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Tag: reino unido

“Billy Elliot”, de Stephen Daldry.

Billy ElliotBilly Elliot, um humilde garoto de 12 anos, orfão de mãe suicida e filho e irmão de mineiros, vive em uma pequena cidade cujo economia gira em torno, justamente, das minas de carvão. Enquanto seu irmão e seu pai ocupam-se e lutor por melhores salários e condições de trabalha organizando uma greve, Billy acaba perdendo o interesse pelo boxe, esporte que já foi praticado pelo seu pai rude e, aparentemente insensível, e apaixona-se por uma atividade numa cidade repleta de homens como o seu pai: o ballet. A instrutora percebe o talento e o enorme interesse do menino para a atividade e decide, então, treiná-lo para tentar uma vaga Academia Real Inglessa de Ballet. No entanto, Billy e sua mestre terão uma tarefa difícil pela frente: lutar contra o preconceito e a recusa da família do menino.
Billy Elliot é divertido, é bem feito, tem uma trilha sonora bacana, um roteiro simpático, boas atuações e, portanto, acaba cativando e, até mesmo, emocionando o espectador. Porém, sou obrigado a dizer que não vai além disso mesmo, pois se trata, assim, de mais um filme bonitinho de pessoas que investem em atividades não muito bem vistas e que, portanto, tem de superar diversos obstáculos. Há inúmeros filmes com o mesmo argumento. O único mérito deste filme, em vista de tantos outros com o mesmo mote, é que Billy Elliot não chega a exceder a cota do sentimentalismo barato e pieguices, armadilha fácil em filmes que tratam de temas como esse. De resto, é tão somente um filme assistível e mediano. Para uma tarde (ou noite mesmo) em que você não encontra nada para fazer e não há uma opção mais interessante, é um passatempo competente, sem contra-indicações. Mas de tão deja vu você esqueçe ele tão logo desliga a TV.

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Muse – Absolution. [download: mp3]

Muse - AbsolutionMinha predileção e absoluta adoração por Tori Amos fazia-me crêer que nunca encontraria um equivalente no solo masculino para idolatria. Demorou, mas achei Rufus Wainwright, que obteve em mim o mesmo efeito de paixão instantânea ouvindo apenas uma música. Ainda assim não acha que encontraria uma banda que idolatraria, já que sempre fui um pouco ruim para bandas. E enquanto isso meu lado pop se apaixonava lentamente cada vez mais pelo The Cardigans, assim como aconteceu com Björk, um amor que nasceu sofrido e devagar. Com o lançamento de Super Extra Gravity, a paixão concretizou-se completamente e agora, para mim, The Cardigans figura como a melhor banda da música pop do mundo. E só para provar que eu estava muito errado, pouco antes de ter a idéia de fazer este blog este ano, encontrei o Muse. E tudo ocorreu da mesma forma que ocorreu com Tori Amos e Rufus Wainwright. Foi instantâneo. Até algumas semanas atrás minha personalidade e gostos arredios teimavam em recusar-se a elevar Muse ao topo máximo da minha idolatria. Não deu certo. Eles venceram. Para minha sorte, claro.
Muse é, na minha opinião, a melhor banda de rock da atualidade. Todas, absolutamente todas as outras ficam bem abaixo do trio britânico. No álbum anterior, Origin of Symmetry, a banda mostrou o quanto pode construir uma sonoridade rock enérgica, sem apelações mas guardando ainda em si o necessário apelo comercial. Em Absolution, seu álbum mais recente, a banda compõe um maior número de canções mais calmas e suaves, mas ainda mostra músicas que tem a capacidade de ser singles poderosos, como a arrasadora “Hysteria”, uma canção que retrata um amor passional e como diz o título, histérico e “Stockholm Syndrome”, cheia de amargura, soa estranha a primeira audição, mas explode em riffs de guitarra irresistíveis até para uma pessoa como eu que, até então, não tinha qualquer atração por intros ou solos desse tipo. Tirando tudo isso, ainda temos a canção que abre o disco, “Intro” , que reproduz uma marcha militar que finaliza com gritos de reverência que remetem o ouvinte, intencionalmente, as celebrações nazistas em homenagem à Hitler. E isso serve apenas de abertura para a canção “Apocalypse, Please”, que é de chorar de tão linda e poderosa. Os acordes no piano são tão fortes que não há como não imaginar – tendo em conjunto o nome de música e a genial imagem da capa do disco – uma horda de anjos e uma orgia de desastres em um bíblico dia do juízo final. Arrepia os pelos do corpo inteiro ao ouvir. É só se jogar de um prédio de 40 andares pra complementar o efeito da canção.

