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Tag: cinema britanico

“Contraponto”, de Terry Gilliam. [download: filme]

TidelandJeliza-Rose é uma garotinha tão estranha que, sem o menor pudor, auxilio o seu pai no consumo de drogas. Tão logo sua mãe, igualmente viciada, morre por conta de uma overdose, ela acompanha seu pai na viajem à “Jutilândia”, tão prometida por ele diversas vezes, tendo como primeira parada a casa abandonada de seu avó, jogada em meio à uma paisagem vasta e rústica que alimenta ainda mais a já fantasiosa mente de Jeliza.
“Contraponto”, baseado no livro de Mitch Cullin, tem o mérito de figurar como um dos piores, se não o pior, longa-metragem de toda a filmografia do diretor Terry Gilliam. Seus problemas são unicamente dois, e um derivado do outro – personagens e roteiro -, mas a intensidade deles é tamanha que mais nada dentro da concepção do filme consegue cativar suficientemente o espectador para que uma avaliação minimanente positiva dele seja feita. A lógica da problemática é bem simples de se entender: se os protagonistas do filme – um rockeiro fracassado e viciado cujo momento de maior proximidade com sua filha é quando pede para esta que a ajude a preparar sua dose diária do heroína; uma taxidermista com fobia de abelhas tanto quanto de pessoas, e que só vê como possível estabelecer relações com estas depois de mortas e devidamente empalhadas; seu irmão com problemas mentais, perdido em ilusões marítimas e ambições um tanto quando destrutivas e, finalmente, a gatorinha Jeliza-Rose, que passa seus dias inundando-se em fantasias com as quais cresceu sempre acostumada a confundir com a realidade – falham em despertar a menor dose de simpatia no público, a estória que os envolve, se já não parece interessante – pois apenas retrata as ilusões da garotinha, sozinha na casa abandonada de sua vó e em contato com gente desprovida de qualquer interesse em estabelecer comunicação com a realidade -, tem essa feição ampliada ainda mais pela falta de empatia dos personagens, tornando-se um verdadeiro teste de paciência cinematrográfico. Visto que estes dois aspectos são a base da formação de qualquer bom filme de ficção, fica difícil elogiar qualquer outro componente ou característica de “Contraponto” – mesmo que eles tenham algum vago caráter de qualidade, sua importância frente à dos personagens e do roteiro é consideravelmente menor.
Mas Terry Gilliam é assim mesmo, um homem de extremos: quando o diretor britânico, ex-integrante do grupo Monty Python, acerta a mão, geralmente ele o faz de maneira sublime – como em “O Pescador de Ilusões” e “12 Macacos” -, mas quando ele erra, ele o faz em igual medida, cavando fundo a cova do seu próprio filme. Se ele continuar acertando uma vez a cada dois equívocos, já vale o serviço prestado ao cinema – e como “Contraponto” é o seu segundo equívoco seguido, vamos torcer para que o próximo seja um acerto realmente compensador.

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senha: contempt

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“Sonhando Acordado”, de Jake Paltrow. [download: filme]

The Good NightUm compositor de jingles para campanhas publicitárias, que um dia foi tecladista de uma banda de um sucesso só, passa a achar tão intolerável o estado de sua vida e as pessoas com cuja companhia tem que lidar, como sua namorada dominadora e seu melhor amigo, um homem egocêntrico e narcisista que, por um acaso, também vem a ser seu chefe e ex-colega de banda, que começa a achar nos sonhos a satifisfação que não encontra na vida real.
Em seu filme de estréia, Jake Paltrow, irmão da atriz Gwyneth Paltrow, resolveu enveredar-se pela seara da “comédia cool” sem, no entanto, arriscar demais em um argumento que experimentasse com o nonsense e o surreal, como costumam fazer Michel Gondry e Spike Jonze. E isso não é difícil de ser de se perceber, já que até mesmo nas sequências que retratam os sonhos do personagem Gary o diretor não quase não tira o seu pé do chão, evitando utilizar este espaço como um meio para exacerbar suas idiossincrasias criativas. Esta preferência de Jake pela sutileza e pela discrição deixa o filme com um mesmo tom, do seu início até o seu fim. E, se por um lado isso remove o risco de deixar o longa-metragem com uma certa artificialidade pelo uso de bizarrices que soam bem gratuitas e com o único objetivo de conferir status “cult” ao filme, também o deixa um tanto maçante e sem charme. O elenco, um tanto desafinado, aumenta rasoavelmente esta sensação de aborrecimento que permeia toda película.
Mas nem tudo é pasmaceira neste longa-metragem: o diretor consegue, pelo menos em dois momentos, elaborar soluções que, se não completamente surpreendentes, ao menos não eram assim previsíveis: a primeira surge no meio do longa, quando sonho e realidade fazem contato de forma crível, sem recorrer ao surreal; a segunda no exata sequência que fecha o filme, quando o protagonista finalmente atinge, de alguma forma, aquilo que tanto almejava.
Procurando controlar a tendência dos cineastas da nova geração – à qual pertence – de insuflar seus filmes de acontecimentos e sequências que fascinam pelo apelo onírico, Jake Paltrow resvalou um bom tanto por excesso de recato em “Sonhando Acordado”. Não há problema algum em querer cortar modismos derivados do mundo videoclípico, mas em se abordando um tema que lida com a fuga do mundo real, alguma ousadia sempre ajuda.
Baixe o filme utilizando os links a seguir.

