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Tag: folk-irlandes

Sorcha Richardson – “Illinois Again” (single) [download: mp3]

illinois again - sorcha richardson (single, 2026)

Retornando ao país natal depois de anos nos Estados Unidos, a irlandesa Sorcha Richardson iniciou formalmente sua carreira musical em 2019, com o lançamento do seu primeiro disco. Em grande parte desconhecida fora da Irlanda, no seu mais recente single a jovem cantora demonstra potencial para atingir um público maior, ao menos dentro dos domínios do gênero onde vem se inserindo, o indie-folk.
Na faixa “Illinois Again”, o violão e a bateria compõem a base folk da música sobre a qual a irlandesa elenca imagens e cenas da vida com saudosismo utilizando o timbre quente e macio de seu vocal, enquanto a guitarra distorcida pontua a canção apenas o suficiente para salpicá-la com uma aspereza sutil, trazendo ao ouvinte os ares de um “road movie” em pleno sol primaveril de uma vasta planície verdejante. A outra faixa do lançamento, “Granadine”, ainda se enquadra no contexto indie-folk da primeira, mas aqui violão e bateria produzem uma atmosfera mais contemplativa que permite a cantora divagar sobre como a paisagem que a cerca alimenta a melancolia que sente, inspirando-a no processo de composição da música.
Embora as composições dos discos anteriores de Sorcha não difiram tanto, residindo dentro dos domínios do indie pop e folk, as duas novas canções sugerem um maior polimento que, se bem aproveitado para o terceiro disco que prepara, pode auxiliá-la a chegar aos ouvidos de mais admiradores do gênero.

Sorcha Richardson – “Illinois Again” (Single) [mp3]

Ouça (Spotify):

Sorcha Richardson - Illinois Again (Single) - 2026
Sorcha Richardson - Illinois Again (Single) - 2026

Ouça (Deezer):

Sorcha Richardson - Illinois Again (Single) - 2026
Sorcha Richardson - Illinois Again (Single) - 2026

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Damien Rice – 9 (+1 faixa bônus). [download: mp3]

Damien Rice - 9Damien Rice, o cantor e compositor irlandês, tem auxílio constante da mesma equipe de músicos desde a sua estréia, o que fez seu trabalho ser, não-oficialmente, resultado do empenho de uma banda, e não de um artista solo. A participação crucial e ininterrupta de Lisa Hannigan no vocal e da violoncelista Vyvienne Long dedilhando o violoncelo, por exemplo, corroboram esta caracteristica de Rice. Ainda assim, todo o esforço e comando criativo é dele, e é exatamente isto que nos impede de nomear este grupo como uma banda. Isso chega mesmo a ser palpável ao escutar suas canções: sente-se com facilidade que a unidade algo melancólica e irascível delas é resultado da personalidade arredia e meio porra-louca de Damien Rice. 9, seu segundo álbum, não fica atrás de O no paralelismo das sensações de vigor e tristeza. “Me, My Yoke And I”, é a música do disco que retrata com mais clareza esse aspecto: os vocais bradam continuamente versos abstratos, uma imagem pujante da revolta, melancolia e fúria afetiva, onde guitarras e bateria trabalham em uma melodia de digressões e distorções robustas de volume intenso. Semelhante em estrutura melódica também é “Rootless Tree”, que utiliza violão, violoncelo, baixo, bateria e guitarra, sendo que estes dois últimos avolumam-se ainda mais no refrão, assim como o vocal maciço de Rice. Na letra, o cantor exige que os erros antes cometidos sejam esquecidos por sua amada, e que ela permaneça junto à ele, mesmo que o fator que os una seja o ódio.
A intensidade na mudança de atmosfera e humor melódico é a marca maior das composições de Damien Rice. Em “Elephant” temos uma bela amostra disto: a música, que quase ganhou o título “The Blower’s Daughter Part 2”, é feita de dois momentos instersectos: de início temos uma melodia mais acústica, silenciosa e sofrida, à base de violões e violoncelo discreto, para então estravasar-se em um climax de instrumentação e vocais mais encorpados. Nos versos temos um homem que confessa seu sofrimento para a mulher que o abandonou, afirmando que mesmo a lembrança dela, que ainda persiste como uma presença dolorosamente palpável quase física, deve acabar. Mesmo com esse temperamento difuso de suas canções, há espaço para climas consistentes. “Sleep Don’t Weep”, onde vemos um homem que confessa sua fragilidade e declara que seus dias foram feitos apenas de dor, possui uma persistência na melancolia suave do violão, piano e vocais de Damien e Lisa, ganhando logo a companhia de bateria, violoncelo e orquestrações ainda mais graciosas.
Esse caráter tão difuso, por mesclar melodias resignadas e ternas com momentos de exaltação e cólera, sustentando ao mesmo tempo uma coesão lírica e sonora tão potente é que faz de Damien Rice ser um músico tão insólito no cenário mundial – auxiliado igualmente pela sua fobia aos excessos da fama e da popularidade.

senha: seteventos

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005