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Tag: eletronico-britanico

Hayla – Dark [download: mp3]

hayla - dark (2026)

Ao lançar em abril deste ano o single “Heal”, a inglesa Hayla deu pistas de que experimentaria com outras sonoridades em um possível novo disco. Após a liberação de mais algumas faixas, no fim de julho a artista finalmente lançou o álbum Dark, no qual a inglesa não transitou completamente para o pop tradicional, mas ainda assim operou modificações significativas – e inteligentes – na sua musicalidade.
Várias canções do disco possuem na sua essência o DNA do som eletrônico de pistas de dança que tornou a voz da cantora conhecida, porém a artista nunca as veste no aparato completo que suas canções até então trajavam, seja em seu trabalho pessoal ou colaborações anteriores. Assim é “Still”, introduzida com acordes e vocalizações suaves e uma base eletrônica que progride em conjunto com distorções vocais em um eletro-pop que parece que vai rasgar a fantasia e entrar na pista a qualquer momento, mas a canção termina sem que isso aconteça. É fácil também sentir esses marcadores em “Easier”, que faz uso ostensivo de orquestrações e vocais de fundo sobre um piano atmosférico e exibe o mesmo crescendo contido que nunca se converte inteiramente em uma faixa dançante.
Há, no entanto, faixas assumidamente mais eletrônicas pontuando o álbum e que se aproximam mais do trabalho anterior da cantora, como “Within”, que exibe parentesco com o noise/industrial devido ao uso de distorções e ruídos, mas Hayla logo pisa firme no terreno do electro ao canalizar a música na programação eletrônica vibrante e no vocal em falsete que se entrelaçam caleidoscopicamente no trecho final. “I Don’t Believe it Anymore”, por sua vez, é mais experimental, sendo construída sobre uma base sintética cíclica sobre a qual teclados e iluminuras eletrônicas sobrepõem-se em camadas enquanto Hayla repete o verso que intitula a faixa como alguém que quer convencer a si mesma de que não acredita mais no seu romance.

hayla - dark (2026) post 01
Em Dark a britânica Hayla insere a sonoridade pop sem perder de vista a identidade eletrônica que deu fama ao seu vocal doce e vibrante

Claro, não faltam também canções emocionantes como o single “Heal”, que apresentou a tônica do projeto há alguns meses. A power-ballad que dá nome ao álbum, “Dark”, é uma delas: nela um piano de toques suaves cria um clima sutil para que bateria, orquestrações de cordas e o vocal em potência total, com a britânica cantando “não estou sozinha na escuridão, sinto você pesando sobre o meu coração”, preencham a canção com emoção em estado puro. Em “Fear” a cantora também extravasa sentimento com o seu vocal impetuoso e a bateria eletrônica densa no refrão da música, mas o que fica nos ouvidos é a atmosfera sombria que permeia a música, quase Massive Attack, com pianos e percussão soturnas que refletem bem os versos “há algo que não consigo remover, que me persegue, sombras permanecem, a escuridão paira, isso se apodera de mim”.
Há também baladas sutis, como “Tear Me Down”, onde tanto as cordas da orquestra quanto os teclados com programação discreta produzem uma sonoridade contida, porém que transborda o sofrimento e a fragilidade necessárias para adornar versos como “quem dera eu me lembrasse do som que nossas vozes faziam quando estávamos felizes”, e “Not Here”, onde a serenidade da programação eletrônica e da guitarra, quase madrigal, envolve o vocal gracioso da artista inglesa enquanto ela canta sobre um amor que já não existe mais.
As duas faixas restantes do álbum têm musicalidade mais uptempo e confiante, como “Enough”, onde Hayla traz um vocal mais ritmado para acompanhar a instrumentação mais coordenada entre violões, bateria, programação eletrônica e orquestrações embaladas em compasso de power-hit sobre uma relação que parece não achar o tom certo. E “I Just Hope We Don’t Run Out of Time” fecha o disco com perfeição em uma melodia que inicia com a doçura do vocal, das orquestrações e da programação que aos poucos avolumam-se com a base eletrônica e a bateria até atingir o apogeu onde Hayla entrega uma performance vocal épica em um conjunto que serviria com perfeição como trilha sonora de fechamento de um blockbuster hollywoodiano.
Com o disco Dark, Hayla mostra não apenas sua habilidade de adentrar gêneros mais tradicionais como o pop, mas também visão estratégica como artista ao preservar suficientemente características musicais do trabalho que desenvolveu até hoje, evitando assim alienar sua base existente de fãs, inteligentemente levando-os a apreciar seus novos experimentos. Sim, ela não é a única artista que já conseguiu fazer isto, mas talvez seja o melhor exemplo de um músico da cena do eletrônico dançante a fazê-lo. Para novos fãs, como eu, fica a expectativa de que a artista leve esse empreendimento adiante – pois talento ela já deixou claro que possui de sobra.

