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Tag: musica

Petra Jean Phillipson – Notes On: Love. [download: mp3]

Petra Jean Phillipson - Notes On: LoveNotes On: Love teve um gestação de oito anos. Pode parecer muito, pode soar como um exagero, mas a simplicidade nem sempre é fácil de se atingir. E, no caso específico deste disco, a simplicidade, o cuidado e o apuro na composição da sonoridade do disco são seus diferenciais. É esse trabalho tão criterioso que faz com que as canções compartilhem uma identidade similar, mas ao mesmo tempo soem diferentes – o que torna sua analise um tanto difícil.
“Independent Woman”, que declara em seus versos a dinâmica e as agruras de uma mulher sem lar e sem rumo certo, por exemplo, chama a atenção com sua sonoridade seca, de guitarra, violões e bateria que mantém uma ritmica constante, além dos vocais anasalados e altivos. Em “I Want The Impossible”, em que Petra lista seus desejos impossíveis, alucinados e luxuriosos, por sua vez, é a suavidade obscura, possível graças à guitarra de acordes agudos, ao bandolim arrepiante e ao violão quase surdo ao fundo, que salta aos ouvidos. “Billy Steaks”, sobre uma mulher que lamenta que seu amante esteja casando com outra, poderia bem ser uma canção do Led Zeppelin, tamanha a semelhança do vocal de Petra e da atmosfera criada pela instrumentação, particularmente o violão e a gaita. Já “I’m Lying”, cujas letras falam sobre uma mulher que tenta sustentar-se sã sem o seu amor e tem vocais e guitarras sorumbáticas e melancólicas, com bateria e frugalidades suavíssimas, quase inaudíveis, soa como um country cantado por uma Janis Joplin bem mais sutil e sóbria. “Play Play”, sobre a busca de algo que não reside no meio cosmopolita e no urbano, que começa igualmente sorumbática, porém mais soturna, graças aos acordes agudos recorrentes da guitarra, logo é tomada, no refrão, por uma melodia mais doce e instrumentação levemente mais intensa. A última faixa, “Cradle Of Your Smile”, é a mais intensa entre todas, no que tange a melodia, onde Preta Jean compôs um punk rock gracioso, sem a visceralidade simbólica do gênero. Nela, o vocal de Petra é mais delirante e sexy, conciliando, de uma só vez, amor e luxúria delicados mas também gritantes e urgentes. A música, especificamente, tem tonalidade dark, reforçada pelo trecho cheio de sussuros indistintos e sobrepostos, e conta com guitarras distorcidas e ruídos abafados ao fundo. O resultado é uma canção que cairia como uma luva para sonorizar, de maneira esplêndida, uma sequência perturbadora e intrigante de um filme de David Lynch.
O disco de estréia desta cantora e compositora americana, valeu todo o tempo e o esforço empregados. Petra Jean Phillipson buscou, todos esses anos trabalhando neste disco, uma produção que sentisse como sua e que lhe dissesse algo. E esse saldo final, que decifra dores e anseios amorosos, musicados de maneira obscura, delicada e lúgrubre, em canções que guardam em si semelhanças mas que apresentam diferentes nuances de uma mesma temática e atmosfera, era o que a artista tanto perseguia. Só tormara que a artista, que já anunciou estar planejando seu segundo disco, leve bem menos do que oito anos para sentir que seu próximo disco está no ponto.

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Jay-Jay Johanson – The Long Term Physical Effects Are Not Yet Known. [download: mp3]

