Outro vídeo de outra entre muitas bandas tentando se lançar no mercado. Mas, sou obrigado a dizer uma coisa: a julgar por este vídeo e esta música especificamente, esses aqui tem apelo pop inegável. Apesar de os principais integrantes da banda serem dois, Lisa Light e Scott Blonde, apenas este último é apresentando no vídeo, entre um punhado de crianças dançarinas. E, meus caros, com o perdão do palavreado carregado na tônica gay – e poderia ser diferente com este tal Scott? – a bicha abafa: sem vergonha nenhuma, o loiro, convenientemente trajado apenas com calça jeans e jaquetinha de couro – hum…básico – requebra-se todinho até mais do que Robert Plant em pleno palco nos seus melhores dias – esse cara é tão mas tão pouco discreto que ele não passaria sem ser notado, dançando deste jeito, nem em uma festa rave repleta de gente tendo ataques epiléticos. Para um clipe que, segundo o próprio protagonista do vídeo e seu diretor, não queriam que soasse gratuitamente pop, há bastante glamour luminescente, rajadas de luzes estroboscópicas e coreografia espalhafatosa/cool. Ave-Maria, imaginem se eles quisessem fazer um vídeo pop? Mas, é bom dizer, eles declararam que também pretendiam fazer um vídeo divertido. Ah, tá. Sério, porque esse vídeo é realmente divertido: se não sentir uma vontade louca de incorporar um Scott Blonde cover você mesmo, já que a música é realmente de grudar na cabeça com sua batida e sua eletrônica gostosíssima, então ao menos o trabalho garante umas boas gargalhadas. Tudo bem, a parte das crianças roubando coisas do discreto no meio do vídeo, visto que a maioria delas é negra, não caiu muito bem e soa um tantinho preconceituosa, mas tem relação direta com a letra da canção. Vamos dar um desconto. Afinal ela (o Scott, ok?), é a tal (mesmo).
Baixe o vídeo utilizando este link e, se realmente gostar, baixe o mp3 da música utilizando o link abaixo.
http://www.gigasize.com/get.php/-1100153491/01_Whine_and_Dine.mp3
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O vídeo da canção “Shooting Star”, da banda Air Traffic, que ainda vai lançar seu álbum de estréia, Fractured Life, em julho deste ano, não é nenhum grande arroubo de inventividade, mas a sonoridade da banda também não é nenhuma novidade – alguém aí lembraria de Keane, Coldplay, Thirteen Senses, Death Cab For Cutie? No entanto, ambos são bons: o vídeo é muito bem feito, apresentando a banda de forma bastante competente em meio a objetos arremessados, ao mesmo tempo que um casal vive seu amor em meio a objetos que flutuam, e a canção é um indie rock marcante e vigoroso. Vale para conhecer a banda antes de seu lançamento oficial.
Mike Mills não teve dúvidas: para o clipe da faixa “Top Ranking”, disponível no último álbum da banda Blonde Redhead, colocou uma modelo em uma sala iluminada de tonalidades claras e mandou ela fazer intermináveis poses, editando o vídeo com exatamente um segundo de cada uma das inúmeras poses que a garota tratou de fazer. O resultado é um tanto estranho, mas pra quem já espiou os álbuns de fotos dos usuários do Orkut, soa como uma paródia daquilo que se costuma ter por lá. Espie você mesmo e veja se não é isso que vem a cabeça em grande parte do vídeo.
Minha adorada e idolatrada Emily Haines, à frente de sua empreitada coletiva, o Metric, é retratada em alguns breves momentos no vídeo que o diretor Jaron Albertin fez para o single “Empty”, do último disco do grupo. Para o clipe, o diretor decidiu retratar vários aposentos de uma casa, todos com sua mobília e objetos bagunçados e jogados por todos os lugares. Os objetos vão lentamente retornando aos seus lugares, só então descobrimos que os membros da banda estão espalhados por cômodos da casa – a inspiração vem de outros vídeos, com certeza, mas a idéia foi muito bem reciclada.
O diretor Patrick Daughters com certeza é fã do elaborado vídeo “Here It Goes Again”, da banda OK Go, já que este, feito para a canção “My Moon My Man”, da cantora Feist, bebe na mesma fonte, tendo como único diferencial a produção mais endinheirada. Digo único diferencial porque é o orçamento que, consequentemente, deu direito a movimentos de câmera, figurantes, figurino charmoso, uma fotografia mais elaborada e, não menos importante, uma escada rolante para embarque e desembarque em um aeroporto – tudo o que não temos no vídeo do Ok Go, mas que também não faz falta lá. Como no clipe de “1234”, Daughters mostra que tem gosto por coreografias para turbas de figurantes e câmeras deslizantes. Mesmo que de alguma forma seja uma idéia que já vimos antes, isso não tira o mérito do belo trabalho do diretor.
No vídeo que fez para a canção “Going To A Town”, de Rufus Wainwright, Sophie Muller parece ter entendido que para ilustrar toda a frustração do cantor com o estado atual América, exposta nos versos da música, o mais adequado seria não economizar no uso de simbologias visuais e na interpretação um tanto canastrona do cantor. Mesmo que soe um tanto carregado de sentido – incluindo o final messiânico -, a diretora mostrou que a decisão foi acertada, pois o clipe transfigura em imagens o clima de protesto e tristeza da canção.