Hayla – Dark (2026) [mp3]

Ouça (Spotify):

Hayla - Dark - 2026
Hayla - Dark - 2026

Ouça (Deezer):

Hayla - Dark - 2026
Hayla - Dark - 2026

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A Thousand Mad Things – Cry and Dance (EP) + “She’s On The Run (She Bleeds)” (Single) [download: mp3]

a thousand mad things - cry and dance (ep, 2025)

Depois de um par de experimentos por volta de 2020, o britânico Will Barradale uniu-se ao produtor e amigo Mike Peden para cristalizar seu projeto musical, que batizou como A Thousand Mad Things – um dos versos do demo que lançou há cinco anos atrás. O primeiro fruto desta parceria artística é o EP Cry and Dance, um compêndio de cinco canções nos domínios do darkwave e synth pop onde extravasa suas influências musicais de bandas e artistas da cena pop alternativa dos anos 80 – como na primeira faixa, “Wide Awake”, onde o beat pop-dançante e os synths de bass ondulantes, que preenchem a melodia com matizes ao mesmo tempo dark e vibrantes, tem forte influência do Depeche Mode em início de carreira e do new wave de bandas como The Human League. “Girl”, tem uma certa pegada de Soft Cell na cadência mecânica do beat contínuo que é base da melodia, enquanto a melancolia de uma sutil orquestração de cordas dá a deixa para que Will, com suas várias encarnações vocais sobrepostas, invista na emoção ao cantar sobre uma amiga inconsequente que o importuna em meio a um idílio erótico com um provável bad boy. O conteúdo das letras funciona como um prelúdio para a faixa seguinte, “Local Guys”, onde uma batida motorik intoxicante funde-se a melancólica dos synths e do baixo eletrônico para a poção perfeita onde Will incorpora uma fusão de Peter Murphy (do Bauhaus) e Dave Gahan para sublimar seu canto sobre o masoquismo emocional ao ser destratado pelos homens (possivelmente de uma sexualidade oposta a sua) que buscava obsessivamente a altas horas pelas ruas da Inglaterra.

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EP de A Thousand Mad Things traz um darkwave dançante e soturno inspirado no pop alternativo dos anos 80

Na penúltima faixa, “She’s On The Run”, Will e Mike investem em um beat dançante de cadência controlada e um baixo eletrônico marcante, que criam a pista perfeita para que as sintetizações algo voláteis de tessituras assumidamente misteriosas dancem com desenvoltura na canção que fala sobre uma garota que compulsivamente busca se relacionar com os piores homens – a versão alternativa “She’s On The Run (She Bleeds)” intensifica a sensação de urgência através de uma cadência ainda mais dançante em detrimento da atmosfera dark e adiciona um caráter onírico ao submeter os vocais a reverberações, ecos e delays. Despindo-se das vestes soturnas do darkwave e da euforia das bases dançantes das faixas anteriores compostas em parceria com Peden, Will Barradale opta por fechar o EP com os vocais etéreos sobrepostos a uma base eletrônica delicada em “My Car”, que evocam a mesma atmosfera contemplativa, sutil e serena do Legião Urbana de tonalidades mais intimistas que podemos ouvir em “Por Enquanto”, “Índios” e “Vento No Litoral” – a conclusão ideal não parar chorar depois de dançar, como sugere o título do disco, mas talvez para equalizar o espírito depois de toda a agitação urbana que a precede.

Baixe: A Thousand Mad Things – Cry and Dance (EP) + “She’s On The Run (She Bleeds)” (Single) [mp3]

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A Thousand Mad Things - Cry and Dance (EP)
A Thousand Mad Things - Cry and Dance (EP)

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A Thousand Mad Things - Cry and Dance (EP)
A Thousand Mad Things - Cry and Dance (EP)

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A Thousand Mad Things - She’s On The Run (She Bleeds) (Single)
A Thousand Mad Things - She’s On The Run (She Bleeds) (Single)

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A Thousand Mad Things - She’s On The Run (She Bleeds) (Single)
A Thousand Mad Things - She’s On The Run (She Bleeds) (Single)

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Noonday Underground – On the Freedom Flotilla. [download: mp3]

