Fernando Casarin é o modelo de Março de 2006 do The Boy. O rapaz possui algo de tempero latino na sua beleza jovial. Porém, não se trata daquela beleza latina já tão estereotipada, mas daquela que suscita a origem européia da latinidade presente na América: os traços do rapaz tem o que conheço de melhor em italianos e espanhóis, por exemplo. E quem resiste à essa latinidade tão inclassificável e, por isso mesmo, tão brasileira? Coroando as feições do mancebo ainda temos a sua juventude, sua pele de uma morenice cativante, seu sorriso maroto. O olhar de Fernando é um caso que merece ser discutido à parte: seu olhar terno ganha diferentes feições nas fotos em que o garoto usa óculos. Ali ele apresenta ainda mais atrativos, perfazendo ares mais sérios, contemplativos, dirigindo um olhar mais inquisitivo, perscrutador: a impressão que se tem do olhar dele nesta sessão de fotos é que ele te “come com os olhos” (ai, Jesus!). E é nas fotos do ensaio fechado – ousadas como sempre, para nosso prazer – que se nota outra característica de Fernando: há ou não há algo de Malvino Salvador neste menino? Se um Malvino já é bom, imagine outro…Aproveite o álbum aberto e o álbum fechado deste moreno maroto. Confira abaixo o inspirado trabalho do fotógrafo Cristiano Madureira com Fernando Casarin.
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Ao tomar conhecimento do assassinato de toda uma família em Holcomb, uma cidadezinha interiorana dos Estados Unidos, o jornalista e escritor Truman Capote parte para o local para escrever um artigo sobre o acontecido para a famosa revista The New Yorker. Ao chegar na cidade o seu interesse sobre o ocorrido se amplia, e ao invés de um simples artigo Capote sente que deve escrever um livro. Assim, ele passa a dedicar alguns anos da sua vida envolvendo-se intensamente com a estória, fazendo pesquisas e entrevistas com os amigos da família e seus assassinos, produzindo aquilo que viria a ser considerado uma obra-prima, o livro “À sangue frio”.
Singelo e delicado vídeo de animação que mostra a breve jornada de uma criaturinha chamada “Annai”, que parte em busca da solução para a amargura de possuir um olho só. A trilha do vídeo é feita por uma flauta doce que entoa acordes sutis que se adaptam com ligeiras modificações a sequência que é retratada e relembra ainda trechos de melodias que já soaram na infância de qualquer adulto. A estória é ingênua e sutil, retratando a forma como são ignoradas pessoas que não se enquandram no perfil idealizado pela sociedade. Apesar da melancolia da animação, o final mostra Annai encontrando de forma inesperada uma solução para o seu problema através de compreensão e conforto oferecido por alguém diferente como ele(a). Assistindo à essa bela mini-fábula lembrei-me dos inúmeros desenhos de origem desconhecida que eram apresentandos nas redes de telvisão há muitos anos, particularmente na TV Cultura – quando ela ainda era um canal sem a tola pretensão de ser “antenada” com a “juventude” da atualidade. Baixe já e aprecie essa raridade!