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Tag: mp3

Air Traffic – Fractured Life [download: mp3]

air traffic - fractured life (2007)

Eles passaram pelo seteventos.org há duas semanas, quando comentei sobre o videoclipe da canção “Shooting Star”. Pois bem, o álbum desses garotos será lançado apenas em 2 de julho, mas na internet, informalmente, ele já foi lançado. Quem termina de ouvir Fractured Life acaba com uma certeza: Air Traffic soa como uma mistura de coisas que povoam nossos ouvidos já há algum tempo. Além da letra sobre um amor que chega cedo demais para compreendermos-lhe inteiramente, é fácil reconhecer a semelhança extrema de “Shooting Star”, por exemplo, com qualquer faixa mais carregada de sensibilidade do Keane: além da tonalidade da voz ser quase idêntica, o modo como Chris Wall a usa nesta faixa remete em parte a Tom Chaplin, além da própria instrumentação da canção lembrar o que os três rapazes do Keane costumam fazer: piano mergulhado em acordes emotivos, guitarras rápidas e bateria forte e ligeira – o que também acaba assemelhando a banda ao Coldplay. Em “I Can’t Understand” o que podemos reconhecer tanto na harmonia doce da guitarra e dos acordes monotônicos do piano quanto na letra em que um homem confessa não compreender porque o amor acaba sempre complicando-se desnecessariamente, são as melodias cíclicas e as letras simples dos rapazes do Thirteen Senses. A emoção desmedidamente crescente da melodia e das letras de “Your Fractured Life” – em que sofrimento é exposto, mas também é exposta a vontade de não desistir de um amor -, não disfarça, igualmente, seu parentesco com a banda da região de Cornwall.

air traffic - fractured life (2007) post 01
Recheado de guitarras, pianos e vocais expressivos, o rock alternativo de Air Traffic tem parentesco com diversas bandas

Já a letra sobre um amor que se aproxima de seu fim, o piano e as sonoridades do teclado e em “Empty Space”, assim como o uso de bateria de ritmo bem marcado, orgão e piano de toques expressivos em “No More Running Away“, bem poderiam ser frutos do fabuloso trio Muse, ainda mais porque ambas possuem interlúdios sonoros que potencializam o apelo emocional das melodias e o vocal de Chris Wall volta a mostrar-se impressionantemente capaz de mimetizar influências de outros vocalistas. “Just Abuse Me” ainda tem algo de Matthew Bellamy nos vocais, mas tanto a letra, sobre um homem acorrentado ao seu amor por uma garota, quanto o rock juvenil que jorra do piano, guitarras e bateria não mentem: há muito de Supergrass ali. “Charlotte” e seus versos de estertores apaixonados e “I Like That”, na qual um homem assume sua submissão ao amor, também tem guitarras, pianos, bateria e vocais com a mesma euforia do Supergrass. E ainda sobra tempo para, na faixa escondida “Pee Wee Martini”, conceber uma melodia cujo instrumental lembra Pink Floyd e o espírito sugere algo que o Placebo já fez igualmente.
Air Traffic é mesmo um liquidificador de referências do rock alternativo e indie, e isso não se faz sem sofrer algum tipo de consequência: a banda corre o risco – aqui confirmado – de não encontrar espaço para desenhar uma identidade própria. No entanto, isso não desmerece a qualidade e o brilho de suas composições, capaz de aproveitar tudo que essas bandas fantásticas tem de tão bom – o que já é um bom motivo para dar uma chance aos rapazes.

