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Metric – “Times Is a Bomb” (single) [download: mp3]

metric - time is a bomb (single, 2026)

O grupo canadense Metric já tem novo álbum agendado para 24 de abril, mas como é de praxe hoje em dia, a banda já disponibilizou duas canções como aperitivo para os fãs mais ansiosos. Liberada esta semana, “Time Is a Bomb” é a melhor até o momento e traz em seu genoma marcadores de álbuns anteriores com sonoridades distintas, como Fantasies (mais pop/rock) e Synthetica (mais eletronicamente experimental), o que faz sentido com declarações recentes da banda de revisar sua história para este décimo disco.

metric - time is a bomb (single, 2026) post 01
O novo single do Metric recupera a sonoridade de discos como Fantasies e Synthetica

Somos introduzidos na música com um piano de toques esparsos e sintetizadores ao fundo que preenchem o ar com uma atmosfera de antecipação para que a bateria firme e guitarras de riffs afiados e escalonados assumam suas posições, reconfigurando sucessivamente a melodia, que conclui com o retorno do piano em um epílogo delicado. O trabalho vocal de Emily Haines, que canta versos sobre imediatismo, devoção e dependência amorosa, é essencial para contornar as curvas abruptas da harmonia, alternando com naturalidade entre delicadeza emocional e urgência passional – essa última provavelmente reflete melhor o sentimento dos fãs, que terão que esperar até o final de abril para descobrir o que mais o grupo canadense preparou para o disco.

Metric – “Times Is a Bomb” (Single) [mp3]

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Metric - Times Is a Bomb (Single) - 2026
Metric - Times Is a Bomb (Single) - 2026

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Metric - Times Is a Bomb (Single) - 2026
Metric - Times Is a Bomb (Single) - 2026

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Culture Wars – “Typical Ways” (single) [download: mp3]

culture wars - typical ways (single, 2025)

Banda originária de Austin, no estado americano do Texas, Culture Wars vem consolidando sua sonoridade de rock alternativo abrindo apresentações de bandas de rock e pop/rock mais populares, como Keane e Maroon 5 – com quem os texanos apresentam mais semelhança sonora. Com um EP liberado em 2021, o grupo americano nos últimos dois anos lançou uma série de singles em preparação ao primeiro álbum, previsto para chegar este ano.

culture wars - typical ways (single, 2025) post 01
Banda texana lançou ano passado um single pop/rock frenético

Entre as canções do ano passado, se destaca a intensa “Typical Ways”: apesar de introduzida com o trio guitarra, baixo e bateria em ginga discreta sob vocal embebido em malemolência pop/rock, o clima de “encontro noturno no barzinho” não dura nem um minuto, pois logo o refrão converte o molejo melódico em puro fervor rítmico, com bateria intensa e guitarras densas adornadas pelo vocal frenético de Alex Dugan ao cantar os versos nos quais alerta alguém que adora: é melhor se afastar dele, pois ele não pretende mudar – e eu espero que não mude, pois, se a banda mantiver todo esse entusiasmo musical, temos chances de um álbum interessante este ano.

Baixe:
Culture Wars – “Typical Ways” (Single) [mp3]

Ouça (Spotify):

Culture Wars - Typical Ways - Single, 2025
Culture Wars - Typical Ways - Single, 2025

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Culture Wars - Typical Ways - Single, 2025
Culture Wars - Typical Ways - Single, 2025

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Avalon Emerson & The Charm – Written Into Changes (EP) [download: mp3]

avalon emerson and the charm - written into changes (ep, 2026)

Fazendo o caminho inverso de neo-zelandesa Ivy Rossiter (da dupla Luckless, já resenhada por aqui), que mudou-se para Berlim para deixar para trás sua banda e dedicar-se a carreira de DJ e produtora musical, Avalon Emerson é uma americana que ao viver longos anos em Berlin acabou “transmutando” sua carreira como DJ e produtora para a criação de álbuns e singles com composições mais tradicionais que situam-se entre o dreampop e o synthpop. Esta, ao menos, é a impressão que trazem as 3 faixas liberadas como EP de Written Into Changes, seu álbum a ser lançado em março, e em cuja primeira canção, “Eden”, a americana faz uso de sua experiência como produtora para construir uma melodia dançante, com baixo gingado, violão de acordes sutis e bateria eletrônica bem cadenciada sobre as quais deslizam sintetizações atmosféricas e o vocal vaporoso de Avalon.

