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Tag: pop-britanico

Tanita Tikaram – Sentimental [download: mp3]

tanita tikaram - sentimental (2005)

Contrastando diretamente com a opulência instrumental e o transbordamento pop de The Cappuccino Songs, o mais recente álbum de Tanita Tikaram, Sentimantal, aproveita do anterior apenas o desprendimento suave dos vocais bem colocados, deixando a impressão de uma vontade consciente da artista de que este novo disco soasse como o exato oposto do lançado em 1998: no lugar da grandiloquência e do extravasamento, quietude e introspecção. Foi neste clima de intimidade que nasceram as melhores canções do disco, “My Love”, com versos que lamentam uma relação que, ao perder sua força e sua franqueza, só faz causar enorme sofrimento, e “Play Me Again”, em que a cantora suplica de forma contida por afeto. Em ambas as músicas, acordes desmesuradamente plácidos e estudados de piano, bateria leve e cautelosa, guitarras tímidas e quase desapercebidas e notas arredondadas e calmas de orquestrações de cordas e metais enfatizam fabulosamente o vocal de discreta gravidade de Tanita.

tanita tikaram - sentimental (2005) post 01
A sonoridade intimista e cálida de “Sentimental” contrasta diretamente com o pop solar do disco anterior

Mas, apesar do que faz crer o seu título, o disco não mergulha a todo momento em versos e harmonias sofridas e melancólicas. Mesmo que não sejam exatamente registros de alegrias e deleites, faixas como a classuda e delicadamente sexy “Got To Give You Up” e a balada “Something New” – na qual a cantora, cansada de relações que só a desgastam e não lhe fazem jus, reclama por um amores mais sinceros – suplantam a tristeza com melodias que transpiram esperança e contentamento recatados.
Neste trabalho, cuja sonoridade macia, acústica e intimista é comparável à do fenomenal álbum Birds, de Bic Runga – não por um acaso, já que sua sessões de gravação seguem a mesma proposta, fazendo a captação de som de todos os instrumentos ao mesmo tempo – o tempo mostra que é um remédio implacável e abençoado para alguns artistas: Tanita Tikaram revela em Sentimental como amadureceu suas composições, ao mesmo tempo abandonando a musicalidade áspera e exótica de seus primeiros trabalhos e peneirando sem piedade todos os excessos dos mais recentes. Seu esforço trouxe a vida um disco tão de tessitura tão coesa e sólida que conseguimos exalar docilidade e calor em cada verso e nota de suas canções.

Tanita Tikaram – Sentimental [mp3]

Ouça (Spotify):

Tanita Tikaram - Sentimental - 2005
Tanita Tikaram - Sentimental - 2005

Ouça (Deezer):

Tanita Tikaram - Sentimental - 2005
Tanita Tikaram - Sentimental - 2005

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Mika – Life In Cartoon Motion. [download: mp3]

