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Tag: rock alternativo americano

My Brightest Diamond – A Million and One [download: mp3]

Shara Nova, também conhecida como My Brightest Diamond, vem desde o seu primeiro disco flertando com matizes eletrônicas: seus dois primeiros álbuns foram completamente remixados, faixa a faixa, por vários DJs bastante conhecidos (Tear It Down e Shark Remixes, respectivamente). Por essa razão, não é nenhuma surpresa que Shara tenha finalmente decidido inserir as referências mais diretamente em suas composições. Em A Million and One, seu mais recente lançamento, Shara não tem temores de meter a mão nas sonoridades mais vibrantes para dar à luz faixas bastante cintilantes, como o single “Champagne”, com uma programação hipnótica e recheado de vocalizações que “pegam” nos ouvidos na primeira audição, contando também com uma breve aparição de alguns arfantes acordes da guitarra característica de Shara. Em “Supernova” a artista também se refestela no eletronismo, abusando do vocal “sampleado”, beats encadeados e vocais de fundo adocicados. E “White Noise”, que fecha o disco, alterna uma cadência mais sintética e “suja”, com beat e ruídos concebidos na mesa de programação, com outra baseada em um baixo insinuantemente gingado e floreios vocais perpassados por diferentes filtros.
Apesar da forte carga eletrônica destas faixas, porém, não é possível dizer que com A Million and One a cantora pisa com ambos os pés firmemente na pista de dança, como o fazem pensar os títulos das duas primeiras faixas, “It’s Me on the Dance Floor”, onde guitarras, baixos e percussão malemolentes acolchoam o vocal aveludado e quente da cantora norte-americana, e “Rising Star”, concebida sobre uma harmonia de vocais de fundo contínua e bateria e base eletrônica de andamento moderado que suscitam uma atmosfera com algo do hip-hop levemente temperado com rock industrial. Para o bem e para o mal, este é um disco que ainda carrega a personalidade musical da cantora, particularmente de suas últimas produções, onde Shara flertou não só com sonoridades sintéticas, mas com o experimental, a ponto de algumas vezes soar quase cacofônica e atonal. Assim é “Sway”, uma “jam session” cansativa com percussão e vocal soturnos que só é iluminada pela interferência eventual da guitarra, e em menor grau “You Wanna See My Teeth”, menos apática com sua música elaborada, onde camadas de vocais cascateantes serpenteiam sobre a ansiedade sonora de sintetizações, guitarras, percussão e bateria que em grande parte silenciam-se ao final, dando lugar à uma sonoridade etérea e reflexiva. Porém, é com a simplicidade da contemplativa faixa seguinte que a artista atinge o balanceamento ideal do experimento a que se propôs neste disco: com vocal amargurado e melancólico selando o espaço entre ruídos e silêncios do órgão, Shara capta aquela singularidade sonora única de Björk no clássico Homogenic, fabricando uma sutil e elegante balada que rola facilmente ouvidos adentro. E é o contraste desta com outras faixas do disco que faz notar que, assim como a artista islandesa hoje, é por Shara optar muito mais pela forma do que pelo conteúdo melódico que A Million and One acaba perdendo grande parte do seu impacto sonoro – tivesse Shara abraçado com mais ardor e sem hesitação a sua faceta pop em todo o álbum e este certamente figuraria entre os melhores de sua carreira.

Baixe: https://drive.google.com/file/d/1Mhi9Ugxs6uxVO3QkjTmgMR3_n1xlJ_6C/view?usp=sharing

Ouça:

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Natalie Prass & Among Savages – “When I Am Alone” (single) [download: mp3]

