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Tag: pop-britanico

Dido – Life for Rent. [download: mp3]

Dido - Life For RentEm No Angel, a britânica Dido fez sua estréia, revelando sua voz aveludada e sua elegância pop. Como a regra das gravadoras, ao apostar muitas das suas fichas em um artista revelação, é estabelece-lo entre os artistas já veteranos e consagrados, faz sentido que mantenha-se o trabalho deste no rumo que garantiu o sucesso inicial ou que se recheie o disco com tons ainda mais cativantes.
É isso que faz Life for Rent parecer uma espécie de parte 2 turbinada do álbum anterior, tantas são as canções com cara de single. Temos a presença de músicas com a vestimenta de hits clássicos imediatos – caso de “White Flag”, com sonoridade pop segura que fala sobre uma mulher que insiste em lutar pela relação que já chegou ao seu fim, e “Don’t leave home”, passionalísima declaração de submissão e dedicação amorosa com instrumentação generosa em que se sobressaem belos acordes de violão. Há, como no disco anterior, as faixas com bases eletrônicas assumidas sem perder a coloração pop – caso de “Stoned”, com eletrônica sincopada, onde Dido canta sobre o desejo de um amor mais vigoroso, de “Who makes you feel”, com melodia eletro-pop de elegante sensualidade e letras onde a cantora dirige-se ao amante questionando e mostrando que ele não encontrará ninguém que o ame mais do que ela, e também de “Do you have a little time”, música de sonoridade mais suave, mas que igualmente exala sensualidade, onde uma mulher implora pela atenção de seu amor, que parece não dedicar muito do seu tempo para os prazeres da vida. E há também as canções com tecitura mais acústica – como “This land is mine”, com acústica acompanhada de uma instrumentação pop sutil, onde uma mulher declara à seu amado, quando ele retorna de um período de ausência, que ele poderá intervir, desde que saiba que agora ela tem o controle de sua vida, e também de “Mary’s in India”, definitivamente a canção mais linda e de harmonia mais simples do álbum, com violões doces e melancólicos e onde a voz de Dido ressalta toda a saudade e o crescer de um sentimento amoroso de uma história sobre dois amigos que encontram-se para matar a saudade de uma amiga em comum, de espírito aventureiro, e se descobrem pouco a pouco apaixonados.
Todas essas características me levam a pensar que Dido, talvez, tenha algo do trabalho da brasileira Bebel Gilberto – tirando o fato de que Dido não tem ambições jazz/bossa, substituindo isto por uma herança mais pop. Talvez seja só uma impressão, uma postura vocal, ou uma “aura” – na falta de termo mais apropriado – musical. Mas é algo que surge devido à suavidade das músicas de ambas as artistas e de ambas terem seus discos reconstruídos por remixagens. E ao concluir a audição observa-se que se trata de um álbum de letras que expressam primordialmente melancolia e entrega amorosa, todas embaladas em melodias pop luminosas, algumas com o eletrônico mais ressaltado, outras com a veia pop mais aberta, e outras ainda que se entregam a simplicidade acústica, e que acabam resultando nas melhores canções do disco. Para os fãs assumidos da música pop mais clássica, este é um álbum de paixão à primeira escuta. No entanto, a presença de harmonias eletrônicas suaves agradam também os fãs do chamado “chill” ou “lounge”. Baixe o disco através dos links que seguem depois da lista de faixas.

Baixe: https://www.mediafire.com/file/8l6c612npzq89s2/di-life-do.zip

Ouça:

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Depeche Mode – Playing the Angel [download: mp3]

depeche mode - playing the angel (2005)

É impressionante o que faz uma escuta mais atenta. Este álbum fermentou um mês no meu hard drive até que eu, por pura teimosia, insisti em dar-lhe uma segunda audição. Na primeira vez que o ouvi (sem muita atenção, confesso), o achei tão ruim que tive vontade de apaga-lo do meu computador. Tive a nítida impressão de ser isto apenas um apanhado de canções inaudíveis e repletas de ruídos irritantes. Ainda bem que sou mesmo teimoso.
Nesta segunda audição tive, pela primeira vez, a mais plena sensação de que todos vivemos momentos de imbecilidade acéfala. Só isso explicaria minha primeira impressão. Playing the Angel não é um álbum brilhante mas, sem dúvidas, é um belo disco. Mas é bom avisar: com este lançamento o Depeche Mode distancia-se muito do seus trabalhos mais recentes. Playing the Angel é feito, essencialmente, de canções vigorosas, construídas com base em arranjos eletrônicos que saltam aos olhos (ou melhor, aos ouvidos). Há muito pouco aqui que lembre instrumentos acústicos, diferentemente dos discos anteriores da banda, em que guitarras, baixos e até baterias foram manejadas de forma a criar um todo harmônico. Playing the Angel chega mesmo a agredir a audição, mas agrada em cheio com escutas mais intensas e insistentes. É muito provável que a banda intensionasse criar um disco que lembra-se seus trabalhos dos início de carreira, na qual era a estrela maior do Technopop/Europop, já que há muito tempo se distanciava cada vez mais de suas melodias calcadas no eletrônico. É impossível não fazer refêrencias diretas, depois de ouvir este novo disco, as clássicas “Everything Counts”, “Enjoy the Silence” e “Personal Jesus”. Há mesmo nuances de uma inocência nostálgica nas melodias de Playing the Angel mas, no seu âmago, é um álbum nascido da mais pura beleza violenta e caótica. Os links para download seguem depois da lista de faixas. Aproveite!

Baixe: Depeche Mode – Playing the Angel [mp3]

Ouça:

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Goldfrapp – Supernature. [download: mp3]

Goldfrapp - Supernature

Goldfrapp - SupernatureA dupla britânica da música eletrônica Goldfrapp, formada por Will Gregory e Alison Goldfrapp, iniciou sua carreira com o disco Felt Mountain, um libelo soturno a sonoridades mais estranhas, do cabaré a trilha sonora dos filmes dos idos de 1940/1950. Mais tarde foi lançado Black Cherry, belo disco mais dançante, no qual a dupla pisa com mais segurança no terreno do eletrônico. Finalmente, este ano, Goldfrapp lança Supernature, um album deliciosamente pop, totlamente assumido como tal. A arte do single “Ooh la la” nos traz a mente um “q” de Kraftwerk, bem como o videoclipe da canção. Isso não é por acaso, o álbum é mesmo composto por arranjos retrôs que invadem a mente com sonoridades sutis que soam como o tecnopop dos anos 80. Porém, tudo é fartamente embebido pela elegância e sensualidade que a dupla sabe, como ninguém atualmente, colocar na música pop. Até mesmo as faixas mais requebrantes, como “Lovely 2 c u” e “Slide in” , conseguem chamar quem a ouve para se acabar numa pista, sem nunca deixar de ser chique. Feito pra ouvir cantando e dançando feito um doido, também pode ser devidamente aproveitado esparramado sensualmente num sofá de tecido aveludado em tons vermelho-sangue, acompanhado por tragos sutis de um cigarro Charm ou Carlton. Baixe já o álbum completo entrando no link que segue depois da lista de músicas e confira com seus próprios ouvidos.

http://www.megaupload.com/?d=9B4FFV63

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005