A holandesa Lolly Jane Blue nem tem o seu álbum de estréia finalizado ainda mais já deixou candidato a single e vídeo prontos para qualquer eventualidade. E logo que se termina de assistir ao clipe dirigido por Sil van der Woerd, que também está contribuindo com o disco ao lado de Mosan Tunes, fica-se com a impressão de que a cantora está com sérias pretensões de encarar a fila de Björk ou mesmo de uma Madonna com o modo “Bedtime Stories” ligado. O vídeo tem uma concepção visual impressionante e sofisticada, mas as vezes resvala em algum excesso de breguice, como na sequência “mamãe sou um híbrido de Marilyn Monroe e Princesa Léia flutuando no espaço”. Apesar de alguns exageros, que bem podiam ter sido enxugados, tanto música quanto clipe, na maior parte do tempo, despertam o interesse e enchem olhos e ouvidos.
Assista ao vídeo via YouTube neste link ou baixe o arquivo, em alta qualidade, neste outro link. Se você por um acaso gostou da proposta, baixe as duas versões disponíveis da canção usando os links a seguir.
“Worms”: http://www.badongo.com/file/5167971
“Worms Revisited (Acoustic)”: http://www.badongo.com/file/5167990
Me desculpem se vou soar imparcial, se vou rasgar seda e se este vídeo não é nada demais: é simplesmente impossível eu me controlar quando se fala de Emily Haines, a única mulher até hoje que conseguiu se colocar no meu mundo musical ao lado de Tori Amos. Eu simplesmente idolatra-a, amo-a tanto quanto a fabulosa pianista americana. E achei ótimo que a artista resolveu, ao lado de seu fiel diretor de vídeos Jaron Albertin, que já deu a loira canadense o irretocável e elogiado vídeo de “Doctor Blind”, um clipe para a canção “Our Hell”, que abre seu último disco solo e é um dos pontos altos do lançamento. Jaron, assim como fez no clipe anterior de Emily, decidiu continuar explorando o horror cotidiano, mas ao contrário do que fez no trabalho anterior, em que mergulhou a artista em uma sequência de delírio, resolveu fazer com que a normalidade ali filmada fosse subvertida apenas pelo uso da técnica: trata-se apenas de mais um dia de descanso e diversão na praia, mas tudo foi filmado com o uso de uma câmera de sensibilidade térmica – o resultado é um tanto arrepiante, já que no vídeo o mundo é visto como em uma chapa de Raio-X.
Apesar de não ser nada de novo, a animação do clipe da canção “Yeah, You Can Be My Muse” é singela e tem traços bastante singulares. No curta, um homem tenta obter a atenção da mulher que amava, até então, a distância. O melhor ainda é a música, uma baladinha gostosa que gruda no ouvido e não sai de jeito nenhum. Assista via YouTube
Durante as apresentações ao vivo de Björk em 2003, na consagrada turnê de divulgação da coletânea Greatest Hits e do box Family Tree, algumas músicas eram acompanhadas por vídeos feitos especialmente para serem projetados ao fundo, enquanto as canções eram cantadas. Todos os vídeos ficaram a cargo de Lynnfox, na verdade o pseudônimo coletivo de um trio de artistas visuais espetaculares, Patrick Chen, Bastian Glassner e Christian McKenzie. Um desses vídeos impressionantes, feito para a fabulosa canção “Unravel”, acabou sendo disponibilizado na web há algum tempo, e mostra a cantora recolhida em um recinto negro enquanto estranhos fios projetam-se de suas costas para produzir algo novo…ótimo para esquecer o equivocado e medonho vídeo mais recente de Björk, feito para a canção “Earth Intruders”.
Neste clipe, feito para a companhia de telefonia celular européia Orange, bonecos são usados de uma maneira diferente do que normalmente estamos acostumados a ver em clipes e curtas: ao invés de simular uma suposta realidade toda feita por estes bonecos, o diretor decidiu inseri-los na realidade humana, colocando-os dentro deste universo, visivelmente manejados pelas mãos de pessoas e as auxiliando-as em suas próprias atitudes mais rotineiras. O resultado é um vídeo muito, divertido e simpático, mesmo que a música um tanto chatinha da banda britânica Clocks – que faz participação rápida no vídeo – atrapalhe um pouco.
No videoclipe de animação da canção “Monsters Under The Bed”, do desconhecido cantor Eugene McGuinness, um garoto e seu ursinho de pelúcia lutam para acordar de um pesadelo, fruto de um sono repentino devido a exaustão de manter-se acordado durante a madrugada. O mais divertido é a reação do garoto ao viver uma fatalidade enquanto tenta escapar deste mundo repleto de bichos-papão de todos as espécies – Rambo é uma das figuras mais influentes no mundo pop, sem dúvidas.