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Tag: musica

Tori Amos – Little Earthquakes [download: mp3]

tori-amos - little earthquakes (1992)

O primeiro álbum solo de Tori Amos é totalmente marcado pela verve confessional, uma das coisas que tornou Tori famosa e que tantas outras celebridades da música copiaram sem dó nem piedade, e muito menos vergonha na cara. Pouco depois de lançar o fracassado álbum Y Kant Tori Read, quando dirigia seu carro para voltar para casa, Tori foi estuprada. O acontecido levou a cantora à meses de depressão e o seu primeiro álbum solo é o retrato da dor e da já famosa ironia da cantora sobre o que sentia. Com algumas músicas já prontas, Tori levou o material que já tinha composto para os executivos da Atlantic Records, que já tinham lhe dado à oportunidade de lançar o fracassado primeiro álbum. No entanto, ao conferirem o que Tori tinha feito, resolveram lhe dar mais uma oportunidade e pediram a ela que fizesse mais canções. Não deu outra: o álbum estourou como um sucesso incontrolável de crítica e público, arrecadando legiões de fãs ensandecidos e fidelíssimos a cantora americana. Little Earthquakes foi um sopro de vida – pedindo licença para parafrasear Clarice Lispector – no início da década de 90: enquanto a cena musical era infestada por bandas alternativo/grunge como Nirvana e Perl Jam, que se grudavam numa guitarra, Tori inundou tudo com suas melodias elaboradíssimas e letras complexas, com referências quase criptografadas à sua vida particular, e uma imensidão de outras coisas – como religião e mitologia -, que até hoje confundem os fãs: canções como “Mother” e “Silent All These Years” são exemplos de letras e melodias rebuscadas, quase sinfônicas. Porém, há também músicas com melodias épicas e retumbantes e letras repletas de sarcasmo e ódio como acontece em “Precious Things” e a faixa-título do disco. Mas é impossível terminar este texto sem citar a música-símbolo do início da carreira de Tori Amos. “Me and a Gun”, melodicamente seca – é cantada “à capella” -, fala com ironia sobre o que passa na cabeça de uma mulher estuprada – antes e depois de ocorrida a violência. Um disco fabuloso e que pode ser considerado a pedra fundamental da inspiração de toda uma geração de cantoras/compositoras – para não falar sobre àquelas que descaradamente clonaram a persona genial de Tori Amos. Não deixe de baixar já esta preciosidade musical.

Baixe: Tori Amos – Little Earthquakes [mp3]

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The Cardigans – Long Gone Before Daylight. [download: mp3]

The Cardigans - Long Gone Before DaylightLong Gone Before Daylight, álbum lançado pela banda The Cardigans em 2003, é um disco gestado sem pressa e com cautela. Ao menos é essa a sensação que se obtém depois de ouvi-lo por completo. Suas canções tem um tecimento pop tão cuidadoso e requintado que o ouvinte sente vontade de acompanhar o canto sutilmente intenso – e muitas vezes triste e sofrido – de Nina Persson em todas as faixas do disco. Composto por melodias primordialmente acústicas, é o avesso absoluto do álbum anterior da banda, Gran Turismo. A grandiloquência eletro-rock é substituída por melodias essencialmente delicadas e precisas, como a da faixa “You’re the Storm”. Em “Communication”, Nina Persson fala, com voz nostálgica, sobre um romance cujos amantes indecisos não conseguem expor suficientemente seus sentimentos. Em “And then you kissed me” – que possui uma segunda parte no novo álbum lançado ano passado – temos o lamento de uma mulher que alimenta um amor que a assusta, mas do qual não consegue se afastar. A letra do delicioso single “For what is worth” é bastante precisa ao retratar a euforia quase adolescente de alguém que se descobre apaixonado. Faixas como essas – e todas as outras faixas belíssimas do disco – mostram que se o mundo da música pop está infestado de bandas e artistas cuja música soa fútil e ordinária, a saída mais fácil é mesmo culpar as gravadoras e seus executivos. No entanto, quem disse que isso seria mesmo a verdade? Aí está The Cardigans que, com sua música pop sofisticada e apurada, prova que a descartabilidade musical hoje pode mesmo ser uma opção preguiçosa de seus profissionais. Confira com seus próprios ouvidos e baixe o álbum completo agora.