Baixe:
Air Traffic – Fractured Life [mp3]

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Vanessa da Mata – Sim. [download: mp3]

Vanessa da Mata - SimA moça de voz macia e cabelo farto nascida no Mato Grosso, Vanessa da Mata, com apenas dois discos lançados, conquistou espaço na MPB e já consagrou seu nome como uma compositora e intérprete de sangue azul no atual painel de nossa música. Com o lançamento de seu mais novo disco, Sim, Vanessa prossegue aplicando modificações gradativas em sua música, sem perder sua identidade musical particular. A maior novidade neste disco é a aromatização de algumas faixas na tradição do reggae, sempre de maneira elegante e respeitando o método de composição da cantora, bem como seu modo de cantar. Tanto na simplicidade de “Vermelho”, em que a cantora compara o aconchego e as dores do amor ao calor desta cor, na deliciosa balada “Ilegais”, onde a artista comenta sobre a paixão que insiste em esconder, vontade esta traída pelo desejo fremente que seus corpos denunciam, na fraca e desnecessária “Absurdo”, faixa de protesto que critica à ação humana contra a natureza, quanto no suavidade de “Boa Sorte/Good Luck”, com letras que falam sobre como uma relação chega ao seu limite, conseguimos reconhecer de modo inequívoco a cadência inconfundível do ritmo jamaicano. Mas se o reggae surge encaixado no modo da artista, o bolero, adotado por Vanessa na faixa “Meu Deus” surge da maneira mais tradicional: na letra, que não economiza no romantismo, a cantora fala sobre um homem deslumbrante que a conquistou de maneira avassaladora com sua luxúria e seu jeito forte. Já “Pirraça”, qualquer que seja o modo como a própria Vanessa tenha descrito seu ritmo – carimbó, juju, cumbio -, é das melhores faixas de todo o álbum: impossível não se identificar com a ironia de suas letras, que descrevem a sensação de que o tempo brinca com nosso cotidiano, voando nos momentos mais prazerosos e arrastando-se nos instantes mais maçantes, e com sua melodia tão bem apurada que, a revelia de qualquer relação que a artista tenha feito com ritmos mais exóticos, me soa como um calipso (por deus: falo do gênero, não “aquilo” que temos no Brasil!) menos esquizofrênico – e notem o cuidado com que a a percussão foi planejada, lembrando o ruído de um relógio, quase sempre um tanto surdo mas que também nunca passa despercebido. “Você Vai Me Destruir”, onde a cantora comenta os desejos conflitantes de paixão flutuante e ódio exacerbado despertados pelo amor um tanto displicente de um homem, é mais rockeira – mesmo com suas traquinagens eletrônicas e percussivas. Pra não deixar barato nos ritmos variados que povoam o disco, a canção em que a cantora ironiza o fim de uma relação antes tão calorosa, “Fugiu Com A Novela”, pisa brincalhona no terreno sempre gostoso do samba-bossa. Como se não fosse o bastante, “Minha Herança: Uma Flor” é uma daquelas canções de amor de Vanessa que, sem nenhuma pretensão e com toda sua placidez e simplicidade, consegue causar arrepios, tão plena é sua beleza.
Claro que Vanessa da Mata é a principal responsável pela qualidade do disco, mas seria díficil falar de Sim sem comentar a produção tão primorosa e competente de Kassin e Mário C., capaz de transformar “Baú”, uma faixa meio improvisada que surgiu de última hora, em algo excepcional. E é na companhia destes produtores e de músicos inspiradíssimos que a matogrossense consegue trafegar pelos variados ritmos de Sim sem abandonar a essência de seu trabalho como compositora e letrista. É, depois de uma estréia excelente, onde marcou muito bem qual era seu território dentro da rica e variada tradição da música brasileira, e depois de soltar um pouco mais as melodias de suas composições no terreno do pop em Essa Boneca Tem Manual, valeu a pena esperar por este terceirdo disco da artista, que com monossilábico título mostra que ela já percente ao primeiro escalão da música do Brasil.
Baixe o disco utilizando o link e a senha para descompactar os arquivos.

senha: seteventos.org

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The Lovemakers – “Whine And Dine” (dir. Victor Solomon). [download: vídeo + mp3]

