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Categoria: bloguices

textos dentro do estilo blog mais padrão: comentários rápidos e rasteiros sobre temas dos mais diversos.

Culture Wars – “Typical Ways” (single) [download: mp3]

culture wars - typical ways (single, 2025)

Banda originária de Austin, no estado americano do Texas, Culture Wars vem consolidando sua sonoridade de rock alternativo abrindo apresentações de bandas de rock e pop/rock mais populares, como Keane e Maroon 5 – com quem os texanos apresentam mais semelhança sonora. Com um EP liberado em 2021, o grupo americano nos últimos dois anos lançou uma série de singles em preparação ao primeiro álbum, previsto para chegar este ano.

culture wars - typical ways (single, 2025) post 01
Banda texana lançou ano passado um single pop/rock frenético

Entre as canções do ano passado, se destaca a intensa “Typical Ways”: apesar de introduzida com o trio guitarra, baixo e bateria em ginga discreta sob vocal embebido em malemolência pop/rock, o clima de “encontro noturno no barzinho” não dura nem um minuto, pois logo o refrão converte o molejo melódico em puro fervor rítmico, com bateria intensa e guitarras densas adornadas pelo vocal frenético de Alex Dugan ao cantar os versos nos quais alerta alguém que adora: é melhor se afastar dele, pois ele não pretende mudar – e eu espero que não mude, pois, se a banda mantiver todo esse entusiasmo musical, temos chances de um álbum interessante este ano.

Baixe:
Culture Wars – “Typical Ways” (Single) [mp3]

Ouça (Spotify):

Culture Wars - Typical Ways - Single, 2025
Culture Wars - Typical Ways - Single, 2025

Ouça (Deezer):

Culture Wars - Typical Ways - Single, 2025
Culture Wars - Typical Ways - Single, 2025

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Cat Power – Redux (EP) [download: mp3]

cat power - redux (ep, 2026)

Em comemoração aos 20 anos (quanto tempo!) de lançamento do disco The Greatest, a cantora americana Cat Power reuniu-se ano passado com a Dirty Delta Blues, a banda que costumeiramente a acompanha em turnês, para retomar e finalizar “Try Me”, um cover de James Brown que fez parte das sessões do álbum de 2006, mas nunca tinha sido finalizado: diferenciando-se do romantismo da gravação original, na voz e banda de Cat a faixa ganha as inevitáveis cores melancólicas do blues, mas na sequência final piano, órgão e bateria entram em absoluta comunhão para elevar o espírito da canção em um frenesi gospel.

cat power - redux (ep, 2026) post 01
Cat Power comemora 20 anos do lançamento de The Greatest com bons covers e uma releitura de uma canção do disco de 2006

Mas além do cover que não havia sido finalizado nas sessões de vinte anos atrás, Chan Marshall (como também é conhecida a cantora) aproveitou a oportunidade para produzir mais duas gravações para o EP lançado esta semana. A primeira é uma regravação de “Could We”, faixa do álbum de 2006 que duas décadas depois é atualizado com vocal mais assertivo da artista e uma melodia mais blues-rock, onde a harmonia brilhante do piano mezzo-virtuoso ganha destaque. Fechando o EP, Cat Power optou por uma tarefa ousadíssima, voltando-se para “Nothing Compares 2U”, escrita e originalmente lançada por Prince em 1985, mas eternizada em 1990 por Sinéad O’Connor em uma versão nada menos que definitiva da faixa. Embora não se compare a gravação lendária da artista irlandesa, ao herdar o mesmo sentimento de desolação, levado a frente aqui pelos acordes tristes do violão e guitarra, pelos toques tímidos do teclado e pela bateria lenta e sofrida, o cover da cantora americana se sustenta com dignidade e tem beleza própria – como diria o ditado brasileiro: entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

Baixe:
Cat Power – Redux (EP) [mp3]

Ouça (Spotify):

Cat Power – Redux – 2026
Cat Power – Redux – 2026

Ouça (Deezer):