avalon emerson and the charm - written into changes (ep, 2026) post 01
Americana vive em Berlim e ao lado da carreira com DJ vem experimentando composições pop mais tradicionais

Guitarras e violões também se fazem presentes na faixa seguinte, “Jupiter and Mars”, mas aqui eles servem ao propósito de estruturar uma base para, junto com uma bateria eletrônica discreta e synths adicionais, confeccionar uma atmosfera dreampop doce e nostálgica. A prévia do álbum termina com a faixa título, “Written Into Changes”, que não inicia do melhor modo, com um vocal distorcido e um registro que soa dissonante das faixas anteriores, mas felizmente é logo suprimido no refrão por vocais mais graciosos e coerentes com a melodia ambiente pop em downtempo atmosférico e pontuado por sintetizações cintilantes – um lembrete de que ainda que seja mais convencional do que a cena eletrônica, é necessário muita sensibilidade para não cometer deslizes ao aventurar-se no mundo do pop.

Baixe:
Avalon Emerson & The Charm – Written Into Changes (EP) [mp3]

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Avalon Emerson & The Charm - Written Into Changes EP - 2026
Avalon Emerson & The Charm - Written Into Changes EP - 2026

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Avalon Emerson & The Charm - Written Into Changes EP - 2026
Avalon Emerson & The Charm - Written Into Changes EP - 2026

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Lykke Li – “Lucky Again” (single) [download: mp3]

lykke li - lucky again (single, 2026)

Lykke Li anunciou recentemente que The Afterparty, seu próximo disco a ser lançado em maio, será provavelmente o seu último. Até o momento, nenhuma confirmação absoluta ou mesmo razão específica foi dada pela artista ou seus representantes sobre a possibilidade de encerramento da sua carreira, mas é uma pena que a cantora esteja mesmo cogitando parar, pois desde o lançamento Youth Novels, seu primeiro disco que já foi resenhado aqui no Sete Ventos, a sueca mostrou-se uma artista inquieta e talentosa, com especial destaque na representação estética de sua sonoridade, seja no projeto visual de seus discos, seja em seus videoclipes.

lykke li - lucky again (single, 2026) post 01
“Lucky Again” constrasta melodia animada com letras melancólicas e pessimistas

Mas enquanto seus fãs torcem para que a cantora mude de idéia eles já podem ter um gostinho do próximo disco com o single “Lucky Again”, lançado hoje pela cantora. Para a faixa que une orquestração de cordas suntuosa, baixo bem gingado e pontuada por um sample percussivo com o típico “DJ scratch”, Lykke utilizou como inspiração a harmonia ascendente celestial dos violinos presentes na faixa “Spring 1”, de autoria do consagrado compositor contemporâneo Max Richter, que por sua vez é uma recriação moderna da “Primavera”, parte da clássica obra do italiano Antonio Vivaldi, a esplêndida “As Quatro Estações”. A melodia, construída sobre bases tão edificantes, contrasta frontalmente com as letras da canção, com versos melancólicos e pessimistas como “eu grito na escuridão, não há luz, é um buraco negro, está tão escuro lá fora”. Se levarmos em conta apenas as letras, a cantora demonstra uma exaustão emocional que talvez motive o encerramento de sua carreira, ou isso pode significar que ela precise apenas de um tempo, como já foi o caso antes – para o bem a saúde da música pop mundial (há muitos anos em estado lastimável), vamos torcer para que seja este último.