The Lovemakers - Whine and DineOutro vídeo de outra entre muitas bandas tentando se lançar no mercado. Mas, sou obrigado a dizer uma coisa: a julgar por este vídeo e esta música especificamente, esses aqui tem apelo pop inegável. Apesar de os principais integrantes da banda serem dois, Lisa Light e Scott Blonde, apenas este último é apresentando no vídeo, entre um punhado de crianças dançarinas. E, meus caros, com o perdão do palavreado carregado na tônica gay – e poderia ser diferente com este tal Scott? – a bicha abafa: sem vergonha nenhuma, o loiro, convenientemente trajado apenas com calça jeans e jaquetinha de couro – hum…básico – requebra-se todinho até mais do que Robert Plant em pleno palco nos seus melhores dias – esse cara é tão mas tão pouco discreto que ele não passaria sem ser notado, dançando deste jeito, nem em uma festa rave repleta de gente tendo ataques epiléticos. Para um clipe que, segundo o próprio protagonista do vídeo e seu diretor, não queriam que soasse gratuitamente pop, há bastante glamour luminescente, rajadas de luzes estroboscópicas e coreografia espalhafatosa/cool. Ave-Maria, imaginem se eles quisessem fazer um vídeo pop? Mas, é bom dizer, eles declararam que também pretendiam fazer um vídeo divertido. Ah, tá. Sério, porque esse vídeo é realmente divertido: se não sentir uma vontade louca de incorporar um Scott Blonde cover você mesmo, já que a música é realmente de grudar na cabeça com sua batida e sua eletrônica gostosíssima, então ao menos o trabalho garante umas boas gargalhadas. Tudo bem, a parte das crianças roubando coisas do discreto no meio do vídeo, visto que a maioria delas é negra, não caiu muito bem e soa um tantinho preconceituosa, mas tem relação direta com a letra da canção. Vamos dar um desconto. Afinal ela (o Scott, ok?), é a tal (mesmo).
Baixe o vídeo utilizando este link e, se realmente gostar, baixe o mp3 da música utilizando o link abaixo.

http://www.gigasize.com/get.php/-1100153491/01_Whine_and_Dine.mp3

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Tori Amos – Scarlet’s Hidden Treasures [download: mp3]

tori amos - scarlets hidden treasures ep (2004)

Com o lançamento de Welcome To Sunny Florida, o DVD ao vivo de Tori Amos que trouxe aos fãs o último show da turnê do disco Scarlet’s Walk, a cantora resolveu presentear os fãs com algo mais: acompanhando o DVD havia um EP bônus com 6 canções provenientes do projeto Scarlet’s Walk que acabaram não entrando no disco, algumas até então disponíveis apenas por streaming no colossal site especial do disco, o Scarlet’s Web. Estas canções foram cortadas da edição final do álbum por atrapalharem de alguma forma o conceito do disco por dissonância ou mesmo semelhança com outras faixas, por exemplo. A sonoridade e a temática são praticamente as mesmas do álbum original, trafegando entre a melancolia explícita e o rancor irônico. Nos domínios da primeira sonoridade estão “Ruby Through The Looking Glass”, a história de uma gestante que sofre abusos de seu marido, prometendo que jamais permitirá que sua filha testemunhe esse sofrimento, “Seaside”, sobre uma menina que conta como perdeu repentinamente uma amiga, uma das inúmeras vítimas de uma guerra, “Apollo’s Frock”, que tematiza sobre a eterna diferença entre masculino e feminino e “Indian Summer”, de poética extramente bem desenhada, recorrendo a sensação de algo que desperta tardiamente dentro de nós e o sentimento de plenitude e satisfação que vivenciamos neste momento, além de fazer, simultaneamente, referência à erradicação dos nativos americanos e ao mais recente estado contínuo de guerra – todas elas tem o piano e voz como principais agentes sonoros, ambos envoltos em complexa harmonia melódica, com introduções carregadas de emoção e tristeza palpável, contando apenas com eventual e tímida participação de alguns poucos acordes de violão. Dentro do esquema sonoro da segunda vertente, temos “Bug A Martini”, que brinca com o mundo da espionagem, e “Tombigbee”, que versa sobre como os americanos tomaram uma grande porção de terra indígena nos arredores do rio que dá nome a canção, ambas sem contar com a presença do piano – no seu lugar temos os teclados Wurlitzer e Rhodes em acordes repletos de devaneios semi-sensuais ou amargamente animados, acompanhados de bateria e baixo em igual proporção de volume e ritmo.
Curiosamente, algumas das canções mais sonoramente elaboradas e poeticamente marcantes da “era Scarlet” estão neste EP, fora do que foi posto como retrato oficial daquele momento musical de Tori Amos. O único senão deste lançamento foi a cantora não ter adicionado a faixa “Mountain” aos “tesouros escondidos” de Scarlet, a mais poderosa sonoramente entre as faixas que não entraram no disco – e mesmo entre as que entraram oficialmente em Scarlet’s Walk. “Mountain” é um delírio melódico e lírico comparável apenas com as improvisações que ela faz ao vivo, em suas apresentações. Mas não tema: segue, logo depois do link para download do arquivos com as 6 faixas de Scarlet’s Hidden Treasures o link para você baixar “Mountain” – e prepare-se: a faixa é gozo pleno.

