surreal invasão de bolinhas coloridas, um verdadeiro maremoto, invade as ladeiras de uma cidade – San Francisco, muito provavelmente – e derrama-se torrencialmente em casas, carros, ruans e tudo mais que estiver adiante, ao som de “Heartbeats”, canção suave de José González. Peça publicitária bem boladíssima, e de produção artesanal seguramente trabalhosa, feita para divulgar a linhas de TVs de alta definição “Bravia”, da gigantesca companhia Sony. Imperdível. Baixe o vídeo pelo link abaixo.

http://www.bravia-advert.com/includes/vid/bravia_60_sec_high.mov

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Placebo – “Infra-Red” (dir. Ed Holdsworth). [download: vídeo]

Placebo - Infra-RedNo final do segundo vídeo do disco Meds, a banda britânica Placebo ironiza sutilmente o presidente americano – aqui representado por um ator, claro – usando como agentes de sua crítica formigas que destroem um comunicado do “comandante” da nação mais rica do mundo. Não é nada demais, apenas um vídeo competente, mas, com certeza, os três integrantes da banda arrasam em figurinos elegantíssimos de couro negro. Baixe o vídeo utilizando o link abaixo.

http://www.factoryfilms.net/films/quicktimes/placeb_infra_red.mov

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“Grau”, de Robert Seidel. [download: vídeo]

GrauCurta experimental de 10 minutos, completamente feito às custas de manipulação digital. A trilha é perfeita, sendo a responsável pela construção de um clima de suspense constante. Durante todo o vídeo se tem a impressão de que as formas e desenhos ali concebidos são algo derivado de algum organismo vivo – é possível que a idéia, ou a base das imagens tenha sido esta. Porém, o vídeo acaba e não vemos mais do que efeitos gráficos na tela. Nem por isso deixa de ser um filme muito bem produzido e interessante. Baixe o vídeo pelo link abaixo.

http://www.ingernet.de/rs/_grau_robertseidel.mov

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“Beijos e Tiros”, de Shane Black.

Kiss Kiss Bang BangLadrão, fugindo da polícia, acaba refugiando-se em teste de atores e sendo tomado como profissional da área. Em menos de um dia ele está em Hollywood, onde acaba se envolvendo um uma trama de assassinato, junto com um detetive particular que costuma treinar atores para papéis do tipo e uma jovem aspirante a atriz com problemas familiares.
O filme, com roteiro – parcialmente baseado em livro de Brett Halliday – e direção de Shane Black, ambiciona ser uma paródia de estrelas e filmes policiais Hollywoodianos, pontuado ainda por alguns instantes de drama e pela exploração satírica da metalinguagem – a pretensão é tanta que o longa não sucede em nenhuma das tentativas.
Vamos por partes. A paródia ao cinema e aos astros americanos pode parecer simpática nos primeiros cinco minutos, mas fica logo tão excessiva e mal-administrada pelo roteiro que acaba soando amadora. Parece mesmo que se tratava de vários roteiros inacabados que foram (mal) fundidos em apenas um, acabando como um argumento totalmente sem sentido – e mesmo o possível pretexto de que este era mesmo o objetivo do diretor-roteirista não serve, já que seu texto acaba perdendo muito do interesse. Os pontuais momentos de dramáticos, que pretendem mesmo ser levados a sério, acabam pífios e perdidos em meio ao tom preponderantemente cômico pretendido pela produção – seria melhor ter cortado estas seqüências na edição, já que seria um ponto fraco a menos para o longa-metragem. Por último, o pretensiosíssimo uso da metalinguagem cinematográfica resulta focado, infantil e falso, tornando-se uma característica que acaba por irritar o espectador – o uso da metalinguagem é algo bastante complexo que exige cuidadoso planejamento prévio para que acabe efetivamente atingido os objetivos traçados, e não ser usado à revelia de qualquer noção de sentido apenas como um recurso estilístico para trajar o filme de obra “cool/cult”.
A conclusão acaba mesmo sendo que antes de ser arvorar em ambiciosos vôos de experimentalismo artístico deve-se antes aprender muito bem a construir uma produção mais linear e tradicional – nem todo mundo tem habilidade para fazer o que fazem Quentin Tarantino e David Lynch, ainda mais sendo estreante.

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005