Jay-Jay Johanson - The Long Term Physical Effects Are Not Yet KnownO voz do sueco Jay-Jay Johanson não assemelha-se à tonalidade de minha preferência, no que se refere à voz masculina: Johanson tem uma voz e maneira de cantar que lembra o britânico Morrisey, por exemplo. Contudo, no que tange aos arranjos de seu mais recente disco, The Long Term Physical Effects Are Not Yet Known, as influências parecem ser outras: não fosse ali um homem cantado, com uma certa dose de lirismo distante, em certas faixas você acreditaria piamente estar ouvindo o mais novo álbum do Portishead, que não lança nada há dez anos. O mesmo negrume e a morbidez saudosista do conjunto britânico, com doses cavalares de baixos cavernosos, riffs de guitarra e pratos de bateria sampleados, além programação eletrônica que abusa do low-fi e de orgãos lúgubres, encontramos em “Jay-Jay Johanson Again” – na qual o cantor declara não tolerar mais insatisfações afetivas -, “Time Will Show Me” – em que Jay fala que segredos, no amor, não duram muito tempo – e na balada melancólica “Coffin” – sobre um homem que, perdido em uma ilha, também perdeu a sua companheira.
Mas o trip-hop cede lugar em muitas faixas à outras sonoridades, como quando os samplers e loops de pratos e bateria e a docilidade do teclado fazem o electro-jazz de “As Good As It Gets” – onde Jay diz ter dado vazão à nostalgia em uma noite de sono, ao lado de sua companheira – e como em “Only For You” – na qual um homem, para evitar o fim de sua relação afetiva, tenta convencer sua companheira de que fará tudo o que ela quiser, do modo que for – onde acordes lentos e tristes ao piano, com coro e programação eletrônica quase inaudíveis ao fundo, constroem uma melodia que surpreende pela estupenda beleza de sua simplicidade.
Em meio à atmosfera por vezes soturna do trip-hop, em outras com a melancolia do pop/rock, “Breaking Glass” – em que Jay afirma ser necessário esquecer os erros do passado para começar um novo futuro – rende-se à uma melodia pop menos complexa, com programação eletrônica e vocais bem menos audaciosos, que lembram os discos menos ambiciosos do Depeche Mode.
Apesar da aparência algo frágil e da voz delicada, que sugeriria um músico afeiçado ao pop mais desprovido de ambição, Jay-Jay Johanson ao que consta, nutre uma atração inegável pelo que há de mais sombrio melodicamente, regado por boas doses de pessimismo e descontentamento amoroso nos versos. E produto final são canções sensíveis e imensamente climáticas, que agradam em cheio quem não tem qualquer medo de experimentar nos seus ouvidos as belezas e prazeres da infortúnios amorosos.
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Metric – Live It Out. [download: mp3]

Metric - Live It OutMinha adoração por Emily Haines, que descobri no ano passado através do seu projeto solo, me fez temer o contato com a sua banda, digamos assim, oficial – o Metric. Por estar tão apaixonado pelas canções sorumbáticas e profundas, levadas ao piano, de Knives Don’t Have Your Back fiquei com receio de me decepcionar com o trabalho da banda e decidi não procurar canções deles tão cedo, fazendo-o apenas esta semana. Essa foi uma decisão acertada, já que a sonoridade da banda difere muito do trabalho mais pessoal da vocalista e, estando naquele momento tão ensoberbado, eu não conseguiria me afeiçoar e acostumar com a sonoridade mais agitada do Metric.
No álbum mais recente, Live It Out, Emily Haines demonstra à frente do Metric o infinito potencial de sua versatilidade, acompanhando guitarras no modo punk-rock com maestria tão fabulosa quanto fazia ao piano, no seu disco solo. “Handshakes”, que fala sobre o círculo vicioso do consumismo que sustenta a vida moderna, “Monster Hospital”, tratando da tentativa de lutar contra a opressão e “Patriarch On A Vespa”, que igualmente fala de opressão, mas daquela desenvolvida pela sociedade machista sobre as mulheres, são todas canções onde o Metric investe pesado neste estilo, elaborando arranjos quase frenéticos com uma profusão de guitarras ligeiras em riffs e distorções saborosas e bateria esmurrada com esmero. O vocal de Emily é completamente possuído pelo espírito do gênero, exibindo interpretações pujantes.
No entanto, a banda consegue também vestir-se de traquilidade, e ser tão boa nisso quanto nos seus momentos mais raivosos e barulhentos. O Metric de “Too Little, Too Late”, por exemplo, lembra muito o The Cardigans dos dois últimos discos, com seu baixo, guitarra e bateria desapressados e charmosos e com o vocal cheio de romantismo interpretando uma canção sobre o amor atribulado que as vezes vivemos, que nos faz mais mal do que bem, mas que, mesmo assim, não temos coragem de recusar. “Poster Of A Girl”, onde Emily canta sobre uma mulher que busca o amor, mas que acaba satisfazendo-se com os prazeres sexuais, sempre mais fáceis de se obter, continua promovendo uma melodia mais tranquila, mas a sua estrutura é mínima, feita de dois diferentes momentos que se sucedem durante toda a canção, com destaque para os riffs amenos da guitarra e a programação eletrônica graciosa e cintilante.
Assim, não bastasse o deleite que é descobrir as belezas do rock do Metric, a banda ainda serve para confirmar a suspeita de que Emily Haines e seus colaboradores estão dentro do que há de mais genial, genuíno e criativo no cenário atual da música, destacando-se ainda mais no meio alternativo/indie devido à enorme versatilidade dos membros que integram o conjunto. E eu levanto a bandeira: quero Emily Haines já para o posto de sacerdotisa do indie rock.
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Joan As Police Woman – Real Life. [download: mp3]

