O curta composto para divulgar o primeiro single de Black Holes and Revelations ganha bizarros ares neurastênicos: gente com a pele completamente coberta por malhas que lembram animais ou que simplesmente camuflam a humanidade de quem está ali embaixo, espelhos e projeções no lugar de rostos, coreografia ao mesmo tempo sexy e esquizofrênica. A atmosfera do vídeo tem algo de tão agonizante que lembra aqueles sonhos desconexos e claustrofóbicos que só servem para te acordar no meio da noite, absolutamente incomodado. Não isso não é uma crítica, é um elogio: é a concepção visual ideal paa o ritmo acelerado e dançante de “Supermassive Black Hole”. E para agradar os fãs, claro, o vídeo conta com a participação da banda. Baixe já o vídeo por um dos links a seguir e confira você mesmo.
http://rapidshare.de/files/20727380/lolblackhole.wmv.html
http://www.sendspace.com/file/3qthl5
Deixe um comentárioSe algum visitante do blog puder fazer a caridade de me informar se a velocidade de download do SendSpace é tão ruim aí quanto é comigo aqui, o que significaria que o problema é com o servidor deles mesmo, eu agradeceria.
A energia genuinamente rock da banda The White Stripes revela-se como nunca no poder da melodia do hit “Seven Nation Army”, formada apenas pela bateria minimalista de Meg, a guitarra estrondosa de Jack e a própria voz do cantor, estranha, urgente e com uma charmosa desafinação eventual. A ambientação visual do vídeo da canção consegue, com simplicidade e maestria, transformar em imagem o vigor sonoro da banda. O curta é simplesmente isto: apresenta os dois únicos membros da banda, contidos em formar geométricas, que se aproximam e se sobrepõem sucessivamente, em tons de vermelho, branco e preto – o resultado da técnica tem muito de hipnótico, predendo a atenção do expectador nas imagens recorrentes e na sonoridade viciante. Comprove você mesmo o efeito do vídeo baixando agora pelo link a seguir.
No final do segundo vídeo do disco Meds, a banda britânica Placebo ironiza sutilmente o presidente americano – aqui representado por um ator, claro – usando como agentes de sua crítica formigas que destroem um comunicado do “comandante” da nação mais rica do mundo. Não é nada demais, apenas um vídeo competente, mas, com certeza, os três integrantes da banda arrasam em figurinos elegantíssimos de couro negro. Baixe o vídeo utilizando o link abaixo.
Tenho uma implicância inexplicável com algumas coisas, e Franz Ferdinand é uma delas. No entanto, estou sendo conquistado pelos vídeos mais recentes da banda – nem tanto pelas músicas, mas o conjunto acaba agradando. E o curta feito para ilustrar o B-side do single de “The Fallen” é o segundo que me cativa. Simpatisíssimo e repleto de um contentamento despropositado e descompromissado, o vídeo traz uma jovem charmosíssima, cuja beleza clássica e nostálgica desperta no expectador reminescências de atrizes francesas de filmes hiper-clássicos. Pode não se constituir em um marco na história dos videoclipes, mas a música e as tomadas repletas de charme são altamente viciantes – dá vontade realmente de pegar um mp3 player e sair por aí como Lindsey Wells, caminhando sem muito propósito e desmesuradamente aproveitando de forma brincalhona as ruas de sua cidade. Você pode acabar não se saindo tão elegante e charmoso quanto ela, mas sem dúvidas vai se divertir à beça – ou servir de chacota para os transeuntes. O link para download segue abaixo.
Algumas vezes, os vídeos mais alternativos e feitos à toque de caixa são os mais autênticos. É o caso deste vídeo feito para a música “The Faire Folk”, cujo trabalho restante dos autores da canção não faço muita questão de conhecer – o conjunto de imagem nonsense e música cíclica é que interessa mesmo. O curta foi filmado usando o recurso de stop-motion para simular o movimento acelerado ao fundo contrastando com a lentidão do personagem no primeiro plano – e o personagem em questão é alguém trajado com uma fantasia de monstro dentuço muito divertida. O filminho é um desatino pop-urbano com idéia simples, ainda que bem trabalhada, e com senso de humor discreto ao retratar – na minha avaliação – alguém frustrado por não se adaptar à vida cosmopolita e que resolve abandoná-la e retornar à um cotidiano menos urbanamente selvagem. Baixe o vídeo pelo link a seguir.
Crianças anêmicas, de aparência mortificada, fazem estranha encenação que integra elementos e citações de belicismo medieval, paganismo, morte, ressureição. O vídeo da estranha canção “Jeremy Fraser” é uma mistura muito bem filmada e ensaiada disto tudo, o que resulta em um curta mórbido, bizarro e perverso. Mesmo não sendo exatamente um fã da banda, sou obrigado a admitir que seus vídeos, que tem algo de nostálgico, desesperado e fulgaz, despertam muita atenção de quem se depara em frente à eles. Download do vídeo no formato .MOV pelo link abaixo.