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Sete Ventos Posts

Edith Piaf & Theo Sarapo – “A quoi ca sert l’amour?” (dir. Louis Clichy) [download: vídeo]

Edith Piaf & Theo Sarapo - A quoi ca sert l'amour?A magnífica música cantada por Piaf e Sarapo ganha um vídeo de animação elegante e divertido, feito pelo estúdio francês Cube Creative. Contando a estória de um romance cheio dos típicos problemas de relacionamento, o curta foi feito usando apenas duas tonalidades e com traços que remetem à rusticidade das técnicas de animação antigas. Em contraste, a velocidade em que as ações são desenvolvidas e os elaborados e esvoaçantes jogos e vôos de câmera revestem o vídeo de modernidade e, consequentemente, também a canção. Imperdívelmente viciante.
Baixe o vídeo no formato .MOV usando o link abaixo e escolhendo a opção “salvar destino como…” do menu do seu navegador de internet:

http://www.cube-creative.fr/site/videos/NT/LC/akoa_hd.mov

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Beck – “Hell Yes” (dir. Garth Jennings & Spike). [download: vídeo]

Beck - Hell YesNa segunda versão do vídeo de um dos singles do disco Guero do inglês Beck, os já famosos robôs QRIO da Sony demonstram a supreendente desenvoltura e suavidade de sua movimentação quase humana num palco montado diante de uma platéia absolutamente hipnotizada. Beck e mais alguns idiossincráticos personagens são exibidos em alguns momentos sobre o palco, em imensas projeções holográficas. Belo vídeo que consegue casar muito bem suas imagens com a já robótica atmosfera da música.
Baixe o vídeo no formato .SWF (arquivo flash, visível apenas ao abrir no seu navegador ou com a utilização de programas de visualização de arquivos SWF) usando o link abaixo e escolhendo a opção “salvar destino como…” do menu do seu navegador de internet:

http://www.anonymouscontent.com/vids/gjennings_bec_hel.swf

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Paparazzo: todo Mário Frias [fotos]

mario-frias-paparazzo-homens

O ator Mário Frias vai substituir o delicioso moreno Roger Gobeth – com quem já atuou em Malhação – na nova fase da infantilóide Floribella da TV que hoje se autodenomina Band. Com cara de menino, apesar de já não o ser tanto, o loiro Mário tem uma beleza cativante: um belo sorriso, olhar meigo e que lhe dá, por vezes, um ar de menino confuso. A única crítica fica para o corpo de Mário que, na verdade, poderia ser mais trabalhado. No entanto, não chega a ser problema e ainda é um corpo bonito. Resumidamente, é o tipo de homem com quem você chega em casa à noite e se prepara sem pressa para ir para cama e aproveitar algumas horas de prazer tranquilo e confortante. O ensaio do Paparazzo é dos seus tempos menos criativos: fotos em estúdio sem qualquer esforço de imaginação, produção que se resume a suprir as necessidades do fotógrafo preguiçoso, dimensões demasiadamente pequenas das imagens. No entanto, é o melhor registro que se tem do ator. Aproveite o álbum com fotos, wallpaper e alguns poucos registros dos bastidores.

Acesse: Fotos de Mário Frias: Paparazzo

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Placebo – Meds [download: mp3]

Placebo está de volta como o imperdível álbum Meds, a ser lançado no dia 13 de Março desta ano. Tão logo terminei a primeira audição de Meds notei, tardiamente, que não apenas o embasamento melódico do álbum anterior está sendo levado à frente mas percebi também que Sleeping with Ghosts foi na verdade um ponto de partida para a concepção do novo álbum. Isso porque Meds aproveita tanto as novas experiências do álbum de 2003 que o Placebo de 2006 surge com um rock mais plácido e menos visceral do que nos seus três primeiros álbuns. A maior parte das músicas é harmonicamente mais contemplativa, algumas cujas introduções lembram inclusive bandas do fim dos anos 80/início dos 90, como o New Order de então: é o que ocorre na segunda faixa do disco, “Infra-Red”. E há também sonoridades inovadoras como a ambiência techno-rock-mórbida de “Space Monkey”. Com tudo isso, no plano sonoro Meds soa como um dos álbuns mais contraditórios da banda: consegue ser homogêneo ao mesmo tempo que abraça sonoridades tão diversas. Quanto às letras, o Placebo se apresenta nostágico-depressivo como costuma sempre ser, em belíssimos versos que confessam lamentos de utopia amorosa, como em “Pierrot The Clown”. Porém, ainda há espaço para letras que apregoam urgência e rancor, como na abertura do disco, homonimamente intitulada “Meds”, como o próprio disco. E é nessa e em outra faixa do disco – “Broken Promise” – que a banda traz duas participações especiais, respectivamente Alison Mosshart (do The Kills) e Michael Stipe (do R.E.M), para incrementar ainda mais a tessitura complexa deste álbum. É maravilhoso para qualquer fã descobrir que seus ídolos continuam inovadores e criativos, capazes de proezas lírico-sonoras como Meds.

