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Sete Ventos Posts

Howie Day – Stop All the World Now. [download: mp3]

Howie Day - Stop All the World NowNão dou qualquer crédito à esta geraçãozinha de músicos “cool” da música internacional. Estou falando destes artistas que cantam com uma voz empostadamente sussurrante – estilo Vera Fischer mesmo – e que se assemelha muita à uma pessoa com a cabeça no travesseiro, acabando de acordar. Para você ter uma idéia mais precisa de qual estilo muscial eu estou me referindo, saiba que os maiores representantes desta geração – que se acha a cereja do sorvete, o último pacote do biscoito, ou seja, o maior acontecimento musical dos últimos tempos – são o asmático John Mayer e a anêmica Norah Jones.
No entanto – sempre tem um porém – conheço há algum tempo um artista que se enquadra nessa categoria e para o qual nunca dei a devida atenção. Voltando meus ouvidos para os mp3 aqui arquivados, devo declarar que é o único que consegue me cativar.
Howie Day, com seu álbum Stop all the world now, apresenta todos os artífícios utilizados por essa geração de artistas Lexotan: o já citado cantar “cool” sussurrante, o piano como instrumento prevalecente, as pés fincados num pop sen arroubos performáticos. Mas Howie cativa por conseguir ser comedido nestas artificialidades e, vez por outra, soltar a voz com mais vontade. Seu pop de sutilezas melódicas satisfaz com a beleza de canções como “You & a Promise”, que tem base agradavelmente sincopada e retrata o momento final de uma relação. “Collide” é a canção mais famosa do disco, um típico single com refrão certinho. Contudo, é a faixa “Come lay down” a música mais bonita do disco: com frases de estímulo de alguém que tenta encorajar seu amor à confiança e seguir em frente, a melodia também surpreende com sua harmonia que se constrói sobre um crescendo absoluto. E é justamente nesta faixa que Howie consegue se libertar mais dos vocais sôfregos, provando que está muito à frente de seus companheiros de profissão mais famosos. Não deixa de ser um atrativo a mais também o fato de que Howie é um tremendo de um gatinho. Tá certo, já estou pensando no bem que deve fazer uma voz suave dessas no uvido quando deitado…
Baixe pelo link a seguir.

1. Brace Yourself
2. Perfect Time Of Day
3. Collide
4. Trouble In Here
5. Sunday Morning Song
6. I’ll Take You On
7. She Says
8. Numbness For Sound
9. You & A Promise
10. End Of Our Days
11. Come Lay Down

http://rapidshare.de/files/5548565/Howie_Day.ZIP.html

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Sigur Rós – “Glósóli” (dir. Arni, Kinski e Ted Karlsson). [download: vídeo]

Sigur Rós - GlósóliNo vídeo de um dos singles de Takk, quarto disco da banda islandesa Sigur Rós, uma trupe de crianças reune-se lentamente, numa jornada através do vasto ambiente islandês para, na conclusão do vídeo atirar-se sem pestanejar um imenso despenhadeiro. Todos o fazem sem hesitação, a não ser um garotinho, que mostra não ter certeza em unir-se às crianças que se dirigem ao horizonte. Com locações absolutamente deslumbrantes, o vídeo consegue retratar a canção e o universo musical da banda islandesa de forma precisa: uma atmosfera fabular e idílica se faz presente durante todo o vídeo, exatamente o que se sente ao escutar qualquer dos discos do Sigur Rós. Imperdível. Baixe o vídeo de “Glosoli” agora clicando aqui.