OBS: links funcionais mas não testados.

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legendas disponíveis (português):
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“007: Cassino Royale”, de Martin Campbell [download: filme]

james bond 007 casino royale (2006)

James Bond, recentemente promovido a função de agente “00”, que lhe concede licença para matar, recebe a missão de desfazer um esquema de lavagem de dinheiro e levantamento de fundos para terroristas por um banqueiro com habilidades incomparáveis no jogo de cartas. É em um jogo de pôquer milionário, que tomará lugar em Montenegro, que Bond deverá derrotar o banqueiro Le Chiffre.
O primeiro filme da franquia 007 trazendo Daniel Craig como James Bond não inova apenas ao tornar a agente um homem loiro e o mais atlético dos Bonds – essa é apenas a mudança mais aparente, a mais superficial. Elas não se resumem a isto – até a natureza da histórias de Bond, com as quais estávamos acostumados até hoje, foi radicalmente alterada.
A decisão dos roteiristas de retirar a figura de “Q”, o engenheiro e inventor de armas e bugigangas variadas do MI6, apesar de parecer um tanto sem importância, foi o que motivou muitas das mudanças neste filme. Sem a figura do inventor, os roteiristas sentiram-se motivados a livrar o argumento de “007: Cassino Royale” da presença de equipamentos engenhosos, diminuindo sensivelmente a importância destas ferramentas na trama. Consequentemente, o próprio Bond sofre mudanças comportamentais: sem o apoio destes instrumentos e armas sofisticadas, o agente torna-se um 007 mais físico, violento, truculento – e acaba sendo um personagem bem mais realista. Essa ideía também avança sobre o principal antagonista do agente britânico: ao invés de termos um vilão que pretende dominar o mundo com o uso de apetrechos altamente fictícios e futurísticos, Le Chiffre é um jogador habilidoso, e é utilizando-se de seus dons na arte do jogo que ele pretende obter dinheiro para financiar terroristas e criminosos, sem o uso de qualquer arma de última geração para ameaçar o mundo – algo bem mais crível do que nos longa-metragens anteriores.

james bond 007 casino royale (2006) post 01
O filme de 2006 traz um James Bond mais brutal e realista, assim como seu adversário

O caráter e a personalidade de James Bond também sofreram algumas alterações consideráveis: apesar de ainda ser bastante egocêntrico e orgulhoso, este Bond é sensivelmente mais sisudo e capaz de – suprema ousadia – apaixonar-se, cogitando mesmo a possibilidade de largar tudo para viver uma vida pacata ao lado do seu amor – eu posso não ser um especialista em 007, mas eu duvido que alguma vez o agente já tenha vislumbrando tal idéia.
Com direção eficiente e elenco afinado – particularmente Daniel Craig que, a despeito de todas as críticas que sofreu, conseguiu criar um Bond que é o mais viril, sexy, sensível e inteligente que já vi -, as ousadias do diretor e dos roteristas de “Cas1ino Royale” inauguram uma nova cronologia para o personagem, reiniciando toda sua saga – como aconteceu recentemente com Batman no longa-metragem “Batman Begins” -, o que deixa para os produtores a chance de criar uma série de filmes menos carnavalescos e exagerados do que os anteriores. Resta saber se Hollywood vai segurar sua ânsia megalomaníaca e permitir que os próximos filmes com o personagem sejam tão bons quanto este – a meu ver, de longe o melhor da franquia até hoje.

Baixe: “007 – Cassino Royale”, de Martin Campbell (Casino Royale, 2006)
[áudio original, 1080p, mp4 zipado]

Legendas/Subtítulos/Subtitles:
português español english

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“Notas sobre um Escândalo”, de Richard Eyre. [download: filme]