Baixe: Placebo – Meds [mp3]

Ouça:

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Paparazzo: todo Daniel Erthal [fotos]

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O ator do imbecilíssimo seriado-novelístico Malhação não é um adônis, não é um deus corporeamente humano nem entra na meu listão dos imperdoavelmente irresistíveis, mas que dá um belo caldo, isso dá. Ao contrário da maior parte do elenco masculino da já referida obra de conteúdo dispensável, ele tem feições masculinamente mais marcantes e um apelo sexual mais maduro, apesar de ainda ser bastante jovem. Essas características de sua beleza loira sem dúvidas o tornam um diferencial entre seus colegas de elenco – sem desconsiderar o valor físico de alguns dos outros atores. Apesar de sua atuação meio apagada – ao menos neste momento -, é inegável que ele apresenta uma beleza agradavelmente mais uniforme do que alguns atores que saíram de Malhação e enveredam em produções “mais maduras” – como aconteceu com Cauã Reymond, cujos traços excessivos de suas feições não seriam páreo para a beleza sem arroubos mas exata de Daniel Erthal. Aproveite o ensaio do Paparazzo que apresenta o loiro gostosinho no álbum.

Acesse: Fotos de Paparazzo: Daniel Erthal

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“Escuridão”, de John Fawcett.

The DarkMaria Bello interpreta uma mulher que leva a filha, com quem tem problemas de relacionamento, até a casa do seu ex-marido, num recanto bucólico do País de Gales. Ao chegar lá tem a sensação de que o local guarda algo de sinistro. Correm-se apenas algumas horas e o que ela de alguma forma pressentia acontece: sua filha desaparece no mar misteriosamente. Suas suspeitas sobre o mal que se esconde no lugarejo se confirmam quando o velho caseiro de seu ex-marido lhe revela uma das estórias do folclore galês e que ela acredita ter relação com o desparecimento de sua filha.
Todos os comentários na internet à respeito deste filme o relacionam inteiramente com O chamado, que por sua vez, na dança dos infames remakes de Hollywood, já era o remake de um filme japonês chamado Ringu. As comparações procedem de alguma forma, já que os dois filmes guardam elementos em comum, tanto em conteúdo quanto em estética: uma mãe e seu filho são vítimas de algo sobrenatural; as protagonistas, Maria Bello e Naomi Watts, são fisicamente parecidas; uma fotografia insistentemente escura que por vezes deixa o espectador às cegas; cenas de impacto que misturam horror e beleza plástica.
No entanto, devo dizer que a imensidão de clichês estilístico-visuais de Escuridão tem uma outra fonte, e que é certamente a maior fonte de “inspiração” dos livros e filmes de horror orientais e suas inevitáveis versões hollywoodianas. Quem viu o filme de John Fawcett e gosta de jogos de horror já deve saber do que estou falando. É isso mesmo: Escuridão é uma cópia descaradamente não assumida do genial, e já lendário, jogo Silent Hill. Tudo no filme remete à Silent Hill: os inesperados flashs com fragmentos rápidos de cenas; a fotografia escura e suja; a cenografia que explora ambientes mórbidos e envelhecidos; o argumento base, que envolve crianças desaparecidas relacionando-as ao ocultismo/fanatismo/sobrenatural; até a magnífica transmutação de um mesmo ambiente em sua versão sobrenatural/demoníaca o diretor teve a cara-da-pau de utilizar. Toda a base do filme é uma utilização ostensiva do argumento e atmosfera do jogo e que sofreu apenas algumas modificações para melhor disfarçar a sua fonte: transposição de local, modificações na identidade dos personagens, algumas substiuições no argumento-base. Porém, tudo não passa de uma mudança puramente cosmética, e que se esvai no decorrer do filme sob o olhar atento de qualquer fã de jogos de horror como Silent Hill, considerado o melhor jogo de horror/suspense da história dos games. O projeto de John Fawcett engana a maioria das pessoas, mas não aqueles que não tem preconceitos em reconhecer que um bom jogo é, hoje em dia, tão bom quanto um filme. À todos que pensam em ir ao cinema para ver Escuridão, fica o recado: se você tem um computador, và até a feira livre de eletrônicos ou camelódromo mais próximo, compre o jogo Silent Hill e vivencie uma experiência de horror verdadeiramente inesquecível. Esse, na verdade, é único mérito do filme de John Fawcett: lembrar que o jogo lançado em 1999 é, até hoje, um saboroso e assustador passatempo.

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005