Mika - Life In Cartoon Motion.O glitter pop inglês ganhou um reforço com a estréia do britânico de origem libanesa Mika e do seu álbum Life In Cartoon Motion. O disco sofre dos excessos dessa vertente do pop/rock, mas a produção caprichada acerta mais nas canções que tem pretensões mais simples. Abre o disco o hit que lançou o cantor, “Grace Kelly”, de melodia com direito à piano, guitarra, bateria desmedidamente extravagantes, bastante condizentes com o uso nada econômico que Mika faz de falsettos escandalosos e de empostação “cool” no vocal. Na letra, Mika cita as personas de Grace Kelly e Fred Mercury como os exemplos de comportamento para lidar com um amor que sofre excessos de orgulho e vaidade. A faixa seguinte, “Lollipop”, mantém a atmosfera absolutamente festiva com uma música que utiliza um piano e metais bem marcados e programação eletrônica complementar, além de uma pletora de vocais de fundo, incluindo aí vocais infantis, que incrementam o tom lúdico da canção. Utilizando a insaciável vontade de comer doces na infância como analogia, vemos Mika falando nos versos desta faixa sobre como aprendeu desde cedo que os exageros podem fazer com que o amor deixe você “pra baixo”. Depois da festividade das faixas anteriores, temos uma sutil mudança em “Relax, Take It Easy” para um pop dançante mas suave, isso graças à programação eletrônica e aos vocais, ambos charmosíssimos, lembrando muito os grandes sucessos dos britânicos da dupla Erasure. A canção fala sobre tentar relevar as dificuldades da vida e do amor quando não temos uma solução em vista. Mais à frente temos a episódica “Billy Brown”, onde Mika conta a estória de um homem que tinha uma vida de casado muita tranquila, até apaixonar-se por outro homem, sofrendo atribulações daí em diante devido ao conflito existente entre o que queria viver agora e o que vivia até então. A melodia tem coloração mais triste, porém ainda animada com seu piano, bateria, arranjos de metais e vocais um tantinho mais comedidos. “Happy Ending”, que fala sobre um homem que tenta levar a vida à frente criando a ilusão de que seu grande amor não acabou, tem instrumentação e orquestrações tradicionais, mas é a canção mais bonita do disco, dentro do clima proposto desde o início, trazendo uma sequência final com uma produção excelente nos vocais de fundo. No entanto a maior surpresa do álbum e a melhor música é a faixa escondida depois de “Happy Ending”: fugindo de forma radical do estilo preponderantemente frugal-histérico, “Over My Shoulder”, em cujos versos um homem reflete sobre seu constante sofrimento, tem melodia triste, pesada e melancólica à base do vocal em falsetto de Mika e de acordes sôfregos e ponderados ao piano.
Life In Cartoon Motion não está alinhado com o meu gosto devido aos rompantes do extravasamento glitter, mas é justamente a capacidade de fazer algo interessante dentro do estilo que mostra que Mika conhece o chão em que está pisando. E apesar do que imaginamos que seja Mika, a faixa escondida deixa no ar uma pergunta: teria ele coragem de subverter o suposto rumo de sua carreira em um segundo disco, com mais músicas de enorme beleza melancólica como esta? Como eu gostei mais deste breve instante de dor e tristeza de Mika, à la Rufus Wainwright, tenho que confessar que estou torcendo para que isto aconteça.
Baixe o disco utilizando o link abaixo e a senha para descompactar.

senha: seteventos.org

http://www.gigasize.com/get.php/3195519788/mika_cartoon.zip

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Tanita Tikaram – The Cappuccino Songs [download: mp3]

tanita tikaram - the cappuccino songs (1998)

Não sou exatamente um fã de Tanita Tikaram: a maior parte de suas composições são de um folk tão desigual e estrambólico que fica muito, mas muito difícil passar de uma faixa para a outra, tentando achar algo que agrade dentro de todo um disco. Com Lovers in the City, de 1995, a cantora e compositora alemã iniciou uma mudança em sua música que tornou suas canções bem menos bizarras. Assim, ao me deparar, lá em 1998, com o disco The Cappuccino Songs, eu já conhecia a sonoridade amoníaca de Tanita mas, olhando a simpatíssima capa deste seu novo – à época – álbum, me senti compelido a arriscar. E, ao fazê-lo senti-me estupefato, tamanha a surpresa ao constatar a mudança absurda na sonoridade de suas composições. Tanita Tikaram simplesmente pulou de um extremo para o outro, jogando do topo de um arranha-céu toda a esquisitisse folk que tinha criado e mergulhando num projeto de música pop até o último fio do seu cabelo. O disco é tão repleto de orquestrações de cordas, de acordes algo óbvios de piano, de backing vocals e letras românticas que chega, em alguns momentos, e soar um pouco cafona e piegas – mas nem por isso deixa de ser um belo disco de música pop. Qualquer pessoa que tenha ouvido alguma coisa composta por Tanita antes do álbum Lovers in the City já vai se assustar com a faixa de abertura, “Stop Listening”. A música já começa com uma introdução grandiosa e ligeira de sua onipresente orquestração de cordas, que cede logo o lugar à voz grave e macia de Tanita. Uma percussão suave acompanha a sua voz, até que as cordas tomem novamente a melodia, junto com um piano de acordes melosos mas perfeitos dentro da música, que então sucede momentos mais calmos e outros de absoluta quandriloquência melódica. O lirismo excessivo da melodia é reflexo da letra, que trata da turbulência de sentimentos e desejos paradoxais em uma relação afetiva. “Light up My World” utiliza a base orquestrada de forma mais comedida, dando mais destaque à tecitura acústica do violão, à percussão suave, à bateria complementar e ao vocal de tonalidades românticas. A letra fala sobre um amor do passado, um relacionamento que apesar de ter chegado ao fim ainda fascina e apaixona. “Amore Si”, que questiona em suas letras se o amor está sempre atrelado à dor e ao sofrimento, é uma das melhores faixas deste álbum: a melodia é perfeita, com um piano de acordes doces e melancólicos, uma percussão luminosíssima, orquestrações na medida exata e um violão que completa a música em momentos decisivos. O vocal de Tanita, que foi mixado em várias camadas da melodia, entoando diferentes versos ao mesmo tempo, fecha o trabalho iniciado pela instrumentação de maneira esplêndida – tente ouvir apenas uma vez, sem voltar a faixa outra vez (é verdadeiramente impossível).