Cat Power – Redux – 2026
Cat Power – Redux – 2026

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Novo domínio: seteventos.com

new domain - seteventosdotcomHá praticamente cinco anos, quando procurei registrar este endereço, descobri um tanto chateado que o termo já havia sido registrado com a terminação .COM por uma empresa portuguesa da região de Seteventos (daí a razão do registro). Entre o .NET e .ORG, não me perguntem por qual razão, mas optei por este último – talvez por uma questão de estabelecer claramente uma diferenciação do registro já estabelecido e que já tinha indexação em mecanismos de buscas. Bem, qual não foi minha surpresa ao receber em meu e-mail uma mensagem de uma empresa de negociação de domínios que o seteventos.com estava à venda? Animei-me, mas logo já tratei de segurar a animação: como qualquer atravessador – lembram das aulas de geografia? – eles queriam cobrar os olhos da cara, o nariz e a boca pelo domínio. Recusei a oferta. Mas como não sou idiota, descobri que o domínio estava em leilão aberto e o universo conspirou (risos à la Paulo Coelho) para que ele fosse meu pelo seu valor mínimo, como o de qualquer outro domínio .COM.
Então é isto: o seteventos passa a adotar o .COM como domínio principal, mas não se preocupem, ele também poderá ser acessado pelo clássico, já estabelecido .ORG. Vou manter o registro por uma questão de tradição e apego afetivo, afinal foi com ele que acabei criando a identidade do blog. Porém, ele servirá apenas para redirecionar para o seteventos.com e, portanto, o FEED RSS só funcionará sob o novo domínio. Deste modo, peço a todos que assinam o FEED do blog para que atualizem para a assinatura sob o novo registro, o seteventos.com, ali na barra lateral do blog ou pelo serviço de assinatura do seu próprio navegador. Deixo então avisado que o FEED RSS do domínio seteventos.org não estará mais funcionando e não receberá mais atualizações daqui em diante, embora você ainda possa continuar utilizando o domínio antigo para acessar o seteventos.com.

Aproveito para pedir desculpas pela lenta atualização do blog. Gostaria de fazê-lo com mais frequência, mas neste momento está um pouco difícil. Mas prometo resenha para este fim de semana, ok?

Abrações para todos e continuamos com a programação normal, mas em um novo bat-canal…seteventos.com!

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Twitter Wars: Campo de Batalha Brasil.