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The Boy / Dezembro 2002: todo Raphael Laus [fotos]

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Há certas coisas que o público nem precisa pedir: elas virão. Esse é o caso de Raphael Laus, o garotão fenomenal com cara de safado que foi capa do ensaio de Dezembro de 2002 do The Boy e eleito o melhor daquele ano. E olham que o ano de 2002 teve concorrentes poderosos – Rafael Monteiro, Leandro Becker, mas os visitantes, felizes com tantas opções espetaculares, fizeram a sua escolha.
Rapahel Laus guarda impressionante semelhança com Matheus Verdelho. Não estou me referindo aqui exatamente à semelhança física, mas nas sensações despertadas em qualquer pessoa que se depara apreciando-os: uma mistura primitiva de desenfreada libido e paixão. Assim como Verdelho, Laus consegue assumir feições ferozmente sexy e irresistivelmente doce: tudo depende de sua imensa capacidade de adequar sua infinita masculinidade àquilo que ele preferir no momento. Assim, o fabuloso garotão consegue ser o arquétipo da preferência de todos os gostos: o homem objeto – o sexo em estado puro – e o homem do ideal afetivo – o companheiro de toda uma vida. Não existem muitos homens como estes, que conseguem reunir em si tudo o que se deseja tão ardentemente. E, felizmente, no ensaio que produziu para o Terra, o fotógrafo invejado por todos os visitantes do The Boy soube exatamente como capturar essa química extraordinária de Raphael Laus: nestas imagens temos Rafael exibindo-se com todos os seus atributos de virilidade, doçura, malícia e sedução – fica aqui a devida reverência ao trabalho extraordinário do fotógrafo Cristiano Madureira.
Tão evidente quanto o chão que pisamos é o fato de que as fotos de Raphael Laus estariam logo aqui no blog – nem precisava pedir, viu? Bem, aqui estão tanto o álbum aberto e o álbum fechado desse deus. Novamente, faço o pedido para os visitantes de que se você possui alguma foto do ensaio fechado que não esteja aqui a envie prontamente pare o meu email. Divirtam-se!

Acesse: Fotos de Raphael Laus: The Boy

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“Munique”, de Steven Spielberg.

MunichBaseando-se nos acontecimentos das Olímpiadas de 1972, onde um atentado palestino nos aposentos de atletas israelenses resultou em inúmeras mortes de ambas as partes, Spielberg desenvolve a estória dos agentes israelenses encarregados de eliminar palestinos supostamente involvidos no acontecimento.
O filme tem sido criticado pela imprensa especializada, e ainda mais por palestinos e israelenses, por não se aprofundar e não retratar adequadamente as minúcias das motivações do conflito entre os dois povos. Não endosso estas opiniões. Acho que Spielberg se saiu muito bem no retrato de um conflito no qual é um estranho – apesar da origem judia e, por consequência, raízes israelenses, seu olhar sempre será o do povo americano. O que israelenses e palestinos esperavam de “Munique”? Que o americano Spielberg decifrasse a verdade e a razão de ser de um conflito que os próprios envolvidos não conseguem, apesar dos esforços, analisar?
Tecnicamente o filme também é caprichado: o elenco está muito bem, a fotografia de Janusz Kaminski é sutilmente granulada e sépia – o que eleva a sensação de passado -, a direção é precisa. O roteiro adaptado de Tony Kushner e Eric Roth consegue ser preciso ao retratar a insensatez de toda violência – tenha ela alguma justificativa ou não – e realista ao mostrar que espiões assassinos não são um poço de frieza, charme e profissionalismo. Durante todo o filme a impressão mais forte é a de que aqueles agentes contratados, que no final são tidos como especialistas, não passam de corajosos amadores. Deve-se dar o dveido crédito ao elenco, claro, também responsável por transmitir adequadamente tal impressão.
No final das contas, este acaba sendo o filme mais bem acabado e relevante de Spielberg em muito anos. E a prova de que, atualmente, o diretor consegue ser mais efetivo em produções sérias do que em filmes repleto de efeitos digitais e pirotecnias derivadas.