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The White Stripes – Elephant. [download: mp3]

The White Stripes - Elephant“Seven Nation Army”, música que abre o disco da dupla do rock alternativo americano, é realmente uma das canções que mais dignamente receberia a nomenclatura “rock” nos últimos tempos. No entanto, tirando essa e mais algumas poucas faixas, não há nada que interesse mais tanto no disco. Como se trata de uma dupla, e ninguém mais, o som produzido por eles fica reduzido ao que uma bateria e uma guitarra podem fazer, com alguns pianinhos esparos e uma ou outra coisa. Tudo bem que muita gente defenda o abandono dos ruídos eletrônicos em detrimento do retorno ao som mais básico do rock, vislumbrando nostalgicamente que a qualidade possa ser algum dia a regra e não a exceção no mundo da música. Porém, depois de ter contato com o trabalho da dupla tenho certeza que tal atitude não resultaria no efeito esperado, já que os dois barbarizam ainda mais o conceito, reduzindo o rock a apenas dois instrumentos. Tomando isso como preceito para construir toda a arquitetura melódica de um álbum não há como escapar de um infeliz empobrecimento sonora. Resultado: depois de ouvir as primeiras cinco faixas o interesse vai ficando cada vez mais reduzido, já que o som da dupla fica tão igual de uma canção para a outra, com uma sonoridade demasiadamente seca. Sinceramente, se é assim que acham que deve ser a nova “revolução” do rock eu espero que essa revolução nunca aconteça, porque ela seria a mais chata da história. Se você está cogitando a possibilidade de comprar o CD da dupla, pense nisso: baixe as faixas em mp3 e escute apenas aquilo que interessar de fato. Links para download depois da lista de faixas.

http://rapidshare.de/files/8902046/E_-_WS.zip.html

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Muse – Absolution. [download: mp3]

Muse - AbsolutionMinha predileção e absoluta adoração por Tori Amos fazia-me crêer que nunca encontraria um equivalente no solo masculino para idolatria. Demorou, mas achei Rufus Wainwright, que obteve em mim o mesmo efeito de paixão instantânea ouvindo apenas uma música. Ainda assim não acha que encontraria uma banda que idolatraria, já que sempre fui um pouco ruim para bandas. E enquanto isso meu lado pop se apaixonava lentamente cada vez mais pelo The Cardigans, assim como aconteceu com Björk, um amor que nasceu sofrido e devagar. Com o lançamento de Super Extra Gravity, a paixão concretizou-se completamente e agora, para mim, The Cardigans figura como a melhor banda da música pop do mundo. E só para provar que eu estava muito errado, pouco antes de ter a idéia de fazer este blog este ano, encontrei o Muse. E tudo ocorreu da mesma forma que ocorreu com Tori Amos e Rufus Wainwright. Foi instantâneo. Até algumas semanas atrás minha personalidade e gostos arredios teimavam em recusar-se a elevar Muse ao topo máximo da minha idolatria. Não deu certo. Eles venceram. Para minha sorte, claro.
Muse é, na minha opinião, a melhor banda de rock da atualidade. Todas, absolutamente todas as outras ficam bem abaixo do trio britânico. No álbum anterior, Origin of Symmetry, a banda mostrou o quanto pode construir uma sonoridade rock enérgica, sem apelações mas guardando ainda em si o necessário apelo comercial. Em Absolution, seu álbum mais recente, a banda compõe um maior número de canções mais calmas e suaves, mas ainda mostra músicas que tem a capacidade de ser singles poderosos, como a arrasadora “Hysteria”, uma canção que retrata um amor passional e como diz o título, histérico e “Stockholm Syndrome”, cheia de amargura, soa estranha a primeira audição, mas explode em riffs de guitarra irresistíveis até para uma pessoa como eu que, até então, não tinha qualquer atração por intros ou solos desse tipo. Tirando tudo isso, ainda temos a canção que abre o disco, “Intro” , que reproduz uma marcha militar que finaliza com gritos de reverência que remetem o ouvinte, intencionalmente, as celebrações nazistas em homenagem à Hitler. E isso serve apenas de abertura para a canção “Apocalypse, Please”, que é de chorar de tão linda e poderosa. Os acordes no piano são tão fortes que não há como não imaginar – tendo em conjunto o nome de música e a genial imagem da capa do disco – uma horda de anjos e uma orgia de desastres em um bíblico dia do juízo final. Arrepia os pelos do corpo inteiro ao ouvir. É só se jogar de um prédio de 40 andares pra complementar o efeito da canção.

