Jack White, integrante da dupla The White Stripes, recusou-se há alguns tempo atrás, junto com Meg White, a ser filmado para um comercial. Sabendo disso, a Coca-Cola, ao mostrar interesse em ter um trabalho do artista para um comercial seu, teve o cuidado de mostrar-lhe que suas ideías não iriam ferir a imagem do cantor e compositor. E assim Jack cedeu ao convite da multinacional de refrigerantes, e resolveu compor uma canção exclusivamente para a campanha. Segundo o artista, a temática sugerida pela empresa lhe interessou bastante, já que ele não costuma compor algo que aborde o amor em uma linguagem mais universal. O curta abandona a abordagem apelativa que infesta o mercado publicitário nos últimos anos, que tem a mania de transformar o cotidiano numa orgia adolescente de verão, e aposta em um imaginário mais nostálgico e singelo. A produção utiliza uma mistura de manipulação digital com trabalho mais tradicional, como se vê no final do filme. O frescor desta peça publictária, em conjunto com a qualidade da música de Jack White, torna-o de expectação obrigatória para qualquer um que goste de música, comerciais, curtas e Coca-Cola, não necessariamente todos juntos ou nesta ordem. Escolha o tamanho preferido do arquivo e baixe já utilzando os links abaixo.
pequeno: http://www.shots.net/qt/0/35840a_56K.mov
médio: http://www.shots.net/qt/0/35840a_ISDN.mov
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Neste comercial feito para a “Children’s Foundation” do Japão, uma jovem professora descobre, ao iniciar uma atividade de desenho livre, que um dos seus alunos só faz preencher as folhas de papel com imensos breus incompreensíveis. Corre-se a típica investigação pedagógico-médica e é então que, ao sentir a ausência de seu aluno, a professora tem uma iluminação sobre o significado dos rabiscos, e que supreende a todos. Comercial brilhante que mostra, com enorme impacto, como aquilo que não se encaixa em nossas noções de sentido e normalidade nem sempre pode ser avaliado como anormal e alienado. Baixe já o pequeno vídeo no formato .WMV.
O processo de reforma no sistema econômico que regia o sistema de governo da União Soviética é ironizado neste curta metragem de animação extremamente espirituoso. Três personagens com nomes tipicamente russos – Boris, Alexei e Kopek – descobrem que a melhor maneira de suportar a escassez de recursos ocasionada pelo sistema da URSS era fingir que eles viviam na mais completa bonança. A idéia toma-os de assalto e eles passam a fingir absolutamente tudo – desde fingir estarem comendo um amendoim inteiro (!) até fingir que assistem TV por assinatura. Não é exatamente o tipo de vídeo de humor que leva a gargalhadas tortuosas, mas que explora de maneira inteligente e sádica o lado nada feliz da vida dos que viveram na extinta União Soviética daquelas eras. Baixe o vídeo .SWF pelo link abaixo e assista no seu navegador de internet.
Singelo e delicado vídeo de animação que mostra a breve jornada de uma criaturinha chamada “Annai”, que parte em busca da solução para a amargura de possuir um olho só. A trilha do vídeo é feita por uma flauta doce que entoa acordes sutis que se adaptam com ligeiras modificações a sequência que é retratada e relembra ainda trechos de melodias que já soaram na infância de qualquer adulto. A estória é ingênua e sutil, retratando a forma como são ignoradas pessoas que não se enquandram no perfil idealizado pela sociedade. Apesar da melancolia da animação, o final mostra Annai encontrando de forma inesperada uma solução para o seu problema através de compreensão e conforto oferecido por alguém diferente como ele(a). Assistindo à essa bela mini-fábula lembrei-me dos inúmeros desenhos de origem desconhecida que eram apresentandos nas redes de telvisão há muitos anos, particularmente na TV Cultura – quando ela ainda era um canal sem a tola pretensão de ser “antenada” com a “juventude” da atualidade. Baixe já e aprecie essa raridade!
Quem resiste à um cachorrinho? E quem resistiria à um vídeo que transforma esses bichinhos fofinhos em estrelas hiper-pop, com direito à câmera lenta e trilha super dançante? O vídeo, que apresenta cães de várias raças, foi tão bem produzido que consegue mostrar um lado ainda mais apaixonante dessas criaturinhas: é impressionante a sensação que se tem ao ver o vídeo de que alguns deles até mesmo sorriem, prazerosamente à vontade na posição de protagonistas do filme. O nome “Birds” pode até parecer sem sentido à primeira vista, mas tão logo se começa a assistir o arquivo, a idéia do título fica bastante clara.
A magnífica música cantada por Piaf e Sarapo ganha um vídeo de animação elegante e divertido, feito pelo estúdio francês Cube Creative. Contando a estória de um romance cheio dos típicos problemas de relacionamento, o curta foi feito usando apenas duas tonalidades e com traços que remetem à rusticidade das técnicas de animação antigas. Em contraste, a velocidade em que as ações são desenvolvidas e os elaborados e esvoaçantes jogos e vôos de câmera revestem o vídeo de modernidade e, consequentemente, também a canção. Imperdívelmente viciante.