Notes On A ScandalBarbara, uma professora já na casa dos 60 anos, desenvolve um interesse obssessivo pela sua nova colega de trabalho, Sheba, que é casada e tem dois filhos. Quando ela descobre que Sheba se envolveu com um aluno de 15 anos, usa deste conhecimento para aprofundar sua ligação com ela.
Antes de qualquer coisa, é bom pontuar que a maior – se não a única – crítica que o longa-metragem recebeu foi sobre a música de Philip Glass: segundo os críticos, a trilha sonora composta por Glass é demasiadamente intrusiva e onipresente, atrapalhando os acontecimentos do filme. Sem dúvidas, a música composta por Glass já teve este efeito negativo muito vísivel, como aconteceu no fraco “As Horas”, do diretor Stephen Daldry, mas não é o que aconteceu em “Notas sobre um Escândalo”: Richard Eyre utilizou a música da maneira mais habitual possível. O filme realmente tem um grande problema, mas ele é bem outro.
A caracterização da personagem de Cate Blanchett, que seria a catalisadora de toda a polêmica e conflito no argumento, é o grande equívoco do roteiro adaptado do livro de Zoë Heller: Sheba é desenhada de maneira muito fraca pela atriz – sem dúvidas sua pior interpretação até hoje -, mas o próprio personagem carrega culpa em si, já que o envolvimento de uma professora casada, com dois filhos adolescentes, com um aluno de 15 anos, tão ordinário quanto qualquer outro, nunca se torna crível para o público. O roteirista até tenta mas não consegue, em momento algum, fundamentar adequadamente a razão da paixão de Sheba, uma mulher madura, por um adolescente tão comum quanto qualquer outro e, com isso, quanto mais a trama se desenvolve, mais a personagem parece infantil e inverossímil – para não dizer ridícula e patética.
Não é de se estranhar, portanto, que o filme acabe mesmo se concentrando na personagem de Judi Dench – que tem desempenho exemplar no papel. Barbara é uma mulher possessiva, dominadora, egoísta e egocêntrica, e não consegue desenvolver relações afetivas – as poucas que tem – sem excluir estes elementos do seu caráter, deixando-se sempre levar por ilusões amorosas que só fazem alimentar sua falta de limites. Ao conhecer Sheba, e afeiçoar-se por ela, Barbara adiciona ao seu comportamento a perfídia e a sordidez, particularmente ao utilizar-se do segredo de Sheba para fortalecer seu contato com ela. Deste modo, a infeliz, solitária e amarga Barbara de Judi Dench e o esquadrinhamento de seu comportamento sedimentado, incansável, imutável e calculado acabam sendo os únicos atrativos de um filme que se propôs abordar uma polêmica que não soube retratar. Richard Eyre deveria se sentir imensamente agradecido por contar com uma personagem intrigante e uma atriz inspirada, a única motivação para o espectador manter-se assistindo seu longa-metragem. De outro modo, seu filme soaria tão insosso quanto o romance adolescente de Sheba.
Baixe o filme utilizando o link a seguir.

http://d01.megashares.com/?d01=89446ce

legenda (português):
http://www.opensubtitles.org/pb/download/sub/3109648

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“Filhos da Esperança”, de Alfonso Cuarón. [download: filme]

children of men (2006)

No ano de 2027, a Inglaterra encontra-se em uma situação caótica, tomada por ataques em retaliação à segregação entre britânicos “legítimos” e imigrantes, produzida pelo governo. Depois de mais de duas décadas em que nenhuma criança nasceu no mundo, o ser humano mais jovem, com 18 anos, é assassinado na Argentina. Neste cenário, um homem é contactado pela ex-esposa, que não via há quase 20 anos, e que agora pertence à um grupo de rebeldes, para providenciar documentos falsos para que uma imigrante possa atravessar o país em direção ao atlântico.
O diretor Alfonso Cuarón acerta em todas as frentes na composição do longa metragem, mostrando habilidade e apuro ímpares na condução do seu filme. O elenco está muito bem, com destaque absoluto para o britânico Clive Owen, em uma atuação excepcional que dosa, de maneira perfeita, sensibilidade e humor casual. A fotografia realista do filme explora com primazia a cenografia fabulosa e a montagem primorosamente crua, que dispensa quase o filme todo do uso de trilha sonora, aproximando o espectador dos acontecimentos na tela do cinema. Inspirados na idéia básica do livro de P.D. James, os roteirsitas, entre eles o diretor Cuarón, pontuam o argumento com breves instantes de humor e tomam enormes liberdades artísticas ao modificar profundamente a estória, ampliando ainda mais seu caráter sombrio e desesperançado. Alfonso Cuarón ainda teve muita cautela e inteligência ao recriar visualmente as sequências repentinas de violência do argumento composto por ele e seus roteiristas: ao invés de rechear a tela com violência gráfica detalhista e gratuita, o diretor escolheu compor estas cenas de maneira a torná-las mais críveis, graças à maneira cuidadosa com a sua exposição na tela, poupando o público de excessos desnecessários, e também ao modo como revela essa violência, colocando-a, sem qualquer sinal de aviso, em meio a acontecimentos cotidianos ou momentos de descontração e humor. Desta forma, a violência do filme não horroriza o espectador pela sua exposição em si, mas pela sua aproximação com o real. Isso só aconteceu devido a decisão de Cuarón e seus quatro colaboradores em aproveitar apenas a essência e atmosfera de desespero e caos sócio-político do livro, recriando boa parte dos acontecimentos, o que torna a estória muito melhor do que aquela originalmente criada pelo escritor P.D. James.
O conjunto desses elementos, técnicas, artifícios e idéias do diretor e sua equipe formam um longa-metragem de visual notadamente naturalista como eu não via há muito tempo, a despeito de seu conteúdo futurístico. É isso que faz “Filhos da Esperança”, brilhante do início ao fim, ser a distopia cinematográfica mais impactante que já vi desde “1984” – baseado no livro homônimo de George Orwell – e ser igualmente a prova mais recente de que os diretores mexicanos estão estraçalhando no cenário cinematográfico mundial. Enquanto cineastas como Steven Spielberg e Ridley Scott insistem em filmar a violência com requintes de detalhes gráficos, em se ocupar do passado e em filmar os dramas americanos – e tudo isso pode ser conferido em alguns de seus trabalhos mais recentes – os diretores de origem latino-americana exibem um vigor, perspicácia, conhecimento e inteligência que vai muito além disso. Para a sorte de todos os cinéfilos do mundo eles estão em alta, o que aumenta as chances de que mais filmes excepcionais e espetaculares, como este, podem estar ainda por vir.

