Nova-iorquinos que participam de uma festa de despedida são repentinamente surpreendidos por um estrondo gigantesco. O que inicialmente é cogitado como um acidente ou atentado terrorista na cidade, logo mostra-se como algo muito mais estranho e aterrador através da lente da câmera digital amadora que registrava a festa de despedida.
“Cloverfield” é mais um fruto da atual seara de produções de ficção que exploram o pressuposto documental, cujo representante mais popular é o longa “A Bruxa de Blair”. Considerando-se este aspecto, o filme acaba tendo sucesso na empreitada ao expôr um evento catastrófico, bem como o pânico e caos por ele desencado, sob a abordagem de um registro amador, incluindo aí a exploração dos reveses do material utilizado para a gravação assim como da falta de habilidade ao manipulá-lo – como se pode conferir nas cenas que simulam o vídeo que havia sido gravado anteriormente na fita e que “vaza” em alguns momentos em que ele estava sendo sobreescrito pela gravação mais recente, interrompendo a trama do filme -, e fundindo-o com a inserção de efeitos especiais em uma materialidade que está ainda sendo descoberta no cinema – a do filme digital. Mas os méritos de “Cloverfield” ficam mesmo por aí, resumidos aos aspectos técnicos. Naqueles responsáveis pela verdadeira qualidade de um longa-metragem, “Cloverfield” capenga na referência algo assumida e naquela que inivetavelmente, a meu ver, soa mais como apropriação do que referência. Aquilo que se assume como tal pode ser visto poucos minutos logo que se inicia o evento catastrófico que é a razão de ser da película: a cabeça da estátua da liberdade, arrancada e arremessada contra um edifício e que acaba aterrissando em uma rua da cidade é uma referência à cena que estampa o cartaz do filme “Fuga de Nova York”, do diretor John Carpenter. Ate aí, tudo bem. O problema é que praticamente o filme todo acaba sendo uma cópia dissimulada, um remake um tanto cara-de-pau de “Godzilla”, de Roland Emmerich, com uma pitada do clássico absoluto “Alien”, quando em uma sequência do filme vislumbra-se uma idéia que se aproxima muito de um dos elementos mais simbólicos do universo da franquia iniciada pelo filme de Ridley Scott. Para entornar ainda mais o caldo, os personagens do longa-metragem, um bando de homens e mulheres beirando os 20 ou 30 anos, tem personalidades e comportamentos consideravelmente irritantes e infantis, em particular aquele responsável pelo registro em vídeo – é certo que este personagem, ao assumir o trabalho que seria equivalente ao de um narrador, deve ser inevitavelmente inoportuno, mas ao somar-se à isto uma boa dose de imbecilidade do câmera-personagem-narrador, que muitas vezes não entende algo que já está patente para a platéia, o filme beira, em alguns momentos, as raias da irritação.
É por conta disto que “Cloverfield” é apenas mais um filme que privilegia a forma sobre o conteúdo, organizado sobre uma pirotecnia efusiva que tem como objetivo encher os olhos suficientemente para desviar atenção de um conteúdo raso, um pastiche barato do filão americano do monstro na metrópole – seja ele, de fato, uma criatura colossal e sanguinária ou uma constelação de naves espaciais sedentas por destruição. A única coisa que fez valer a pena essa sessão diante de meu televisor foi a curtíssima cena, logo no início do filme, em que o ator Michael Stahl-David é flagrado sentado em uma cama, vestindo apenas uma cueca samba-canção: nem uma horda de bestas genocidas gigantescas é páreo para toda a formosura deliciosamente perfeitinha do garoto loiro – ele chega a fazer você até esboçar um sorriso ao fim dos 85 minutos desta pura perda de tempo.
Baixe o filme utilizando uma das fontes de links a seguir.
legenda (português):
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Fonte 1 [AVI]:
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Fonte 2 [AVI]:
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Fonte 3 – RMVB [297 MB]:
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Dois jovens de 20 e tantos anos, amigos de infância, amantes de literatura e música punk, tentam ambos lançar seu primeiro livro, enviando juntos os seus escritos para uma editora. Enquanto Philip consegue obter o feito, e ganhar fama da noite para o dia, Erik tem seu escrito recusado. Philip, porém, acaba tendo problemas, já que não consegue lidar com o seu sucesso, e Erik segue em frente na tentativa de obter uma nova chance.
Mais uma temporada de Lost chega à sua conclusão, com a exibição de um eletrizante episódio final duplo. Desde que a série foi retomada, com a exibição do nono episódio, Lost entrou em uma espécie de conclusão de um ciclo, eliminando personagens secundários e mesmo alguns do primeiro escalão do elenco, talvez em caráter temporário, para, de modo muito astucioso, criar novas tramas para os personagens com eles diretamente ligados, dar mais espaço ao aprofundamento da mitologia cada vez mais extensa da ilha e possibilitar, a partir da próxima temporada, o desenvolvimento de uma mudança do espaço físico explorado na série. Parte disso já era do conhecimento do público através do uso dos flashforwards, o que fez desta a conclusão de temporada menos surpreendente da série até hoje. No entanto, a metade do impacto perdido no quesito surpresa foi devidamente compensado pela fabulosa composição da narrativa deste episódio final da temporada, que envolveu passado, presente e futuro da ilha e do mundo exterior à ela – só para citar como registro de exemplo, logo no início do episódio, foi engendrada uma fusão brilhante do fim da “recapitulação” dos acontecimentos anteriores com o início do episódio que, diga-se, remonta ao igualmente fenomenal fim da terceira temporada. Além disso, flashforwards de cada um dos personagens que tiveram especial destaque este ano – quem a assistiu, sabe bem de quem estou falando – pontuaram toda a duração do episódio, respondendo dúvidas que foram lançadas pela exposição de outros flashforwards durante toda a temporada, bem como lançando ainda outras sobre ocorrências na passado/presente/futuro da ilha e daqueles que a habitam – sem falar na aparição mais uma vez meteórica de dois velhos conhecidos do fim da segunda ano que ninguém imaginava que fossem novamente apresentados no seriado.
Enquanto uma jornalista e seu cinegrafista registram, por uma noite, o cotidiano de uma equipe de bombeiros para um programa de televisão, uma chamada de emergência é feita solicitando atendimento em um pequeno prédio residencial de Madri. Ao chegar ao local, equipe e jornalistas são recebidos pelos condôminos, que explicam ter feito a chamada para que verificassem barulhos estranhos na residência de uma senhora idosa. É a partir da inspeção do apartamento desta mulher que o horror tem início dentro do edifício.
Fãs da saudosa série de TV “Arquivo X” estão em estado de ansiedade absoluta: no dia 25 de julho deste ano será lançado o segundo e aguardadíssimo filme que reúne a espetacular dupla de agentes do FBI, Fox Mulder e Dana Scully. Como já é de costume, a produção está cercada de segredos que, aparentemente, continuam tão bem guardados quanto antes eram, o que acabou limitando, até o momento, o vazamento de informações não-oficias: somente o
Eva convida a mãe, Charlotte, uma pianista de sucesso, para visitá-la depois de longos sete anos sem que as duas tenham estabelecido qualquer contato entre si. A pianista aceita, e ao chegar é informada por Eva da presença na casa de Helena, sua filha mais nova, uma mulher com severa debilitação física que Charlotte imaginava ainda estar em uma instituição onde a colocou e não mais procurou ver. Dentro de pouco tempo sua estadia vai servir para que Eva exponha toda a mágoa do passado que levou-as ao afastamento.