Uma prisão. Até aí tudo bem. Mas uma prisão onde de animais que passam o seu tempo livre dançando? Essa animação bizarra – aliás, ser bizarro é sina das animações – é o vídeo da faixa “Outsiders” da banda Franz Ferdinand. Não é um vídeo brilhante, mas casa bem com o “mood” nostálgico da ótima faixa do segundo disco – ao contrário das críticas na internet, que afirmavam que este clipe não casa nem um pouco com o trabalho dos britânicos. Assista e decida por si mesmo.
Baixe o vídeo utilizando o link a seguir.
http://extreme.colonelblimp.com/radar/RD_huber_franz.mov
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Ao assistir o clipe da bela canção “We’re Here”, da banda de rock alternativo/indie Guillemots, é fácil perceber a influência do clássico “Koyaanisqatsi”, filme de Godfrey Reggio com trilha sonora de Philip Glass. Contudo, neste vídeo temos imagens sempre em ritmo acelerado, o que combina bem com a música de bases orquestradas. Não é nada inovador, mas é uma bela reutilização da influente fórmula criada por Reggio.
Centenas de sapatos voando, dançando, parados e de todas as maneiras imagináveis são utilizados neste vídeo stop-motion da cantora sueca Jenny Wilson – essa mulher realmente tem fetiche por sapatos. A técnica é muito bem utilizada, e rende algumas cenas bem hilárias, como quando ela é carregada imóvel pelos comodos pelos seus sapatos e na cena final, quando a mulher, de quem só vemos as pernocas, aparece soterrada por sapatos – sem falar na dancinha infame dela, que também é ótima. Baixe o vídeo utilizando
Uma crítica ao modo de vida moderno é feita no vídeo da bela música “Modern World”, da banda canadense Wolf Parade, em mais um vídeo que usa a técnica do stop-motion. No entanto, neste clipe os astros são bonecos, muito expressivos, diga-se de passagem. A linha de produção obscura, no início do vídeo, é um retrato tão arrepiante dos reveses da contemporaniedade tanto quanto a genial sequência de “Tempos Modernos”, de Charlie Chaplin. Baixe o video utilizando
Imunda como uma suína no Reveillon na primeira parte do vídeo, Karen O dá o sangue no clipe da magnífica canção “Gold Lion”, se des-mundando e surgindo linda, maquiada e pra lá de abrilhantada na segunda metade do curta, mais performática do que uma uma atriz do cinema mudo. A premiação de “Melhor Performance” no poderoso e influente blog de vídeos Antville, onde acabou concorrendo com o também brilhante vídeo “Sheena Is A Parasite”, que Chris Cunningham fez para a música do “The Horrors”, é mais do que merecida – a premiação para qualquer um dois dois vídeos é justíssima. Assista ao vídeo agora e confira o porque do fato de que o rock nunca vai perder o status que tem. Baixe o vídeo neste link ou neste outro link ainda.
E já que eu confessei estar contrariando a certa dose de antipatia blasé que eu nutria pela banda, só me resta assumir que estou vivendo este momento Coldplay da minha vida e colocar o vídeo da canção “Talk” por aqui. O diretor Corbijn acertou ao criar um vídeo divertido, engraçado e com visual inspirado em filmes de ficção-científica meio “trash”, ou simplesmente retrô. A banda, aparentemente, entrou no clima e se divertiu muito com o seu companheiro de clipe, o robozão simpático e que garante um final hilariante para o grupo.