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Goldfrapp – Supernature. [download: mp3]

Goldfrapp - Supernature

Goldfrapp - SupernatureA dupla britânica da música eletrônica Goldfrapp, formada por Will Gregory e Alison Goldfrapp, iniciou sua carreira com o disco Felt Mountain, um libelo soturno a sonoridades mais estranhas, do cabaré a trilha sonora dos filmes dos idos de 1940/1950. Mais tarde foi lançado Black Cherry, belo disco mais dançante, no qual a dupla pisa com mais segurança no terreno do eletrônico. Finalmente, este ano, Goldfrapp lança Supernature, um album deliciosamente pop, totlamente assumido como tal. A arte do single “Ooh la la” nos traz a mente um “q” de Kraftwerk, bem como o videoclipe da canção. Isso não é por acaso, o álbum é mesmo composto por arranjos retrôs que invadem a mente com sonoridades sutis que soam como o tecnopop dos anos 80. Porém, tudo é fartamente embebido pela elegância e sensualidade que a dupla sabe, como ninguém atualmente, colocar na música pop. Até mesmo as faixas mais requebrantes, como “Lovely 2 c u” e “Slide in” , conseguem chamar quem a ouve para se acabar numa pista, sem nunca deixar de ser chique. Feito pra ouvir cantando e dançando feito um doido, também pode ser devidamente aproveitado esparramado sensualmente num sofá de tecido aveludado em tons vermelho-sangue, acompanhado por tragos sutis de um cigarro Charm ou Carlton. Baixe já o álbum completo entrando no link que segue depois da lista de músicas e confira com seus próprios ouvidos.

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Muse – Origin of Symmetry (+ 1 faixa bônus). [download: mp3]

Muse - Origin of Symmetry

Muse - Origin of SymmetryAdoro arriscar e ouvir coisas que não conheço e que que me chamaram a atenção pelo apelo linguístico ou visual, principalmente quando não estou pagando pelo risco. No caso do Muse, tanto o nome da banda quanto a capa dos álbuns me fisgou. Resolvi baixar alguns arquivos em mp3 e gostei do que ouvi. Virei fã, não de carteirinha, mas daqueles que recomendam e passam adiante. Pelo que li na internet (muito pouco ainda, já que conheci a banda há poucos dias), há comparações entre eles e o Radiohead, por exemplo, ou mesmo Coldplay. Não posso negar algumas semelhanças, como os falsetes do vocalista, embora ele os assuma com mais vontade e sem medo. No entanto ele o faz com seriedade, sem fazer disso uma piada como no caso do The Darkness. Também como semelhanças entre as três bandas possa estar o fato de que elas produzam músicas muito boas, hits arrasa-quarteirão, mas também muita música chata. Mas com o Muse mesmo as músicas chatas são mais interessantes e audíveis do que o que o Radiohead e Coldplay produzem em seus discos, tirando os singles. O álbum de 2001, Origin of Symmetry, não foi o primeiro com o qual tive contato, mas é prazeroso de se ouvir, várias vezes, em seguida mesmo. Não deixe de escutar com atenção e espaço na sala a espetacular “Plug in Baby”.

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005