Noonday Underground - On The Freedom FlotillaDe boas intenções o inferno está cheio, e de DJs/produtores que elencam vocalistas – muitas vezes mais de um ao mesmo tempo – para interpretar sua canções cheias de balanço o mundo da música está tão cheio quanto. Boa parte deles quer ganhar fama e popularidade trilhando o caminho dos representantes mais famosos do estilo, como Groove Armada e Nouvelle Vague, fazendo uma alquimia sonora com funk e hip hop ou pop e bossa, respectivamente. A verdade é que dificilmente dou atenção à qualquer uma dessas duas tendências predominantes – se não soam totalmente irritantes quando esses produtores derramam nas composições mais hip-hop/funk do que o bom senso permite, o incômodo acaba sendo outro (ainda que em muito menor grau), já que, de tão lugar-comum, essa vontade de soar “brasileiro” acaba como um negócio maçante.
Contudo, eu diria que normalmente os elementos menos famosos que fazem parte deste grupo se alimentam em outras fontes, como a música latina, trilhas sonoras da época mais glamourosa do cinema americano ou pop/rock com rajadas de soul mais nostálgico. É nesta última referência musical que se encaixa o Noonday Underground, formado pela dupla Simon Dine – o inevitável DJ – e Daisy Martey – a necessária vocalista. Confessando desconhecer a discografia anterior da dupla, posso afirmar que seu último lançamento, o disco On The Freedom Flotilla, merece uma espiada por conter algumas faixas com um groove delicioso. “You Keep Holding On” é uma, onde o vocal impetuoso de Daisy foi distanciado um pouco do primeiro plano, nivelando-o bastante com a melodia cheia de loops e pontuais orientalismos sonoros e com programação eletrônica que permite uns bons requebros de cinturinha. Em “She Knows” os loops se repetem em pulsos constantes e os samplers de cordas, que dão a partida e fecham a melodia, lhe conferem maior glamour. Isso difere sobremaneira de “Put You Back Together”, cujo sampler-base que sustenta a música, um riff ligeiro de baixo que soa pinçado de uma surf music aleatória, salta aos ouvidos nos primeiros segundos da melodia e segue apoiado por um loop de bateria igualmente acelerado e sacolejante – o que provavelmente inspirou a vocalista a segurar mais as notas, principalmente no refrão. Em “It’s Alright” eles resolveram pregar uma peça no ouvinte: ao invés de uma canção soturna e mórbida, como sugerem os primeiros acordes de um baixo de negrume arrepiante, o que surge na verdade é um 70’s pop cintilante e nostálgico que lembra muito as canções-tema mais clássicas de filmes de 007, e que só sofre interferência do sampler de metais rascantes que prepara o encerramento da melodia. Pra fechar o disco a dupla colocou “Gone Now Blues”, canção que injeta uma melodia com loops percussivos velozes e samplers de metais, guitarras e gaitas salpicados que criam uma esquizofrenia à moda do Beck Hansen mais clássico.
Afora um Portishead ou Gotan Project, este projetos compostos por Disc-Jockeys normalmente não conseguem subverter o instrumental com que lidam, samplers e loops resultantes da digestão de acordes e harmonias limitadas ou mesmo alheias, em composições suas – você escuta e geralmente acaba achando aquilo reciclado e até mesmo repetitivo. Isso reduz muito o impacto que estes artistas podem ter dentro daquilo que alguém possa listar como suas preferências. Porém, tendo isto em mente, não há problemas em apreciar audições esporádicas de grupos como Noonday Underground, com sua prolixia sonora esparramante e de coloração solar – e até mesmo se jogar dançando na sala de estar.
Baixe o disco utilizando o link a seguir e a senha para descompactar os arquivos.

[music]rapidshare.com/files/191094370/noonday_-_flotilla.zip[/music]

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Thom Yorke – The Eraser. [download: mp3]