[music]rapidshare.com/files/279595788/muse_-_absolution.zip[/music]

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The Cardigans – Super Extra Gravity. [download: mp3]

The Cardigans - Super Extra Gravity

The Cardigans - Super Extra GravityEm Long Gone Before Daylight a banda The Cardigans primou pelo simples e por melodias visceralmente acústicas, algo substancialmente diferente do trabalho anterior da banda, o disco Gran Turismo. O álbum surpreendeu e agradou os fãs, angariando ainda tantos outros pelo caminho. Agora, em 2005, a banda retorna com Super Extra Gravity, um álbum que é pomposo não apenas no título. As melodias e letras estão ainda mais cativantes que em Long Gone Before Daylight e conseguem de imediato, já no primeiro contato com o ouvinte, impor-se como um dos melhores (se não o melhor) da banda. Assumidamente pop, mas verdejando por um rock deliciosamente bem engendrado, o disco traz hits imediatos como “GodSpell”, no qual a banda arrisca, pela primeira vez, com letras que criticam a intolerância religiosa, a tocante e poderosa “Losing a friend”, na qual Nina Persson se entrega num canto emotivo sem medo num crescendo espetacular e repleto de momentos de quietude, o bárbaro single “I need some fine wine and you, you need to be nicer”, que compara o bem-amado à um cachorrinho bem-treinado, e a irresístível “Holy Love” , desde já candidata virtual á um videoclipe glamouroso. A banda ousou tanto que chegou ao ponto de reconstruir uma música do álbum anterior, “And then you kissed me (Part 2)”. E ficou ainda melhor que a versão anterior, iniciando ainda revestida pelo estilo do álbum anterior, mas logo encorpando-a totalmente pela melodia poderosa do novo disco, cheia de uma angústia definitiva e desintegradora: bateria, teclados, guitarras e baixos ritmadíssimos acompanhando a voz sofrida de Nina. um disco desde já antológico e obrigatório. Coroando a produção, o encarte do disco tem fotos que são, com o perdão do termo exacerbadamente gay, um desbunde!
Não fica por aqui. Segue abaixo, logo depois da lista de faixas, os link de um diretório com o álbum completo para download. Aproveite!

http://sparklehorse.ru/soundlike/The%20Cardigans%20-%20Super%20Extra%20Gravity%20(Advance)/

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Tribalistas. [download: mp3]

Tribalistas (album)

Tribalistas (album)Que grande idéia: juntar Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte para produzir um trabalho pensado como um conjunto, algo que diferiria das participações anteriores de cada um em seus trabalhos solo. O nome do disco só potencializava ainda mais esta possibilidade: Tribalistas. Era realmente algo que aguçava o interesse, uma grande possibilidade na música brasileira. O problema é que a coisa ficou só na possibilidade mesmo. Fora duas ou três canções, todo o resto é construído com letras tão impressionantemente pop-imbecis que dá vontade de colocar o CD no microondas na potência 10. Vai explodir o aparelho? Ah, não tem problema…se o CD for junto você já sai ganhando. Vamos parar e observar algumas pérolas da composição tribal: “ja sei namorar, já sei beijar de língua agora só me resta sonhar” – blergh! – “eu gosto de você e gosto de ficar com você meu riso é tão feliz contigo o meu melhor amigo é o meu amor” – alguém tem uma pistola automática? – “mary mary mary cristo cristo cristo cristo mary” – alguém tem um lança-morteiro? Não bastasse o alto-nível da composição de letras a sonoridade ainda surpreende (mal, é claro): ouça o disco inteiro e me diga se não é verdade que ele é quase integralmente feito de canções de ninar. Nossa, Xuxa não teria feito melhor! Se os três queriam, realmente, fazer um disco composto em grande parte por canções de ninar ou em tom delicado, quase infantil, deveriam ter escutado o álbum Universal Mother, de Sinead O’Connor. Este sim é um disco dedicado a crianças, mas (importante), por não ser dirigido a esse público, traz as canções mais belas, delicadas e melancólias sobre o amor à elas que já ouvi em toda minha vida. Provavelmente o melhor disco dela. E não essa estupidez que esses representantes da música semi-alternativa-mas-super-produzida fizeram.
Os três participantes desse embuste deveriam ser processados por falsidade ideológica, porque a mim eles não convencem de que se trata de música tribal. Mas isso vai ficar só na minha vontade mesmo. Como a humanidade é feita de cerca de 80% de idiotas acéfalos, o disco foi um grande sucesso. Que lindo. Enquanto isso as vacas do mundo inteiro vão dormir mais tranquilas agora que temos o disco dos Tribalistas. Ou será por isso que fomos supreendidos por um surto de febre aftosa??? Suicídio bovino? Vejam como lixo cultural pode fazer mal a saúde! Até a animal!
Baixe o disco utilizando o link a seguir e a senha indicada para descompactar os arquivos.

senha: seteventos.org

http://rapidshare.com/files/59312333/tribalistas.zip

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005