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Tag: bandas

Smashing Pumpkins – Adore. [download: mp3]

Smashing Pumpkins - AdoreA banda Smashing Pumpkins tem uma história de existência meio turbulenta e confusa, brigas internas levaram a banda a perder membros, que mais tarde retornarm depois de algum tempo. Tendo sido declarado o fim da banda depois do lançamento de Machina/The Machines of God. Neste ano foi declarado o retorno da banda, que grava neste momento um novo disco – resta saber quem é o Smashing Pumpkins agora, já que James Iha e D’arcy já declararam não estar interessados em fazer parte do retorno.
O início da queda da formação original da banda foi com o disco Adore, lançado em 1998. A mudança foi grande: com a demissão do baterista Jimmy Chamberlin na turnê que promoveu o disco Mellon Collie and the Infinite Sadness, a banda retornou como um trio, apresentando como membros apenas Billy Corgan, James Iha e D’arcy Wretzky. O álbum que este trio concebeu foi sutilmente influenciado pela eletrônica, porém ainda mais repleto de silêncios e soturnismos disolutos, algo que difere bastante da sonoridade primordialmente rock dos discos anteriores, onde as guitarras conduziam a melodia.
“To Sheila” abre o disco e dita as normas melódicas: quietude, placidez e beleza depressiva, atmosfera esta composta por alguns acordes de piano, riffs suavíssimos de guitarra e ainda mais discreta orquestração de cordas e harpas. As letras da música, que falam sobre como a paixão intensa por Sheila muda a realidade de seu amante, também seguem a tônica do disco, e são de um rebuscamento poético quase simbolista. Depois da refinamento sonoro da primeira faixa, a eletrônica mostra um pouco mais de seu influência no disco em “Ava Adore”, belíssima música em que a guitarras e a bateria – em boa parte sintetizada – surgem com presença mais marcante. Os vocais anasalados de Billy Corgan estão igualmente mais empostados em um formato mais rock nesta faixa, e as letras formam uma ode estranha à um amor de certa forma doentio e dependente. “Perfect” surge gostosamente ritmada, com bateria e eletrônica ritmada e esparsas guitarras de fundo; a letra, prossegue na temática do disco, sobre as reflexões de um homem ao declarar o fim de seu relacionamento afetivo. Em “Daphne Descends” temos uma eletrônica composta por ruídos chapados e camadas de instrumentos que confundem o ouvinte e compõem com exatidão a atmosfera das letras da canção, onde Daphne vê-se dominada por um amor contra o qual não consegue lutar. Com melodia brilhantemente emotiva, composta por violões e bateria melancólicos e sutis iluminuras eletrônicas – que constroem a sensação de distanciamento e perda -, “Once Upon a Time” seja talvez uma maneira de Corgan de exteriorizar o seu sofrimento pela perda de sua mãe, já que a letra fala justamente de um filho que já não consegue mais levar à frente a sua vida sem a presença daquela que o criou – a canção é uma das músicas mais lindas já gravadas pela banda. “Tear” é uma das canções mais emblemáticas deste álbum: sua música tem trabalhadíssima harmonia grandiloquente, que se dá ao luxo de ser pontuada por dois momentos de inquietante calma sonora, um deles logo após a abertura dramática, que é o tema que é extendido ao longo da canção. A letra, que trata do sentimento de desnorteamento diante da morte de alguém amado em uma fatalidade, é lírica ao extremo, digna de ser considerada um poema apócrifo do “Eu” de Augusto dos Anjos. E a tristeza, solidão e sofrimento prosseguem na letra de “Crestfallen”, que trata mais uma vez de uma relação afetiva turbulenta e apoiada na dependência mútua; sua melodia faz uso delicado de toda sua instrumentação, mas sua identidade é marcadamente sintetizada. “Appels + Oranjes” se utiliza do eletronismo sincopado que marca também a terceira faixa do álbum, e tem letras baseadas quase que totalmente em questionamentos reflexivos a vagos. “Pug” tem uma melodia desigual mais deliciosa, meio rock, meio eletrônica, com uso saboroso tanto de riffs de guitarra quanto de bateria eletrônica, assimo como acontece na esplêndida “Ava Adore”. As letras são forjadas no desejo intenso despertado por uma paixão devassante. Mais à frente temos, “Annie-Dog”, canção com melodia mais acústica, baseada quase que primordialmente em um piano de acordes graves e bateria econômica e com letra um pouco confusa, mas que novamente fala sobre o amor á uma mulher. “Shame”, “Behold! The Nightmare” e “Blank Page” por outro lado, utilizam-se de letras mais lineares – sendo que as duas últimas são um pouco mais elaboradas e poéticas -, compostas basicamente por versos de lamentação romântica. A melodia delas também investe em eletrônica e acústica simplificadas, onde tudo foi muito bem organizado para não escapar à atmosfera de melancolia romântico-saudosista das letras – “Blank Page” sendo a mais sorumbática e contemplativa das três. Porém, Adore guarda uma pequeno acalento para os que sentiram falta de composições que remetessem ao estilo que consagrou a banda: a suavidade cadenciada do piano, bateria e vocais em grande parte da melodia de “For Martha”, bem como o repentino soar seguro das guitarras, lembram muito algumas músicas do álbum anterior da banda, Mellon Collie and the Infinite Sadness.
Não há como entender porque um disco tão bem trabalhado não tenha feito sucesso entre os fãs do grupo, fracasso esse que, junto com as divergências internas, levou a banda a separar-se. A única resposta que imagino possível é a de que a maior parte dos fãs dos Smashing Pumpkins à época era feita não de fãs da banda propriamente dita, mas do rock guiado pelas guitarras do grupo. Desta forma, faz sentido que estes “fãs” tenham abandonado o Smashing Pumpkins em dretimemento de uma outra banda qualquer no estilo, tão logo tenham verificado a mudança de sua sonoridade. Isto é, no mínimo, uma tremenda limitação cultural desses fãs ocasionais da banda, uma vez que não possuem a maturidade e flexibilidade musical necessárias em sua personalidade para entender que todo artista vai apresentar mudanças em sua produção artística ao longo de sua carreira. Isto é inegável. Acorrentar-se à um único estilo é muito mais danoso aos que apreciam a arte do que àqueles que a produzem: o resultado disso, bem sabemos hoje, são pessoas que não tem qualquer tipo de conhecimento sobre o mundo exterior à seu micro-universo de preferências, sendo incapazes de compreendê-lo e avaliá-lo adequadamente. Os guetos musicais, culturais e comportamentais estão todos aí para nos demonstrar isso todo santo dia. Graças à tudo que é sagrado – não necessarriamente aquilo que é divino -, eu venci esta limitação tão logo a percebi insidiosamente querendo estar em minha personalidade. E “vive la différance!”