Colaboração entre os músicos de Nashville Natalie Prass e Peter Barbee, mais conhecido pela alcunha Among Savages, “When I Am Alone” é, segundo a dupla, uma entre cerca de dez canções compostas pelos dois artistas num período de duas semanas há um ano atrás. Com uma base simples de bateria e guitarra de toques bem marcados e intervenções eletrônicas suficientes apenas para incrementar a atmosfera dark, a melodia marcada por silêncios concede espaço generoso para que Natalie explore com um vocal doce, melancólico e sutilmente sensual os versos que tratam, segundo a própria, dos temores e companhias imaginárias da infância de muitas pessoas – em outras palavras, dos amigos imaginários que algumas crianças tinham como companhia constante – por azar ou felicidade. Depois de ouvir essa faixa tão inspirada, resta saber se a dupla vai reunir o súbito surto criativo em um álbum – se as outras faixas tiverem a atmosfera e qualidade desta, torço para que isso aconteça logo.

baixe: http://www.mediafire.com/?22vyu9bpb8yjgi6

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Menomena – Moms [download: mp3]

Menomena, a agora dupla de Seattle, depois da partida de Brent Knopff para se dedicar ao seu projeto Ramona Falls, segue seu caminho sem esmorecer pela saída de um dos membros, já que Moms, o novo disco da banda, foi gestado com uma rapidez considerável para o histórico dos rapazes de Portland. O primeiro trabalho em que Justin Harris e Daniel Seim trabalham sozinhos é um disco que apesar de manter a mesma energia que estamos acostumados a esperar nas composições da banda traz harmonias que estão na maior parte do tempo mais focadas do que no álbum anterior. Porém, o grande diferencial de Moms, que o coloca como o divisor de águas na carreira da banda são as suas letras: com a saída de Knopff, pela primeira vez Harris e Seim permitiram-se abordar temas mais íntimos para si próprios, inquietações altamente pessoais, mas também enormemente universais, como a família, o envelhecimento e a morte. Em outras palavras, é um disco mais maduro liricamente e emocionante como nunca antes a banda se deu o direito de ser. “Pique” é um exemplo, com a intensidade da percussão, piano e baixo, os acordes vibrantes da guitarra e o saxofone em participação impecavelmente espetacular acompanhando Justin Harris desmanchando sua alma no vocal ao descortinar de modo amargurado a sua criação sem a presença do pai, que o abandonou logo cedo: “now I’m a failure, cursed with male genitalia, a parasitic fuck with no clue as to what men do, impossible to love”. Mas é difícil, se não impossível, a tarefa de apontar a canção mais emocionante do disco, já que em “One Horse”, onde a banda pela primeira vez emprega o uso de orquestrações na melodia, Seim acompanha a letárgica melancolia do piano e a sôfrega harmonia de violinos e violoncelos despedaçando o coração ao cantar com uma crueza impressionante a perda da mãe quando ainda adolescente: “I had a mother who swam in your streams, I know the ending, yet I’m faking suspense, more fertilizer for the trees”. “Heavy is as Heavy Does”, cantada por Harris, é mais uma ode ferina à desestruração familiar, onde versos como “as powerfull as a man he was, pride my father never was of me” são acompanhados por um piano em cadência imutável, enquanto aos poucos crescem guitarra e bateria que explodem em uma orgia sonora desesperada no marco dos 2 minutos e meio.
Contudo, as canções de Moms não chafurdam apenas o sofrimento e o rancor como um lamento. Apesar do abandono e solidão serem temas constantes, nem sempre eles são acompanhados por melodias tristes e resoluções amargas, como em “Plumage”, que abre o disco com palmas, piano, guitarra e bateria em vibrante comunhão, incluindo um solo de saxofone bem à moda da banda, enquanto Harris compara a dança do acasalamento das aves com a sedução de uma mulher que acaba grávida e sozinha – uma referência clara à situação de sua própria mãe. Outras faixas que não deixam os versos agridoces afetar a melodia são “Capsule”, cuja bateria sincopada é marcada por solos ásperos de guitarra e breves toques ao piano que se sobrepõem à observações precisas sobre viver tendo perdido quem se ama (“while i’m evolving from a child to an aging child you’re maturing from a memory to a legacy”), “Skintercourse”, com Harris cantando o amor e a invevitável dependência e repúdio que costumam acompanhá-lo ao mesmo tempo que guitarra, baixo, piano e bateria alternam-se, misturam-se e apoiam-se ao melhor estilo da banda, “Giftshoppe”, com sonoridade profusa onde todos os instrumentos mesclam-se em uma espiral melódica e onde Seim divaga sobre seu amadurecimento enquanto caminha para os 40 anos (“you perverted aging fuck, what age did your mind get stuck?”), “Tantalus”, também com uma composição cíclica típica da banda, cuja base está na cadência trabalhada, re-trabalhada e subvertida muitíssimo bem por Daniel na bateria enquanto piano, guitarra e teclado intervém na síncope percussiva e as letras refletem sobre a inevitabilidade da morte, a percepção da efemeridade da vida e do que foi feito até então dela (“volcanic dirt stains feet and won’t wash out of clothing, this is where your ashes should be strewn instead of some cold mainland suburb”). No fim, a saída de Brent Knopff não apenas fez bem ao Menomena, como até ouso dizer que foi necessária para o crescimento dela: se antes o trabalho da banda seduzia os fãs pela sua energia e vibração na mais pura celebração hedonista, agora ela os conquista e arrebata por não mais evitar revelar que aqueles garotos são na verdade tão humanos quanto eles próprios, sujeitos assim à sofrer com os mesmos sentimentos de revolta e perplexidade diante da enorme confusão que não poucas vezes a vida mostrar ser.