Twitter Wars BrasilEu realmente não virei fã do Twitter. Na verdade nem tentei de fato usá-lo – fiz uma conta, mais por inércia do que por vontade, como faço em muitos serviços da internet, mas já o fiz sabendo que não ia usar. Eu desconfio que a minha falta de atração pelo serviço tenha origem no meu mais completo desinteresse pela telefonia móvel, à qual só aderi há coisa de 2 semanas, e ainda assim porque ganhei um aparelho celular. Parece que uma coisa nada tem a ver com a outra, mas existe uma relação. A maior parte dos usuários deste serviço acabou se acostumando – e se afeiçoando – com os chamados “torpedos”, tornando-os tão intrínsecos ao serviço de telefonia quanto a própria chamada telefônica. Daí que o Twitter, de um certo modo, se assemelha muito aos chamados torpedos: mensagens curtas, em sua grande maioria sem qualquer caráter emergencial e muitas vezes tratando de banalidades ou amenidades das mais diversas – é, eu sei que se anda fazendo usos mais “nobres” desta ferramenta de internet, mas em sua maioria esmagadora o uso tem bem a natureza que descrevi. E como eu não fiz do celular um instrumento necessário ao meu cotidiano, o Twitter, pela semelhança que enxergo com este serviço, acabou figurando para mim como algo tão desinteressante quanto. Além disso, eu tenho um blog – ou melhor, dois blogs, né? -, e a hora que eu quiser ficar postando mensagens curtas ou simplesmente ficar repassando links – coisa que nunca encontro necessidade de fazer – eu posso escolher fazer isso em qualquer um dos dois. Eu sei, o Twitter PODE ser mais do que isso, mas eu ainda não fui arrebatado mesmo que pelos seus outros encantos.
No entanto, o meu desinterrese natural pelo serviço tem ganhado força por conta de acontecimentos dos últimos meses. O Twitter, que já naturalmente sofreria da mesma problemática de todas as ferramentas sociais da web, que é o fato de que as pessoas acham necessário se inter-relacionar com o maior número de pessoas para propagar sua presença na rede, acabou tendo isso potencializado por ter sido convertido na coqueluche do momento graças aos portais e sites de tecnologia mais up-to-date, que o alçaram ao possível pontapé da chamada “Web 3.0”, e aos blogueiros mais gabaritados e/ou hypados da internet, que o transformaram no seu mais novo brinquedinho, chegando ao ponto de elevá-lo à nova materialidade do jornalismo do século XXI. Junte esse oba-oba que certamente aguça a curiosidade alheia com sua dinâmica de uso simplificada – como bem destacou Matt Mullenweg em uma palestra ao visitar o Brasil em junho deste ano, trata-se apenas de uma caixa de texto e um botão de “send”…qualquer palerma sabe usar isso – e o cenário do apocalipse se apresentou no horizonte da internet: uma tsunami de internautas resolveu desaguar no serviço para inundar a web com suas micro-postagens, muitas delas tratando de todo tipo de asneira desnecessária, como a narração sequencial de seus afazeres mais estupidamente ordinários e repetitivos do cotidiano, sem notar que isso pouco interessa à humanidade – ou eu estou errado ao dizer que coisas como “no supermercado comprando Sucrilhos de chocolate” ou “começou a Sessão da Tarde, tô assistindo”? não tem qualquer necessidade de ser ditas e não, de modo algum se configuram como coisas úteis e de interesse público?
Como o serviço, com esse conjunto de fatos, acabou virando uma das maiores novas-modinhas da web ele veio a conquistar espaço e uso até na mídia televisiva. Resultado? As estrelas e astros da cultura pop voltaram seus olhos para o serviço e perceberam ali um instrumento mamão-com-açúcar para ganhar ainda mais projeção e, obviamente, para dar uma alisada nos seus egos, já que disputar seguidores para o seu perfil no site seria um atestado de popularidade para o “twitteiro”.
E aí começaram os problemas que o Twitter vem trazendo para a internet nas últimas semanas. Quando são anônimos fazendo e dizendo bobagem, isso não ganha lá muito espaço nem na própria internet. Agora, o que acontece quando são celebridades que acabam fazendo isso? Bom, já deu pra perceber que aí a coisa ganha proporções muito maiores. E é o que está acontecendo: vai semana, vem semana, toma-se conhecimento que alguma (sub)celebridade fez bobagem lá pelos domínios do tal Twitter – e isso acontece até mesmo porque a graça do serviço está em tornar tudo público, evidentemente. Já teve de um tudo, de mané mandando mensagem pra maior estrelete internacional do serviço pedindo pra apoiar a campanha pra tirar o presidente do senado do seu cargo, divulgação de número de celular pelo próprio detentor do telefone, alfinetadadas contínuas por dor de cotovelo em campanha de prêmios pra obter mais seguidores no perfil do serviço e, a última, sujeito fazendo uma piada totalmente desnecessária, em um daqueles torpedos twittênicos clássicos de “ei, pessoal, to fazendo isso agora, sabiam?” e sendo criticado por um colega de profissão que, ora vejam, ganha a vida fazendo o mesmo tipo de piada rasteira – é aquela história do roto falando do esfarrapado. É o verdadeiro inferno na terra (virtual) de fazer vergonha a meu adorado Dante Alighieri – ou ao próprio Diabo, convenhamos.
Agora eu pergunto: que me interessa isso? O que lhe interessa isso, amigo internauta? Bem, não interessa, mesmo. É evidente que o Twitter não é o carrasco do senso de utilidade da web, já que a maior parte dos chamados serviços sociais, que são a “alma” da tão celebrada web 2.0, contribuem para tanto há muito mais tempo – basta entrar em uma comunidade qualquer do Orkut e ver como as pessoas perdem tempo se alfinetando e alimentando discussões estúpidas. Porém, o combo hype + facilidade de uso está tornando o serviço o espaço ideal destas batalhas e deixando o Twitter do jeitinho que o diabo gosta. Bastava o “twitteiro”, as celebridades do serviço em especial, parar para pensar não mais do que um minuto para deixar de publicar asneira e poupar o internauta de tomar conhecimento de sua estupidez. Mas aí já é pedir demais, já que a maior parte das pessoas não dá uma pausa para refletir antes de fazer coisa muito mais importante, como pôr mais uma criança nesse mundo sem ter a menor condição e aptidão para criar. É, só nos resta fechar os olhos ao avistar a palavra “Twitter” em qualquer site de notícias. Ou rezar para essa moda ser passageira – e não custa ser – e aguardar que as tais celebridades fechem seu canal de comunicação direta com os fãs e voltem à velha e – agora vejo – tão útil tradição de ter suas declarações filtradas pelos seus assessores de imprensa.