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Para burlar o sistema de limite de download do Megaupload para o Brasi faça o seguinte:

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e) no campo “User Agent” coloque Mozilla/4.0 (compatible; MSIE 6.0; Windows NT 5.1; SV1; Alexa Toolbar)
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a) clique no menu “Iniciar”, “Executar” e digite (sem as aspas) “regedit”. Clique em OK
b) Navegue no menu lateral de pastas do editor de registro que você acaba de abrir usando o seguinte caminho:
HKEY_LOCAL_MACHINE>SOFTWARE>Microsoft>Windows>CurrentVersion>Internet Settings>User Agent>Post Platform
se você usa uma versão anterior do Internet Explorer, o caminho é o seguinte:
HKEY_LOCAL_MACHINE >SOFTWARE>Microsoft>Windows>CurrentVersion>Internet Settings>5.0>User Agent>Post Platform
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Death Cab for Cutie – Plans. [download: mp3]

Death Cab for Cutie - PlansO mundo da chamada música “independente” está repleto de bandas com uma sonoridade semelhante, algo que as identifica de forma imediata ao ouvinte por lhe sugerir uma sonoridade mais reflexiva, bem como suas letras, verdadeiramente poéticas. A banda americana Death Cab for Cutie é considerada um dos maiores expoentes desta vertente do gênero rock.
Plans, álbum de 2005, é o primeiro lançado por uma grande gravadora, a Atlantic Records, uma das subsidiárias do grupo Warner. Os fãs, ao descobrirem a assinatura do contrato com um gigante da indústria da música, temeram que a banda sofresse alterações na produção de sua obra musical. O medo não se justificou, já que Plans mantém a identidade da banda e qualidade de sua música.
O álbum inicia-se com a sutileza que é marca da banda: teclados, bateria, baixos e guitarra trabalham juntos como vocal de Ben Gibbard para dar suporte às letras inspiradíssimas de “Marching Bands of Manhattan”, onde cenários da metrópole mais famosa do mundo servem de fundo para belos versos românticos. “Soul Meets Body” tem uso espetacular de violões e uma poética delicada e muito bem construída em suas letras, que cantam sobre o poder de uma paixão que intensifica os sentidos. “Summer Skin” reflete, com beleza e serenidade, sobre um amor que teve a intensidade e longevidade de uma estação do ano. Em “Different Names for the Same Thing”, acompanhamos um viajante com um sentimento de deslocamento e perda de identidade tão grandes que já nem mais importa qual será sua próxima parada. As inevitabilidades da vida também são tematizadas em canções do álbum: “I Will Follow You into the Dark” mostra a intensidade do amor que sobrevive mesmo depois da morte de quem se ama; “Stable Song” aborda a resignação de alguém que envelhece e sente a proximidade do encerramento. Como não poderia deixar de ser, já que estamos falando de Death Cab for Cutie, ambas as canções tratam destes temas com suavidade e encantamento, tanto nas letras irretocáveis quanto nas melodias silenciosas que trazem ao ouvinte. A faixa “What Sarah Said”, que tem melodia um pouco mais intensa e um piano emotivo, também tematiza as adversidades, mas de maneira diferente, retratando personagens em uma sala de espera de hospital, aguardando as notícias de alguém que não está tendo um destino feliz no interior de uma UTI. As amarguras do viver parecem ser mesmo singularidades temáticas da banda: com melodia dramática, porém enxuta, temos em “Someday You Will Be Loved” a representação da eterna ilusão de que todos encontrarão sua alma gêmea. Não resta dúvidas de que a banda sabe ser impiedosamente tocante.
Contrastando com as bandas mais populares do cenário rock, como o adorado U2, bandas alternativo/indies como o Death Cab for Cutie conseguem obter o mesmo efeito de arrebatamento sonoro com melodias mais contidas e econômicas, porém sem nunca perder a profundidade emotiva. As letras das composições também conseguem, muitas vezes, mostrar-se ainda mais repletas de beleza e poesia do que aquelas compostas pelos grandes nomes da música mundial. É uma pena que tais bandas sejam promovidas de forma tão limitada, já que, costumeiramente, são lançadas por pequenos selos. No entanto, para nossa felicidade, a internet está aí para trazer ao conhecimento de quem quiser algo além do que normalmente obtemos nas lojas de discos. Link para download abaixo.