tanita tikaram - the cappuccino songs (1998) post 01
Inspirada pela trabalho com o italiano Marco Sabiu no single “I Think of You”, Tanita produziu o disco mais pop de sua carreira

“Back in Your Arms”, assim como a primeira música do disco, utiliza um pouco excessivamente a orquestração na melodia, bem como um teclado mínimo – ainda bem – e um backing vocal tão batidos que deixa um gostinho um pouco ordinário à canção. No entanto, graças aos vocais delicados de Tanita e à sequência final do trabalho de orquestração, a música consegue cativar. Na letra Tanita suplica sentir, ao menos uma vez mais, todo o conforto de um amor perdido. A faixa subsequente, a música-título do disco, retrata em sua letra episódica um flerte despretensioso em uma cafeteria, que se converte na esperança de ser o amor de toda uma vida. A melodia é composta de um trabalho cuidadoso de programação eletrônica, que ganha no refrão a companhia do teclado de acordes sutis e da orquestração de cordas complementar. O vocal e vocais de fundo da própria Tanita, adocicados e suplicantes, são acompanhados por uma ou outra fala em italiano, o que confere uma atmosfera cotidiana e cosmopolita à canção. “I Don’t Wanna Lose At Love” destaca-se pela sua orquestração de cordas de intensa beleza folk, o que faz de certo modo a canção fugir um pouco da intensidade pop do disco, apresentando também uma programação eletrônica feita de loops usuais que misturam-se à melodia de forma bastante homogênea. Na letra da música, vemos o desejo de conquistar o objeto de uma paixão algo platônica. Em “I like this”, o vocal da cantora apresenta-se entre o sussurrado e o sentimental, e em cuja melodia temos como destaque, à semelhança de outras faixas, uma bela fusão de programação eletrônica mínima e orquestração de cordas sobressaltante, com participação importante de ótimos acordes ao violão. “I knew you” fecha o disco escancarando, sem vergonha e com vontade, uma descarada inspiração latino-americana – acordes de piano, violas, violinos, vocais e backing vocal estão todos mergulhados num tcha-tcha-tcha animadíssimo e requebrante. A letra simples fala da constante prática de disfarçar sentimentos a atitudes e uma relação afetiva.
Parece evidente que a idéia deste disco foi tentar amenizar os aspectos mais idiossincráticos da música de Tanita Tikaram, tentando torná-la popular da maneira que ela nunca foi – isso ficou evidente até mesmo na sua maneira de cantar, já que seus vocais soam nitidamente menos abrasivos, bem mais suaves e macios. O mais estranho nisso tudo é que mesmo a empreitada não tendo obtido sucesso, a cantora decidiu manter as modificações no seu estilo, como se pode observar em seu mais recente lançamento, Sentimental – um disco que funciona como uma versão mais polida deste aqui. Porém, mesmo com alguns excessos de floreamento pop, The Cappuccino Songs é um bom disco, delicioso de se ouvir sem muita pretensão e com algumas faixas preciosas. Não deixe de arriscar, como fiz eu, atirando totalmente no escuro ao comprar este CD, há oito anos atrás – mal não há, já que aqui você vai obter as músicas todas de graça.