http://www.mediafire.com/file/dj7twf948mowb5m/mem_-_moms.zip

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Menomena – “Heavy is As Heavy Does” (single)

Duas notícias para os que, como eu, são fãs dos rapazes de Portland da banda Menomena, uma ruim e outra boa. A ruim, que nem é notícia por ser já um tanto velha, é que um de seus três componentes, Brett Knopf, deixou a banda para dedicar-se ao seu projeto particular, Ramona Falls, depois de não conseguir mais se entender com os companheiros Justin Harris e Daniel Seim. Apesar de inicialmente nutrirem dúvidas se deveriam ou não seguir juntos, ambos chegaram a conclusão de que valeria a pena tentar. E aí é que temos a notícia boa: Moms, o novo álbum da agora dupla de Portland, será lançado dia 18 de Setembro. A partida de Knopf abriu a possibilidade para a dupla remanescente enveredar por um trabalho mais pessoal, sem receios de destrinchar intimidades particulares, daí o nome do álbum, que é focado em experiências e histórias relativas à vivência de ambos e de suas respectivas famílias. “Heavy is as Heavy Does”, uma das faixas do novo disco, foi liberada hoje e já dá aos fãs um pequeno aperitivo de qual será a musicalidade da banda, agora que Seim e Harris podem trabalhar de modo mais focado. A bem da verdade, ela não difere muito da musicalidade mais harmoniosa e menos esquizofrênica de parte das faixas de Mines, o disco anterior: um piano em registro baixo revira ciclicamente os mesmos acordes enquanto versos como “Heavy are the branches hanging from my fucked up family tree, and heavy was my father, a stoic man of pride and privacy” descortinam a intimidade de Justin Harris sobre uma percussão mais organizada e solícita – mas apesar do saxofone hipnótico do Menonema que todos amamos não desempenhar mais do que um papel pontual nesta nova música, um solo rascante de guitarra e uma bateria ensandecida não se fazem de rogados e transbordam no outtro melódico da faixa – bom saber que os rapazes ainda tem gosto por estripulias.