Joan As Police Woman - Real LifeJoan Wasser é mais uma daquelas artistas americanas, possíveis apenas nesse mundo contemporâneo, que por não conseguir espaço em um mercado tão inflado, injeta suas composições e sua presença em diferentes e diversos projetos. O trabalho mais pessoal de Joan é feito na companhia dos músicos Ben Perowsky e Rainy Orteca, formando a banda que ganhou o nome de Joan As Police Woman. Com os dois amigos, Wasser promove uma fusão de rock com soul que desponta pela suavidade ao lidar com esse gênero hoje tão maltratado pelos artistas mais comerciais e de expressão mais popular. Isso se tornou possível porque, além de utilizar arranjos bem dosados, Joan Wasser não é dona de um vozeirão, algo tão comum e imprescindível para os grandes nomes do gênero, livrando sua música dos vícios e ranços que tornam o soul, na sua expressão mais contemporânea, tão enjoativo. O dueto “I Defy”, com Antony Hagerty, mostra isso muito bem: a faixa é uma canção de amor com piano, bateria e orquestração de metais refletindo toda a ginga deliciosa do soul, que floresce com mais força no vocal do convidado Hagerty, mas nunca ultrapassa os limites do bom senso. “Anyone”, em que Joan fala sobre como sente-se preparada para amar, já que encontrou quem tanto procurava, prossegue explorando o gênero, já que o vocal, o teclado e a orquestração de metais exalam o calor sôfrego e lânguido que marcam demarcam tão bem as fronteiras do soul.
Todavia, Joan As Police Woman é uma banda de rock indie por excelência e, sendo assim, não poderiam faltar canções que trafegam por este estilo. “Save Me” é uma delas: a canção, em que Joan declara negativas apenas para camuflar seu desejo e urgência amorosa, ainda preserva traços do soul, visível no uso do teclado Wurlitzer, mas promove uma mistura deste com o rock, devido ao piano e a bateria mais descompassados, e ainda adiciona uma pitada de folk, com os violinos que surgem no trecho final. As outras faixas que visitam o gênero são as que abrem e fecham o disco: na primeira, “Real Life”, em que Joan fala sobre a solidão sem seu companheiro, temos uma melodia que inicia um pouco fria, feita apenas pelo piano de acordes curtos, silenciosos e graves, mas revela-se inteiramente no refrão, onde o vocal ganha muito mais emoção e surge uma dose sutil de orquestração de cordas que consegue, mesmo com participação tão diminuta, iluminar toda a música; e a última, “We Don’t Own It”, que fala sobre amar alguém que parece não nos pertencer, percorre ainda mais os caminhos do rock, trazendo guitarra e bateria de acordes suaves, vagarosos e cíclicos, que se destacam pela enorme graciosidade.
São estas duas canções, talvez as melhores do disco, que deixam claro para o ouvinte de que nem sempre é necessário afogar a melodia com arranjos elaboradíssimos para atingir a sensibilidade tão desejada – a simplicidade, a delicadeza e a economia de recursos muitas vezes, são as melhores opções.
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Mika – Life In Cartoon Motion. [download: mp3]