Tanita Tikaram – The Cappuccino Songs [mp3]

Ouça (Spotify):

Tanita Tikaram - The Cappuccino Songs - 1998
Tanita Tikaram - The Cappuccino Songs - 1998

Ouça (Deezer):

Tanita Tikaram - The Cappuccino Songs - 1998
Tanita Tikaram - The Cappuccino Songs - 1998

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Dido – Life for Rent. [download: mp3]

Dido - Life For RentEm No Angel, a britânica Dido fez sua estréia, revelando sua voz aveludada e sua elegância pop. Como a regra das gravadoras, ao apostar muitas das suas fichas em um artista revelação, é estabelece-lo entre os artistas já veteranos e consagrados, faz sentido que mantenha-se o trabalho deste no rumo que garantiu o sucesso inicial ou que se recheie o disco com tons ainda mais cativantes.
É isso que faz Life for Rent parecer uma espécie de parte 2 turbinada do álbum anterior, tantas são as canções com cara de single. Temos a presença de músicas com a vestimenta de hits clássicos imediatos – caso de “White Flag”, com sonoridade pop segura que fala sobre uma mulher que insiste em lutar pela relação que já chegou ao seu fim, e “Don’t leave home”, passionalísima declaração de submissão e dedicação amorosa com instrumentação generosa em que se sobressaem belos acordes de violão. Há, como no disco anterior, as faixas com bases eletrônicas assumidas sem perder a coloração pop – caso de “Stoned”, com eletrônica sincopada, onde Dido canta sobre o desejo de um amor mais vigoroso, de “Who makes you feel”, com melodia eletro-pop de elegante sensualidade e letras onde a cantora dirige-se ao amante questionando e mostrando que ele não encontrará ninguém que o ame mais do que ela, e também de “Do you have a little time”, música de sonoridade mais suave, mas que igualmente exala sensualidade, onde uma mulher implora pela atenção de seu amor, que parece não dedicar muito do seu tempo para os prazeres da vida. E há também as canções com tecitura mais acústica – como “This land is mine”, com acústica acompanhada de uma instrumentação pop sutil, onde uma mulher declara à seu amado, quando ele retorna de um período de ausência, que ele poderá intervir, desde que saiba que agora ela tem o controle de sua vida, e também de “Mary’s in India”, definitivamente a canção mais linda e de harmonia mais simples do álbum, com violões doces e melancólicos e onde a voz de Dido ressalta toda a saudade e o crescer de um sentimento amoroso de uma história sobre dois amigos que encontram-se para matar a saudade de uma amiga em comum, de espírito aventureiro, e se descobrem pouco a pouco apaixonados.
Todas essas características me levam a pensar que Dido, talvez, tenha algo do trabalho da brasileira Bebel Gilberto – tirando o fato de que Dido não tem ambições jazz/bossa, substituindo isto por uma herança mais pop. Talvez seja só uma impressão, uma postura vocal, ou uma “aura” – na falta de termo mais apropriado – musical. Mas é algo que surge devido à suavidade das músicas de ambas as artistas e de ambas terem seus discos reconstruídos por remixagens. E ao concluir a audição observa-se que se trata de um álbum de letras que expressam primordialmente melancolia e entrega amorosa, todas embaladas em melodias pop luminosas, algumas com o eletrônico mais ressaltado, outras com a veia pop mais aberta, e outras ainda que se entregam a simplicidade acústica, e que acabam resultando nas melhores canções do disco. Para os fãs assumidos da música pop mais clássica, este é um álbum de paixão à primeira escuta. No entanto, a presença de harmonias eletrônicas suaves agradam também os fãs do chamado “chill” ou “lounge”. Baixe o disco através dos links que seguem depois da lista de faixas.