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Ormonde – Machine [download: mp3]

Uma dupla de músicos inquietos, até então desconhecidos entre si, resolve se isolar em uma casa rústica de uma cidadezinha do estado americano do Texas para colaborar em um álbum, ao mesmo tempo que começam a se conhecer. Desse experimento singular surgiu o disco Machine, uma seleção de canções de melodias delicadas geralmente guiadas pelo vocal singelo, porém marcante de Anna-Lynne Williams (que por vezes lembra a fantástica Sarah Blasko, em outras a reclusa Erin Moran), e que vez ou outra são embebidas no cantar preguiçoso e misterioso de Robert Gomez. A primeira metade do disco de apenas 10 canções é primorosa e demonstra o cuidado de ambos na composição de uma atmosfera atravessada por um vapor de onirismo sem que esta seja tomada por um denso nevoeiro de pasmaceira sonora. “I Can’t Imagine”, a primeira faixa, demonstra muito bem isto no tecimento da melodia, já que os instrumentos soam cristalinos, sejam os acordes leves, por vezes metálicos, na guitarra e violão ou na bateria que os acompanha contemplativamente sob o vocal melancólico de Anna-Lynne. Logo em seguida, em “Cherry Blossom” somos agraciados com a voz exótica de Gomez, que dilui-se homogênea em meio a quimera melódica de violões, pianos, bateria, baixo e iluminuras no órgão. De pronto também temos um cover de “Lemon Incest”, originalmente cantada por Serge Gainsbourg e sua filha Charlotte, que aqui transpira fantasia com a percussão macia e o cravo idílico à fazer parceria ao dueto dos artistas. “Machine”, a faixa título que tem como base um órgão malemolente como uma brisa de um dia morno de primavera, instaura uma paz tão intensa em quem a escuta que é quase impossível escutá-la sem desconectar-se da realidade. “Secret” marca a metade do disco, sendo a primeira canção a destoar da melancolia reinante até então com uma bateria bem sincopada e marcada, um piano de acordes lépidos, e solos de guitarra e de órgão mais caudalosos. A partir daqui, as faixas que se destacam são “Sudden Bright”, com sua doce e tranquila melodia ao violão lubrificada apenas por alguns riffs de guitarra e harmonias no teclado, “Hold the Water”, cuja melodia trilha por uma percussão em ritmo mecanizado imutável enquanto violão, teclado e vocais humanizam a música com brandura e “Drink”, que sobre uma bateria pacata induz um estado de completo relaxamento com a harmonia breve e contínua no teclado e piano que é convertida em um solo idílico que finaliza a faixa. “I’ll Let You Know” fecha com violões, harmônica e percussão serenos a colaboração entre os dois artistas com a mesma cálida quietude com que a abriram. Fica a torcida para que os dois artistas voltem a se reunir para amadurecer ainda mais uma parceria que surpreende por frutificar de uma experiência que poderia dar em coisa alguma. Certo, talvez não surpreenda tanto quanto se deparar em Marfa, a cidade onde o projeto musical foi concebido, com uma loja da grife Prada absolutamente perdida em meio à aridez e vastidão desértica do Texas – talvez por isso a dupla de artistas goste tanto do lugar.

http://www.mediafire.com/file/y7sfhy96xpsk87e/ormon-machi.zip

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Fiona Apple – The Idler Wheel… [download: mp3]