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Prévia: “Silent Hill”, de Christophe Gans. [download: vídeo & mp3 ]

Prévia - Silent HillNo dia 21 de abril – Tiradentes no Brasil – fãs americanos de um dos mais fabulosos jogos de horror para a plataforma Playstation já tem compromisso marcadíssimo – é a estréia da versão cinematográfica do primeiro jogo da série Silent Hill. Assisitindo o trailer já se percebe que os realizadores conseguiram atingir grande parte da atmosfera sonora e visual do game e, no seu fim, ouve-se um breve trecho da música tema do jogo – e a indicação de que ela será igualmente utilizada no longa-metragem. Essas são as boas notícias. O que talvez possa aborrecer os fãs seja o fato de que a protagonização da estória foi trocada: no jogo é o pai que enfrenta os perigos da cidade-fantasma em busca de sua filha; no filme, por sua vez, quem parte nessa jornada de horror é a mãe – que é meramente citada no jogo. Isso é, notadamente, um artíficio para atrair o público, já que aproxima o longa da recente onda de sucesso de filmes de horror como “O chamado” , “Escuridão” e “Dark Water”. Eu disse cidade-fantasma? Este é justamente o segundo problema: enquanto no game a cidade é habitada apenas e tão somente por uns poucos personagens desavisados ou que se encontram sub o jogo demoníaco de Silent Hill, no trailer vemos um bom número de habitantes – o que não quer dizer gente “normal”, entenda-se. Porém, há de se compreendeer que esses são efeitos do instrumento de adaptação da estória – poucas adaptações que o fazem linha por linha de texto resultam em boas obras. Resta saber se esse é o caso do filme Silent Hill. Não há outro remédio: o jeito é esperar a estráia no Brasil e torcer que as modificações não destruam uma estória das mais ricas e inteligentes do horror no mundo dos games. Ficou curioso? Baixe já o trailer usando o link abaixo e não deixe de baixar no segundo link duas músicas da aclamada trilha sonora do jogo, composta por Akira Yamaoka.

trailer: http://mp3content02.bcst.yahoo.com/pub06root3/Pub06Share12/yahoointernal/8/21763902.mov

mp3: http://rapidshare.de/files/12162128/sh_theme_tears_of_pain.zip.html

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Tori Amos – Under the Pink [download: mp3]

tori amos - under the pink (1994)

Em Under The Pink, como o título já sugere, o condição feminina serviu como mote para a composição do disco. As relações afetivas, os conflitos, o modo da mulher encarar o mundo. Depois do primeiro álbum solo, Tori Amos volta mostrando que tudo o que fez em Little Earthquakes pode ser ainda reelaborado, revertido e recriado, tanto melodicamente quanto liricamente falando. Isso faz o segundo álbum de Tori parecer uma espécie de segmento do primeiro disco, mas com uma exploração ainda mais profunda de tudo que foi abordado antes. Isso não significa perda de qualidade, bem pelo contrário. Do ódio entre mulheres ao ódio à religião, tudo acaba caindo na boca irônica e sarcástica da pianista americana. Arranjos ainda mais elaborados, melodias sofisticadas (tão únicas que até hoje não encontram precedentes no mundo da música) e letras complexas e confessionais continuaram sendo o tom da compositora norte-americana: em “Cornflake Girl” é feita uma crítica mordaz a mãe da “família do comercial de margarina” e “God”, por sua vez, não poupa nem mesmo deus com seus versos irônicos que questionam se o poder divino não precisaria de uma ajuda feminina. Em “Yes, Anastasia”, Tori constrói, sem pressa, uma verdadeira sinfonia, o que constrasta diretamente com alguns momentos da sua letra, que falam sobre atos dos mais ordinários. O confessionalismo é ainda mais impactante neste segundo disco: em “Icicle”, por exemplo, Tori fala sobre o que fazia em seu quarto – intimidades sexuais solitárias, para fazer uso de um eufemismo – enquanto pessoas, sob o comando de seu pai – um reverendo metodista -, oravam inocentemente mais abaixo. São letras como essas, e de todos os seus albuns posteriores, que fazem artistas como Madonna parecerem ingênuos se comparados a ousadia inteligente – e nada vulgar – de Tori Amos. Baixe já o álbum completo e comece a entender porque Tori Amos é o alvo da idolatria mais passionalmente apaixonada do mundo da música.

Baixe: Tori Amos – Under the Pink [mp3]

Ouça:

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005