http://rapidshare.de/files/19813354/Plans.rar

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Muse – Black Holes and Revelations (+ 1 faixa bônus). [download: mp3]

Muse - Black Holes & RevelationsCom a liberação na internet do primeiro single do aguardadíssimo novo disco da banda britânica Muse, um verdadeiro furor discursivo tomou de assalto as comunidades dedicadas ao trio. A sonoridade de “Supermassive Black Hole” assustou os fãs mais ferrenhos, angariando o ódio destes e a simpatia dos mais despreocupados. No entanto, a suspeita de ambas as “facções” que rapidamente se formaram era quase idêntica: o novo disco da banda mostraria um Muse bem diferente daquele adorado e conhecido pelos fãs.
Agora, depois de semanas de bate-boca e ofensas mútuas, o álbum vazou na internet – para variar – e as expectativas amainaram: há traços que diferenciam Black Holes & Revelations dos álbuns anteriores do Muse, mas nada que transforme radicalmente a identidade da banda.
Apoteótica a música da banda prossegue sendo, como podemos conferir na faixa de abertura, “Take a bow” e também em “Exo-Politics”, “Assassin” e “Soldier’s Poem”, todas faixas que assemelham-se pela mensagem política – algumas mais sutis e mais citacionais, outras mais explícitas – , que se abre universalmente contra o belicismo e a manipulação da opinião pública sem apresentar, contudo, qualquer tipo de pedantismo engajado – é Muse no seu melhor, com letras trabalhadas sem nunca esquecer que é, acima de tudo, música. Porém, os delírios de derramamento amoroso do trio britânico continuam firmes e fortes, como se pode ver no amor impossível de “Hoodoo” – balada espetacular, com a típica virada melódica da banda, à maneira da música erudita, com orquestração farta de pianos em apoteose e cordas épicas -, na dependência desmedida da bárbara “Map of the Problematique” – com sequências em que a bateria se faz deliciosamente preponderante – na emoção nada contida de “Invincible” – onde contribuem a bela introdução de teclado arranjado como um orgão e a bateria em tom marcial -, no embevecimento romântico de “Starlight” – de harmonia fulgurante, com teclados nostálgicos e bateria sincopada – e no amor nevrálgico de “City of Delusion” – com energizantes riffs de guitarra e o vocal intenso e delirante de Matthew Bellamy.
Apesar da identidade da banda fazer-se presente, ela se mostra-se intensamente mesclada com sonoridades que podem apresentar inspiração mais difusa em algumas faixas – como nos teclados da faixa de abertura, “Take a bow” – e bem mais clara a algo assumida em diversas outras. A música de identidade forte do The Mars Volta, por exemplo, pode ser reconhecida no sutil apeado latino dos acordes do violão, do ritmo da bateria e metais de “City of delusion”, na guitarra e baixo grave e profundo de “Hoodoo”, e na força que estes tem em “Knights of Cydonia”, com seu refrão de vocais sobrepostos. Além da referência à esta banda, de história mais recente no cenário musical, algo do pop contagiante do Depeche Mode do fim dos anos 80, do gostoso Europop que fez tanto sucesso à época, também é adotado em “Starlight”, música de melodia pop-rock fenomenalmente esfuziante e luminosa e, principalmente, na faixa “Map of the problematique” – com um arranjo perfeito no ritmo ensaiado e sincronizado entre bateria, guitarra, baixos, teclados e também no excelente uso que Matthew Bellamy faz de seu vocal.
Em tempos de copa do mundo, podemos conferir que a atitude de tecer críticas ao trabalho de quem idolatramos, tendo contato com uma fatia tão ínfima do trabalho que seria desenvolvido – já que todo o furor crítico inicou-se com apenas uma canção do novo disco do Muse e, no caso da seleção brasileira, tendo disputado apenas uma partida -, pode ser bastante imatura, uma vez que, na verdade, a crítica antecipou-se à apropriação daquilo que se objetiva analisar. Aqui estamos então, com um belo disco do trio britânico, vigoroso e com alguma sutil renovação, que acabou desmotivando todo o bate-boca insensato e, no futebol, nos preparando para a segunda disputa, amanhã, de nossa seleção. É esperar para que o resultado do desempenho dos atletas brasileiros seja tão inspirado, genuíno e animador como o do trabalho do Muse.

