Descobri esta manhã que Toni Collette vai lançar, junto uma banda chamada “The Finish”, um álbum. Não fazia idéia disso. Bem, já que tratei aqui de explicitar minha ignorância sobre o fato, me encarrego agora de ajudar a esclarecer ainda mais a situação para aqueles que, como eu, foram surpreendidos pela notícia. Apesar do álbum ainda não ter sido lançado, o vídeo do primeiro single, “Beautiful Awkward Pictures”, já foi feito, e a moça mesmo é que liberou o arquivo no “You Tube” – impressionante como em um espaço de apenas dez anos a internet transformou-se em um mídia poderosa, não?
O vídeo, inicialmente, tem aquele sabor “Yellow” de ser, e tanto a música quanto o curta foram criticados por alguns internautas em famosas comunidades de divulgação de vídeos na internet. Tudo bem: de fato a inspiração do vídeo é claramente “coldplayana”, digamos assim, mas não vi problema algum, ao contrário de todo mundo, em ela ficar parada, sem ação, diante do acontecido. E, uma vez que ambos somem no final do vídeo, imagino que tudo tenha sido meio que uma ilusão, ou então foram sobrepostos pela maré, o que deixa a estória do vídeo ainda mais intrigante e interessante. Eu, particularmente achei bem simpático, só me resta a dúvida sobre os dotes de Toni como cantora e compositora, dúvida esta que qualquer pessoa poderá solucionar tão logo o álbum vaze na net – eu já disse que a internet é mesmo uma mídia poderosa? 😉
Baixe o vídeo usando este link.
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Este é um clipe estranho: um vídeo difícil de encontrar na internet – o que me levou à uma verdadeira peregrinação até chegar ao MSN e descobrir como baixá-lo de lá -, de produção enxutíssima, de um artista como Elton John, pelo qual já nutri algum gosto, mas que perdeu qualquer interesse para mim desde que começou a requentar músicas em funerais, com uma música que não é nada de mais…nada disso deveria chamar a minha atenção. Mas o charme aqui tem uma só fonte: a participação algo supreendente do ator americano Robert Downey Jr. E o mérito é todinho dele: de maneira despretensiosa, com um cantar algo murmurante, o ator vagueia por uma mansão incomodamente vazia e iluminada pela luz do sol, dublando a voz de Elton John em uma única tomada, sem cortes. Mesmo não sendo exatamente bonito, o rapaz – bem, ele já não é mais um rapazinho – é muito charmoso e, além disso, conta a seu favor o fato de ser um cara totalmente fora do padrão certinho e super-família dos astros americanos: ele já foi preso por uso de drogas e ainda foi confirmado como tendo distúrbio bipolar e ser maníaco-depressivo. E depois de anos de encrencas e um bom tempo na prisão, o cara ainda consegue angariar a simpatia do público, mesmo em um clipe simples e dublando uma música de Elton John! – isso é mais do que suficiente para mostrar que o rapaz tem grande carisma mesmo. Baixe já o vídeo pelo link abaixo.
Classuda ao extremo no disco Birds, Bic Runga acertou em cheio no clima do clipe para a música “Say After Me”. Como incita a primeira parte da música, a ambientação da sequência inicial do vídeo e a performance da artista é totalmente cabaret. Com o avançar do elegante climax orquestral da canção, um belíssimo espetáculo composto de fogos de artifício serve de fundo para a focalização dramática e algo teatral da câmera e o caminhar glamouroso da artista neo-zelandesa. É a perfeita transposição para imagem da sonoridade da canção. Baixe já o vídeo pelo link a seguir.
Eita, o vídeo da última canção do mais novo disco do Muse é uma piada só. A banda satiriza de uma vez só filmes do gênero western, de ficção científica, de kung-fu e sobra até para “Planeta dos Macacos” e “O mágico de Oz” – ou já estou vendo coisa demais? Copiando toda a estética de filmes clássicos, dos créditos iniciais aos finais, não há como não evitar cair na gargalhada com tamanho disparate. A intepretação dos atores é pra lá de intencionalmente canastrona, o protagonista tem cara de ator pornô dos anos 70/80 – hummm…. -, e a estória do curta é sem pé nem cabeça – mas é tão divertido! E ainda somos presenteados com um Cris Wolstenholme à moda cowboy – huuuuummmmmm… (parte 2). Baixe já o vídeo pelo link abaixo!
A deliciosa canção “Criminal”, um dos maiores êxitos do primeiro do disco da então estreante Fiona Apple, ganhou um vídeo lascivo e lento, que evidencia o charme e a sensualidade da composição e da compositora com uma câmera nada apressada e com muitíssima elegância. O curta é quase todo filmado às sombras, cujo cenário escondido é revelado somente com uma luz que se move pelas cenas e que transforma a irís dos olhos de Fiona em algo reluzente – e o olhar de felina predadora, que contrasta com seu comportamento por vezes ingênuo, lhe cai muito bem nesse vídeo.
Depois de muito tempo sem criar um vídeo musical sequer, o idolatrado diretor Chris Cunningham volta de maneira retumbante com o vídeo para a canção “Sheena is a Parasite” da banda The Horrors. O vídeo, curtíssimo, é delirantemente rock do início ao fim e traz contrastes muito bem bolados: primeiro, mostra o baterista e o baixista da banda – estraaaanha, por sinal – quase zumbizantemente estáticos, enquanto o guitarrista, o tecladista e o vocalista da banda se rasgam em uma performance totalmente “rocker”, acompanhados pela performance excruciante, visceral, teatralíssima e escancarante da atriz Samantha Morton, que faz você jurar que a Sheena é mesmo um parasita, um demônio, um monstro, um alienígena, uma coisa qualquer que, com certeza, não é humana – eu andaria com cuidado pela Inglaterra depois de ver este vídeo…não iria querer topar com essa mulher na rua nem de brincadeira. Segundo, o crueza do cenário contrasta diretamente com os efeitos elaboradíssimos que mostram a metamorfose monstruosa de Sheena…se algum homem me disser que ainda vai querer levantar um vestido feminino depois de ver isso eu vou ter certeza que este é um homem corajoso. Baixe já o vídeo e experimente toda a crueza do rock, através de um dos links abaixo. Parasite-me, Babe!