ATUALIZAÇÃO, 29/11/2025: tocada pela graça divina, o grande equívoco deste EP foi corrigido por Tori Amos ao lançar a versão digital do EP alguns anos atrás: a fabulosa faixa “Mountain” finalmente pode ser apreciada na plenitude de sua épica beleza! Como bônus também entrou o gracioso B-Side “Operation Peter Pan” – ambas inclusas no arquivo para download abaixo. Aproveite!!!

Baixe: Tori Amos – Scarlet’s Hidden Treasures (EP) [mp3]

Ouça:

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Emily Haines & The Soft Skeleton – What Is Free To A Good Home? [download: mp3]

Emily Haines & The Soft Skeleton - What Is Free To A Good Home?O material restante do fantástico empreendimento solo da vocalista do Metric, batizado pela cantora como Emily Haines & The Soft Skeleton, está reunido agora no EP What Is Free To A Good Home? O disco contém as faixas que, por um motivo ou outro, acabaram não entrando no disco Knives Don’t Have Your Back. Por terem nascido nas mesmas sessões do disco lançado em 2006, as semelhanças são notáveis: os arranjos com metais, assim como aconteceu com as outras canções, continuam tendo destaque na harmonia das músicas. As duas primeiras faixas do EP, “Rowboat”, com letras um tanto difusas sobre a vida cotidiana e o amor, e “The Bank”, que aparentemente fala sobre o consumismo a que reduzimos nossa vida, já mostram isso de cara. Na primeira, os metais fazem uma pequena, lenta e triste introdução para acordes sofisticados e um tanto dissonantes no piano, e logo tomam parte continuamente na melodia, geralmente surgindo para ocupar os espaços não preenchidos pelo vocal da cantora, unindo-se à voz de Emily apenas no fim. Já a irresistível “The Bank” conta com uma bateria ritmada, porém sutil, inundando o fundo da melodia e levantando o palco para o vocal macio da compositora, seus acordes calmos no piano e, claro, o arranjo emocionalmente contido dos metais. Já “Telethon”, em que Emily comenta a inércia que nos impede de modificar a insipidez insistente de nosso cotidiano, contenta-se com piano e vocal tranquilos e pequena participação dos metais na conclusão da melodia – que cita uma canção do cantor Billy Joel. “Bottom of the World”, cujos vocais suaves falam sobre abandono e reclusão fraternal, economiza ainda um tanto mais melodicamente, compondo-se apenas de piano e um quase inaudível contrabaixo ao fundo. Por outro lado, “Sprig”, com versos abstratos sobre noites passadas em branco, põe na companhia do piano uma série de ruídos, alguns provenientes de programação eletrônica, outros obtidos de instrumentos acústicos, compondo uma espiral melódica sinuosa, extremamente tortuosa – parece fruto de improviso, mas ao contrário do que se possa pensar, resulta em uma melodia espetacularmente complexa. A última faixa do disco é uma mixagem alternativa de “Mostly Waving” que promove uma fusão da harmonia original da canção com aroma reggae, o que tira um pouco a preponderância dos metais na melodia.
What Is Free To A Good Home? funciona como um bom tira-gosto até o lançamento do próximo disco do Metric – prometido ainda para este ano – e para segurar a onda dos fãs até o dia que Emily resolver voltar a dar atenção à composições exclusivas para sua carreira solo. Ficar ansiosamente esperando pode acabar cansando bastante – entre o lançamento de sua estréia solo e Knives Don’t Have Your Back passaram-se simplesmente 10 anos. Quem sabe se What Is Free To A Good Home? fizer sucesso poderemos ter um novo disco da cantora canadense bem antes do que se espera.