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Madredeus – Ainda. [download: mp3]

Madredeus - AindaWin Wenders inspirou-se inteiramente na música da banda Madredeus para conceber o excelente filme “O céu de Lisboa”, uma ode à beleza do cinema e da capital portuguesa. A parceria não foi frutífera tão somente para o diretor alemão, já que Ainda é, na minha opinião, o melhor disco da banda portuguesa.
Tranbordando sensibilidade e lirismo, composto por uma sonoridade sofisticada e melancólica, o disco é um pequeno esboço da alma portuguesa, faixa a faixa. Em “Guitarra”, que abre o disco, somos remetidos aos primórdios do cantar português – as cantigas medievais -, em uma letra que declara o amor daquele povo à música popular e uma melodia que faz uso delicioso do instrumento que dá nome a canção – conhecido aqui no Brasil como “violão”. As músicas “Milagre” e “Alfama” cantam as alegrias e tristezas afetivas – a primeira bela introdução instrumental e sonoridade triste, complementada pelo canto fenomenal de Teresa Salgueiro; a segunda apresentando belíssima melodia que explora soberbamente os instrumentos de câmara e acordeão, que constroem a sonoridade básica das músicas de Madredeus. Já nas faixas “Céu da Mouraria” – com melodia delicada ornada pelo vocal nostálgico – e “O Tejo” – que inicia-se com harmonia triste, para logo iluminar-se com sutil alegria em seu refrão – constatamos o orgulho do povo português com relação à história de seu país, além da celebração das belezas lusitanas. “A cidade e os campos” versa sobre a tristeza do camponês, ao ver-se abandonado da vida rústica do campo e inserido na frieza cotidiana da metrópole – nesta faixa, enormemente melancólica, a voz de Teresa exibe dor e arrependimento ainda mais intensos. Mesmo nas faixas instrumentais, em que não temos a presença da voz exuberante da vocalista, a banda mostra conseguir cativar o ouvinte – é o que sentimos ao ouvir “Miradouro de Santa Catarina”, que consegue mesmo inspirar a visão plácida do lugar cujo nome lembra, e em “Viagens Interditas”, que guarda em sua melodia a saudade despertada pela partida.
Ao constatar a beleza da música da banda em “Ainda”, não há como não desejar conhecer o povo e a terra que inspira tamanha sensibilidade musical. Em especial para nós, brasileiros, o sentimento é ainda mais verdadeiro, já que herdamos algo desse bucolismo, placidez e nostalgia lusitanas. Mesmo para àqueles que não tem a oportunidade de fazer esta viagem literalmente, ouvir a música da banda portuguesa já confere muito das sensações que tal jornada despertaria. No entanto, muito além do sensorial, a capacidade da música de Madredeus de despertar a reflexão do ouvinte sobre o preconceito com relação à cultura portuguesa, e superá-lo, é o maior ganho de todos – e fazer isso ouvindo composições de qualidade é um prazer inegável. Baixe já o disco pelo link que segue depois da lista de faixas.