thom_yorkeMesmo não sendo fã da banda Radiohead, gostando apenas de algumas poucas faixas de seus álbuns, resolvi arriscar ouvir The Eraser, o álbum solo do vocalista da banda. Foi uma boa idéia – mesmo o disco não se revelando estar entre as minhas preferências, há ali um projeto sonoro bastante coeso e faixas bem acima da média.
O disco inicia com a idiossincrasia da faixa título do álbum que, como a maior parte das faixas do disco, é essencialmente eletrônica. O sampler de um piano repete-se continuamente ao fundo, enquanto ruídos intencionalmente sujos encorpam a base da canção e sobrepostos pelo vocal anasalado de Yorke, que ao mesmo tempo segue e foge da limitada melodia. Na parte final da canção a base eletrônica é re-sampleada e ganha um ruído abafado ainda maior, sumindo aos poucos e deixando o cantarolar baixo do cantor para encerrar a música. A letra trata dos jogos de aparência, as traições e segundas intenções que integram ambos os lados de uma relação afetiva. Logo depois temos “Analyse”, um dos pontos altos do disco, com letras que falam sobre a insistente busca humana de um sentido maior na vida que, geralmente, deixa os que travam esta busca mais confusos do que antes de terem a iniciado. A melodia é bem menos minimalista e seca do que a anterior: os acordes do piano ousam ser mais melódicos e emotivos, acompanhados por uma base eletrônica complementar constante que, apesar de bastante sincopada, complementa estranhamente bem a beleza do piano e vocais fabulosamente sensíveis de Thom Yorke. “The Clock”, a faixa seguinte, tem baixo bem mercado e um loop curto constante, feito à base de ruídos eletrônicos e samplers hiper-minimalistas de guitarra e de percussão. O vocal de Thom aparece em várias camadas diferentes pela melodia, que no âmbito geral produz uma sensação de desconforto urbano pós-moderno. A letra, como indica o título da canção fala do tempo, mas dentro do espaço da relação afetiva e das ilusões e desejos dentro delas construídas. “Skip Divided” é a canção em que Yorke menos utiliza os seus famosos falsettos, preferindo cantar com uma voz menos empostada e mais natural. Funciona muito bem dentro da melodia de tons noturnos, recheada de eletronismos obscuros e vocais de fundo distorcidos e redistorcidos que, de tão bruxuelantes, me lembram as melhores passagens da inspiradíssima trilha sonora de Wojciech Kilar para o filme “Drácula”, idealizado por Francis Ford Coppola. Na letra, Thom Yorke disseca a dor, agonia e descontrole doentios que a simples visão e proximidade de alguém por quem nos apaixonamos pode despertar. “And It Rained All Night” inicia com uma miríade de ruídos eletrônicos que se entrelaçam em uma espiral sonora, até serem estranhamente sobrepostos pela acústica de baquetas de bateria sendo batidas uma contra a outra. O loop das baquetas prossegue continuamente, enquanto surge na música mais um riff marcante do baixo e um teclado que lembra o som de um temerim, algo claramente inspirado em filmes de terror e suspense cheios de soturnas figuras alienígenas – loops e samplers sujos de ruídos indistintos ou de guitarras deformadas também perfazem a melodia delirante da canção. A letra contribui na preservação do clima perturbardo da melodia, falando sobre uma noite de sono perdida por um ruído incômodo de chuva, o que abre espaço na mente cansada para ser tomada por delírios de Nova Iorque ser completamente alagada por águas torrenciais – faixa de clima mórbido interessantíssimo. “Harrowdown Hill” é outra canção que se destaca no álbum, apresentando um baixo (ou guitarra?) de presença forte na música, funcionando quase como uma bateria, cujos acordes dedilhados se repetem ciclicamente durante toda a canção. Sonoridades sobressalentes são construídas pelos loops minimalistas que complementam a base da canção e também pelo constante orgão de leve variações melódicas, que potencializa a sensibilidade do vocal de Yorke e produz uma pausa na sequência final, acompanhada brevemente por acordes espaçados e adocicados de piano que deixam o ouvinte suspenso na melodia por alguns instantes. Yorke declarou que sua letra foi baseada na morte de David Kelly, o cientista que derrubou, usando provas e estudos, as motivações britânicas – e consequentemente americanas – para a invasão do Iraque. Mas, analisando a revelia deste dado, pode-se dizer que a letra trata do desejo humano de fuga e de revolta diante da confusão e desprezo sobre as individualidades e sentimentos.
The Eraser não compraz ainda uma sonoridade que grade em extremo, nem faz seu criador passar muito mais notado por aqueles que nunca o tiveram como preferência. No entanto, o disco revela que Thom Yorke é capaz de modificar a sua idiossincrática veia criativa para atingir uma outra parcela de público sem, no entanto, colocar em risco a identidade musical criada com tanto esmero e afinco à frente da banda Radiohead. É um grande mérito já que, algumaa vezes, projetos solo descambam para algo sem novidade alguma, servindo apenas ao propósito de apaziguar o ego de uma artista que se sentia tolhido ou pouco livre para expressar-se.
Baixe o disco utilizando a senha a seguir para abrir o arquivo.

senha: seteventos.org

http://d.turboupload.com/d/1223894/Yorke_-_Eraser.zip.html

Sim, eu já tinha postado este álbum por aqui. No entanto, tinha feito isso sem escrever uma resenha. Me dei ao direito de refazê-lo, agora que o escutei com cuidade e avalei. (Re)Aproveitem.

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005