Baixe: “Filhos da Esperança”, de Alfonso Cuarón (Children of Men, 2006)
[áudio original, 1080p, mp4]

Baixe: legendas (português)

Download: subtitles (english)

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“Capitão Sky e o Mundo do Amanhã”, de Kerry Conran.

Sky Captain And The World Of TomorrowJovem jornalista presencia, junto com toda a população atônita de Nova Iorque, uma misteriosa invasão de robôs gigantes. Ela decide, junto com bravo e famoso aviador (que por sinal é um ex-romance seu), investigar as razões e objetivos obscuros para tentar evitar que mais maquinarias invencíveis façam mais estragos no mundo.
É evidente que o trabalho da direção de arte neste filme é a sua maior qualidade – a mistura de elementos modernos com outros retrô deixa o longa-metragem repleto de belíssima e estranha nostalgia. No entanto, o elemento que a produção do filme achou complementar ao trabalho da direção da arte, consitui-se em um recurso extremamente irritante: a fotografia reluzente, aquela muito utilizada em produções de época, deixa a imagem com um aspecto tão chapado que torna a expectação incômoda durante todo o decorrer do longa-metragem – ao menos no meu caso, foi necessário um esforço enorme para tolerar esse “halo” na luz do filme. Além desse aspecto, há também o fato de que o filme foi inteiramente feito utilizando a técnica do Chroma Key – aquela em que a ação em primeiro plano é filmada sobre um fundo de cor única para que seja inserido digitalmente um segundo plano ao fundo. Isto não seria um problema muito grande não fosse a intenção confessa da equipe de produção de utilizar a técnica intencionalmente afastando o visual final de qualquer aspecto realista – o que acabou infelizmente se tornando um novo paradigma no método de filmagem, visto que filmes como “Sin City” e o ainda não lançado “300 de Esparta” o fazem inspirados neste. O resultado, da forma como foi utilizado o recurso, irrita tanto quanto a fotografia aureolada do longa-metragem. Claro que, mesmo com os aspectos técnicos trabalhando contra o filme, ainda poderíamos ter um longa-metragem interessante se os outros pontos a ser considerados pesassem à seu favor. No entanto, eles não se configuram como algo positivo. O argumento cheira à fábula requentada – chegando mesmo a citar “O Mágico de Oz” – com a desculpa de “filme-homenagem” e de reinvenção de um gênero. Os personagens são extremamente caricatos, e as situações armadas no roteiro, consequentemente, tão batidas quanto os seus agentes. Por sua vez, o elenco é díspare e desigual, já que os onipresentes Jude Law e Angelina Jolie já saturaram o público com a sua imagem dentrou (e) ou fora das telas e Gwyneth Paltrow, sozinha, não tem muito como salvar todo um filme.
Ao fim, este filme não tem qualquer coisa que lhe configure o status de produção marcante ou relevante, mesmo dentro do cinema do circuito comercial. A inspirada direção de arte não tem força para conferir, por si só, aspecto relevante para que o filme seja uma produção a ser lembrada. A bem da verdade, tem que se admitir que este filme tornou-se realmente muito influente, porém foram os seus aspectos técnicos negativos que chamaram a atenção de cineastas, para nosso azar. Resta apenas esperar que um bom número de futuras produções envoltas nesta “atmosfera técnica” tornem-se fracassos retumbantes – é só assim, quando pesa no bolso, que Hollywood para de nos infernizar com alguns de seus “achados” mais irritantes.

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005