senha: seteventos

ifile.it/45wq1h3/emily_-_home.zip

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Jason Collett – Idols Of Exile [download: mp3]

jason collett - idols of exile (2005)

Os membros do Broken Social Scene são tantos que não é surpresa alguma você você se deparar acidentalmente com algum álbum solo de um de seus integrantes. Foi assim que acabei conhecendo o disco Idols Of Exile, de Jason Collett – por um acaso mesmo, já que estava apenas vasculhando a lista de artistas do selo Cityslang, que lançou o disco da artista sobre quem falei aqui semana passada, Justine Electra. O trabalho de Collett sugere várias influências e semelhanças casuais com outros artistas que já ouvi. O colorido intenso das melodias de “I’ll Bring The Sun” – que fala sobre um homem que mantém uma relação à distância com uma mulher muito diferente dele e de sua própria realidade -, com violões de acordes rápidos e bateria ritmada, além do refrão com vocais esfuziantemente multiplicados, e “These Are The Days” – com letras tratando do cotidiano difícil de um casal que sempre está a beira de separar-se -, cujos violões e coro da palmas formam o corpo da canção e concedem-lhe uma tristeza calma e quente, mais confortante do que sofrida, sugerem as composições nem sempre alegres mas animadas do álbum solo de James Iha, do Smashing Pumpkins. Já na segunda faixa do disco, “Hangover Days”, onde vemos um homem que só consegue entender a amor que sentiu depois que ele terminou, um dueto com a sempre fabulosa Emily Haines, tanto no vocal de Jason Collett, como na melodia folk-rock do violão, do ocasional solo de guitarra e da bateria, é impossível não lembrar das composições mais seminais de Bob Dylan.
Porém, a música de Jason Collett, mesmo que guarde sempre algumas feições similares e difusas com outros artistas, também tem caráter musical próprio. É o que sentimos na história de um homem que ruma à uma cidadezinha apenas para observar silenciosamente a distância quem ama, na brilhante canção “Parry Sound” e na sua melodia melancólica de violão e bateria de candência lenta e arrastada. Pode-se sentir pontadas das composições emotivas de Damien Rice ali, mas tanto o vocal aveludado de Jason quanto os acordes de guitarra e os sopros dos metais que escutamos no fim da canção retiram grande parte desta impressão. A road-song “Tinsel And Sawdust”, na qual Jason põe o pé na estrada, deixando para trás um amor que julga não ter dado certo, tem um quê do mais acústico do Smashing Pumpkins, por exemplo, mas guarda mesmo em si é o folk distante e arredio de Collett na presença do violão econômico e nos vocais ao modo sussurrado. E como se soubesse que, inevitavelmente, teria suas canções comparadas às de artistas que o influenciram, Jason ainda achou tempo para brincar com as temática recorrentes e o modo de composição de grande parte dos artistas do rock na meta-analítica “Pink Night” cuja melodia, não poderia deixar de ser, tem cheiro inegável de country-rock e blues. É, de fato, um moço bem espirituoso.

Baixe: Jason Collett – Idols Of Exile (2005) [mp3]

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005