Mika - Life In Cartoon Motion.O glitter pop inglês ganhou um reforço com a estréia do britânico de origem libanesa Mika e do seu álbum Life In Cartoon Motion. O disco sofre dos excessos dessa vertente do pop/rock, mas a produção caprichada acerta mais nas canções que tem pretensões mais simples. Abre o disco o hit que lançou o cantor, “Grace Kelly”, de melodia com direito à piano, guitarra, bateria desmedidamente extravagantes, bastante condizentes com o uso nada econômico que Mika faz de falsettos escandalosos e de empostação “cool” no vocal. Na letra, Mika cita as personas de Grace Kelly e Fred Mercury como os exemplos de comportamento para lidar com um amor que sofre excessos de orgulho e vaidade. A faixa seguinte, “Lollipop”, mantém a atmosfera absolutamente festiva com uma música que utiliza um piano e metais bem marcados e programação eletrônica complementar, além de uma pletora de vocais de fundo, incluindo aí vocais infantis, que incrementam o tom lúdico da canção. Utilizando a insaciável vontade de comer doces na infância como analogia, vemos Mika falando nos versos desta faixa sobre como aprendeu desde cedo que os exageros podem fazer com que o amor deixe você “pra baixo”. Depois da festividade das faixas anteriores, temos uma sutil mudança em “Relax, Take It Easy” para um pop dançante mas suave, isso graças à programação eletrônica e aos vocais, ambos charmosíssimos, lembrando muito os grandes sucessos dos britânicos da dupla Erasure. A canção fala sobre tentar relevar as dificuldades da vida e do amor quando não temos uma solução em vista. Mais à frente temos a episódica “Billy Brown”, onde Mika conta a estória de um homem que tinha uma vida de casado muita tranquila, até apaixonar-se por outro homem, sofrendo atribulações daí em diante devido ao conflito existente entre o que queria viver agora e o que vivia até então. A melodia tem coloração mais triste, porém ainda animada com seu piano, bateria, arranjos de metais e vocais um tantinho mais comedidos. “Happy Ending”, que fala sobre um homem que tenta levar a vida à frente criando a ilusão de que seu grande amor não acabou, tem instrumentação e orquestrações tradicionais, mas é a canção mais bonita do disco, dentro do clima proposto desde o início, trazendo uma sequência final com uma produção excelente nos vocais de fundo. No entanto a maior surpresa do álbum e a melhor música é a faixa escondida depois de “Happy Ending”: fugindo de forma radical do estilo preponderantemente frugal-histérico, “Over My Shoulder”, em cujos versos um homem reflete sobre seu constante sofrimento, tem melodia triste, pesada e melancólica à base do vocal em falsetto de Mika e de acordes sôfregos e ponderados ao piano.
Life In Cartoon Motion não está alinhado com o meu gosto devido aos rompantes do extravasamento glitter, mas é justamente a capacidade de fazer algo interessante dentro do estilo que mostra que Mika conhece o chão em que está pisando. E apesar do que imaginamos que seja Mika, a faixa escondida deixa no ar uma pergunta: teria ele coragem de subverter o suposto rumo de sua carreira em um segundo disco, com mais músicas de enorme beleza melancólica como esta? Como eu gostei mais deste breve instante de dor e tristeza de Mika, à la Rufus Wainwright, tenho que confessar que estou torcendo para que isto aconteça.
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Damien Rice – 9 (+1 faixa bônus). [download: mp3]

Damien Rice - 9Damien Rice, o cantor e compositor irlandês, tem auxílio constante da mesma equipe de músicos desde a sua estréia, o que fez seu trabalho ser, não-oficialmente, resultado do empenho de uma banda, e não de um artista solo. A participação crucial e ininterrupta de Lisa Hannigan no vocal e da violoncelista Vyvienne Long dedilhando o violoncelo, por exemplo, corroboram esta caracteristica de Rice. Ainda assim, todo o esforço e comando criativo é dele, e é exatamente isto que nos impede de nomear este grupo como uma banda. Isso chega mesmo a ser palpável ao escutar suas canções: sente-se com facilidade que a unidade algo melancólica e irascível delas é resultado da personalidade arredia e meio porra-louca de Damien Rice. 9, seu segundo álbum, não fica atrás de O no paralelismo das sensações de vigor e tristeza. “Me, My Yoke And I”, é a música do disco que retrata com mais clareza esse aspecto: os vocais bradam continuamente versos abstratos, uma imagem pujante da revolta, melancolia e fúria afetiva, onde guitarras e bateria trabalham em uma melodia de digressões e distorções robustas de volume intenso. Semelhante em estrutura melódica também é “Rootless Tree”, que utiliza violão, violoncelo, baixo, bateria e guitarra, sendo que estes dois últimos avolumam-se ainda mais no refrão, assim como o vocal maciço de Rice. Na letra, o cantor exige que os erros antes cometidos sejam esquecidos por sua amada, e que ela permaneça junto à ele, mesmo que o fator que os una seja o ódio.
A intensidade na mudança de atmosfera e humor melódico é a marca maior das composições de Damien Rice. Em “Elephant” temos uma bela amostra disto: a música, que quase ganhou o título “The Blower’s Daughter Part 2”, é feita de dois momentos instersectos: de início temos uma melodia mais acústica, silenciosa e sofrida, à base de violões e violoncelo discreto, para então estravasar-se em um climax de instrumentação e vocais mais encorpados. Nos versos temos um homem que confessa seu sofrimento para a mulher que o abandonou, afirmando que mesmo a lembrança dela, que ainda persiste como uma presença dolorosamente palpável quase física, deve acabar. Mesmo com esse temperamento difuso de suas canções, há espaço para climas consistentes. “Sleep Don’t Weep”, onde vemos um homem que confessa sua fragilidade e declara que seus dias foram feitos apenas de dor, possui uma persistência na melancolia suave do violão, piano e vocais de Damien e Lisa, ganhando logo a companhia de bateria, violoncelo e orquestrações ainda mais graciosas.
Esse caráter tão difuso, por mesclar melodias resignadas e ternas com momentos de exaltação e cólera, sustentando ao mesmo tempo uma coesão lírica e sonora tão potente é que faz de Damien Rice ser um músico tão insólito no cenário mundial – auxiliado igualmente pela sua fobia aos excessos da fama e da popularidade.

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005