Enquanto uma jornalista e seu cinegrafista registram, por uma noite, o cotidiano de uma equipe de bombeiros para um programa de televisão, uma chamada de emergência é feita solicitando atendimento em um pequeno prédio residencial de Madri. Ao chegar ao local, equipe e jornalistas são recebidos pelos condôminos, que explicam ter feito a chamada para que verificassem barulhos estranhos na residência de uma senhora idosa. É a partir da inspeção do apartamento desta mulher que o horror tem início dentro do edifício.
Para quem conhece bem cinema, o parentesco de “Rec” com longas anteriores fica claro em cerca de metade do filme. Quanto ao formato em si, o filme de Jaume Balagueró e Paco Plaza tem como inspiração mais imediata a técnica utilizada no conhecidíssimo “A Bruxa de Blair”, algo perceptível pelo uso de equipamentos considerados amadores para a totalidade do produção da película, além de, como foi feito em “A Bruxa de Blair”, igualmente envolver o responsável pela realização da filmagem como personagem mesmo dentro da história que está sendo encenada e encerrar todos os seus participantes em um espaço delimitado, de onde não há escapatória – falo aqui da floresta interminável do filme americano e do edifício residencial do filme espanhol. Com isto, o objetivo de ambas as produções é potencializar a sensação de realismo dentro dos domínios da ficção, fato possível ao adotar estes recursos e intervenções familiares ao formato do documentário. No que tange à sua temática, a relação que “Rec” trava é com o longa-metragem “Extermínio”, do britânico Danny Boyle, pois a película espanhola explora o clássico filão do thriller de “zumbis” sob o mesmo viés frenético que ficou famoso na abordagem irretocavelmente tensa e violenta do diretor Danny Boyle.
Ao unir estas duas referências a dupla de diretores espanhóis não produz uma película inovadora, mas um produto cuja soma das partes resulta em um filme onde o medo é explorado de forma profunda e um tanto mais efetiva do que principalmente se experimenta ao assistir “A Bruxa de Blair”, pois enquanto neste último o terror é obtido pela confusão e sugestão, sem nunca expor o público à representação material e física do horror com o qual o filme lida, em “Rec” a sua exposição sem receios é inteligentemente manipulada através da técnica adotada, e apresentado em medida cada vez maior com o decorrer do filme: na película de Balagueró e Plaza não há sombras impenetráveis e sons indistintos, mas o pleno vislumbre de figuras horrendas até mesmo quando há somente o negro aterrador da claustrofóbica escuridão.
Baixe o filme, com legenda embutida em português, utilizando uma das fontes de links a seguir.
OBS: links funcionais mas não testados.
Fonte UM:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Fonte DOIS:
http://www.megaupload.com/?d=TVZL96HJ
legenda disponível para o arquivo da fonte DOIS (português):
http://rapidshare.com/files/107414526/_REC_.rar.html
Fãs da saudosa série de TV “Arquivo X” estão em estado de ansiedade absoluta: no dia 25 de julho deste ano será lançado o segundo e aguardadíssimo filme que reúne a espetacular dupla de agentes do FBI, Fox Mulder e Dana Scully. Como já é de costume, a produção está cercada de segredos que, aparentemente, continuam tão bem guardados quanto antes eram, o que acabou limitando, até o momento, o vazamento de informações não-oficias: somente o
Eva convida a mãe, Charlotte, uma pianista de sucesso, para visitá-la depois de longos sete anos sem que as duas tenham estabelecido qualquer contato entre si. A pianista aceita, e ao chegar é informada por Eva da presença na casa de Helena, sua filha mais nova, uma mulher com severa debilitação física que Charlotte imaginava ainda estar em uma instituição onde a colocou e não mais procurou ver. Dentro de pouco tempo sua estadia vai servir para que Eva exponha toda a mágoa do passado que levou-as ao afastamento.
E encerrou-se nesta quinta-feira, com a exibição do oitavo episódio, o primeiro ciclo do quarta temporada do seriado americano Lost. Os indícios sobre a temática das histórias e o novo artifício utilizado nos episódios derradeiros do terceiro ano tomaram forma e se estabeleceram na nova temporarada: o flashforward, recurso que, de forma inversa ao flashback, revela como se apresenta um personagem específico em um ponto no futuro, foi ostensivamente utilizado em três dos episódios e parcialmente utilizado, dividindo espaço com o já consagrado flashback, em mais um deles. As revelações feitas nos flashfowards tem implicação direta tanto sobre o “momento presente” dos personagens, antecipando eventos e mesmo o destino de alguns deles dentro de um futuro próximo na realidade presente da ilha, quanto sobre um futuro mais distante, revelando conflitos de alguns personagens com relação à fatos ocorridos e seu desejo de fazer algo para solucionar tais conflitos.
Um homem, praticando caça no deserto, se depara com uma série de carros e pickups abandonadas em meio a desolação. Ao aproximar-se encontra diversos cadáveres e descobre uma enorme quantidade de heroína. Após questionar, sem muito sucesso, um moribundo que sobreviveu ao tiroteio, ele acha, não muito longe, uma valise com 2 milhões de dólares – parte da transação mal-sucedida.