Baixe:
Lykke Li – “Lucky Again” (Single) [mp3]

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Lykke Li - Lucky Again (Single) - 2026
Lykke Li - Lucky Again (Single) - 2026

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Lykke Li - Lucky Again (Single) - 2026
Lykke Li - Lucky Again (Single) - 2026

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Cat Power – Redux (EP) [download: mp3]

cat power - redux (ep, 2026)

Em comemoração aos 20 anos (quanto tempo!) de lançamento do disco The Greatest, a cantora americana Cat Power reuniu-se ano passado com a Dirty Delta Blues, a banda que costumeiramente a acompanha em turnês, para retomar e finalizar “Try Me”, um cover de James Brown que fez parte das sessões do álbum de 2006, mas nunca tinha sido finalizado: diferenciando-se do romantismo da gravação original, na voz e banda de Cat a faixa ganha as inevitáveis cores melancólicas do blues, mas na sequência final piano, órgão e bateria entram em absoluta comunhão para elevar o espírito da canção em um frenesi gospel.

cat power - redux (ep, 2026) post 01
Cat Power comemora 20 anos do lançamento de The Greatest com bons covers e uma releitura de uma canção do disco de 2006

Mas além do cover que não havia sido finalizado nas sessões de vinte anos atrás, Chan Marshall (como também é conhecida a cantora) aproveitou a oportunidade para produzir mais duas gravações para o EP lançado esta semana. A primeira é uma regravação de “Could We”, faixa do álbum de 2006 que duas décadas depois é atualizado com vocal mais assertivo da artista e uma melodia mais blues-rock, onde a harmonia brilhante do piano mezzo-virtuoso ganha destaque. Fechando o EP, Cat Power optou por uma tarefa ousadíssima, voltando-se para “Nothing Compares 2U”, escrita e originalmente lançada por Prince em 1985, mas eternizada em 1990 por Sinéad O’Connor em uma versão nada menos que definitiva da faixa. Embora não se compare a gravação lendária da artista irlandesa, ao herdar o mesmo sentimento de desolação, levado a frente aqui pelos acordes tristes do violão e guitarra, pelos toques tímidos do teclado e pela bateria lenta e sofrida, o cover da cantora americana se sustenta com dignidade e tem beleza própria – como diria o ditado brasileiro: entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

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Cat Power – Redux (EP) [mp3]

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Cat Power – Redux – 2026
Cat Power – Redux – 2026

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Cat Power – Redux – 2026
Cat Power – Redux – 2026

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Brigitte Calls Me Baby – “Slumber Party” (single) [download: mp3]

brigitte calls me baby - slumber party (single, 2026)

Com seu segundo álbum agendado para março, a banda americana Brigitte Calls Me Baby lançou “Slumber Party” como primeiro single de prévia do disco: com guitarras de riffs densos e freneticamente acelerados em companhia de baixo e baterias muito bem sincronizados, o vocalista Wes Leavins invoca o espírito de seu crooner ancestral para narrar – com uma pontinha de melancolia – o “drama” de sua sexta-feira a noite: ser aceito ou não naquela festa “cool” da vizinhança para a qual está até mesmo levando seu DVD de “Veludo Azul” de David Lynch como oferenda. Porém, eu me pergunto: será que o povo dessa festança não preferiria “Persona” de Ingmar Bergman?

brigitte calls me baby - slumber party (single, 2026) post 01
Embora o visual do grupo lembre Duran Duran, o parentesco mais próximo é o post-punk do inicio dos anos 2000

Deixando o paradigma intelectual de lado, embora o visual do grupo lembre Duran Duran nos frutíferos anos 80, a faixa traz os americanos emulando o mesmo fervor juvenil do post-punk que permeou o início dos anos 2000, como Franz Ferdinand e Interpol, bem como a vigorosa espontaneidade do indie rock de bandas quase desconhecidas (menos para os leitores do Sete Ventos) dos anos 2000 e da década passada, como Scissors For Lefty e Liily – aguardemos março para constatar se o disco reflete a qualidade do single.

Baixe:
Brigitte Calls Me Baby – “Slumber Party” (single) [mp3]

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Brigitte Calls Me Baby - Slumber Party (Single)
Brigitte Calls Me Baby - Slumber Party (Single)

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Brigitte Calls Me Baby - Slumber Party (Single)
Brigitte Calls Me Baby - Slumber Party (Single)

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005