Reza a lenda que a primeira versão do 3o disco de Fiona Apple, Extraordinary Machine, jamais viu oficialmente a luz do sol porque os executivos da gravadora Sony/Epic o acharam sem qualquer apelo comercial, e por conta disso, o disco, em boa parte remodelado, só foi lançado dois anos depois – e isso graças à uma intensa mobilização dos fãs. Fico curioso imaginando o que os atuais executivos da gravadora pensaram ao ouvir o novo disco da cantora, The Idler Wheel. Se a primeira versão de Extraordinary Machine, com suas orquestrações transbordantes, baterias imponentes e pianos retumbantes foi avaliada daquele modo por eles, o que dizer de um disco tão, mas tão seco que pouco se pode notar da presença de um baixo, quem dirá de uma guitarra? Só posso pensar que eles não ouviram o disco. Ou vai ver os novos chefes do selo musical são mais afeitos à uma cantora que dispensa um produtor musical e se deixa aventurar em melodias enormemente despojadas e improvisadas em companhia apenas do seu novo comparsa, o baterista Charlie Drayton. Afora algumas pequenas, pontualíssimas inserções de alguns instrumentos – como celestes – em participações tímidas, todas as melodias do disco se apoiam em percussão, muitas vezes produzida de modo nada ortodoxo, e no piano da cantora – que nem mesmo aparece em todas as faixas. É uma abordagem bastante radical, embora esse caminho faça algum sentido depois de Extraordinary Machine ter se despido melodicamente de sua primeira versão, produzida por Jon Brion, para a segunda, a cargo de Mike Elizondo e Brian Kehew. Por conta disso, mesmo já tendo sido preparados com o lançamento de algumas músicas do disco na internet, os fãs certamente vão estranhar o primeiro contato com o álbum, já que canções como “Daredevil”, com sua percussão ao mesmo tempo frenética e discreta como o bater de asas de um beija-flor, o piano de toques espaçados e o vocal esquizofrênico no refrão, “Jonathan”, com pianos mais oblíquos até do que se poderia esperar da cantora e com percussão e ruídos mecanizados que lembram o trabalho de Björk em algumas faixas de Selmasongs, “Left Alone”, com uma jam session solo de bateria, piano impromptu e sequências vocais inesperadas e “Periphery”, com piano de acordes minimalistas e sample do que parece ser um calçado sendo esfregado em um tapete, entram um tanto quadradas no ouvido – mas há chances de que eles sejam amaciadas um pouco mais em posteriores audições.
Isso não quer dizer, porém, que o minimalismo preponderante resulte apenas em canções difíceis que necessariamente precisam de algum tempo sendo processadas nos tímpanos. Várias faixas igualmente espartanas já caem no gosto de pronto, caso do já conhecido single “Every Single Night”, com suas cintilações delicadas onde a cantora declara o frágil equilíbrio de um relacionamento amoroso nas letras ao afirmar “the rib is the shell, and a heart is a yolk,…and if we had a double, king-sized bed, we could move in and I’d soon forget”, do harmonioso piano solo de “Werewolf”, que ao ser aberta com os versos “I could liken you to a werewolf the way you left me for dead, but I admit that I provided a full moon” revela como a cantora amadureceu sua visão sobre relações amorosas, de “Regret”, faixa onde a cantora solta a voz num refrão bem ao seu estilo, cantando “I ran out of white dove feathers to soak up the hot piss that comes through your mouth every time you address me” com a já sua característica verve furiosa, de “Anything We Want”, que soa melodicamente familiar, já que a percussão mais encorpada que acompanha o piano lembra bastante o trabalho de Jon Brion ao lado da cantora, e da divertidíssima canção que fecha o disco, “Hot Knife”: o trabalho conjunto da percussão ritmada, do piano de cabaret e dos vocais em coro no refrão, junto com metáforas de caráter ambíguo como “If I’m butter, then he’s a hot knife, he makes my heart a cinemascope, he shows me the dancing bird of paradise”, fariam Fiona Apple entrar no palco de um musical da Broadway com a confiança de uma corista experiente no ramo – e esta é exatamente a palavra que define este disco, tanto para a artista quanto para seus admiradores: só uma artista em uma fase bastante segura de si poderia produzí-lo; em contrapartida, só o tempo vai dizer se com o despojamento de The Idler Wheel os fãs continuarão seguros de toda admiração que tem por ela. Eu acredito que alguns corações podem ficar estremecidos, mas ao final, mesmo que esse não seja no seu todo o disco que os fãs esperaram tanto tempo, é uma obra tão sincera e intensamente pessoal como nunca Fiona havia feito – algo que raramente se vê hoje em dia, infelizmente.

http://www.mediafire.com/file/unbamvuur59ov1k/apple-idle.zip

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O tema Ritorna v. 1.6.5 foi adaptado deste tema. Seteventos™ - 2005