http://rapidshare.de/files/8290566/MADREDEUS_-_CD-_Ainda.rar.html

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The Killers – Hot Fuss [download: mp3]

the killers - hot fuss (2004)

Apesar da mesmice e irrelevância artística da maior parte daquile que é produzido em termos culturais hoje em dia, seria leviandade afirmar que nada mais interessa. Há sempre artistas que surgem e surpreendem, ainda que em número reduzido. O trabalho por eles apresentado pode talvez não se apresentar como um mundo de inovação mas como uma retomada vigorosa daquilo que já conhecemos – o que não é pouco. A banda americana The Killers é a mais nova representante deste fenômeno, e já conseguiu chamar a atenção com apenas um álbum lançado na praça. Em Hot Fuss, a banda espalha uma sonoridade que não soa estranha ao ouvido de alguem com mais de 25 anos, pois a voz e empostação cool/cult do vocalista, bem como as melodias que dosam guitarras harmônicas e teclados esquematizados suscitam os melhores momentos do pop que foi chamado de “New Wave” nos anos 80 e ainda início dos 90. Porém, não se trata puramente de uma retomada, já que a banda consegue ressuscitar a alma do pop do fim do século passado sem soar nostálgica, incorporando pós-modernidade em suas canções ao mesclar de forma competente diferentes gêneros musicais. Pelo menos em seu álbum de estréia, The Killers mostra que é muito boa em compor músicas que se mostram candidatas à hits imediatos. Seus B-sides também são tão bons quanto as músicas que ganharam o direito de configurar o álbum, algo não tão fácil de acontecer quanto se pode pensar. Como não poderia deixar de ser, algumas faixas são destaques absolutos no álbum, como é o caso da faixa de abertura, “Jenny was a friend of mine”, um rock de com simetria melódica perfeita que fala sobre um amante que perde a sensatez e a noção de limites. “I’ll the things that I’ve done” e “Andy you’re Star”, com refrões acompanhados por backing vocal de inspiração clara em coros gospel, sintetizam muito bem rock e blues. “Everyting will be alright”, e em menor grau “Somebody told me”, surgem na descendência do pop eletrônico que varreu a Europa no fim do século passado, sem deixar de sobrepor na sua melodia a contemporaneidade da banda. E para fazer jus ao comentário que fiz sobre os B-sides, “Glamorous Indie Rock and Roll” simultaneamente é uma ode extravagante ao amor e ao gênero musical que cita. Ao fim de sua audição, Hot Fuss é o atestado sonoro do encantamento que sempre irá possuir o gênero musical que nasceu sob a aura da rebeldia e trangressão, amadurecendo e sobrevivendo a sucessivas gerações sem nunca perder o seu vigor juvenil. Link para download depois da lista de faixas.

Baixe: The Killers – Hot Fuss [mp3]

Ouça:

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Garbage – Bleed Like Me. [download: mp3]

Garbage - Bleed Like MeDepois de arriscar em BeautifulGarbage com uma sonoridade mestiça, compondo um disco tão sem identidade que não levou a banda a lugar algum, o Garbage mostra que aprendeu com o resvalo e retorna com o elogiado álbum Bleeed Like Me. Faixas como “Bad Boyfriend” e “Why do you love me” tem sonoridade rock forte, com generosos riffs de guitarra e bateria marcante, e letras que contrastam entre si: enquanto na primeira faixa Shirley Manson declama aos brados versos de um amor passivo, declarando sujeitar-se à tudo para obter um pouco daquele que ama, na outra canção surge uma mulher que confessa-se não ser o ideal feminino, mas que afirma ter o direito de cobrar amor e honestidade. Condizente com a concepção vigorosa do disco, a banda compõe na faixa “Sex Is Not The Enemy” um hino ao amor livre – um tema que já está batido mas que nunca deixou de ter seus adeptos.
Terminando a audição do disco é fácil perceber que o novo álbum foi calculado cuidadosamente para recuperar o interesse perdido por uma parcela dos fãs depois do Garbage ter arriscado demais ao tentar compor uma sonoridade mais complexa. Há sim momentos de sonoridade eletrônica no disco – essa sempre foi uma característica da banda -, mas aqui isso serve apenas de adorno para a verdadeira identidade do CD. É certo que este álbum não é o primor da originalidade, mas é sem dúvidas a obra ideal para impor respeito com seu conceito rock correto e coeso – antes pisar em terreno seguro do que afundar nas areias movediças do experimentalismo inconsequente. Clique com o botão direito do mouse e selecione “salvar destino como…” no menu parar pegar os arquivos. Link para download depois da lista de faixas.

http://starlyon.com/PF/BLM.zip

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005