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OUTSIDERS.

Yes – I’ve decided to open a new blog – and I will try to keep it alive despite the fact that having one blog is already something that drains your free time. There are three reasons for doing this: first, I’ve ceased writing in English a long time ago and I wanna resume writing practice; second, because even though it’s written in Portuguese, seteventos.org receives lots of foreign visitors with whom I’ve never had the chance to communicate properly; third, as seteventos.org is mostly a review blog, I needed a entirely new space to talk about other stuff, to post things more “blog-like” that I’ve been feeling the need to post since some months ago. So, this is it. Go ahead, subscribe to its feed and to is comments and spread the news.
Ready?
Click.
OUTSIDERS

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“Cadê a tesoura?” ou “Não quer? Tem quem queira!”

E aí que, não tendo mais esses sites de celebridades o que fazer, a revista Quem, assim como o Ego – tudo a mesma coisa, diga-se -, fizeram copy & paste do post do blog Just Jared do “flagra” de Ben Affleck com seu visual incomum – para seu histórico, claro: cabelos longos e barba densa.

Há poucas semanas o Ego, com a sensibilidade que lhe é comum , sem nem desconfiar do fato de que Ben ainda é um ator e que eles costumam preparar seu visual para algum personagem, publicou a foto abaixo dele, com um texto que dizia parecer “que os tempos de galã de Ben acabaram com a paternidade”.

Pausa para os comerciais:
1) adoro o carimbo do “Flagra”. Ninguém na redação do Ego percebeu que ele sabia que estava sendo fotografado? Flagra de quê? OI? Até parece que eles conseguem convencer alguém de que isso foi exclusividade de um stalker do globo.com
2) a ambiguidade da frase ficou fabulosa – afinal de contas, quem a lê também pode entender que ele foi um péssimo pai enquanto tinha o status de galã.

Pois bem. Agora os estúpidos que trabalham para Ego-e-companhia-limitada descobriram (duh!) que ele estava se preparando para compor um desleixado qualquer em uma bobagem hollywoodiana desinteressante.
Mas não é sobre isso que quero falar.
O fato é que Ben Affleck – que foi já uma das minhas grandes taras…e ainda é, né? -, mesmo depois de casado, de ter trezentos e cinquenta mil filhos, de não ter mais aquele corpo malhado, de colocar a carreira como ator em ponto morto, e de provavelmente ter descoberto que nunca foi exatamente um bom ator, ainda continua muito gato, mesmo cabeludo e barbudo. E olha que eu já disse aqui zilhões de vezes que tenho tanto pavor de homem com cabelos longos que já vou logo perguntando, “cadê a tesoura?” Obviamente que eu prefiro ele um big-bang de vezes com aquele visual comportado, mas até nessa situação ele me parece apetitoso. Se o pessoal do Ego acha mesmo que ele deixou de ser galã só por conta de uma barba, não tem problema não. Melhor ainda se a Jennifer Garner começar a partilhar qualquer hora da mesma opinião. Não quer mais? Tem quem queira, ué. Manda pro meu apartamento por FedEx que eu estou aceitando e mando até cartão com flores de agradecimento, pôxa. Chegando a encomenda, é só fazer uma retífica no material seguindo essa receita:
– algumas doses de Bloody Mary ou qualquer drink que seja da preferência do moreno (chegado que ele é numa “cana”, é mamão-com-açucar fazer o gajo ficar manso);
– um pouco de água;
– um estojo de Prestobarba;
– uma boa loção pós-barba (pra fazer um agrado no gatão e já preparar o terreno, digo, a cama);
– e, claro, a grande protagonista desse processo de beautification, uma tesoura. Caso ele se mostrasse um tanto indisposto a arrancar aquele aplique, no problem at all: era só cair naquele dossel translúcido, deixar o moço bem exausto com o “esforço” e aí, sem ter como protestar por ter todas as suas forças exauridas, sacar de uma outra tesoura estrategicamente colocada debaixo do travesseiro pra então, ZAPT! Fazer a tosa da juba-aplique na calada da noite. Ah…aí, com esse deus morenão de cabelo cortadinho, inerte placidamente na sua cama, qualquer um veria que tem mesmo coisas que não tem preço. Pra todas as outras existe o rentboy.com®!
Ah, aproveite aí as fotos das duas versões despojadas do Affleck, nos seus tamanhos originais.

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005