Baixe: https://www.mediafire.com/file/8l6c612npzq89s2/di-life-do.zip

Ouça:

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Depeche Mode – Playing the Angel [download: mp3]

depeche mode - playing the angel (2005)

É impressionante o que faz uma escuta mais atenta. Este álbum fermentou um mês no meu hard drive até que eu, por pura teimosia, insisti em dar-lhe uma segunda audição. Na primeira vez que o ouvi (sem muita atenção, confesso), o achei tão ruim que tive vontade de apaga-lo do meu computador. Tive a nítida impressão de ser isto apenas um apanhado de canções inaudíveis e repletas de ruídos irritantes. Ainda bem que sou mesmo teimoso.
Nesta segunda audição tive, pela primeira vez, a mais plena sensação de que todos vivemos momentos de imbecilidade acéfala. Só isso explicaria minha primeira impressão. Playing the Angel não é um álbum brilhante mas, sem dúvidas, é um belo disco. Mas é bom avisar: com este lançamento o Depeche Mode distancia-se muito do seus trabalhos mais recentes. Playing the Angel é feito, essencialmente, de canções vigorosas, construídas com base em arranjos eletrônicos que saltam aos olhos (ou melhor, aos ouvidos). Há muito pouco aqui que lembre instrumentos acústicos, diferentemente dos discos anteriores da banda, em que guitarras, baixos e até baterias foram manejadas de forma a criar um todo harmônico. Playing the Angel chega mesmo a agredir a audição, mas agrada em cheio com escutas mais intensas e insistentes. É muito provável que a banda intensionasse criar um disco que lembra-se seus trabalhos dos início de carreira, na qual era a estrela maior do Technopop/Europop, já que há muito tempo se distanciava cada vez mais de suas melodias calcadas no eletrônico. É impossível não fazer refêrencias diretas, depois de ouvir este novo disco, as clássicas “Everything Counts”, “Enjoy the Silence” e “Personal Jesus”. Há mesmo nuances de uma inocência nostálgica nas melodias de Playing the Angel mas, no seu âmago, é um álbum nascido da mais pura beleza violenta e caótica. Os links para download seguem depois da lista de faixas. Aproveite!

Baixe: Depeche Mode – Playing the Angel [mp3]

Ouça:

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Goldfrapp – Supernature. [download: mp3]

Goldfrapp - Supernature

Goldfrapp - SupernatureA dupla britânica da música eletrônica Goldfrapp, formada por Will Gregory e Alison Goldfrapp, iniciou sua carreira com o disco Felt Mountain, um libelo soturno a sonoridades mais estranhas, do cabaré a trilha sonora dos filmes dos idos de 1940/1950. Mais tarde foi lançado Black Cherry, belo disco mais dançante, no qual a dupla pisa com mais segurança no terreno do eletrônico. Finalmente, este ano, Goldfrapp lança Supernature, um album deliciosamente pop, totlamente assumido como tal. A arte do single “Ooh la la” nos traz a mente um “q” de Kraftwerk, bem como o videoclipe da canção. Isso não é por acaso, o álbum é mesmo composto por arranjos retrôs que invadem a mente com sonoridades sutis que soam como o tecnopop dos anos 80. Porém, tudo é fartamente embebido pela elegância e sensualidade que a dupla sabe, como ninguém atualmente, colocar na música pop. Até mesmo as faixas mais requebrantes, como “Lovely 2 c u” e “Slide in” , conseguem chamar quem a ouve para se acabar numa pista, sem nunca deixar de ser chique. Feito pra ouvir cantando e dançando feito um doido, também pode ser devidamente aproveitado esparramado sensualmente num sofá de tecido aveludado em tons vermelho-sangue, acompanhado por tragos sutis de um cigarro Charm ou Carlton. Baixe já o álbum completo entrando no link que segue depois da lista de músicas e confira com seus próprios ouvidos.

http://www.megaupload.com/?d=9B4FFV63

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005